"... ele buscava reações além dos arrepios enquanto espalhava carinhos com as pontas dos dedos pelo meu corpo; ele corria os dedos suavemente sobre minha nudez na cama desmanchada pela noite.
era gentil sua forma de me arrancar do conforto das manhãs; era sutil sua forma de me ascender, de me fazer descer aos meus desejos reprimidos pelo sono remanescente.
-o que é isso? alergia?
sonolento eu reponderia qualquer coisa:
-sim, deve ser...
-mas ao que?
melhor calá-lo com um beijos, melhor tê-lo divagando em mim novamente...
e quando eu perceber que não é alergia, também percebo ele acordado me fazendo dormir.
percebo seu cuidado exacerbado, seu amor velando o sono que não passa, monitorando a temperatura, percebo também seu zelo e preocupação, e preciso sair pra dar espaço ao tamanho do seu coração...
-cuidado! não sei se seria bom estarmos tão juntos, você ainda pode se contagir. eu insisto.
ele me cala com um beijo, me abraça e tudo vai ficar bem..."
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
sábado, 14 de agosto de 2010
Vestido de frio...
"Eu gostava mesmo era dos dias frios. Gostava de quando ele descia sorrateiro da cama, em um gesto velado para que eu não acordasse e me deixava em meio ao calor do seu corpo ausente. Gostava da sensação de falta que o frio trazia lentamente entre as cobertas, quando a cama insistia em mostar que minha companhia agora era travesseiro. Gostava de fazer de conta que dormia e espiar ele andando a passos leves pelo quarto. Gostava da sutileza com que colocava os velhos chinelos de lã, da destreza com que procurava temporariamente calor em outro lugar; e com os pés escondidos do frio ele passeava pela casa, e na sua ausência eu apenas observava. Eu via seu corpo ouriçar-se aos poucos e via-lhe vestir o manto que o frio tece. Depois de alguns minutos, de algumas visitas, ao banheiro, a cozinha, ele voltava e com a mesma destreza e sutileza deitava ao meu lado ainda vestido de frio, me beija a testa, sussurava um "bom dia" e depois aos poucos ia se despindo de de frio e se ornando de calor que me envolvia, e assim começavam sempre os melhores dias..."
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
eu pequeno...
eu te prenderia se você não fosse tão frágil,
te daria vida em gestos que não são meus.
e em ti eu guardaria a luz do sol,
eu esconderia o brilho das estrelas que roubei nos seus olhos, caso não tivessem vida própria..
eu amaria os que te cercam, e lutaria contra os teus medos.
eu te soltaria ao vento se você soubesse voar sem volta,
e se você soubesse encontar o mar te lançaria as águas.
eu te plantaria, flor, se você não resplandecesse em vasos baratos de pouca água.
eu te seria escudo, broquel,
te seria guardião se você não ganhasse guerras com os olhos,
e te seria proteção se você não me fosse cavaleiro armado de empunhadura militar
eu te falaria em sons que não controlo se você não fosse minha música certa.
e do tempo te faria prisão se você não fosse livre em verbos, se você não areia que cai.
eu te seria servo,te seria rei, senhor, dono, se você não me dominasse.
eu te seria cama se não fosses aconchego meu.
eu seria, eu sou teu...
Às vezes...
Às vezes eu queria sentar, sentir e escrever,
E às vezes eu queria só apagar...
Às vezes eu queria dividir,
Sonhar verbos e acordes de cores que não sei criar.
Às vezes eu queria precisar, ter a noção exata do tamanho,
Ter a roupa certa, pra depois tirar.
Queria às vezes me atirar, mas sem ferir.
Às vezes queria chorar, doer de tanto rir e depois?
Depois não sei, estou falando em passado.
Estou falando de "às vezes..."
Mas também estou falando em estado de espírito,
De nascer do vento, de crescer com a lua e queimar com o sol.
Estou falando em santidade, em meias verdades,
Falando das virgens que me disseram não poder terem filhos.
