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sábado, 7 de novembro de 2015

malinha de mão...

eu tenho um pedacinho,
um coração doloridinho,
um lugar e um caminho...

eu tenho um pouco de dúvida,
e uma certeza bem cretina, 
uma vontade sem vergonha...

eu tenho medo,
insegurança,
e nem tenho nada...

eu tenho sido eu,
tantos,
ninguém...

eu ando atoa,
ator,
tenho um finzinho de história pela metade...

quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

Confissão:


E se eu confessar: Me divirto?!
Talvez eu seja assim, torto.

Não nego,
E nem minto, gosto do errado.
Meus olhos se alegram com o não visual.
E meus lábios sempre desenham coisas inconcebíveis.
Minhas noites têm mais sol,
E sempre chovo quando o dia anoitece sozinho.
Mas eu confesso, me divirto.


domingo, 28 de agosto de 2011

confissões solitárias






...do silêncio que fiz, entendi não mais poder calar,
calejar e doer.
entendi não entender o que se faz,
o que se leva e o que se traz,
do silêncio que fiz entendi o que não se pode entender,
o que não se pode esconder em verdades,
e entendi o que se pronuncia em omitir,
entendi versos no silêncio...

terça-feira, 12 de julho de 2011

Mais que sonhar, ser sonho!

Algumas lembranças da infância são tão reais que chegam a ter cor e cheiro mesmo depois de anos. Eu ainda posso tocar na imagem da primeira vez que me perguntaram o que eu queria fazer quando crescesse, aquele dia é tão vivo em mim quanto cada uma das certezas que tenho e que mudo diariamente.

Quando criança não tinha certeza se seria cantor ou se trabalharia como ator, sabia apenas que qualquer outra coisa que tentasse fazer não me serviria. Na adolescência, o sobrepeso e o bulling me deram uma visão mais incerta quanto a um futuro profissional e menos respeitosa. Desisti da música quando meus professores desistiram de mim, desisti dos palcos quando tive medo de ser eternamente o Papai Noel, ou o gordo engraçado de programas de humor, que de forma pejorativa expõe as diferenças.

Três semestres de história, semestres de marketing, cinco de administração, cinco anos vagando por cursos que não gostava, e 64kg mais magro e a vida resolveu me fazer um carinho, me trouxe um presente. Ganhei uma bolsa para estudar teatro fora do estado em uma faculdade com bastante reconhecimento na área; era minha hora de mostrar o porquê vim ao mundo: “vou brilhar!”

Meus pais em sua extrema doçura financiaram minha viagem, e minha estadia em um lugar que nunca antes pensei estar. Conheci gente, fiz amigos, fiz contatos profissionais, brinquei de turista, fui o “menino do rio” por dias de sol que queimavam minha pele branca de gaúcho descendente de alemães. Finalmente eu via uma lembrança virando sonho, e o sonho virando realidade, eu seria ator.

Faltando alguns dias para o prazo final da entrega da documentação para a matrícula e efetivação da bolsa, liguei para casa, pedi um documento que faltava. Solicitamente minha mãe enviou o documento por correspondência segura de que chegaria antes do prazo final.

Prazo final, o documento não chegou. O que um dia foi lembrança que passou a ser sonho agora era ferida. Sentei no chão e como a criança de cinco anos, que dizia que seria ator, chorei sem vergonha de ninguém, nem mesmo de mim. Chorei uma dor que não queria sentir. Chorei uma injustiça que acreditava ser maldade da vida. Chorei e fiz do sonho uma promessa: nunca mais eu iria querer saber de qualquer coisa voltada à arte. Engoli o choro, o orgulho e pedi pra voltar pra casa.

Aprendi que a dor de ver um sonho morrer é igual à dor de passar por cima do próprio orgulho, é igual à dor da decepção de nós mesmos, e é igual à vergonha que sentimos das pessoas que pedimos para sonharem nossos sonhos. Voltei pra casa, para os amigos, para os curiosos, para o mundo que eu havia construído onde lembranças não eram sonhos.

