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domingo, 12 de junho de 2011

Dezinteresse

Umas das coisas mais lindas que jé me li...
Créditos ao MEU querido e Doug, o último...









Dezinteresse



ando pintando linhas
riscos soltos
pingos deixados sobre o papel de rascunho
que por desuso ou desapego
vai ser amassado e transformado em machê
sem correr o risco de se perder nos entremeios da pasta
prendo linhas rubras em maças do rosto
e vejo manchas púrpuras em peles mais ressecadas
não penso
só tracejo
por horas paro com o trabalho
e observo o tanto já desenhado
algumas cores deixadas de lado
preto que só se revela em sombras
pois o ambiente é de sol intenso
me desapego da obra
me desprendo dos ideais utópicos
para entender um desinteresse mutuo
relacionado ao medo
medo que a tela sente de mim
medo que eu sinto de terminar a obra precipitadamente
por ora, me prendo aos olhos
que gostariam de se mostrar verdes
esmeraldinos de lágrimas vãs
mas vão sempre insistir nessa doce mistura
do fundo azul com manchas amarelas
acho o ton perfeito
para os últimos e melhores momentos
de uma obra que não quero exibir
guardo-a comigo
e nada mais importa...

quinta-feira, 5 de maio de 2011

"Vamos fazer um filme..."

Tinha esquecido de como é bom chorar de amor por um amigo!






"Aloha!!
(Agora isso me lembra aloka! Hehehehe)

Estava já há alguns dias lembrando de quando passávamos páginas e páginas conversando por e-mail, então dei uma espiadinha nos históricos e rachei o bico com alguns dos mais insanos diálogos entre dois desocupados proletariados... Ahuahauhuahauh

Aaaah, que saudade que deu!! = )

Queria tanto poder passar mais tempo contigo piazinho.
Sei que vai parecer manha, mas sinto falta do meu amigo mais que irmão.
Tu sabe que eu só sou simpático mas não muito sociável...

Prometo que vou tentar te visitar na segunda quinzena de maio (!!!!).
Aí tu vai ter que me levar pra conhecer a cidade grande! Ahauhauhauhauha

E como estão as coisa aí por Metrópolis??
Aqui em Smallville continua tudo quase na mesma.
Na verdade apesar de não representar muito no cenário mundial, tu sabe que esse lugar é cheio de particularidades e algumas delas dariam filmes!
Mas isso é assunto pra horas sem fim (sendo bem otimista) de muita pipoca e Smirnoff... = )

Cara, só queria te dizer que apesar de o tempo passar e as coisas mudarem, eu não mudei. Pelo menos o que eu sinto por ti. Até pq se mudar eu aviso... OK?
Te amo pra caramba seu bocó!!! Ahauhauhauah
Tinha que quebrar o clima tava ficando estranho!! = P

Mas, me conta uma piada aí...

Amplexos patéticos e nostálgicos,


Vida longa ao Rei!!"






Resolvi apenas não revelar o nome, já contei o milagre, o santo eu não quero dividir....

sábado, 14 de agosto de 2010

Vestido de frio...

"Eu gostava mesmo era dos dias frios. Gostava de quando ele descia sorrateiro da cama, em um gesto velado para que eu não acordasse e me deixava em meio ao calor do seu corpo ausente. Gostava da sensação de falta que o frio trazia lentamente entre as cobertas, quando a cama insistia em mostar que minha companhia agora era travesseiro. Gostava de fazer de conta que dormia e espiar ele andando a passos leves pelo quarto. Gostava da sutileza com que colocava os velhos chinelos de lã, da destreza com que procurava temporariamente calor em outro lugar; e com os pés escondidos do frio ele passeava pela casa, e na sua ausência eu apenas observava. Eu via seu corpo ouriçar-se aos poucos e via-lhe vestir o manto que o frio tece. Depois de alguns minutos, de algumas visitas, ao banheiro, a cozinha, ele voltava e com a mesma destreza e sutileza deitava ao meu lado ainda vestido de frio, me beija a testa, sussurava um "bom dia" e depois aos poucos ia se despindo de de frio e se ornando de calor que me envolvia, e assim começavam sempre os melhores dias..."

domingo, 24 de janeiro de 2010

bLoG mEu, TeXtO dE qUeM eScReVe MeLhOr Do QuE eU... [BAR]

Como não podia deixar de ser, vou postar textos que não são meus mas que me tomam de tal forma que eu confesso pensar a seu respeito: "Droga!!!! Por que não fui eu quem escreveu essa maravilha?!"
Então aí vai o primeiro da série:



BAR
Calei a boca da noite.
Mostrei quem eu era.
Chamei umas garotas p'rum canto.
Falei merda.
Num céu escuro todo mundo é assim.
Falam com os braços, gritam com os olhos.
Reclamam da boca pra fora.
E só depois dizem que sim.
Te pedem bebida e grana.
Na boa. Carona pra voltar.
Embaixo de estrelas e no ritmo do som.
Atoa.
Sossegado.
E deixando rolar.

Créditos e louvores mais que merecidos À João Cláudio Petrillo.