Eu falo em estrada,
Em partida.
Falo de mudança.
Eu falo em dançar.
Eu falo em ficar e ouvir.
Eu me permitir...
E às vezes eu queria só apagar...
Às vezes eu queria dividir,
Sonhar verbos e acordes de cores que não sei criar.
Às vezes eu queria precisar, ter a noção exata do tamanho,
Ter a roupa certa, pra depois tirar.
Queria às vezes me atirar, mas sem ferir.
Às vezes queria chorar, doer de tanto rir e depois?
Depois não sei, estou falando em passado.
Estou falando de "às vezes..."
Mas também estou falando em estado de espírito,
De nascer do vento, de crescer com a lua e queimar com o sol.
Estou falando em santidade, em meias verdades,
Falando das virgens que me disseram não poder terem filhos.
Eu falo em estrada,
Em partida.
Falo de mudança.
Eu falo em dançar.
Eu falo em ficar e ouvir.
Eu me permitir...
Quase tudo...
Hoje tudo cantou,
O vento na minha rua fez música sombria e fria.
A flauta do sexto andar fez música dançar.
A chuva fez música para a alma lavar.
Às luzes na rua molhada fez música pingar...
Hoje quase tudo cantou, porque eu me dei ao prazer de silenciar e ouvir...
quarta-feira, 21 de julho de 2010
CoN[vErSaNdo]...
Política, religião, economia e graças a Deus sexo! Sim, graças a Deus, porque os tempos mudaram e falar sobre tudo inclusive particularidades pessoais e alheias não só é aceitável e comum, mas também, de certa forma esperado por todos. Obviamente que não me faço de rogado e com todo o prazer que a fala me dá, usufruo dos assuntos que a banalidade me oferece.
Há algumas noites estava eu conversando com uma amiga quando o assunto em voga de repente se tornou o sexo, foi aí que ouvi a célebre frase que para ela, era no fundo quase uma filosofia de vida:
“-Sexo de manhã não, né Ton?! Sem condição...”
Na hora em meio a risos questionei:
“-Como assim? Mas e se você tiver tesão?”
“-Não Ton, de manhã não tem como dar tesão...”
Risos a parte, e sem saber se entendi; respeitei, afinal, cada um com suas particularidades...
O fato é que pra mim sexo não é ato cronológico.
Sexo pra mim é sentimento atemporal, é desejo de dois em um. Não sinto tesão necessariamente pela manhã, a tarde ou a noite; não sinto tesão de forma programada nos sábados ou vésperas de feriados. Sinto tesão enlouquecedora quando sinto o cheiro de quem me vê por inteiro, quando meus olhos encontrão razão para estarem azuis; sinto tesão quando sinto a língua que eu desejo percorrendo de forma marota minha nuca e morrendo molhada em mordidas na minha orelha, sinto tesão quando a doçura de um abraço apertado e sem espaço pela quantia de amor que carrega me faz entender que “fazer sexo” pode sim ser, o antes temido “fazer amor”. Sinto tesão quando aquele cheiro que me consola se mistura ao meu, quando o meu berço que é meu terço se faz viva, se faz vida em mim, sinto tesão quando a saudade me faz entender que o que procuro só está em um lugar, em uma pessoa, sinto tesão quando entendo uma única pessoa é a forma certa de encaixe que tenho. Sinto tesão quando de maneira sábia, sóbria e certa concluo que sexo com quem se namora é infindavelmente vezes melhor do que sexo casual, infinitamente vezes melhor que sexo por “simples” atração física. E quer saber?! Sexo casual ou pela “simples” atração física não é errado ou certo. Não cabe a mim julgar em outros os atos e fatos que já fiz (procuro não ter julgamentos, embora às vezes perseguido por eles, procuro sim ter conclusões, e essa é uma delas: sexo com quem namoramos é melhor!).