Hoje, três anos depois, minha vida tomou novo rumo. A música voltou como companhia constante, os livros voltaram a ser prazer, e o cinema descanso, o teatro às vezes bate a porta e, quando estou bem, deixo ele fazer uma visita nesse novo mundo. A ferida tem estado em processo de cicatrização, já não dói mais como antes, mesmo que por hora sei ou sinto que o melhor é manter alguns sonhos no campo das lembranças, e o viver da arte vai ficando assim: inerte e indolor.

Toda essa explanação, e talvez exposição desnecessária, é para justificar algumas das minhas atitudes pessoais e para explicar novos posicionamentos. Eu ando meio calejado quando o assunto é sonhos, quando o assunto é ir atrás de uma vida que acreditamos ser a nossa vida certa, mas mesmo assim não consigo pensar em deixar tudo para traz e fazer de conta que lembranças nunca poderão ser sonhos, ou que sonhos nunca serão alcançados.

Perguntar quanto vale um sonho é tão absurdo quanto perguntar quanto vale uma vida. Algumas vidas nunca passarão de sonhos e alguns sonhos serão a única vida que algumas pessoas terão.

Eu já sonhei, já vivi; e já desisti dos dois em fases distintas da minha vida. E retomei ambos. Retomei uma vida que não sabia que tinha quando tive medo de não poder mais sonhar; e tive medo de viver de sonho quando a vida me fugiu ao controle. E saibam, nenhuma dessas coisas foi fácil, normalmente nos custam no mínimo uma grana que consideraremos mal investida e o esquecimento do nosso orgulho e vergonha em admitir que erramos.

Tenho visto alguns amigos adormecerem sonhos, e tenho acompanhado o quanto isso dói para eles. Tenho visto algumas pessoas largarem tudo em busca de seus sonhos, e em anos ou meses depois voltarem frustradas e sinto em mim a dor que dilacera a alma dessas pessoas, sei o quanto isso significa. Mas o que realmente tem matado minha alma são as pessoas que conheço e que por variados, e não aqui discutíveis motivos, têm desistido de ir atrás de seus sonhos, tem abdicado de serem elas mesmas. Sempre seremos o que amamos.

Admiro quem gosta do que faz e, mais ainda, quem gosta do que é. Admiro uma galera que vive cantando em bares, sejam eles lotados ou com três bêbados desatentos, conforme já vi. Admiro pessoas que se propõem a viver seus sonhos e não se importam em ser os próprios sonhos. Admiro pessoas como Guilherme Bulla, Vivi Fields, Lais Tetour, Tephy Marcondes, gente como o pessoal do Projeto Cama, Mesa e Banho; admiro essa galera que sonha e ensina a sonhar, que divide o próprio sonho sem pedir nada em troca, contando apenas com a boa vontade das pessoas.

Quando comecei esse blog, era para ser simplesmente um lugar onde eu pudesse escrever sentimentos distorcidos em metáforas, não tinha pretensões maiores e de fato ainda não as tenho, porém agora vou dar espaço a sonhos que me fazem sonhar. Não tenho o intuito e menos ainda a qualificação de fazer analises críticas, mas posso falar de sonhos e de verdades que as pessoas vivem, posso divulgar sonhos e quem sabe incentivar algumas pessoas a porem mochilas nas costas e viverem seus sonhos, quem sabe inspiro pessoas a se permitirem ser seus sonhos?

terça-feira, 17 de maio de 2011

você tem, eu sendo...

você tem sido o som do meu coração,
a nova música que meu silêncio tem ouvido,
você tem a melodia que me faz dançar,
que tira meus pés do chão.
e a doçura da tua voz tem sido alimento para meus dias...
você tem sido vontade que insiste em não passar,
você é o caminho por onde meus pés querem andar,
é o lugar onde quero estar,
você é grito que prendi,
é presente que ganhei,
você é medo de perder sem ter...

tenho sido dança com a tua música,
e tenho quisto você a cada novo acorde,
a cada nova cor e cheiro que você me ensina sem saber...
tenho andado em um ritmo que não é meu,
tenho sido tão teu, que esqueci de ser...
tenho estado diferente,
e tenho estado tão igual em querer e temer,
igual em querer e não medir,
igual em não entender,
tenho sido diferente em não tentar explicar,
tenho sido diferente em pedir: VEM!

terça-feira, 10 de maio de 2011

... certezas ...




