terça-feira, 15 de junho de 2010

mE bAtA fOrTe...

Me bata forte,
Me afaste do que for morte.
Deixe marcas,
Doa com vontade,
Dê vivacidade.
Me bata forte,
Bata pra aprender,
Pra parar de doer.
Me bata forte,
Bata pra ensinar,
Pra me deixar sem saber.
Me bata forte pra voltar a ter
Pra voltar a perder
Pra dominar e esquecer
Me bata forte pra deixar marcas,
Pra fazer prazer,
Bata pra sentir e insistir
Pra ser livre e desistir
Me bata forte pra voltar a viver.
Me bata forte porque tua função é bater,
Nunca apanhar.
Me bata forte porque apanhar de você me faz crescer,
Lembranças são histórias, e delas eu preciso.
Me bata forte coração,
Porque eu não quero vida pela metade,
Eu não quero migalhas.
Me bata forte porque eu quero verdade,
Não quero quase, nasci pra ser intensidade.
Me bata forte,
De você eu quero atitude, emoção,
Eu quero marcas
Me bata forte coração.
Me dê motivos.
Tua função é bater, é doer,
Minha função é aprender, é viver.
Então me bata forte coração...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

gRiToS dE siLêNcIo...

Às vezes eu quero gritar!
Gritar com todas as minhas forças,
Gritar barbaridades que não ouso pronunciar.
Às vezes eu quero gritar!
Gritar amores, dores e horrores que cultivo,
Gritar medos e anseios de coisas que nem sei.
Às vezes eu quero gritar!
Gritar verdades e intimidades que desprezo,
Gritar só pra sentir uma liberdade que acho que perdi sem ganhar.

Às vezes eu preciso gritar!
Gritar sacanagens que não fiz,
Gritar vontades que não tive.
Às vezes eu preciso gritar!
Gritar mentiras que não criei, fábulas que inventei,
Gritar finais que não quis viver, mas precisei.
Às vezes eu preciso gritar!
Gritar ventos que não prendi, gostos que não provo mais;
Gritar cheiro que a saudade ainda me faz sentir.

Às vezes eu tento gritar...
Gritar simplesmente por necessidade
Gritar pra me libertar.
Às vezes eu tento gritar...
Gritar por que falar dói,
Gritar porque preciso ser ouvido.
Às vezes eu tento gritar...
Gritar porque esse é o curso natural do tempo que não controlo,
Gritar porque não sei o que fazer.

Às vezes eu quero gritar porque não sei o que fazer.

Às vezes eu preciso gritar porque não há outra coisa a fazer.

Às vezes eu tento gritar, mas meu silêncio não deixa...

Às vezes eu grito pra saber que não estou mudo,
Às vezes eu só consigo gritar porque o silêncio vai me ensurdecer,
Às vezes eu grito pra ter certeza de que o mundo está surdo.

Às vezes eu só tento, quero, preciso, mas não consigo gritar...

eXpLiCaNdO...

Como diria o profeta há tempo para todas as coisas, e isso é fato.
Todo esse tempo em que eu fiquei sem postar qualquer coisa que fosse infelizmente não me foi um tempo de silêncio. Talvez porque o silêncio seja uma grandeza a qual não me satisfaça; talvez porque eu tenha muito a ser regurgitado em versos; talvez, porque minha maturidade me ensinou que ainda sou imaturo a ponto de gritar poesias e sentimentos mascarados em metáforas reveladoras; talvez porque simplesmente não era meu tempo de calar.
O fato é que esse foi tempo de falar de mim, para mim. Foi tempo de produzir e digerir coisas que eu não sei como deixo escapar, tempo em que nem tudo foi bom, mas eu aprendi. Tempo de ouvir a voz fraca da minha verdade sangrante. O fato é que algumas das minhas verdades continuarão escondidas em noites de segredos, em madrugadas de pensamentos pretensiosamente pequenos, enquanto outros são pensamentos pretensiosamente pequenos que nasceram de coisas que achei digno dividir, pensamentos e verdades que achei que seria prazeroso dividir, e é claro: surgiram pensamentos e verdades que eu acho que são necessárias de serem divididas.
Mas não se iludam. Não creio que alguém consiga identificar mudanças drásticas na minha forma de escrita, e da mesma forma não esperem mais verdade em minhas linhas tortas, é impossível ser mais verdadeiro do que já tenho sido em cada uma das minhas palavras, a verdade sempre foi uma arma da qual me vali, mesmo que ela, a verdade, estivesse escondida nas metáforas que gosto de ver sendo interpretadas.
Também não se decepcionem meus caros, eu vos darei meu maior aprendizado nesse tempo de falar ao meu próprio coração: eu dividirei minha sutileza e transparência comigo e minha permissividade em sentir, sem medo. Estou escrevendo pra mim, às vezes de mim, mas acima de tudo com a vontade de ser meu, de ser eu. E conforme eu já havia me prometido: se for pra amar que seja muito, e se depois for pra quebrar a cara e doer, que eu quebre muito a cara e que doa muito, mas que eu viva, que eu sinta, que eu me permita além de querer, além de sonhar, que eu me permita viver, e é isso que estarei dividindo nesse novo tempo, estarei pretensiosamente dividindo intensidade e verdade, e às vezes intensidade e verdade parecerão pequenas, e de fato realmente serão, mas ainda assim continuarão sendo intensidade e verdade.
Resumindo meus caros, aqui está a primeira divisão: a vida é simples! Então viva!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