Resumindo: sexo é bom, eu gosto e é pessoal a dois. E assim como a política a economia e a religião hoje, graças a Deus, conversamos banalmente sobre eles, e por mais que sejam assuntos corriqueiros, sempre serão pessoais e nunca haverá padronização, certo ou errado sobre eles. Então fale, faça, mas por você, da forma que você acha certa.
Há algumas noites estava eu conversando com uma amiga quando o assunto em voga de repente se tornou o sexo, foi aí que ouvi a célebre frase que para ela, era no fundo quase uma filosofia de vida:
“-Sexo de manhã não, né Ton?! Sem condição...”
Na hora em meio a risos questionei:
“-Como assim? Mas e se você tiver tesão?”
“-Não Ton, de manhã não tem como dar tesão...”
Risos a parte, e sem saber se entendi; respeitei, afinal, cada um com suas particularidades...
O fato é que pra mim sexo não é ato cronológico.
Sexo pra mim é sentimento atemporal, é desejo de dois em um. Não sinto tesão necessariamente pela manhã, a tarde ou a noite; não sinto tesão de forma programada nos sábados ou vésperas de feriados. Sinto tesão enlouquecedora quando sinto o cheiro de quem me vê por inteiro, quando meus olhos encontrão razão para estarem azuis; sinto tesão quando sinto a língua que eu desejo percorrendo de forma marota minha nuca e morrendo molhada em mordidas na minha orelha, sinto tesão quando a doçura de um abraço apertado e sem espaço pela quantia de amor que carrega me faz entender que “fazer sexo” pode sim ser, o antes temido “fazer amor”. Sinto tesão quando aquele cheiro que me consola se mistura ao meu, quando o meu berço que é meu terço se faz viva, se faz vida em mim, sinto tesão quando a saudade me faz entender que o que procuro só está em um lugar, em uma pessoa, sinto tesão quando entendo uma única pessoa é a forma certa de encaixe que tenho. Sinto tesão quando de maneira sábia, sóbria e certa concluo que sexo com quem se namora é infindavelmente vezes melhor do que sexo casual, infinitamente vezes melhor que sexo por “simples” atração física. E quer saber?! Sexo casual ou pela “simples” atração física não é errado ou certo. Não cabe a mim julgar em outros os atos e fatos que já fiz (procuro não ter julgamentos, embora às vezes perseguido por eles, procuro sim ter conclusões, e essa é uma delas: sexo com quem namoramos é melhor!).
Resumindo: sexo é bom, eu gosto e é pessoal a dois. E assim como a política a economia e a religião hoje, graças a Deus, conversamos banalmente sobre eles, e por mais que sejam assuntos corriqueiros, sempre serão pessoais e nunca haverá padronização, certo ou errado sobre eles. Então fale, faça, mas por você, da forma que você acha certa.
DeGrInGoLaNdO...
Sem pretensão,
Sem atenção
Sem intenção.
Sem a pretensão de ter atenção aos que ela encanta pela intenção de não ser.
Cheia de cores,
Cheia de sons,
Cheia de risos.
Cheia de cores que os sons pintam em sorrisos que só ela sabe dar.
Sem coerência,
Sem paciência
Sem se importar.
Sem coerência ou paciência pra se importar por quem não faz seu mundo girar.
Cheia de garra,
Cheia de marra,
Cheia de tesão.
Cheia de garra e marra só pra dar mais tesão ao olhar.
Sem “dedos”,
Sem freios,
Sem meios.
Sem dedos e freios sem meios termos.
Cheia de vida
Sem ser despercebida
Cheia de força.
Sem silêncios
Cheia de prismas
Sem mentiras.
Cheia de muros
Sem barreiras,
Cheia de teias.
Sem saber,
Cheia de querer,
Sem vergonha!
Sem degringolar
Cheia de gringolices,
Ela é verbo,
Ela é Larissa.
Sem atenção
Sem intenção.
Sem a pretensão de ter atenção aos que ela encanta pela intenção de não ser.
Cheia de cores,
Cheia de sons,
Cheia de risos.
Cheia de cores que os sons pintam em sorrisos que só ela sabe dar.
