quarta-feira, 21 de julho de 2010

CoN[vErSaNdo]...

Política, religião, economia e graças a Deus sexo! Sim, graças a Deus, porque os tempos mudaram e falar sobre tudo inclusive particularidades pessoais e alheias não só é aceitável e comum, mas também, de certa forma esperado por todos. Obviamente que não me faço de rogado e com todo o prazer que a fala me dá, usufruo dos assuntos que a banalidade me oferece.
Há algumas noites estava eu conversando com uma amiga quando o assunto em voga de repente se tornou o sexo, foi aí que ouvi a célebre frase que para ela, era no fundo quase uma filosofia de vida:

“-Sexo de manhã não, né Ton?! Sem condição...”
Na hora em meio a risos questionei:
“-Como assim? Mas e se você tiver tesão?”
“-Não Ton, de manhã não tem como dar tesão...”

Risos a parte, e sem saber se entendi; respeitei, afinal, cada um com suas particularidades...
O fato é que pra mim sexo não é ato cronológico.
Sexo pra mim é sentimento atemporal, é desejo de dois em um. Não sinto tesão necessariamente pela manhã, a tarde ou a noite; não sinto tesão de forma programada nos sábados ou vésperas de feriados. Sinto tesão enlouquecedora quando sinto o cheiro de quem me vê por inteiro, quando meus olhos encontrão razão para estarem azuis; sinto tesão quando sinto a língua que eu desejo percorrendo de forma marota minha nuca e morrendo molhada em mordidas na minha orelha, sinto tesão quando a doçura de um abraço apertado e sem espaço pela quantia de amor que carrega me faz entender que “fazer sexo” pode sim ser, o antes temido “fazer amor”. Sinto tesão quando aquele cheiro que me consola se mistura ao meu, quando o meu berço que é meu terço se faz viva, se faz vida em mim, sinto tesão quando a saudade me faz entender que o que procuro só está em um lugar, em uma pessoa, sinto tesão quando entendo uma única pessoa é a forma certa de encaixe que tenho. Sinto tesão quando de maneira sábia, sóbria e certa concluo que sexo com quem se namora é infindavelmente vezes melhor do que sexo casual, infinitamente vezes melhor que sexo por “simples” atração física. E quer saber?! Sexo casual ou pela “simples” atração física não é errado ou certo. Não cabe a mim julgar em outros os atos e fatos que já fiz (procuro não ter julgamentos, embora às vezes perseguido por eles, procuro sim ter conclusões, e essa é uma delas: sexo com quem namoramos é melhor!).
Resumindo: sexo é bom, eu gosto e é pessoal a dois. E assim como a política a economia e a religião hoje, graças a Deus, conversamos banalmente sobre eles, e por mais que sejam assuntos corriqueiros, sempre serão pessoais e nunca haverá padronização, certo ou errado sobre eles. Então fale, faça, mas por você, da forma que você acha certa.

DeGrInGoLaNdO...

Sem pretensão,
Sem atenção
Sem intenção.
Sem a pretensão de ter atenção aos que ela encanta pela intenção de não ser.

Cheia de cores,
Cheia de sons,
Cheia de risos.
Cheia de cores que os sons pintam em sorrisos que só ela sabe dar.

Sem coerência,
Sem paciência
Sem se importar.
Sem coerência ou paciência pra se importar por quem não faz seu mundo girar.

Cheia de garra,
Cheia de marra,
Cheia de tesão.
Cheia de garra e marra só pra dar mais tesão ao olhar.

Sem “dedos”,
Sem freios,
Sem meios.
Sem dedos e freios sem meios termos.

Cheia de vida
Sem ser despercebida
Cheia de força.

Sem silêncios
Cheia de prismas
Sem mentiras.

Cheia de muros
Sem barreiras,
Cheia de teias.

Sem saber,
Cheia de querer,
Sem vergonha!