aNdO...

Ando precisando calar a voz,
Cessar a insistência,
Ouvir e aprender com a desistência.
Ando meio estagnado em um ponto de partida que se partiu,
Que se quebrou, e que não bati, não derrubei.
Mas que ferido, abriu os olhos.
Ando parado em lugar de corrida.
Talvez eu tenha falado de mais, esperado de mais,
Me entregado de mais,
Ou talvez não.
Não fiz nada de mais!
Tenho certeza.
Fiz tudo na medida,
No tamanho e tempo exato da minha vez,
Da minha voz,
Da minha vida.
Fiz o que o sentimento que era meu compassou.
O que perdi: é ferida que me fará crescer.
O que ganhei: é troféu que escondo onde só eu entendo.
Não fiz por mim,
Não fiz por mal,
Fiz por amor,
Eu amo o amor, talvez, mais que o próprio amante.
Ando precisando tirar os óculos e ver melhor.
Ando precisando me desfazer de velhos novos hábitos que roubei por necessidade.
Ando precisando calar a voz e largar o verbo.
Estou precisando deixar coisas presas em mim
Liberdade de mais, é libertinagem.
E sozinho sou formação de quadrilha,
Sou inimigo constante.
Sozinho sou batalha sem fim.
Mas guerrear é preciso.
Preciso apanhar para aprender a bater.
Precisei confiar, pra saber desconfiar de mim.
E ando precisando precisar,
E quem sabe aprender a não ter.
Ando precisando aprender com a necessidade.
Ando precisando calar,
Prender o verbo pra poder me ouvir melhor...
Ando precisando de mim puro, cru, totalmente despido.
Ando meio parado.
Meio estragado.
E certo ou errado,
(coisa que vou avaliar, doer e aprender com o tempo)
E sem suas mãos, sem sua direção.
Mas pelo menos ando...

segunda-feira, 26 de abril de 2010

bLoG mEu, TeXtOs De QuEm EsCrEvE mElHoR dO qUe Eu...

Mais uma vez tomo a liberdade de roubar um excelente e postá-lo aqui, dessa vez além da perfeição dos versos eles são válidos por falarem mais de mim que eu mesmo conseguiria...


Ausência.

cabeça nos livros.
períodos de versos vazios.
tempo de miente cheia.



MÉRITOS E LOUVORES ao autor: Douglas Ramos Marques.

terça-feira, 20 de abril de 2010

tEmPo...

“O tempo é o senhor da razão”

“ O tempo é dinheiro”

“O tempo é remédio para a alma”

“O tempo é...”