existe um silêncio que só cabe no escuro da minha cama,
uma cor que só ganha nome na luz dos teu olhos,
em você há movimento,
sinto teu fluir e meu corpo esquenta,
e teu calor é existência,
há em mim um lugar que só você pode estar.
e há uma palavra que só por você posso dizer,
em ti o impronunciável ganha forma...
existem caminhos que só em teu corpo posso percorrer,
e gostos que guardei em você.
há em mim mais de você que meus medos possam negar...
mas há começo e há fim,
e o que há de ser, o tempo vai dizer...



quinta-feira, 5 de maio de 2011

"Vamos fazer um filme..."

Tinha esquecido de como é bom chorar de amor por um amigo!






"Aloha!!
(Agora isso me lembra aloka! Hehehehe)

Estava já há alguns dias lembrando de quando passávamos páginas e páginas conversando por e-mail, então dei uma espiadinha nos históricos e rachei o bico com alguns dos mais insanos diálogos entre dois desocupados proletariados... Ahuahauhuahauh

Aaaah, que saudade que deu!! = )

Queria tanto poder passar mais tempo contigo piazinho.
Sei que vai parecer manha, mas sinto falta do meu amigo mais que irmão.
Tu sabe que eu só sou simpático mas não muito sociável...

Prometo que vou tentar te visitar na segunda quinzena de maio (!!!!).
Aí tu vai ter que me levar pra conhecer a cidade grande! Ahauhauhauhauha

E como estão as coisa aí por Metrópolis??
Aqui em Smallville continua tudo quase na mesma.
Na verdade apesar de não representar muito no cenário mundial, tu sabe que esse lugar é cheio de particularidades e algumas delas dariam filmes!
Mas isso é assunto pra horas sem fim (sendo bem otimista) de muita pipoca e Smirnoff... = )

Cara, só queria te dizer que apesar de o tempo passar e as coisas mudarem, eu não mudei. Pelo menos o que eu sinto por ti. Até pq se mudar eu aviso... OK?
Te amo pra caramba seu bocó!!! Ahauhauhauah
Tinha que quebrar o clima tava ficando estranho!! = P

Mas, me conta uma piada aí...

Amplexos patéticos e nostálgicos,


Vida longa ao Rei!!"






Resolvi apenas não revelar o nome, já contei o milagre, o santo eu não quero dividir....

segunda-feira, 2 de maio de 2011

quero silêncio em mim...

as coisas estão estranhas aqui dentro,
estou sentindo um cheiro de saudade que não reconheço,
e tem um pulsar desconhecido no meu peito.
os dias tem tido um tempo errado,
e as noites um fim que não chega até que eu adormeça.
o sentimento está sem nome,
e há uma dor que de tão leve, duvido que dói,
tenho sentido aqui dentro algo que ainda não vi lá fora...
as coisas tem tido um cheiro peculiar, que me faz lembrar o que não identifico,
estou confuso,
estou com frio,
e estou com chuva aqui dentro...
estou querendo silêncio em mim...

quarta-feira, 27 de abril de 2011

com versos, com poesia...

às vezes a poesia tem gestos,
às vezes ela tem palavras,
e às vezes ela tem pessoas...

eu te quis menino poesia,
te quis perdido em mim,
no que é meu, nas coisas que te dei...

gosto da tua sensibilidade quase carente,
da pureza que te faz sóbrio,
do medo de ser piegas...

gosto do sentir por você,
gosto desse gosto que tua poesia deixa,
gosto desse deixar que acaba...

gosto das frases que te gritam,
e você com receio em não agradar o que gosta,
pede desculpa...

gosto de você pedindo,
e gosto mais ainda de você dando,
gosto de você menino poesia...

gosto da tua necessidade de cuidado,
e do teu cuidar,
você é porto seguro,
e um dia vai entender que pedir colo é dar segurança também...

gosto do teu lugar em mim poesia,
gosto de você solto em meus pensamentos
e porque não gostar menino?

quero teu colo poesia,
te quero por inteiro, sem querer ser meu,
sendo teu e gostando tanto do que tem que me oferecerá um pedaço...

te quero além das noites poesia,
te quero além dessas linhas,
e quero carne.

deixe doer,
e deixe parar de doer,
e deixe ser vastidão de silêncio,
deixe de ser meu,
me deixe,
vá embora,
e depois volte,
deixe de ser teu,
mas nunca deixe de ser poesia.


segunda-feira, 18 de abril de 2011

Presentes do passado ou passados do presente...