Sem degringolar
Cheia de gringolices,
Ela é verbo,
Ela é Larissa.

CoM[eNdO]...

Quero tê-la,
Sentir seu cheiro,
Sentir suas dores e gozar de seus amores.
Quero andar em suas curvas,
Descobrir suas cores,
Quero lamber seu mel,
E me embriagar do seu fel
Eu a quero por completo,
Quero como amante,
Como mãe, mulher e irmã.
Quero como quem tem fome,
Quero sem nome, sem sobrenome,
Sem títulos, sem roupa
Te quero nua.
Crua.
Te quero casa,
Como quem mora na rua.
Te quero berço.
Eu quero como criança quer,
Sem pretensão,
Com intenção
Eu quero por vontade.
Te quero por necessidade.
Te quero cidade.

mUdAnçA...

Agora é fato.
Ato.
Consumado,
Consumido,
Sumido e invertido.

Agora é dia,
Nostalgia.
Melancolia,
Alegria,
É neoplasia e alegoria.

Agora é novo.
Ovo.
Movo,
Ando,
Descubro e cuido.

Agora é realização.
Inovação.
Manutenção,
Declaração,
Atuação e intuição.

Agora é paixão.
Troca,
Dor,
Amor,
Sentimentos e momentos.

Agora é Porto Alegre.

PrImEiRoS eNcOntRoS = PrImEiRaS cOnClUsÕeS...

Grata surpresa:
- O menino que voa também sabe sonhar.
E a peculiaridade agora está na doçura.
-É novo o doce.
E a vontade de não querer é o que faz desejar...
Necessária surpresa:
- O menino que dança com vento também domina o fogo.
E a sensatez é sonho acordado.

terça-feira, 6 de julho de 2010

TrAnSgLuTaMiNaÇãO...

Como começar?
Começar como se começa.
Com sedução,
Com junção,
Com troca,
Com dois ou mais,
Começar com os tais iguais,
Com os diferentes,
Atraentes por lei, química, física e matématica.
Começar atraente por poesia.
Por leite e mel...
Começar separado,
Embolado,
Começar com água.
Com mãos afoitas,
Sedentas por conhecer,
Por tecer.
Começar com movimentos únicos
Com idas e vindas que não têm pretenção de sair do lugar
Começar com idas, vindas e vidas nas mãos.
Dedos que dançam em braco que vai clarear.
Com mãos que vão acarinhar, bater, rasgar...
Com mãos que que não fazem mais do que força por amar.
E o impacto formará um.
Começar porque justifica o fim.
Começar com mãos porque logo o corpo estará em movimento.
Logo a dança será de alma.
E o branco será claro como dia que se fará em mim.
E o que antes era separado agora só se vê um.
Respiração ofegante!
Idas e vindas, e o mesmo lugar porque ninguém iria querer fugir daquele prazer.
Eu observo,
Eu absorvo,
Aprendo e sorvo olhares que me dão.
Olhares que são o fim desse destino de lugar marcado,
De chance escolhida.
"Tomai todos e comei...
Fazei isso em memória de mim!"
Comei!
Comei em memória de mim!
Porque o pão feito é ritual que grita sentimentos pra mim.
É sentimento em mim.
Movimentos que dito em mim...
Agora vou comprar flores,
Depois vou comer.
E só então saber.

domingo, 4 de julho de 2010

fAsE nOvA...

Fase nova.
Aprendendo o novo...
Andando por noites mais densas,
Por ruas com mais histórias,
Calçadas com menos glórias...
Fase nova.
Vivendo o novo...

Frenquentando lugares onde o chão é de sapatos e o ceu é de flores...
Voando por ares mais coloridos...
Escalndo tecidos,
Brincando com risos,
Fase nova,
Olhando o novo...
Chegando onde sei que é começo...
Chegando como sei que não vou ficar,
Com quem eu sei que vou levar...
Fase nova.
Sentindo o novo...
Endereço novo...
Berço novo...
Sopa nova...
Fase nova.
Eu novo,
Eu de novo,
Eu velho,
Eu saindo do ovo...
Fase nova, que bom!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

nAmOrO?