O tempo é ilusão que criamos para nos ater a coisas que não dominamos,
É desculpa que encontramos fácil.
Não; o tempo não é marcação, ele é escudo.
O tempo não tem horas, tem cicatrizes.
Tem história.
O tempo é ladrão,
Nos rouba o amor, faz prolongar a dor.
O tempo é mentira: “Não posso te amar a tão pouco...” “Tempo.”
Tempo é prece, é repetição,
Tempo é dominação das vontades: “Não posso”, “Não devo”
Dane-se o tempo: “Eu quero!”
Tempo é necessidade,
Tempo não é idade, ele dá experiência.
É mortandade, mata os sonhos.
Tempo é piada, é mal necessário,
Preciso do tempo.
Preciso contar os dias pra te impressionar com o tal “tempo que te amo.”
E não importa quanto tempo dure,
Eu encontrei no tempo um aliado,
Encontrei no tempo um novo estado.
Estado de espera.
Maior que o tempo, tenho a vontade.
E que dure dias, anos,
Ou que se acabe com o findar desse dia que há tempos ainda vivo...
E no tempo estará estampada minha necessidade de contabilizar o amor que não sei medir.
Tempo é ter você no coração, na mente, mas não ao alcance das mãos.
Tempo pode ser decepção, contradição.
Mas pra mim tempo é fabula, é fim de livro.
Tempo é saber que por agora estou atrasado,
Então vou indo...

nOiTeS dE tErÇa...

Depois que as palavras cessaram,
Que os beijos pareceram eternos.
Mãos afoitas.
Respiração ofegante.
O mesmo descompasso.
Falamos o que não devíamos,
Ouvimos apenas o que queríamos.
Pagamos a preço maior o sentimento que não dominávamos.

Conspiramos teorias só nossas.
Casamos sem dizer sim.
E falamos o que podíamos,
Falei de mim,
Te dei o que tinha.
E a noite está condenada a ser só tua,
Assim como a lua que te dei sem que me pertencesse.
Sonhei sonhos que achava não querer,
Falei dos meus medos, dos teus dedos.

“-Os teus dedos...”

Encontrei tua mão...
Você está certo, somos dois.
Dois falando, dois dançando com ilusões.
Nos aproveitando, enganando o tempo.
Falamos o que não devíamos.
Falei de paz.
E quando escutei demais, meus lábios calaram a voz.
Meus olhos gritaram um “eu te amo” que só teu coração podia entender.
Fizemos dos sorrisos a gorjeta que a vida merecia.
Falei o que queria com os olhos, com as mãos, com o coração.
Com a voz,
Calei.







31/03/2010.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

nÃo Me FaLe dE fLoReS mOrTaS...

Não me fale das flores que morreram
Não me conte de batalhas perdidas,
Com você eu sinto branco,
Eu visto vermelho eu vejo tudo azul.

Não me fale em tempo,
Não reclame de marcas,
Com você eu tenho história,
Eu vivo memórias.

Não me faça calor,
Não me deixe sem sol, sem chuva,
Não regre, não me negue, me regue, me reggae
Você é minha tarde ensolarada de segunda-feira.

Não me desista,
Deixa acontecer, deixa pra lá, não tenho nada pra fazer
Por você posso esperar,
Com você eu quero ficar...

Não me deixe sem luz
Mas continue me roubando o chão.
Me tirando pra dançar,
Me deixando sem ar, me beijando na esquina, ou em qualquer bar...

terça-feira, 13 de abril de 2010

NúMeRoS pRiMoS...

MSN: 7, 7 e 5, soma 19; é primo!

VIDA IRREAL: Gostei...
Ainda gosto de números impares, acho que o problema foi o medo de não saber lidar com a solidão de ser dois...

HOJE: Ma eu juro: Aprendo rápido!

pReCeS...

Ele precisa de palco,
Eu não preciso dele, MAS O QUERO!
Ele me amava hoje,
Eu precisava da eternidade pra viver.
Nossos corações batem juntos em abraços apertados.

Eu ando sem destino,
Ele conhecia o caminho que me conduzia.
Eu queria voar,
E ele me tirou pra dançar.
Nossos corações batem juntos em abraços apertados.

Ele pedia confiança,
E eu, esperança.
Ele é forte
E eu sem norte, sem corte.
Nossos corações batem juntos em abraços apertados.

Eu uso óculos,
Mas ele enxerga de perto.
Eu gostava de abraçar
E ele me ensinou.
Nossos corações batem juntos em abraços apertados.

Hoje,
Amanhã.
Hoje,
Sempre?
Nossos corações batem em abraços apertados.


Nossos corações batem...

domingo, 11 de abril de 2010

NãO tEnHo oLhOs VeRdEs...

Sempre pensei que meus olhos fossem verdes.
A verdade é que eu nunca havia olhado tanto pra mim como quem descobriu que eles são azuis com nuanças de amarelo...