Sem coerência,
Sem paciência
Sem se importar.
Sem coerência ou paciência pra se importar por quem não faz seu mundo girar.
Cheia de garra,
Cheia de marra,
Cheia de tesão.
Cheia de garra e marra só pra dar mais tesão ao olhar.
Sem “dedos”,
Sem freios,
Sem meios.
Sem dedos e freios sem meios termos.
Cheia de vida
Sem ser despercebida
Cheia de força.
Sem silêncios
Cheia de prismas
Sem mentiras.
Cheia de muros
Sem barreiras,
Cheia de teias.
Sem saber,
Cheia de querer,
Sem vergonha!
Sem degringolar
Cheia de gringolices,
Ela é verbo,
Ela é Larissa.
CoM[eNdO]...
Quero tê-la,
Sentir seu cheiro,
Sentir suas dores e gozar de seus amores.
Quero andar em suas curvas,
Descobrir suas cores,
Quero lamber seu mel,
E me embriagar do seu fel
Eu a quero por completo,
Quero como amante,
Como mãe, mulher e irmã.
Quero como quem tem fome,
Quero sem nome, sem sobrenome,
Sem títulos, sem roupa
Te quero nua.
Crua.
Te quero casa,
Como quem mora na rua.
Te quero berço.
Eu quero como criança quer,
Sem pretensão,
Com intenção
Eu quero por vontade.
Te quero por necessidade.
Te quero cidade.
Sentir seu cheiro,
Sentir suas dores e gozar de seus amores.
Quero andar em suas curvas,
Descobrir suas cores,
Quero lamber seu mel,
E me embriagar do seu fel
Eu a quero por completo,
Quero como amante,
Como mãe, mulher e irmã.
Quero como quem tem fome,
Quero sem nome, sem sobrenome,
Sem títulos, sem roupa
Te quero nua.
Crua.
Te quero casa,
Como quem mora na rua.
Te quero berço.
Eu quero como criança quer,
Sem pretensão,
Com intenção
Eu quero por vontade.
Te quero por necessidade.
Te quero cidade.
mUdAnçA...
Agora é fato.
Ato.
Consumado,
Consumido,
Sumido e invertido.
Agora é dia,
Nostalgia.
Melancolia,
Alegria,
É neoplasia e alegoria.
Agora é novo.
Ovo.
Movo,
Ando,
Descubro e cuido.
Agora é realização.
Inovação.
Manutenção,
Declaração,
Atuação e intuição.
Agora é paixão.
Troca,
Dor,
Amor,
Sentimentos e momentos.
Agora é Porto Alegre.
Ato.
Consumado,
Consumido,
Sumido e invertido.
Agora é dia,
Nostalgia.
Melancolia,
Alegria,
É neoplasia e alegoria.
Agora é novo.
Ovo.
Movo,
Ando,
Descubro e cuido.
Agora é realização.
Inovação.
Manutenção,
Declaração,
Atuação e intuição.
Agora é paixão.
Troca,
Dor,
Amor,
Sentimentos e momentos.
Agora é Porto Alegre.
PrImEiRoS eNcOntRoS = PrImEiRaS cOnClUsÕeS...
Grata surpresa:
- O menino que voa também sabe sonhar.
E a peculiaridade agora está na doçura.
-É novo o doce.
E a vontade de não querer é o que faz desejar...
Necessária surpresa:
- O menino que dança com vento também domina o fogo.
E a sensatez é sonho acordado.
- O menino que voa também sabe sonhar.
E a peculiaridade agora está na doçura.
-É novo o doce.
E a vontade de não querer é o que faz desejar...
Necessária surpresa:
- O menino que dança com vento também domina o fogo.
E a sensatez é sonho acordado.
terça-feira, 6 de julho de 2010
TrAnSgLuTaMiNaÇãO...
Como começar?
Começar como se começa.
Com sedução,
Com junção,
Com troca,
Com dois ou mais,
Começar com os tais iguais,
Com os diferentes,
Atraentes por lei, química, física e matématica.