Está tarde e ainda é cedo.
É cedo, mas a vontade é maior que o tempo.
É tempo, mas podia ser martírio.
Podia ser perda,
Mas agora ainda é tempo
E depois quando for história, será glória.
Quando for pedido, será sim.
Eu não acho cedo,
Mas acho caminhos em curvas
Que a luz não vê
Que a noite não esconde,
Eu me acho em caminhos que gozo em caminhar.
Está tarde e talvez seja tarde para ser cedo.
Talvez seja apenas medo.
E ainda será tempo,
Então sim.

dOrMiR sEm VoCê...

Eu sinto seu cheiro pela casa.
E a sua falta preenche esse vazio,
Te procurar é em vão.
Você não está em outro lugar se não meus pensamentos,
Meu coração.
Sem você não tenho o sono de quem velar
E não tenho porque tentar dormir,
Mas me falta o encaixe certo,
O peso exato da perna
O braço que abraça,
A mão pra segurar,
Me falta o compasso da respiração
O ar quente
Me faltam os beijos,
As lambidas.
Me falta você.
Dormir sem você é em vão.

terça-feira, 15 de junho de 2010

pEdAçOs De Um GrAnDe VôO...

Eu quis voar,
"Pro alto, PRO ALTO!"
"Mais alto, BEM MAIS ALTO!"

Eu quis novos horizontes,
Quis novos sentimentos,
Velhas sensações.
Eu quis querer sem esconder...

Eu quis vento que corta,
Cores que dão luz,
Palavras que me calasse...
Quis medo que fugisse...
Segurança que só vôos altos podem dar...

Eu quis dançar com o ar,
E quis roubar o poeta que traduziu o que sinto:
"Para minha liberdade, bastam tuas asas..."
"Pro alto, MAIS ALTO CORAÇÃO!"
Eu tanto quis
Que de repente,você...

Eu quis ir além,
Quis ir mais alto,
Porque céu só é limite pra quem não tem motivos pra ir além,
Pra quem não tem companhia pra ir mais alto.
Então eu tanto quis que agora o tenho,
"E no mais, estou indo embora!!!"

dO tEmPo FuTuRo...

Um dia vou andar descalço,
E sentir o frio da noite cortar minhas certezas vãs.
Um dia vou ouvir o que disseram os que não sabiam como pedir.
E vou entender o que não posso mudar,
Um dia vou fingir estar fingindo.
E vou ser eu como sou no meu quarto,
Como sou no meu quinto, como sou por inteiro.
Um dia vou deixar amanhecer,
E não vou temer pelo que se perde com o sol.
E um dia vou viver sem pressa, sem espera.
Um dia vou só fazer o que quero
O que espero que você me faça,
Um dia vou ser traça, e não vou duvidar da massa,
E nem vou desistir de ser caça...
Um dia vou ser solto,
E vou rodar até ver mundo parar,
Um dia vou cair, mas eu já saberei como levantar.
Vou ser criança,
E vou saber como curar as feridas.
Um dia vou ver mais que a realidade,
E andar em destroços de castelos que construí pra caírem,
Um dia vou controlar e descontrolar meus sentimentos,
E vou aproveitar.
Vou distrair.
Um dia vou constranger os imorais
E cegar os visionários
Um dia eu vejo tudo acabar
E aí começo de novo, só pra variar.
Um dia você vai entender do tempo como eu,
E aí, quando tudo estiver acabando e você continuar andando,
Você vai saber que agora é a hora de viver,
E vai saber que um dia nunca vai chegar porque ele está passando.

mE bAtA fOrTe...

