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domingo, 2 de agosto de 2015

da leveza do tempo...

então é assim, aconteceu...
finalmente o tempo se fez acidente,
finalmente a ferida fechou,
sem marcas, sem cicatrizes,
sem rancor e sem amor.

finalmente eu olho para você sem dor,
eu olho você e vejo você, simples.

finalmente estou livre de mim,
livre dos desejos que alimentei,
das paixões que foram acalentadas pelo tempo,
finalmente há vento para levar...

indo, finalmente móvel de mim...
livre em voltar a sentir o gosto mais profundo,
em enxergar além da neblina...

aconteceu, simples como não foi...

domingo, 26 de julho de 2015

Tempo

Há tempo.

Ainda há tempo.


Eu vou estar em casa, só, e vou doer sua falta.

Eu vou acordar e achar que o dia está errado,
que as coisas estão fora do lugar,
que o sol não deveria ter nascido,
e que é um absurdo o tempo não parar se você não está aqui.
Eu tenho a certeza que seu lugar é em mim.

Há tempo.
Ainda haverá tempo.

Eu serei nostalgia em manhãs sem teu cheiro.
Serei espaço em uma cama vazia,
e talvez eu seja dor em uma cama a três, eu, qualquer outro e a lembrança...
Eu serei a prece para a cura do tempo...

Há tempo.
Ainda virão tempos...

Virão tempos em que eu cicatrizarei.
Virão tempos que as lembranças serão compartilhadas com sorrisos,
tempos que em nossos plurais voltarão a ser prazer.

Até lá, enquanto o tempo passa,
até que chegue o tempo certo, eu peço, esteja comigo,
será mais fácil ao seu lado,
Vamos aprender juntos a passar o pelo tempo até o tempo certo que há de vir.


segunda-feira, 20 de julho de 2015

por esses dias...

o tempo passa sem pressa,
em marcas que desenham meu rosto,
se arrastando em dores que aos poucos matam,
o tempo se faz carrasco de uma prisão que eu quis estar...

os dias são pequenas eternidades feitas para doer,
e fugir é ilusão.
há tanto sentimento preso nesse silêncio,
há tanta dor viva e pulsante nessa morte.

eu reprimi palavras, e represadas elas me ameaçam,
crescem e forçam meu peito em uma provável explosão...

cego eu ainda mantenho as portas abertas,
e cansado ainda espero você voltar, 
não espero mais pelo amor que você dizia sentir,
mas pela presença que acostumamos a ter,
espero pelo espaço no seu abraço...

eu tenho acompanhado você de longe, esperando por um sinal,
tenho aprendido a ter fé em verdades passadas, em certezas bêbadas,
faça sua parte, por favor...

domingo, 14 de junho de 2015

"moscas en la casa..."

... simples como Shakira cantou.



quarta-feira, 13 de maio de 2015

acabou.

olhe para mim,
diga, quanto mais dessa carne ainda será rasgada?
quanto ainda essa dor irá ditar o ritmo da caminhada?
eu sa[n]gro, e isso me faz fraco
me faz tão mal quanto deixar de ser cego,
me faz perder a esperança,
e acreditar no tempo,
me faz reconhecer as feridas, aceitá-las...


eu sou soldado desfalecendo na trincheira,
eu estou cansado, ferido.
estou com frio.
não há mais forças para continuar
eu errei  em querer você,
hoje eu sei, nem todas as batalhas devem ser vividas...


eu não quis ver o que era claro,
me ceguei, mas agora é tempo de lucidez,
eu vejo você além de mim.
quanto ainda irei morrer aos poucos,
a cada foto, a cada pedaço de desprezo seu?
tudo em mim é dor,
não há mais carne que sinta a navalha
não há dor que supere a desse coração que não pára,
que insiste em arrastar meu tempo no sofrimento,

quanto ainda vou lembrar?!
eu quero voltar a ser cego
ou morrerei na luz,
estou cansado...

eu queria odiar, mas a dor ocupou tanto espaço,
fez tantas marcas, tantas feridas...
não tenho forças para odiar aquilo que amo...

quanto mais ainda vou viver essa morte cantada em dramas
quanto ainda preciso doer,
é prisão essa dor,
como soldado derrotado vou me encolher no chão e esperar a guerra acabar,
vou esperar o fim da glória,
do frio, da dor,
vou viver o fim...

quarta-feira, 6 de maio de 2015

partido[a]

tantas vezes já te pedi para ir embora,
já te implorei por um último gesto de humanidade...
tantas vezes já quis te ver saindo,
batendo a porta como quem conhece a certeza de que não irá voltar.
mas agora quem está saindo sou eu,
você não está pronto parar viver a dois,
e a três eu estou cansado,
enquanto você e seu passado forem pesados eu não os quero mais,
não há dor que eu possa suportar daqui em diante,
o peso dessa dor que você causa está maior que o peso do amor que tínhamos,
e quando a dor supera o amor, ele perde a dignidade,
se torna nocivo.