Começar atraente por poesia.
Por leite e mel...
Começar separado,
Embolado,
Começar com água.
Com mãos afoitas,
Sedentas por conhecer,
Por tecer.
Começar com movimentos únicos
Com idas e vindas que não têm pretenção de sair do lugar
Começar com idas, vindas e vidas nas mãos.
Dedos que dançam em braco que vai clarear.
Com mãos que vão acarinhar, bater, rasgar...
Com mãos que que não fazem mais do que força por amar.
E o impacto formará um.
Começar porque justifica o fim.
Começar com mãos porque logo o corpo estará em movimento.
Logo a dança será de alma.
E o branco será claro como dia que se fará em mim.
E o que antes era separado agora só se vê um.
Respiração ofegante!
Idas e vindas, e o mesmo lugar porque ninguém iria querer fugir daquele prazer.
Eu observo,
Eu absorvo,
Aprendo e sorvo olhares que me dão.
Olhares que são o fim desse destino de lugar marcado,
De chance escolhida.
"Tomai todos e comei...
Fazei isso em memória de mim!"
Comei!
Comei em memória de mim!
Porque o pão feito é ritual que grita sentimentos pra mim.
É sentimento em mim.
Movimentos que dito em mim...
Agora vou comprar flores,
Depois vou comer.
E só então saber.
domingo, 4 de julho de 2010
fAsE nOvA...
Fase nova.
Aprendendo o novo...
Andando por noites mais densas,
Por ruas com mais histórias,
Calçadas com menos glórias...
Fase nova.
Aprendendo o novo...
Andando por noites mais densas,
Por ruas com mais histórias,
Calçadas com menos glórias...
Fase nova.
Vivendo o novo...
Frenquentando lugares onde o chão é de sapatos e o ceu é de flores...
Voando por ares mais coloridos...
Escalndo tecidos,
Brincando com risos,
Fase nova,
Olhando o novo...
Chegando onde sei que é começo...
Chegando como sei que não vou ficar,
Com quem eu sei que vou levar...
Fase nova.
Sentindo o novo...
Endereço novo...
Berço novo...
Sopa nova...
Fase nova.
Eu novo,
Eu de novo,
Eu velho,
Eu saindo do ovo...
Fase nova, que bom!
sexta-feira, 2 de julho de 2010
nAmOrO?
Está tarde e ainda é cedo.
É cedo, mas a vontade é maior que o tempo.
É tempo, mas podia ser martírio.
Podia ser perda,
Mas agora ainda é tempo
E depois quando for história, será glória.
Quando for pedido, será sim.
Eu não acho cedo,
Mas acho caminhos em curvas
Que a luz não vê
Que a noite não esconde,
Eu me acho em caminhos que gozo em caminhar.
Está tarde e talvez seja tarde para ser cedo.
Talvez seja apenas medo.
E ainda será tempo,
Então sim.
É cedo, mas a vontade é maior que o tempo.
É tempo, mas podia ser martírio.
Podia ser perda,
Mas agora ainda é tempo
E depois quando for história, será glória.
Quando for pedido, será sim.
Eu não acho cedo,
Mas acho caminhos em curvas
Que a luz não vê
Que a noite não esconde,
Eu me acho em caminhos que gozo em caminhar.
Está tarde e talvez seja tarde para ser cedo.
Talvez seja apenas medo.
E ainda será tempo,
Então sim.
dOrMiR sEm VoCê...
Eu sinto seu cheiro pela casa.
E a sua falta preenche esse vazio,
Te procurar é em vão.
Você não está em outro lugar se não meus pensamentos,
Meu coração.
Sem você não tenho o sono de quem velar
E não tenho porque tentar dormir,
Mas me falta o encaixe certo,
O peso exato da perna
O braço que abraça,
A mão pra segurar,
Me falta o compasso da respiração
O ar quente
Me faltam os beijos,
As lambidas.
Me falta você.
Dormir sem você é em vão.