Talvez nunca tivesse um motivo para manter-los parados, como o da presença que me deste.
...
...

sábado, 10 de abril de 2010

LâMiNa...

A lâmina que corta já não feri mais.
O ódio que cerca, não está mais sozinho.
E eu? Eu ainda passarinho.
Tive razões, e perdi cada uma delas.
Tive medo e ainda tenho.
Andei por entre sonhos e acordei,
Fiz acordos e me arrependi.
Não abri mão, mas desisti de lutar.
Eu quis o sangue e chorei.
Eu sonhei com noites em dias ensolarados,
E às vezes, aflito, perdi o sono junto com os sonhos.
Mas e minhas asas? Ainda batem.
Me joguei, me lancei de cabeça.
Fui inteiro, sou pequeno.
A mão que hoje afaga, já bateu,
E o contrário é verdadeiro.
Mas eu às vezes minto.
E meus vôos? Esses me levam por aí...
Passeando ao longe, sempre voltando pra perto.
Sempre sendo deserto.
Acariciando mordidas e escondendo feridas.
Sempre assim, sempre mais de mim.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

PrEvIsÕeS e CERTEZAS!!!!

Terça-feira 29/03/2010: Máx. de 27º, dia de sol.
Terça-feira 29/03/2010: Hoje eu te amo...


Quarta-feira 30/03/2010: Máx. de 32º, tempo estável
Quarta-feira 30/03/2010: Ainda te amo...


Quinta-feira 01/04/2010: Máx. de 28º, dia nublado.
Quinta-feira 01/04/2010: Dois dias e conforme o prometido, ainda te amo...

Sexta-feira 02/04/2010: Máx. de 33º sol com nuvens no fim do dia.
Sexta-feira 02/04/2010: Eu te amo!

...

Sexta-feira 23/04/2010: ...
Sexta-feira 23/04/2010: Desesperadamente eu te amo mais!

...

Quinta-feira 29/04/2010: ...
Quinta-feira 29/04/2010: Te amo...

...

Quarta-feira 29/09/2010: ...
Quarta-feira 29/09/2010: Feliz por te amar tanto!

...

Terça-feira 29/03/2011: ...
Terça-feira 29/03/2011: Um ano e o amor é tão vivo como na primeira noite, porém maior.

...

Eternidade: ...
Eternidade: Sigo te amando...

oS dEdOs DeLe...

Nunca antes eu avistara tamanha formosura ser,
Nunca antes eu vira tanta destreza encontrar,
Tanta beleza em apenas dez.
Nunca antes havia sido tomado por tanta intensidade no desejo.
Desejo.

Eram dedos que me tomavam de encanto,
Sedução exposta em segredos de palma de mão.
Eram dedos que acariciavam minha noite,
Que encontravam caminho em meu rosto escuro,
Dedos que moldavam meus pensamentos.
Nunca antes eu presenciara tamanha ansiedade em possuir,
E nunca tivera eu, tanta vontade de ser possuído.

Eram dedos que encontravam a beleza exata do segurar a liberdade em deixá-la ir.
Os dedos de Dele falavam,
Eram eloqüentes como noite em que nossos corações pulsavam juntos.
Expressavam poesias que seu corpo insistia em exalar,
Cantavam um amor que só o silêncio pode conhecer.
E eu; ali, encantado com tamanha formosura,
Aprisionado pela dança dos dedos de Dele,
Livre em sua teia, cadeia de portas abertas,
Ninho secreto.
Voltando ao lugar de onde nunca saíra ou estivera.

Os dedos de Dele me levavam,
Me sentiam.
Eram belos, eram vivos, eram nus.
Os dedos de Dele eram parte de uma fantasia
Que presente não era só minha,
Mas que não dividia, era fantasia que acrescia.
Que crescia e me fazia como agora, feliz.

aBrAçOs...

Você sabe por que as pessoas abraçam?

Eu aprendi...

E você sabe qual é a forma certa de abraçar?

Eu também aprendi...

Só PoR hOje!!!!