eu estou indo sem levar muita coisa,
vou deixar com a você a história; aumente seus passados.
mas estou indo enquanto ainda há amor,
enquanto a dor ainda é poesia,
vou sair enquanto a bagagem ainda cabe em um coração machucado...

tanto disse que te amava que está difícil de duvidar,
nesse momento há mais dores em estar que em partir,
então, estou indo embora.
fique com sua bagunça,
resolva seus medos
e não me convide mais para jantar,
não peça que eu ampare suas lágrimas,
eu não caibo na sua cama, 
e sem espaço não quero ficar na sua vida,
esqueça as promessas que me fez,
viverei sem elas,
só preciso estar longe...

preciso ir embora,
ironia, tantas vezes te pedi,
tantas vezes implorei pela sua partida que nunca acontecia,
acho que entendo você...
mas de fato, eu preciso...
não me peça pra ficar ou pra voltar, não me faça tanto mal assim...
vou embora e  levarei o pouco de amor que sobrou, e nem sei mais se é por você ou por mim.
mas estou indo... 

segunda-feira, 27 de abril de 2015

ode ao ódio de amar

eu te odeio.
sim, ódio é muito forte,
mas nada em nós fui fraco alguma vez.
eu te odeio e não nos culpo por isso,
te odeio e desejamos nos odiar,
somos complementares,
sentimos sem a necessidade de nos explicarmos,
te odeio em tempos que ainda não sei precisar,
e sempre enquanto te amar vou querer/tentar te odiar...

sábado, 25 de abril de 2015

faxina

quase tudo pronto.
janelas abertas, o sol e o vento dançam pelas cortinas...

louça guardada,
casa limpa,
cama arrumada,
o cheiro de limpeza enche a casa...

tudo limpo e quase tudo organizado.
quase tudo em seu lugar,
agora só falta você em mim...

sábado, 28 de fevereiro de 2015

[Ha]migos, [a]deus...

então acaba assim,  com dor.

me despeço, com esse último e não menos doloroso adeus.
te sepulto em boa terra,
com boas lembranças,
com doces saudades,
mas com muita dor,
como não poderia deixar de ser.

te aceitei em dores,
te criei e alimentei em dores,
te quis, e como eu te quis...


e quando me rejeitou,
vivi em dores.

sonhei e desejei.

ambicionei e tentei fazer das dores amenidades,
afinidades.
mas ainda eram dores.
ainda apertavam,
ainda sufocavam e doíam,
eu ainda amava...


então decidi, eu te amo.
mas como a mãe que enterra o filho eu me despeço de você.
choro e grito em teu sepulcro,
mas te enterro.
te deixo só, ao frio que não me coube evitar,
te deixo repousar onde não alcançarei.
te olho, deixo flores,
e com um consolo que só a dor pode dar,
beijo o frio,
olho em mim, e me desprendo de você,
estou indo.

eu viverei sem a dor do adeus,
de agora em diante serei saudade,
serei mãe sem filho.
desejo, repulsa e culpa de si.


eu sou adeus de você. 

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

querido, eu estou indo embora.

eu sei que é tarde e pode ser perigoso, mas nada será mais ferino que dormir ao seu lado sem estar em você.
nada doerá mais que essa ausência, essa distância de roupas.
não se preocupe com os meus medos, eu cresci.
não perca seu sono.
e quando eu voltar a te ouvir, me chame pelo nome, por favor...


lembra quando éramos dois?! voltará a ser igual.

lembre-se, sempre amanhecerá, ainda que as noites pareçam infinitas, nosso amor era infinito, mas sempre amanhecerá.

querido, estou com um pouco de pressa e sem espaço nessa fuga, pego minhas coisas amanhã, ou deixe-as com alguém.



fiquei bem, eu estarei melhor quando amanhecer.



Ps.: quando terminar de ler esse bilhete, rasgue-o. não precisamos de lembranças para avivar as marcas desse amanhecer.

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015

Prioridades

tanta gente boa pra eu ler,
tanta gente à toa pra eu ser,
e eu aqui, pensando em ter você...

o vento das suas asas

e de tanto amar a liberdade me prendi a você...

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

Falar/Pedir/Implorar Sempre Sentir, Às vezes fingir...

Meus lábios dizem:

-Eu te amo, somos amigos. Você é tão especial, somos igualmente complementares.

Meu corpo pede:

- Chega mais perto, toca ele novamente, sente o cheiro dele, a respiração...

Meu coração implora:

- Abraça, nos compassa com o coração dele. Entenda o silêncio dele como permissão. Você viu o pedido silencioso dos olhos dele.


Eu te olho, esboço um sorriso e continuamos nossa conversa sobre o tamanho dos nossos egos, e nosso peculiar gosto musical. Somos amigos.

das mortes que me acometem.

Sim, há muito querer em mim.

