Mostrando postagens com marcador fOrMaL[IdAdEs].... Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador fOrMaL[IdAdEs].... Mostrar todas as postagens

domingo, 10 de abril de 2011

Crú e [dez]necessário...

Com 25 anos já troquei mais de 15 vezes de emprego. Desisti do magistério na metade. Troquei 4 vezes de curso de graduação, sem terminar nenhum até agora. Comprei meu atual corpo com uma redução de estômago. Mudei mais de 32 vezes de casa. Namorei com quem me deixou com mais chifres que cabelos na cabeça.
Errei a cada um dia dos meus atuais 9181 dias vividos. Fiz coisas erradas que julguei serem as mais belas do mundo, e vi belezas se acabando em casulos que não se romperam. Tive mais medo que sorte e menos verdades em assumi-los que coragem, eu sou assim: IMPERFEITO!
Eu quis por tudo fora, quis me desfazer de quem sou e de quem tenho de mim, mas acontece que sendo completo sou ruim, sou errado, e sou bom; Acontece que sendo eu, sou meu!
Gosto desse gosto de frustração que às vezes insiste em vir antes da sensação de dever cumprido, de alívio.
Gosto dos conselhos que segui, e amo os que nem ouvi. Tive trabalho em viver até aqui, e mais ainda em morrer até aqui; e em morrer nem sempre tive sucesso.

Esse sou eu, crú.
Sem cor, sem dor, sem amor, só os fatos; e querem saber por que? Porque essa imparcialidade que não sei ter da uma certa credibilidade que não quero ter, mas que por agora vai me ajudar a te fazer entender um anseio, uma advertência necessária para a vida de qualquer pessoa:


-NÃO FAÇA AS COISAS PERFEITAMENTE!!!

E quer saber por que? Porque perfeição é sinônimo de inexistente, quem fez perfeito nunca fez. Mas quem fez, viveu.
Estou cansado de esperar pelo tempo certo, pela hora exata, pelo sentimento que não machuca, EU QUERO VIVER! Quero amor eterno até que se feche a porta, quero doer se não der certo, quero entender e sentir que amanhã é hoje. Chega, não percamos nossas vidas esperando.
Precisamos andar...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

aDoRáVeL cLiEnTe FaCiLmEnTe SeDuZiDo...

“seja simpático, sempre sorria. Evite atritos e resolva tudo o mais rápido e da melhor forma possível!”

Essa foi à instrução que me deram quando comecei a trabalhar diretamente com pessoas, e que ainda hoje insistem em repetir como se todo aquele tempo que exigem de experiência não tivesse valido de nada.
Eu tenho feito minha parte, tenho agido com um cinismo irrepreensível, sempre sorrindo, sempre dedicado independente de qual seja a minha vontade, e saibam: às vezes ela é de morte. E para qualquer chefe ou superior que se preze esse não é mérito meu, mas sim obrigação.
Mas o que ninguém lembra é que nem todos os nossos “adoráveis” clientes estão acostumados à tamanha demonstração de civilidade que a simpatia expressa. Para alguns o fato de rirmos, demonstrarmos interesse e fazer o possível para que se sintam a vontade e satisfeito é sinônimo de cantada.
Semana passada um dos meus “adoráveis”, pensou que eu havia dado em cima dele por ter agido, mal sabe ele, da mesma forma que ajo com qualquer outra pessoa; quando fiquei sabendo minha primeira reação foi um misto de choque e vergonha por algo que não fiz, mas agora que uns dias se passaram apesar de parecer revolta estou achando tristemente engraçado.
É triste saber que para algumas pessoas ser atencioso possa parecer investida amorosa, pois elas temerosas de serem mal interpretadas como mal interpretam jamais serão simpáticos e atenciosos; mas ao mesmo tempo é engraçado porque isso revela que as mesmas não conhecem nada da incrível arte da sedução que não se limita a simpatia, pelo que lembro eu.

Bem, acredito que isso tenha realmente mudado minha vida, acho que a partir de agora quando eu quiser conquistar alguém vou apenas sorrir enquanto meu patrão me paga...


HAHAHAHA!

