sábado, 7 de novembro de 2015
malinha de mão...
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Confissão:
domingo, 28 de agosto de 2011
confissões solitárias
terça-feira, 12 de julho de 2011
Mais que sonhar, ser sonho!
Algumas lembranças da infância são tão reais que chegam a ter cor e cheiro mesmo depois de anos. Eu ainda posso tocar na imagem da primeira vez que me perguntaram o que eu queria fazer quando crescesse, aquele dia é tão vivo em mim quanto cada uma das certezas que tenho e que mudo diariamente.
Quando criança não tinha certeza se seria cantor ou se trabalharia como ator, sabia apenas que qualquer outra coisa que tentasse fazer não me serviria. Na adolescência, o sobrepeso e o bulling me deram uma visão mais incerta quanto a um futuro profissional e menos respeitosa. Desisti da música quando meus professores desistiram de mim, desisti dos palcos quando tive medo de ser eternamente o Papai Noel, ou o gordo engraçado de programas de humor, que de forma pejorativa expõe as diferenças.
Três semestres de história, semestres de marketing, cinco de administração, cinco anos vagando por cursos que não gostava, e 64kg mais magro e a vida resolveu me fazer um carinho, me trouxe um presente. Ganhei uma bolsa para estudar teatro fora do estado em uma faculdade com bastante reconhecimento na área; era minha hora de mostrar o porquê vim ao mundo: “vou brilhar!”
Meus pais em sua extrema doçura financiaram minha viagem, e minha estadia em um lugar que nunca antes pensei estar. Conheci gente, fiz amigos, fiz contatos profissionais, brinquei de turista, fui o “menino do rio” por dias de sol que queimavam minha pele branca de gaúcho descendente de alemães. Finalmente eu via uma lembrança virando sonho, e o sonho virando realidade, eu seria ator.
Faltando alguns dias para o prazo final da entrega da documentação para a matrícula e efetivação da bolsa, liguei para casa, pedi um documento que faltava. Solicitamente minha mãe enviou o documento por correspondência segura de que chegaria antes do prazo final.
Prazo final, o documento não chegou. O que um dia foi lembrança que passou a ser sonho agora era ferida. Sentei no chão e como a criança de cinco anos, que dizia que seria ator, chorei sem vergonha de ninguém, nem mesmo de mim. Chorei uma dor que não queria sentir. Chorei uma injustiça que acreditava ser maldade da vida. Chorei e fiz do sonho uma promessa: nunca mais eu iria querer saber de qualquer coisa voltada à arte. Engoli o choro, o orgulho e pedi pra voltar pra casa.
Aprendi que a dor de ver um sonho morrer é igual à dor de passar por cima do próprio orgulho, é igual à dor da decepção de nós mesmos, e é igual à vergonha que sentimos das pessoas que pedimos para sonharem nossos sonhos. Voltei pra casa, para os amigos, para os curiosos, para o mundo que eu havia construído onde lembranças não eram sonhos.
Hoje, três anos depois, minha vida tomou novo rumo. A música voltou como companhia constante, os livros voltaram a ser prazer, e o cinema descanso, o teatro às vezes bate a porta e, quando estou bem, deixo ele fazer uma visita nesse novo mundo. A ferida tem estado em processo de cicatrização, já não dói mais como antes, mesmo que por hora sei ou sinto que o melhor é manter alguns sonhos no campo das lembranças, e o viver da arte vai ficando assim: inerte e indolor.
Toda essa explanação, e talvez exposição desnecessária, é para justificar algumas das minhas atitudes pessoais e para explicar novos posicionamentos. Eu ando meio calejado quando o assunto é sonhos, quando o assunto é ir atrás de uma vida que acreditamos ser a nossa vida certa, mas mesmo assim não consigo pensar em deixar tudo para traz e fazer de conta que lembranças nunca poderão ser sonhos, ou que sonhos nunca serão alcançados.
Perguntar quanto vale um sonho é tão absurdo quanto perguntar quanto vale uma vida. Algumas vidas nunca passarão de sonhos e alguns sonhos serão a única vida que algumas pessoas terão.
Eu já sonhei, já vivi; e já desisti dos dois em fases distintas da minha vida. E retomei ambos. Retomei uma vida que não sabia que tinha quando tive medo de não poder mais sonhar; e tive medo de viver de sonho quando a vida me fugiu ao controle. E saibam, nenhuma dessas coisas foi fácil, normalmente nos custam no mínimo uma grana que consideraremos mal investida e o esquecimento do nosso orgulho e vergonha em admitir que erramos.