Me bata forte,
Me afaste do que for morte.
Deixe marcas,
Doa com vontade,
Dê vivacidade.
Me bata forte,
Bata pra aprender,
Pra parar de doer.
Me bata forte,
Bata pra ensinar,
Pra me deixar sem saber.
Me bata forte pra voltar a ter
Pra voltar a perder
Pra dominar e esquecer
Me bata forte pra deixar marcas,
Pra fazer prazer,
Bata pra sentir e insistir
Pra ser livre e desistir
Me bata forte pra voltar a viver.
Me bata forte porque tua função é bater,
Nunca apanhar.
Me bata forte porque apanhar de você me faz crescer,
Lembranças são histórias, e delas eu preciso.
Me bata forte coração,
Porque eu não quero vida pela metade,
Eu não quero migalhas.
Me bata forte porque eu quero verdade,
Não quero quase, nasci pra ser intensidade.
Me bata forte,
De você eu quero atitude, emoção,
Eu quero marcas
Me bata forte coração.
Me dê motivos.
Tua função é bater, é doer,
Minha função é aprender, é viver.
Então me bata forte coração...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

gRiToS dE siLêNcIo...

Às vezes eu quero gritar!
Gritar com todas as minhas forças,
Gritar barbaridades que não ouso pronunciar.
Às vezes eu quero gritar!
Gritar amores, dores e horrores que cultivo,
Gritar medos e anseios de coisas que nem sei.
Às vezes eu quero gritar!
Gritar verdades e intimidades que desprezo,
Gritar só pra sentir uma liberdade que acho que perdi sem ganhar.

Às vezes eu preciso gritar!
Gritar sacanagens que não fiz,
Gritar vontades que não tive.
Às vezes eu preciso gritar!
Gritar mentiras que não criei, fábulas que inventei,
Gritar finais que não quis viver, mas precisei.
Às vezes eu preciso gritar!
Gritar ventos que não prendi, gostos que não provo mais;
Gritar cheiro que a saudade ainda me faz sentir.

Às vezes eu tento gritar...
Gritar simplesmente por necessidade
Gritar pra me libertar.
Às vezes eu tento gritar...
Gritar por que falar dói,
Gritar porque preciso ser ouvido.
Às vezes eu tento gritar...
Gritar porque esse é o curso natural do tempo que não controlo,
Gritar porque não sei o que fazer.

Às vezes eu quero gritar porque não sei o que fazer.

Às vezes eu preciso gritar porque não há outra coisa a fazer.

Às vezes eu tento gritar, mas meu silêncio não deixa...

Às vezes eu grito pra saber que não estou mudo,
Às vezes eu só consigo gritar porque o silêncio vai me ensurdecer,
Às vezes eu grito pra ter certeza de que o mundo está surdo.

Às vezes eu só tento, quero, preciso, mas não consigo gritar...

eXpLiCaNdO...