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

aInDa...

Estranho?
É como já não me sinto a tempo... Estranho é quem é diferente de algo, ou alguém; é quem é de uma pátria diferente...Não sei de onde eu sou, não posso afirmar que realmente sou um estranho... Tanto faz pra onde eu vá, eu não sei pra onde voltar...
Tenho me sentido só. Ainda que rodeado de pessoas que eu amo e que sei que são recíprocas me sinto isolado, abandonado. Minha carência cresce dia após dia e eu não sei mais como sufocá-la em mim. Tenho medo ser honesto com as pessoas; eu sei que isso mudaria as coisas, e não que eu ache que agora está tudo certo mas como diria a canção "a escuridão ainda é pior que esta luz cinza...". Queria confiar em algo que espero, mas temo...
A verdade me assombra, me sufoca e me cala; é minha inimiga mais voraz, minha luta por aceitação e negação do que sou e não sei, do sei e não quero...
Minhas paixões enlouquecem minha carne, e me fazem me perder em meio aos meus monstros, temo pelo que sinto, por quem sinto...
Minha fé se perdeu em algo que não a começou, em algum lugar que achei que fosse um ponto de partida, mas era ilusão. Veja bem, não desacredito em quem eu deveria crer, mas desacredito no fato de realmente crer...
Estou fraco, mas sei que vou continuar andando.
Parar me faria sentir a dor, pois não teria a distração das pedras da estrada, e nesse processo o que me dói é não saber pra onde andar, me dói ter perdido o Caminho, ou talvez nunca tê-lo encontrado...




Escrevi esse texto a uns dois ou três anos, e sabe o que mais me assusta?
Mudei de cidade, fiz novos amigos, perdi alguns, mantive outros, aprendi coisas novas, esqueci outras, fiz feridas novas e curei algumas das antigas, mas o que me assusta é saber que com exceção da verdade, que agora eu ando gritando por aí, as coisas continuam iguais.
Ainda estou perdido, ainda não consigo me sentir estranho porque não sei exatamente de onde sou ou pra onde vou, hoje sei quem sou, mas ainda me consome o fato de não saber a qual mundo pertenço.
Tem me magoado o fato de ser um estranho em qualquer lugar que eu vá, tem machucado essa diferença estampada em mim, e parece que não importa o quanto eu tente, nunca serei um deles.
Sim, estou cansado e triste, talvez decepcionado comigo e com a situação que insiste em não mudar. Mas sim, ainda estou andando, e agora às pedras do caminho têm me distraído bem mais, e dessa vez não são empecilhos.

domingo, 24 de janeiro de 2010

[VoLtA]NdO...

Ensaiei algumas formas de escrever esse texto. Pensei em uma volta triunfal; pensei em piadas (todas sem graça, eu admito) pensei em começá-lo discordando de algo, mas desisti de cada uma delas; sim raros leitores, EU DESISTI!
E sabem qual é a novidade dessa nova fase quase que renascentista da minha volta as páginas de blogs que criei? Estou voltando mais maduro e conhecedor de mim.
Não aprendi horrores sobre o mundo, não descobri coisas fenomenais acontecendo em algum lugar secreto da galáxia; e não, eu ainda não sei como curar a AIDS, como acabar com o preconceito que às vezes vitima até mesmo a mim (eu sendo preconceituoso, coisa nem tão rara, sem hipocrisias entre nós como sempre fora), mas saibam que nesse período de exílio literário, com o perdão da pretensão em me achar “literário”, aprendi e conheci a mim.
É eu sei, vivia falando sobre conhecer-me, sobre sabermos quem somos, o que queremos, o que fazemos, porque fazemos e bla-bla-blá, e não que fosse uma mentira, mas eu confesso era uma farsa em mim, pra mim, uma encenação, sem pedras por favor; eu nunca neguei o meu cinismo, pelo contrário.
Bem deixemos pra depois o meu cinismo de outrora (sempre quis usar a palavra OUTRORA, tão linda né?!), falemos por hora de como estou e aos poucos vou contando os porquês... Quero que saibam por hora que estou menos cítrico, menos inquisidor, e também menos conformado. Eu estou bem, estou tranqüilo comigo, estou voltando a algo que vocês não conhecem ainda, estou pródigo de mim mesmo, em mim mesmo, de volta a essência...