Tenho visto alguns amigos adormecerem sonhos, e tenho acompanhado o quanto isso dói para eles. Tenho visto algumas pessoas largarem tudo em busca de seus sonhos, e em anos ou meses depois voltarem frustradas e sinto em mim a dor que dilacera a alma dessas pessoas, sei o quanto isso significa. Mas o que realmente tem matado minha alma são as pessoas que conheço e que por variados, e não aqui discutíveis motivos, têm desistido de ir atrás de seus sonhos, tem abdicado de serem elas mesmas. Sempre seremos o que amamos.
Admiro quem gosta do que faz e, mais ainda, quem gosta do que é. Admiro uma galera que vive cantando em bares, sejam eles lotados ou com três bêbados desatentos, conforme já vi. Admiro pessoas que se propõem a viver seus sonhos e não se importam em ser os próprios sonhos. Admiro pessoas como Guilherme Bulla, Vivi Fields, Lais Tetour, Tephy Marcondes, gente como o pessoal do Projeto Cama, Mesa e Banho; admiro essa galera que sonha e ensina a sonhar, que divide o próprio sonho sem pedir nada em troca, contando apenas com a boa vontade das pessoas.
Quando comecei esse blog, era para ser simplesmente um lugar onde eu pudesse escrever sentimentos distorcidos em metáforas, não tinha pretensões maiores e de fato ainda não as tenho, porém agora vou dar espaço a sonhos que me fazem sonhar. Não tenho o intuito e menos ainda a qualificação de fazer analises críticas, mas posso falar de sonhos e de verdades que as pessoas vivem, posso divulgar sonhos e quem sabe incentivar algumas pessoas a porem mochilas nas costas e viverem seus sonhos, quem sabe inspiro pessoas a se permitirem ser seus sonhos?
terça-feira, 17 de maio de 2011
você tem, eu sendo...
terça-feira, 10 de maio de 2011
... certezas ...
quinta-feira, 5 de maio de 2011
"Vamos fazer um filme..."
segunda-feira, 2 de maio de 2011
quero silêncio em mim...
quarta-feira, 27 de abril de 2011
com versos, com poesia...
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Presentes do passado ou passados do presente...
domingo, 10 de abril de 2011
Crú e [dez]necessário...
sábado, 5 de março de 2011
Ganho!
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
...coxia
cortejo sonhador...
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
...segredos de querer
terça-feira, 2 de novembro de 2010
DECLARAÇÃO PROFANA!
"Respeito muito minhas lágrimasInscrevo, assim, minhas palavras
Na voz de uma mulher sagrada
Vaca profana, põe teus cornos
Pra fora e acima da manada
Vaca profana, põe teus cornos
Pra fora e acima da man...
Ê, ê, ê, ê, ê,
Dona das divinas tetas
Derrama o leite bom na minha cara
E o leite mau na cara dos caretas..."
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Inspiração
mas sei que é engraçado e agoniante saber do que falar e ver a criatividade calar.
eu ando em crise de verboragia, logo eu!
eu que sempre fui bom em enrolar, divagar, estragar de tanto falar...
logo eu que sempre tinha algo a dizer mesmo quando silêncio bastava.
irônia?! até podia, mas prefiro definir como agônia essas palavras que insistem em calar.
eu queia falar de Liana que é chá, de Larissa que é café,
queria perguntar onde está Andréa...
e contar dos voos que o menino passarinho anda dando...
eu queria pedir das pernas que me perdem, e queria contar das penas de Roque.
eu queria chorar em versos com Bethânia...
mas cadê?
cadê!
cada essa tal inspiração verborragica que embriaga a alma e solta os verbos?
cadê os sonhos que só as palavras podem sonhar?
cadê a eloquência que afogava o siliêncio em frases nem sempre bem ditas, em frases bem vividas...
cadê as poesias que faziam de mim um bobo em fim de festa?
cadê essa tal inspiração que sumiu e deu vazão a esse mar de vontade...
(-Ah que vontade de gritar palavras minhas, que o silêncio ainda não conhece...)
cadê minhas palavras que me traiam, e que tanto atraiam?
cadê?
sábado, 28 de agosto de 2010
Eu admito, gosto de homens!