Muitos deles estão apenas em meus desejos, estão em minhas torturas inatingíveis, longe das minhas mãos e dentro do meu coração. Mas esses não são um problema, são apenas um estímulo, são a garra que preciso para prosseguir, ir além.

O que mata, são as coisas que reprimimos, as que bloqueamos na ingênua tentativa de minimizar as "tragédias", essas sim, são piores.

Não as matamos, apenas tentamos conte-las, mas elas ficam vivas, crescendo de forma latente e avassaladora dentro de nós; e para crescerem elas precisam de espaço e para isso vão corroendo, destruindo tudo que acreditávamos estar certo, estar firme em alicerces que criamos baseados em desejos de não nos ferirmos.

O que bloqueamos não morre, apenas mata.

É difícil lidarmos com essas coisas. Difícil entender e aceitar aquilo que não sabemos não querer/poder.

Bloquear sentimentos até pode ser enganar aos outros, mas é aceitar matar a nós mesmos, é um suicídio mais lento e doloroso que qualquer outro conhecido/imaginado.


Não tenho moral pra falar sobre encarar de frente seus sentimentos, sobre aceitar o que cresce sem parar dentro de cada um de nós, mas me falta coragem para o suicídio, para a dor de ser decomposto vivo.

Encarar nossos sentimentos, mesmo que começando por outros ângulos, ainda é melhor que aceitar a lenta lepra que o bloquear-los causa.

domingo, 1 de fevereiro de 2015

das análises dos desejo.

toquei seus lábios,
te pedi silêncio.
cheguei mais perto.
nossos olhos se cruzaram, me perdi.
esqueci da fala, do ar;

eu vi você.
senti teu cheiro,
te senti me invadindo,
mas teu ego era muito grande,
faltava espaço dentro de mim,
voltei.

respirei, eu precisava de ar, de espaço,
precisava de você.

soltei teus lábios, 
me afastei dos teus olhos, 
dominei meus desejos,
sorrimos de forma equivocada.

estamos bem, ainda somos amigos.

segunda-feira, 24 de novembro de 2014

a ausência de quem não sai...

-Saia, é uma ordem! Eu não te dou mais esse espaço que você não quis.

(...)

Eu imploro, não me imponha a minha própria loucura.
Não me force a te amar.
Não me ensine a viver de migalhas.
Esteja ao me lado, se faça presente,
Me cause arrepios.
Cante pra mim, na cama, depois do sexo, ainda que antes do amor.
Esteja em mim por vontade sua, não por necessidade minha.
Ou saia.
Não quero mais gritar, estou pedindo com o resto de força que há em mim.
Vá embora.
Por favor saia do meu coração, me deixe só.
Me conforte com sua ausência,
Estarei melhor sem o que não tenho.
E do desejo farei lembrança,
Vá, estou implorando,

Não há mais dignidade para que eu possa te pedir isso de outra forma,
Por favor, vá embora...

domingo, 19 de outubro de 2014

O Doce Amargo da Sua Boca...

O grande se fazia maior.
Tudo era maior.
Até o silêncio quebrado pelos lábios era maior,
ao gritos seu coração insistia em atuar calmaria.
Sua boca, agora, amargamente doce cantava: 

"Deixa o moço bater
Que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos
Pra um amor de tantas rugas
Não ter o seu lugar"


E fora de você meu lugar era tão errado,
tão perdido na falta de espaço que esse vazio te causava.
Tudo estava tão grande que minhas medidas se perdiam em suspiros,
que minhas razões apenas aceitavam nossa soma.

Você é tão poesia que meus versos silenciavam, 
que o meu barulho se calou para melhor te ouvir, 
para não perder suspiros,
para melhor enxergar aquilo que os olhos cegaram.

Eu quis parar,
limpei seu doce amargo da boca,
E você, tímido, com sorrisos que me desarmavam,
cantava.
Cantava...


O Tamanho dos Espelhos D'água...

há tempestades que mais parecem garoas,
e ventos que destroem tanto em apenas refrescar,
há tamanhos que ainda desconhecemos,
nem todo o grande é maior que o pequeno, 
e, há em alguns pequenos tanto tamanho que mal cabem em algum lugar.


há tanto de mim em você que não me acho estando por perto,

me desconheço enquanto tento me explicar,
nosso corpo, um espelho.
nosso colo, a timidez desses tamanhos que não sabemos medir...


fujo de mim para estar em você,

para ser eu.
te explico quando me digo que sou,
e em você converto medidas, 
eu disfarço sentimentos sem tempo,
eu entendo o que não explicaremos,
e temo o que não se deve amar.


há tantos tamanhos em você que só cabem em mim,

e apertado, te faço conforto, te sou consolo,
um coração que não bate, um coração que dói,
por que sermos dois, encaixando tão bem em um?!


eu te divido enquanto me quebro,


e me entrego.
outros haverão, e nem todos sairão, mas só nesses tamanhos tortos haverá mais.



e a tempestade irá ser medida pelo estrago da renovação que ficará.