Ele podia ter sido o primeiro, mas fez o único.
Foi descoberta e turbilhão de sentimentos;
Sonhos que privei da noite,
foi noites que doí em amanhecer...

Ele foi desejo que reprimi e que gritei!
Foi o brilho que meus olhos carregaram,
e a música que conheci, que aceitei.
Foi companhia certa,
foi graça que fiz,
presente que recebi...

Ele foi a voz que eu esperava ouvir,
a mão que nunca senti.
Foi o gozo da verdade que não sei se vivi,
foi confissões que fiz, que não soube esconder,
ele foi eu por inteiro,
foi o travesseiro,
a chuva, o vento...

E foi a lágrima...

Obsessão.

Paixão sem fim...

Foi o que o amor é pra mim...

Etéreo.

Ele foi tanta coisa, que de todas, mais me agrada é saber que foi meu,
e que foi livre...
Ele foi tanta coisa, que o que me move é saber que ele ainda é quem ele quer ser...
Ele é o som do meu coração,
é a promessa que vou cumprir...

Ele é distância que não afasta,
é descoberta.

E hoje não sei quem ele é,
mas nunca vou duvidar do que ele é...

domingo, 10 de abril de 2011

Crú e [dez]necessário...

Com 25 anos já troquei mais de 15 vezes de emprego. Desisti do magistério na metade. Troquei 4 vezes de curso de graduação, sem terminar nenhum até agora. Comprei meu atual corpo com uma redução de estômago. Mudei mais de 32 vezes de casa. Namorei com quem me deixou com mais chifres que cabelos na cabeça.
Errei a cada um dia dos meus atuais 9181 dias vividos. Fiz coisas erradas que julguei serem as mais belas do mundo, e vi belezas se acabando em casulos que não se romperam. Tive mais medo que sorte e menos verdades em assumi-los que coragem, eu sou assim: IMPERFEITO!
Eu quis por tudo fora, quis me desfazer de quem sou e de quem tenho de mim, mas acontece que sendo completo sou ruim, sou errado, e sou bom; Acontece que sendo eu, sou meu!
Gosto desse gosto de frustração que às vezes insiste em vir antes da sensação de dever cumprido, de alívio.
Gosto dos conselhos que segui, e amo os que nem ouvi. Tive trabalho em viver até aqui, e mais ainda em morrer até aqui; e em morrer nem sempre tive sucesso.

Esse sou eu, crú.
Sem cor, sem dor, sem amor, só os fatos; e querem saber por que? Porque essa imparcialidade que não sei ter da uma certa credibilidade que não quero ter, mas que por agora vai me ajudar a te fazer entender um anseio, uma advertência necessária para a vida de qualquer pessoa:


-NÃO FAÇA AS COISAS PERFEITAMENTE!!!

E quer saber por que? Porque perfeição é sinônimo de inexistente, quem fez perfeito nunca fez. Mas quem fez, viveu.
Estou cansado de esperar pelo tempo certo, pela hora exata, pelo sentimento que não machuca, EU QUERO VIVER! Quero amor eterno até que se feche a porta, quero doer se não der certo, quero entender e sentir que amanhã é hoje. Chega, não percamos nossas vidas esperando.
Precisamos andar...

sábado, 5 de março de 2011

Ganho!