Gosto daqueles tipo Chico, Caetano tipo Tarantino, homens como Érico, Vinicius, Fernando, aqueles que envelhecem com sabedoria e sabor agradável ao paladar de qualquer um. Gosto daqueles olhos que petram cuidadosamente sem pedir licença, gosto de vozes macias com força de trovão, de vozes doces como morangos pela manhã. Gosto de gestos confusos, de atitudes certas. Gosto de rugas historiadoras, daquelas que contam fabulas em sorrisos safados de meninos que o tempo esqueceu. Gosto de homens que não forçam, homens que nos fazem desejo, que nos dão o melhor presente: a imaginação.
Gosto de homens de cabelos brancos bem vividos, brancos bem tingidos de experiência que só a dúvida pode dar. Gosto desses homens de versos, em verso. Gosto de homens de poesia solta, homens de tarde sem tédio, de madrugadas quentes cheirando a doce. Gosto de homens que se permitem; homens que são tão homens em não se preocupar ser.
É, gosto realmente de homens.
quarta-feira, 21 de julho de 2010
CoN[vErSaNdo]...
Há algumas noites estava eu conversando com uma amiga quando o assunto em voga de repente se tornou o sexo, foi aí que ouvi a célebre frase que para ela, era no fundo quase uma filosofia de vida:
“-Sexo de manhã não, né Ton?! Sem condição...”
Na hora em meio a risos questionei:
“-Como assim? Mas e se você tiver tesão?”
“-Não Ton, de manhã não tem como dar tesão...”
Risos a parte, e sem saber se entendi; respeitei, afinal, cada um com suas particularidades...
O fato é que pra mim sexo não é ato cronológico.
Sexo pra mim é sentimento atemporal, é desejo de dois em um. Não sinto tesão necessariamente pela manhã, a tarde ou a noite; não sinto tesão de forma programada nos sábados ou vésperas de feriados. Sinto tesão enlouquecedora quando sinto o cheiro de quem me vê por inteiro, quando meus olhos encontrão razão para estarem azuis; sinto tesão quando sinto a língua que eu desejo percorrendo de forma marota minha nuca e morrendo molhada em mordidas na minha orelha, sinto tesão quando a doçura de um abraço apertado e sem espaço pela quantia de amor que carrega me faz entender que “fazer sexo” pode sim ser, o antes temido “fazer amor”. Sinto tesão quando aquele cheiro que me consola se mistura ao meu, quando o meu berço que é meu terço se faz viva, se faz vida em mim, sinto tesão quando a saudade me faz entender que o que procuro só está em um lugar, em uma pessoa, sinto tesão quando entendo uma única pessoa é a forma certa de encaixe que tenho. Sinto tesão quando de maneira sábia, sóbria e certa concluo que sexo com quem se namora é infindavelmente vezes melhor do que sexo casual, infinitamente vezes melhor que sexo por “simples” atração física. E quer saber?! Sexo casual ou pela “simples” atração física não é errado ou certo. Não cabe a mim julgar em outros os atos e fatos que já fiz (procuro não ter julgamentos, embora às vezes perseguido por eles, procuro sim ter conclusões, e essa é uma delas: sexo com quem namoramos é melhor!).
Resumindo: sexo é bom, eu gosto e é pessoal a dois. E assim como a política a economia e a religião hoje, graças a Deus, conversamos banalmente sobre eles, e por mais que sejam assuntos corriqueiros, sempre serão pessoais e nunca haverá padronização, certo ou errado sobre eles. Então fale, faça, mas por você, da forma que você acha certa.
DeGrInGoLaNdO...
Sem atenção
Sem intenção.
Sem a pretensão de ter atenção aos que ela encanta pela intenção de não ser.
Cheia de cores,
Cheia de sons,
Cheia de risos.
Cheia de cores que os sons pintam em sorrisos que só ela sabe dar.
Sem coerência,
Sem paciência
Sem se importar.
Sem coerência ou paciência pra se importar por quem não faz seu mundo girar.
Cheia de garra,
Cheia de marra,
Cheia de tesão.
Cheia de garra e marra só pra dar mais tesão ao olhar.
Sem “dedos”,
Sem freios,
Sem meios.
Sem dedos e freios sem meios termos.
Cheia de vida
Sem ser despercebida
Cheia de força.
Sem silêncios
Cheia de prismas
Sem mentiras.
Cheia de muros
Sem barreiras,
Cheia de teias.
Sem saber,
Cheia de querer,
Sem vergonha!
Sem degringolar
Cheia de gringolices,
Ela é verbo,
Ela é Larissa.