Como diria o profeta há tempo para todas as coisas, e isso é fato.
Todo esse tempo em que eu fiquei sem postar qualquer coisa que fosse infelizmente não me foi um tempo de silêncio. Talvez porque o silêncio seja uma grandeza a qual não me satisfaça; talvez porque eu tenha muito a ser regurgitado em versos; talvez, porque minha maturidade me ensinou que ainda sou imaturo a ponto de gritar poesias e sentimentos mascarados em metáforas reveladoras; talvez porque simplesmente não era meu tempo de calar.
O fato é que esse foi tempo de falar de mim, para mim. Foi tempo de produzir e digerir coisas que eu não sei como deixo escapar, tempo em que nem tudo foi bom, mas eu aprendi. Tempo de ouvir a voz fraca da minha verdade sangrante. O fato é que algumas das minhas verdades continuarão escondidas em noites de segredos, em madrugadas de pensamentos pretensiosamente pequenos, enquanto outros são pensamentos pretensiosamente pequenos que nasceram de coisas que achei digno dividir, pensamentos e verdades que achei que seria prazeroso dividir, e é claro: surgiram pensamentos e verdades que eu acho que são necessárias de serem divididas.
Mas não se iludam. Não creio que alguém consiga identificar mudanças drásticas na minha forma de escrita, e da mesma forma não esperem mais verdade em minhas linhas tortas, é impossível ser mais verdadeiro do que já tenho sido em cada uma das minhas palavras, a verdade sempre foi uma arma da qual me vali, mesmo que ela, a verdade, estivesse escondida nas metáforas que gosto de ver sendo interpretadas.
Também não se decepcionem meus caros, eu vos darei meu maior aprendizado nesse tempo de falar ao meu próprio coração: eu dividirei minha sutileza e transparência comigo e minha permissividade em sentir, sem medo. Estou escrevendo pra mim, às vezes de mim, mas acima de tudo com a vontade de ser meu, de ser eu. E conforme eu já havia me prometido: se for pra amar que seja muito, e se depois for pra quebrar a cara e doer, que eu quebre muito a cara e que doa muito, mas que eu viva, que eu sinta, que eu me permita além de querer, além de sonhar, que eu me permita viver, e é isso que estarei dividindo nesse novo tempo, estarei pretensiosamente dividindo intensidade e verdade, e às vezes intensidade e verdade parecerão pequenas, e de fato realmente serão, mas ainda assim continuarão sendo intensidade e verdade.
Resumindo meus caros, aqui está a primeira divisão: a vida é simples! Então viva!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

aNdO...

Ando precisando calar a voz,
Cessar a insistência,
Ouvir e aprender com a desistência.
Ando meio estagnado em um ponto de partida que se partiu,
Que se quebrou, e que não bati, não derrubei.
Mas que ferido, abriu os olhos.
Ando parado em lugar de corrida.
Talvez eu tenha falado de mais, esperado de mais,
Me entregado de mais,
Ou talvez não.
Não fiz nada de mais!
Tenho certeza.
Fiz tudo na medida,
No tamanho e tempo exato da minha vez,
Da minha voz,
Da minha vida.
Fiz o que o sentimento que era meu compassou.
O que perdi: é ferida que me fará crescer.
O que ganhei: é troféu que escondo onde só eu entendo.
Não fiz por mim,
Não fiz por mal,
Fiz por amor,
Eu amo o amor, talvez, mais que o próprio amante.
Ando precisando tirar os óculos e ver melhor.
Ando precisando me desfazer de velhos novos hábitos que roubei por necessidade.
Ando precisando calar a voz e largar o verbo.
Estou precisando deixar coisas presas em mim
Liberdade de mais, é libertinagem.
E sozinho sou formação de quadrilha,
Sou inimigo constante.
Sozinho sou batalha sem fim.
Mas guerrear é preciso.
Preciso apanhar para aprender a bater.
Precisei confiar, pra saber desconfiar de mim.
E ando precisando precisar,
E quem sabe aprender a não ter.
Ando precisando aprender com a necessidade.
Ando precisando calar,
Prender o verbo pra poder me ouvir melhor...
Ando precisando de mim puro, cru, totalmente despido.
Ando meio parado.
Meio estragado.
E certo ou errado,
(coisa que vou avaliar, doer e aprender com o tempo)
E sem suas mãos, sem sua direção.
Mas pelo menos ando...

segunda-feira, 26 de abril de 2010

bLoG mEu, TeXtOs De QuEm EsCrEvE mElHoR dO qUe Eu...

Mais uma vez tomo a liberdade de roubar um excelente e postá-lo aqui, dessa vez além da perfeição dos versos eles são válidos por falarem mais de mim que eu mesmo conseguiria...


Ausência.

cabeça nos livros.
períodos de versos vazios.
tempo de miente cheia.



MÉRITOS E LOUVORES ao autor: Douglas Ramos Marques.

terça-feira, 20 de abril de 2010

tEmPo...