Ganhei amigos,
ganhei confissões,
ganhei companhia certa.
E quando tive fome, comi...
quando tive sede, bebi;
e bebi também para ter mais vontade,
e quando a tive vontade; eu tive muita vontade,
E aí, reprimi...
Ganhei cama necessária...
ganhei abraços,
E quando tive sono, ganhei mais abraços...
Ganhei a noite!
Ganhei mais uma vez teu cheiro no meu travesseiro...
E ganhei a melhor forma do mundo de acordar,
Só para o dia também ganhar...

segunda-feira, 15 de novembro de 2010

...coxia

eu queria chover lá fora como chovo aqui dentro,
queria sentir derramar mais de mim,
há tempos parei de sentir água,
e comecei a ser pedra,
comecei a esquecer das coisas que fluem
e passei a forçar as que achava necessário.

eu queria ser fraco aqui fora,
assim como finjo ser forte lá dentro.
eu criei conceitos e teorias que não soube explicar,
que não consegui sustentar.
eu deixei de ser meu por mim.

eu queria jorrar mais.
queria pedaços meus pela casa,
eu preciso de fortaleza desfeita.
onde estão meus medos?
quero sentir verdades que escondi em mentiras protetoras.
eu quero um fim,
e quero também mais fogo nessa brasa que não se apagou.

eu queria ver as luzes ali na frente,
assim como não se apagam aqui dentro,
eu preciso ouvir mais mãos se juntando,
e saber da altura que um vôo pode ter,
saber do peso que um texto pode ser.
eu quero gritar e admitir,
por isso vou continuar a fingir e fugir.

cortejo sonhador...

eu seguia o cortejo...
era preto, era branco,
era canto e era reza.
com o velar nos passos,
com a noite entrando em dia,
com dias afogados em confusão de irreal.
não teve cheiro,
não teve carne.
era espírito livre,
bordados em cetim,
brilho fosco de entardecer.
eu cortejava perdido aquilo que ainda não achei.
eu era multidão de um,
era cortejo solitário,
era solidão acompanhada,
preso na liberdade de sonhar.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

...segredos de querer

eu queria ser faca e cortar o vento,
queria ser mestre e explicar o que as cores sutilmente escondem.
eu queria voar com asas vermelhas que não libertam além de um céu de flores,
andar descalço por um caminho de sapatos perdidos e achados de si.
eu queria escorregar por entre meus dedos,
dançar em cheiros de silêncio, em expectativas de festa.
eu queria esperar.
quando corro, não tenho a pretensão de alcançar,
e menos ainda a de chegar,
quando corro apenas quero ser vento.

eu queria ser luz que apaga,
ser mente que mente pra alegrar em lembranças que esqueci.
queria ser nota de violão choroso,
ser melodia de dança em pés cansados.
ser movimento que o vento esqueceu de mexer, esqueceu de fazer.
eu queria ser casulo irrompido,
casa abandonada em nome de liberdade que só as cores da luz conhece.
quando acordo não desejo fazer, o segredo é saber apreciar.

eu queria ser pedra que rola,
ser despenhadeiro que faz subir quando cai,
queria cores de vermelho terra pintados em som de calor.
eu desejei ser cortado por água,
me tornar caminho de lendas
abrigo de estrelas cansadas.
eu seria deserto a noite, e praia de manhã só para poder entardecer rio.
eu seria personagem de conto de fadas, que o livro não fechou.

eu desejei tanto,
sonhei tanto,
vi sons, ouvi cores, temei estações e passei por sentimentos...
e hoje sou o que nunca soube admitir que queria ser,
hoje sou mudança que gosta de andar,
mudança que sabe parar, que sabe continuar,
sou mudança que só faz uma coisa: MUDAR.
porque mudar faz aprender,
porque mudar não significa abrir mão do que é bom,
mas mudar significa valorizar o que não se quer deixar.

terça-feira, 2 de novembro de 2010

DECLARAÇÃO PROFANA!

"Respeito muito minhas lágrimas
Mas ainda mais minha risada
Inscrevo, assim, minhas palavras
Na voz de uma mulher sagrada
Vaca profana, põe teus cornos
Pra fora e acima da manada
Vaca profana, põe teus cornos
Pra fora e acima da man...
Ê, ê, ê, ê, ê,
Dona das divinas tetas
Derrama o leite bom na minha cara
E o leite mau na cara dos caretas..."