E a sua falta preenche esse vazio,
Te procurar é em vão.
Você não está em outro lugar se não meus pensamentos,
Meu coração.
Sem você não tenho o sono de quem velar
E não tenho porque tentar dormir,
Mas me falta o encaixe certo,
O peso exato da perna
O braço que abraça,
A mão pra segurar,
Me falta o compasso da respiração
O ar quente
Me faltam os beijos,
As lambidas.
Me falta você.
Dormir sem você é em vão.
terça-feira, 15 de junho de 2010
pEdAçOs De Um GrAnDe VôO...
Eu quis voar,
"Pro alto, PRO ALTO!"
"Mais alto, BEM MAIS ALTO!"
Eu quis novos horizontes,
Quis novos sentimentos,
Velhas sensações.
Eu quis querer sem esconder...
Eu quis vento que corta,
Cores que dão luz,
Palavras que me calasse...
Quis medo que fugisse...
Segurança que só vôos altos podem dar...
Eu quis dançar com o ar,
E quis roubar o poeta que traduziu o que sinto:
"Para minha liberdade, bastam tuas asas..."
"Pro alto, MAIS ALTO CORAÇÃO!"
Eu tanto quis
Que de repente,você...
Eu quis ir além,
Quis ir mais alto,
Porque céu só é limite pra quem não tem motivos pra ir além,
Pra quem não tem companhia pra ir mais alto.
Então eu tanto quis que agora o tenho,
"E no mais, estou indo embora!!!"
"Pro alto, PRO ALTO!"
"Mais alto, BEM MAIS ALTO!"
Eu quis novos horizontes,
Quis novos sentimentos,
Velhas sensações.
Eu quis querer sem esconder...
Eu quis vento que corta,
Cores que dão luz,
Palavras que me calasse...
Quis medo que fugisse...
Segurança que só vôos altos podem dar...
Eu quis dançar com o ar,
E quis roubar o poeta que traduziu o que sinto:
"Para minha liberdade, bastam tuas asas..."
"Pro alto, MAIS ALTO CORAÇÃO!"
Eu tanto quis
Que de repente,você...
Eu quis ir além,
Quis ir mais alto,
Porque céu só é limite pra quem não tem motivos pra ir além,
Pra quem não tem companhia pra ir mais alto.
Então eu tanto quis que agora o tenho,
"E no mais, estou indo embora!!!"
dO tEmPo FuTuRo...
Um dia vou andar descalço,
E sentir o frio da noite cortar minhas certezas vãs.
Um dia vou ouvir o que disseram os que não sabiam como pedir.
E vou entender o que não posso mudar,
Um dia vou fingir estar fingindo.
E vou ser eu como sou no meu quarto,
Como sou no meu quinto, como sou por inteiro.
Um dia vou deixar amanhecer,
E não vou temer pelo que se perde com o sol.
E um dia vou viver sem pressa, sem espera.
Um dia vou só fazer o que quero
O que espero que você me faça,
Um dia vou ser traça, e não vou duvidar da massa,
E nem vou desistir de ser caça...
Um dia vou ser solto,
E vou rodar até ver mundo parar,
Um dia vou cair, mas eu já saberei como levantar.
Vou ser criança,
E vou saber como curar as feridas.
Um dia vou ver mais que a realidade,
E andar em destroços de castelos que construí pra caírem,
Um dia vou controlar e descontrolar meus sentimentos,
E vou aproveitar.
Vou distrair.
Um dia vou constranger os imorais
E cegar os visionários
Um dia eu vejo tudo acabar
E aí começo de novo, só pra variar.
Um dia você vai entender do tempo como eu,
E aí, quando tudo estiver acabando e você continuar andando,
Você vai saber que agora é a hora de viver,
E vai saber que um dia nunca vai chegar porque ele está passando.
E sentir o frio da noite cortar minhas certezas vãs.
Um dia vou ouvir o que disseram os que não sabiam como pedir.
E vou entender o que não posso mudar,
Um dia vou fingir estar fingindo.