“O tempo é o senhor da razão”

“ O tempo é dinheiro”

“O tempo é remédio para a alma”

“O tempo é...”

O tempo é ilusão que criamos para nos ater a coisas que não dominamos,
É desculpa que encontramos fácil.
Não; o tempo não é marcação, ele é escudo.
O tempo não tem horas, tem cicatrizes.
Tem história.
O tempo é ladrão,
Nos rouba o amor, faz prolongar a dor.
O tempo é mentira: “Não posso te amar a tão pouco...” “Tempo.”
Tempo é prece, é repetição,
Tempo é dominação das vontades: “Não posso”, “Não devo”
Dane-se o tempo: “Eu quero!”
Tempo é necessidade,
Tempo não é idade, ele dá experiência.
É mortandade, mata os sonhos.
Tempo é piada, é mal necessário,
Preciso do tempo.
Preciso contar os dias pra te impressionar com o tal “tempo que te amo.”
E não importa quanto tempo dure,
Eu encontrei no tempo um aliado,
Encontrei no tempo um novo estado.
Estado de espera.
Maior que o tempo, tenho a vontade.
E que dure dias, anos,
Ou que se acabe com o findar desse dia que há tempos ainda vivo...
E no tempo estará estampada minha necessidade de contabilizar o amor que não sei medir.
Tempo é ter você no coração, na mente, mas não ao alcance das mãos.
Tempo pode ser decepção, contradição.
Mas pra mim tempo é fabula, é fim de livro.
Tempo é saber que por agora estou atrasado,
Então vou indo...

nOiTeS dE tErÇa...

Depois que as palavras cessaram,
Que os beijos pareceram eternos.
Mãos afoitas.
Respiração ofegante.
O mesmo descompasso.
Falamos o que não devíamos,
Ouvimos apenas o que queríamos.
Pagamos a preço maior o sentimento que não dominávamos.

Conspiramos teorias só nossas.
Casamos sem dizer sim.
E falamos o que podíamos,
Falei de mim,
Te dei o que tinha.
E a noite está condenada a ser só tua,
Assim como a lua que te dei sem que me pertencesse.
Sonhei sonhos que achava não querer,
Falei dos meus medos, dos teus dedos.

“-Os teus dedos...”

Encontrei tua mão...
Você está certo, somos dois.
Dois falando, dois dançando com ilusões.
Nos aproveitando, enganando o tempo.
Falamos o que não devíamos.
Falei de paz.
E quando escutei demais, meus lábios calaram a voz.
Meus olhos gritaram um “eu te amo” que só teu coração podia entender.
Fizemos dos sorrisos a gorjeta que a vida merecia.
Falei o que queria com os olhos, com as mãos, com o coração.
Com a voz,
Calei.







31/03/2010.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

nÃo Me FaLe dE fLoReS mOrTaS...

Não me fale das flores que morreram
Não me conte de batalhas perdidas,
Com você eu sinto branco,
Eu visto vermelho eu vejo tudo azul.

Não me fale em tempo,
Não reclame de marcas,
Com você eu tenho história,
Eu vivo memórias.

Não me faça calor,
Não me deixe sem sol, sem chuva,
Não regre, não me negue, me regue, me reggae
Você é minha tarde ensolarada de segunda-feira.

Não me desista,
Deixa acontecer, deixa pra lá, não tenho nada pra fazer
Por você posso esperar,
Com você eu quero ficar...

Não me deixe sem luz
Mas continue me roubando o chão.
Me tirando pra dançar,
Me deixando sem ar, me beijando na esquina, ou em qualquer bar...

terça-feira, 13 de abril de 2010

NúMeRoS pRiMoS...

MSN: 7, 7 e 5, soma 19; é primo!

VIDA IRREAL: Gostei...
Ainda gosto de números impares, acho que o problema foi o medo de não saber lidar com a solidão de ser dois...

HOJE: Ma eu juro: Aprendo rápido!