Respeitosamente, bem digo em ti profana de olhos e santa de beijos, os nomes e os desejos que meu alento não deixam fugir.
Em ti grito ô mulher de muitos amores, as dores que meu peito não deixa crescer por medo de morrer na humanidade que os teus olhos não sabem ver.
Deusa de sons e ruídos conhecidos, mulher de muitos maridos, mas fiel a um só amante: o tempo.
Dai-me tempo, dai-me vida que emana de ti ô minha vaca, minha profana.
Quando te cantaram, sabiam que um dia eu te roubaria; que contigo fugiria; que casaria e que depois festaria a tragédia que acordamos por estarmos sóbrios.
Sejamos sempre festa!
E que as dores mortas por nossas mentiras existam vivas em nossos destinos,
Sintamos nós minha entidade Larissa, minha epidemia maior, o amargo do mel e o doce do fel,que os outros não encontram por medo de esmiuçar o pequeno, e desespero em viver o grande.
Façamos nós amor em palavras ferinas que os olhos não sentem, que os corações não mentem; e bem sabes tu minha deusa entidade epidêmica bovinamente profana: EU TE AMO EM LETRAS MAIORES QUE A DE CAETANO, QUE ANTES TE CANTOU...
Te sentirei sempre como café, sempre sem açúcar, sempre errando em te beber por excesso, criando palpitações, tendo tonteiras lendo besteiras, acelerando o coração...
Preciso de ti no limite que desconheço e desprezo.
Te abuso com gosto e gozo, minha sempre café e deusa entidade epidêmica bovinamente profana Larissa...
Contigo guardo segredos escrachados, e músicas só nossas que alguém cantou, músicas que todos conhecem mas que em nós são segredos sentimentais...
São minhas as lágrimas que derramas e que te lavam alma; lágrimas que escondem um porque alheio.
E embora eu não admita, para ti meu mantra é : "Mostra, mostra, mostra as tuas tetas, deixa que eu veja as tuas tetas, não mostra para os caretas, mas se preciso for, careta também ser meu amor, então mostra, mostra..."
Te mostra Larissa, tu é grande demais pra pedir atenção!
Te faz mulher lagarta de casulo apertado.
Desabrocha em ti, sai desse vício de ser, e te torna aquilo nasce pra fazer: ser Larissa.
Te faz Larissa, degringola!
Minha sempre café e deusa entidade epidêmica bovinamente profana Larissa...

segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Inspiração

não sei o que exatamente acontece quando as palavras se escondem em inspirações inesperadas,
mas sei que é engraçado e agoniante saber do que falar e ver a criatividade calar.
eu ando em crise de verboragia, logo eu!
eu que sempre fui bom em enrolar, divagar, estragar de tanto falar...
logo eu que sempre tinha algo a dizer mesmo quando silêncio bastava.
irônia?! até podia, mas prefiro definir como agônia essas palavras que insistem em calar.
eu queia falar de Liana que é chá, de Larissa que é café,
queria perguntar onde está Andréa...
e contar dos voos que o menino passarinho anda dando...
eu queria pedir das pernas que me perdem, e queria contar das penas de Roque.
eu queria chorar em versos com Bethânia...
mas cadê?
cadê!
cada essa tal inspiração verborragica que embriaga a alma e solta os verbos?
cadê os sonhos que só as palavras podem sonhar?
cadê a eloquência que afogava o siliêncio em frases nem sempre bem ditas, em frases bem vividas...
cadê as poesias que faziam de mim um bobo em fim de festa?
cadê essa tal inspiração que sumiu e deu vazão a esse mar de vontade...


(-Ah que vontade de gritar palavras minhas, que o silêncio ainda não conhece...)


cadê minhas palavras que me traiam, e que tanto atraiam?
cadê?

sábado, 28 de agosto de 2010

Eu admito, gosto de homens!

Gosto de homens!
Gosto daqueles tipo Chico, Caetano tipo Tarantino, homens como Érico, Vinicius, Fernando, aqueles que envelhecem com sabedoria e sabor agradável ao paladar de qualquer um. Gosto daqueles olhos que petram cuidadosamente sem pedir licença, gosto de vozes macias com força de trovão, de vozes doces como morangos pela manhã. Gosto de gestos confusos, de atitudes certas. Gosto de rugas historiadoras, daquelas que contam fabulas em sorrisos safados de meninos que o tempo esqueceu. Gosto de homens que não forçam, homens que nos fazem desejo, que nos dão o melhor presente: a imaginação.
Gosto de homens de cabelos brancos bem vividos, brancos bem tingidos de experiência que só a dúvida pode dar. Gosto desses homens de versos, em verso. Gosto de homens de poesia solta, homens de tarde sem tédio, de madrugadas quentes cheirando a doce. Gosto de homens que se permitem; homens que são tão homens em não se preocupar ser.
É, gosto realmente de homens.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

CoN[vErSaNdo]...

