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sexta-feira, 10 de junho de 2016

vazio, sem espaço...

ainda são tantos pedaços,
tantas coisas pra juntar e colar,
ainda é tanto trabalho e eu estou cansado.
quero parar,
eu preciso ir agora...
estou tão cansado, sem forças, sem vontades...
estou um pouco perdido,
sem caminho,
sem palavras,
mas tão cheio de gritos e choros que parece que não vou aguentar...
há tanto de você em mim que fica difícil não ser "nós".
estou uma tempestade em mar aberto...
prisão em ventos revoltos.
eu não sei se quero continuar...
não sei se posso, se consigo...
não há mais ajuda que organize esse caos que virou sentir você
algo está errado quando o chão parece mais seguro e confortável.
falta alguma coisa quando não tocamos mais  silêncio.
algo está errado quando todos os lugares estão vazios, e nada mais tem espaço.
eu queria estar seguro nos seus olhos,
e queria estar livre de você,
mas há tanto para fazer ainda.
então, desculpa, preciso ir...

Lamento, por você...


Como você está?

Ouvi dizer que estava bem, que sua vida seguia...

Que conseguiu seguir, que as coisas estão em seu rumo...

Eu sindo muito, lamento.


Lamento por você não estar sentindo esse ódio que me toma,

lamento por a sua vida não ter sido descompassada,
por você não ter sido derrubado pelo furacão que nasceu em mim.
Eu sinto por você ter sido sempre tão"certo" .


Como disse você um dia, "acabou, isso prova que existiu..."

Sinto pelas borboletas que nunca passaram de lagartas em seu estômago.
Sinto pelas vezes que estive preso em seus olhos,
e pelas vezes que você quis que eu voasse, eu queria continuar em você...


Eu sinto por cada coisa que guardei,

por cada peso que carrego,
por lembranças de nós...

Eu lamento pelo aprendizado sobre ser um quando são dois,

eu profundamente lamento por tanta teoria...

Eu sinto muito por você estar bem, de verdade.
Eu queria que você tivesse sentido um pouco do que eu senti, 
que tivesse sofrido esse presente,
que fosse desconforto esse prazer.

Eu queria você sentindo como eu, queria continuar aprendendo com você...


domingo, 1 de maio de 2016

Me espera...

Perdido em fragmentos mal quebrados,
em sonhos que a noite não deixa acordar,
em bagunças que minha ordem luta para mentir,
em você, bagunçado...

Perdido em uma ordem dolorosa,
acostumado, mentindo e acreditando,
silenciando desejos,
afastando escuridões, clarões e verdades,
reprimindo trovões,
sendo meu por medo de ser seu,
clamando: tenta me reconhecer...

sábado, 6 de fevereiro de 2016

O Médico, O Monstro e o Tempo...

Eu vejo os dias passando,
E estar com você, às vezes, me faz sentir sua falta sempre.
Eu sinto tanto por não sermos,
Por estarmos,
Eu desejo tanto...

Eu vejo as coisas mudando,
E sinto a distância se consolidar com toda essa proximidade que se consolida,
Eu não posso te tocar como eu quero...
Mas não quero correr o risco de ficar sem teu toque...

Eu sei, eu falo muito, mas não direi nada,
Continuarei preso em seus olhos,
Seguro em seus abraços,
Desesperado pela sua ordem,
Seguirei velando o sentimento criança, que nasceu mas não vingara...

Estou tão confuso com você,
Sem você...
Estou tão melhor por você...

Eu seguirei,
Não há caminho ruim, se bem aproveitado.

Eu estarei observando o tempo...







quarta-feira, 17 de junho de 2015

vulnerabilidade

quando entrei, cobria minha nudez com frágeis mentiras,
escondia minhas vergonhas em falsas certezas...
nu, me sentindo vivo pelo frio que cortava,
sozinho de mim, 
acompanhado de você,
morrendo verdades...

quando entrei teu, me fiz tão meu que nem suportava tal peso.
nu, me dispus a você,
à transparência dos seus olhos,
ao chão da sua voz,
ao doce de sua atenção.

talvez meu medo tenha te assustado, 
talvez tenha sido frágil minha força em negar,
mas foi entrega minha honestidade,
foram verdades que só a você confiei.

há em mim mais medos que a luz poderia mostrar,
e há em você tanta paixão em descobrir,
tanta segurança em permitir,
há tanto conforto que agora que entrei não quero sair...

quarta-feira, 20 de maio de 2015

sobre não ver, não duvidar; sobre entregar...

há muito peso em tantas verdades,
e há muito de mim aqui,
me sinto sufocado pela iminência do ser,
assustado pelo que você vê em mim...


afogado na umidade de seus olhos,
perdido na segurança do embargo da sua voz,
seguro em você,
nas suas verdades confortantes,

perdoe-me pela incredulidade dos meus desejos,
pelos medos norteadores,
e mais, perdoe-me pela vontade em possuir...

eu desejei a tempestade,
e agora não sei como suportar a chuva,
não há mais voo com tanto vento...

sua fragilidade real.
suas verdades reais,
há tanta entrega, que a segurança se faz certa em aceitar você...

sábado, 11 de abril de 2015

previsão de tempos

doce é o mar que você fez de mim...
eu tinha dúvidas, tinha certezas, parecia completo,
eu tinha verdades para profanar e mentiras para me defender,

mas em segredo, confesso: sabia que me faltava você.
Talvez faltasse tuas verdades doloridas que tiram meu chão,
mas que aos poucos vão devolvendo meus caminhos, 
que deixam meus voos seguros.

como pode alguém que eu luto para ser estranho estar tão íntimo,
você gosta tanto do que diz ser eu,
e você é tão seguro em ser fiel,
tenho medo do desejo que sinto em seus olhos úmidos,
e desejo que meu medo em estar sem você não me consuma.

com o tempo acreditarei em suas promessas,
e com um tempo maior, não precisaremos mais delas,
gosto da sua voz de atenção que me dá conforto,
e da sua liberdade que faz acreditar em mim.

talvez as coisas mudem ,
talvez eu fique mudo, e em silêncio te implorarei ajuda,
eu sei, doce é o mar que você traz em mim...

sábado, 4 de abril de 2015

do começo...

eu tive medo de você,
sabia que se te convidasse pra entra você se faria dono da casa...

decisão difícil...

eu queria alguém para contar a verdade,
queria poder sentir o pesa da nudez,
me sufocavam as armaduras,
e sim, não sei ser diferente: tudo ou nada...

decisão difícil...

eu não confiava em você,
nem acreditava em seus doces olhos,
sua voz que parecia tão segura me dava mais medo,
as pessoas mentem, e você insistia em se parecer uma pessoa.

eu tive medo de você,
sabia que você saberia por andar mesmo que eu não te desse o mapa...

decisão difícil...

tudo em você parecia um problema,
tudo em com você seria exposição.

decisão difícil...


e então abri a porta, te pedi para entrar, para não reparar a bagunça, para achar um lugar para sentar, para achar um lugar para ficar...
vamos conversar, ajustar as coisas...

quero você.