Talvez eu deixe de ser interessante, mas essa é a “moral” desse texto (como perceberam, prolixo eu continuo sendo.). Talvez eu deixe de ser interessante para vocês, aos seus olhos, mas estou voltando a ser tão gostoso e verdadeiro aos meus olhos, pra mim. E não que eu esteja pregando o narcisismo, mas estou sim afirmando que melhor que agradar a quem pouco nos vê, é agradar e a quem somos. Então sejam vocês pra vocês, sejam vocês em vocês. Se permitam sonhos que os outros não gostariam que sonhassem, eu garanto: é algo BÁRBARO!

[PaR]aSiTaS...

“Fabuloso!” Foi assim que um grande amigo definiu o último poema que escrevi.
Algumas horas depois pedi que outro amigo lesse o mesmo texto, mas dessa vez em voz alta, queria ouvir minhas palavras tendo vida no peculiar timbre de voz que tanto me agrada, assim que ele acabou olhei-o, e cheio de uma certeza desconcertante disse: “não gostei, esse texto não é meu! Não fui eu quem escreveu isso, não sou eu quem fala dessa forma, quem diz essas coisas... Quem usa essas expressões, quem tem esse vocabulário expressivamente dramático não sou eu, é “fulano”” (nosso amigo em comum). Acabei perdendo a vontade de mostrar ele (o poema) a mais alguém e mais ainda de postá-lo aqui ou em outro lugar, não que eu ache que “fulano” escreva mal, pelo contrário, gosto. Mas “À César o que é de César”, e esse texto não é meu!

E vocês devem estar se perguntando: “Ta, e daí?!”

E daí que esse fato na verdade acabou por confirmar mais uma das minhas muitas teorias de fundo de quintal; Alguns de nós, assim como eu SOMOS PARASITAS! Dia após dia nos alimentamos dos que nos cercam, como esponjas vamos absorvendo um pouco do que são, do como agem e o porque o fazem.

Veja, não acredito naquele ditado infeliz que diz: “diga-me com quem andas e te direi quem és!” Isso é desculpa de gente preconceituosa e com problemas de convivência!
Não acredito também que sejamos nós o que fizeram de nós. Mas creio que somos o que permitimos que tenham feito de nós. Posso citar inúmeros exemplos, casos de irmãos criados na mesma época, com a mesma base educacional, tendo os mesmos valores e mesmo assim pessoas totalmente diferentes, com visões e feridas diferentes, pessoas que absorveram de forma diferente o que lhes foi passado. Poderia falar de pessoas que diante da mesma situação age de maneiras tão distinta, mas vou falar de mim, da minha experiência, se é que posso assim dizer.

Não acredito que eu tenha sido influenciado, mas acredito sim, que diante de alguém que tenha algo que me agrada acabei por desejar o mesmo, acabei por analisar, conviver, compartilhar e como não podia deixar de ser acabei exteriorizando, algo que não era eu, mas que eu estava vivendo.
Esse tipo de situação, que por mais que não percebamos, não é rara, não são coisas ruins, essa troca de informações, de cultura e sentimentos é o que nos faz adquirir experiência de vida, nos faz crescer, a questão é como vamos nos portar diante delas. Absorver coisas, sintetizá-las e posteriormente usá-las não é ruim ou mesmo errado. Ruim, errado é nos perdermos em meio a esse mágico processo. Ruim e errado é deixarmos de sermos nós e vivermos nossas vidas pulando de vida em vida; sonhando sonhos que nunca foram nossos, fatigados por batalhas que não lutamos, perdidos e amedrontados por medos que desconhecemos; ruim e errado é levantarmos bandeiras em prol de coisas que nem acreditamos; é resumindo nos apropriamos de uma essência que é a nossa.
Ou seja, absorva sim! Parasite coisas de qualidade sempre que puder e quiser, mas nunca deixe de viver a sua própria vida a sua essência, que os outros sejam reflexos em sua vida, nunca você.