Admiro pessoas que desejam a cura, e mais ainda aquelas que a encontram. Ser curado de algo nem sempre depende de quem possui a doença ou um vício. Dizem que desejar a cura é parte importante de qualquer tratamento, então por que duvidar?!
Pensando assim, com essa vontade de ser curado, de melhorar é que pessoas que possuem algum vício entram para programas de recuperação baseado nos doze passos, o mesmo que originalmente foi desenvolvido para tratamento e recuperação de alcoólatras. Eu conheço alguns adictos (ex viciados). Tenho paixão por essas pessoas, que conhecendo seus limites se propõe a viver o hoje como se fosse o último dia de suas vidas. Pessoas que esquecem que poderiam deixar pra amanhã as coisas e só por hoje vivem! É incrível como essa forma de vida vem ganhado adeptos e conquistando cada vez mais pessoas que nunca se quer pensaram em usar algum tipo de droga seja ele lícito ou não.
Dentro da vasta gama de variações do “modo de viver só por hoje” conheci a mais interessante de todas. Sentado na calçada em uma rua deserta da enluarada Porto Alegre dos Casais em meio a beijos e conversas inspiradoramente cativantes, em meio a arrebatadores olhares e suspiros, depois de ter experimentado a grandiosa sensação de ter os pés tirados do chão; depois de ter dançado mesmo sem música e ter a certeza de que minha poesia havia sido entendida mesmo sem palavras eu abençoadamente ouvi:


“Hoje eu te amo... Sim; Hoje! Eu posso encher a boca e dizer que te amo hoje...”.


É óbvio que uma “bomba” dessas vem acompanhada de uma explicação plausível e merecida; uma explicação que aquieta o coração que acaricia a alma e faz com que, mesmo os lábios se recusando a dizer, o coração faça os olhos gritarem:


“... por hoje eu também te amo...”.


Considerações a parte, eu sei que pode parecer assustadoramente inatendível o fato de aceitar um amor com hora marcada pra acabar, mas quando se sabe que a verdade está tão presente naquele momento quanto o amor, não só se aceita como se retribui da mesma forma, e quando nos permitimos (experiência própria) o dia acaba tendo mais tempo do que estamos acostumados, acaba podendo durar uma vida, eu mesmo ainda vivo naquele dia onde dei uma lua que não me pertencia a quem já me tinha...

LíNgUa...

Depois daquela noite, ela se tornou solitária em mim.
Desaprendida de sua breve sabedoria.
Iludida em seu querer.
Depois que me tiraste os pés do chão,
Que dançaste comigo quando o silêncio era única música,
Ela decidiu esperar,
E ela soube: seria para sempre tua.
Depois que os abraços foram apertados,
Que os olhares gritaram segredos que os lábios queriam esconder,
E que teu coração bateu forte junto com o meu,
Ela quis calar, mas ainda sussurra teu nome.
Depois que te beijei, que havia encontrado,
E ela sabe que não haverá outra,
Depois que te encontrei minha língua soube, que, outra língua não vai querer...

FiCaR sEm VoCê...

Tenho sentido o ar escasso,
E meu coração sem forças, sem motivos...
Tenho sentido meus medos sem controle,
Meu corpo sem domínio,
Tenho sentido meus dias sem luz
Meu sol sem calor,
Tenho sentido falta de você,
Do seu cheiro de poesia,
Do gosto de sobriedade,
Da sua voz macia;
Faltas dos abraços sem fim.
Das mãos quentes
Do coração que bate, mas que não faz doer.
Tenho sentido falta das noites com a tua lua.
Da noite com os teus beijos,
Das conversas,
Falta das caminhadas sem destino,
Das caminhadas apenas com intenção.
Tenho sentido falta de você
Falta do que eu sei que sou ao teu lado...
Nunca alguns dias foram tão longos,
Nunca uma falta foi tão dolorida,
Mas também, nunca amei tanto alguém na vida...

MeDoS...

Não tenho medo de acordar;
Sei que você é real.
Tenho medo de dormir,
E não saber o quanto você ainda vai me querer.
Tenho medo de você perceber, talvez, não me amar.

eStÁ aLi...

Está ali!
Entre a vinca do sorriso e a covinha que encanta.
É maior que o espaço comporta,
Mas não se importa; se esconde ali.
Não faz moradia, encontra abrigo.
Tem alguma coisa que faz,
Algum motivo que traz,
Tem gostinho de quero mais.
Está ali!
Eu sei que encontrei,
Guardado entre o “quero mais” e o “eu, de novo aqui?!”
Eu sei que está ali.