Política, religião, economia e graças a Deus sexo! Sim, graças a Deus, porque os tempos mudaram e falar sobre tudo inclusive particularidades pessoais e alheias não só é aceitável e comum, mas também, de certa forma esperado por todos. Obviamente que não me faço de rogado e com todo o prazer que a fala me dá, usufruo dos assuntos que a banalidade me oferece.
Há algumas noites estava eu conversando com uma amiga quando o assunto em voga de repente se tornou o sexo, foi aí que ouvi a célebre frase que para ela, era no fundo quase uma filosofia de vida:

“-Sexo de manhã não, né Ton?! Sem condição...”
Na hora em meio a risos questionei:
“-Como assim? Mas e se você tiver tesão?”
“-Não Ton, de manhã não tem como dar tesão...”

Risos a parte, e sem saber se entendi; respeitei, afinal, cada um com suas particularidades...
O fato é que pra mim sexo não é ato cronológico.
Sexo pra mim é sentimento atemporal, é desejo de dois em um. Não sinto tesão necessariamente pela manhã, a tarde ou a noite; não sinto tesão de forma programada nos sábados ou vésperas de feriados. Sinto tesão enlouquecedora quando sinto o cheiro de quem me vê por inteiro, quando meus olhos encontrão razão para estarem azuis; sinto tesão quando sinto a língua que eu desejo percorrendo de forma marota minha nuca e morrendo molhada em mordidas na minha orelha, sinto tesão quando a doçura de um abraço apertado e sem espaço pela quantia de amor que carrega me faz entender que “fazer sexo” pode sim ser, o antes temido “fazer amor”. Sinto tesão quando aquele cheiro que me consola se mistura ao meu, quando o meu berço que é meu terço se faz viva, se faz vida em mim, sinto tesão quando a saudade me faz entender que o que procuro só está em um lugar, em uma pessoa, sinto tesão quando entendo uma única pessoa é a forma certa de encaixe que tenho. Sinto tesão quando de maneira sábia, sóbria e certa concluo que sexo com quem se namora é infindavelmente vezes melhor do que sexo casual, infinitamente vezes melhor que sexo por “simples” atração física. E quer saber?! Sexo casual ou pela “simples” atração física não é errado ou certo. Não cabe a mim julgar em outros os atos e fatos que já fiz (procuro não ter julgamentos, embora às vezes perseguido por eles, procuro sim ter conclusões, e essa é uma delas: sexo com quem namoramos é melhor!).
Resumindo: sexo é bom, eu gosto e é pessoal a dois. E assim como a política a economia e a religião hoje, graças a Deus, conversamos banalmente sobre eles, e por mais que sejam assuntos corriqueiros, sempre serão pessoais e nunca haverá padronização, certo ou errado sobre eles. Então fale, faça, mas por você, da forma que você acha certa.

DeGrInGoLaNdO...

Sem pretensão,
Sem atenção
Sem intenção.
Sem a pretensão de ter atenção aos que ela encanta pela intenção de não ser.

Cheia de cores,
Cheia de sons,
Cheia de risos.
Cheia de cores que os sons pintam em sorrisos que só ela sabe dar.

Sem coerência,
Sem paciência
Sem se importar.
Sem coerência ou paciência pra se importar por quem não faz seu mundo girar.

Cheia de garra,
Cheia de marra,
Cheia de tesão.
Cheia de garra e marra só pra dar mais tesão ao olhar.

Sem “dedos”,
Sem freios,
Sem meios.
Sem dedos e freios sem meios termos.

Cheia de vida
Sem ser despercebida
Cheia de força.

Sem silêncios
Cheia de prismas
Sem mentiras.

Cheia de muros
Sem barreiras,
Cheia de teias.

Sem saber,
Cheia de querer,
Sem vergonha!

Sem degringolar
Cheia de gringolices,
Ela é verbo,
Ela é Larissa.