E vou ser eu como sou no meu quarto,
Como sou no meu quinto, como sou por inteiro.
Um dia vou deixar amanhecer,
E não vou temer pelo que se perde com o sol.
E um dia vou viver sem pressa, sem espera.
Um dia vou só fazer o que quero
O que espero que você me faça,
Um dia vou ser traça, e não vou duvidar da massa,
E nem vou desistir de ser caça...
Um dia vou ser solto,
E vou rodar até ver mundo parar,
Um dia vou cair, mas eu já saberei como levantar.
Vou ser criança,
E vou saber como curar as feridas.
Um dia vou ver mais que a realidade,
E andar em destroços de castelos que construí pra caírem,
Um dia vou controlar e descontrolar meus sentimentos,
E vou aproveitar.
Vou distrair.
Um dia vou constranger os imorais
E cegar os visionários
Um dia eu vejo tudo acabar
E aí começo de novo, só pra variar.
Um dia você vai entender do tempo como eu,
E aí, quando tudo estiver acabando e você continuar andando,
Você vai saber que agora é a hora de viver,
E vai saber que um dia nunca vai chegar porque ele está passando.
mE bAtA fOrTe...
Me bata forte,
Me afaste do que for morte.
Deixe marcas,
Doa com vontade,
Dê vivacidade.
Me bata forte,
Bata pra aprender,
Pra parar de doer.
Me bata forte,
Bata pra ensinar,
Pra me deixar sem saber.
Me bata forte pra voltar a ter
Pra voltar a perder
Pra dominar e esquecer
Me bata forte pra deixar marcas,
Pra fazer prazer,
Bata pra sentir e insistir
Pra ser livre e desistir
Me bata forte pra voltar a viver.
Me bata forte porque tua função é bater,
Nunca apanhar.
Me bata forte porque apanhar de você me faz crescer,
Lembranças são histórias, e delas eu preciso.
Me bata forte coração,
Porque eu não quero vida pela metade,
Eu não quero migalhas.
Me bata forte porque eu quero verdade,
Não quero quase, nasci pra ser intensidade.
Me bata forte,
De você eu quero atitude, emoção,
Eu quero marcas
Me bata forte coração.
Me dê motivos.
Tua função é bater, é doer,
Minha função é aprender, é viver.
Então me bata forte coração...
Me afaste do que for morte.
Deixe marcas,
Doa com vontade,
Dê vivacidade.
Me bata forte,
Bata pra aprender,
Pra parar de doer.
Me bata forte,
Bata pra ensinar,
Pra me deixar sem saber.
Me bata forte pra voltar a ter
Pra voltar a perder
Pra dominar e esquecer
Me bata forte pra deixar marcas,
Pra fazer prazer,
Bata pra sentir e insistir
Pra ser livre e desistir
Me bata forte pra voltar a viver.
Me bata forte porque tua função é bater,
Nunca apanhar.
Me bata forte porque apanhar de você me faz crescer,
Lembranças são histórias, e delas eu preciso.
Me bata forte coração,
Porque eu não quero vida pela metade,
Eu não quero migalhas.
Me bata forte porque eu quero verdade,
Não quero quase, nasci pra ser intensidade.
Me bata forte,
De você eu quero atitude, emoção,
Eu quero marcas
Me bata forte coração.
Me dê motivos.
Tua função é bater, é doer,
Minha função é aprender, é viver.
Então me bata forte coração...
quarta-feira, 9 de junho de 2010
gRiToS dE siLêNcIo...
Às vezes eu quero gritar!
Gritar com todas as minhas forças,
Gritar barbaridades que não ouso pronunciar.
Às vezes eu quero gritar!
Gritar amores, dores e horrores que cultivo,
Gritar medos e anseios de coisas que nem sei.
Às vezes eu quero gritar!
Gritar verdades e intimidades que desprezo,
Gritar só pra sentir uma liberdade que acho que perdi sem ganhar.
Às vezes eu preciso gritar!
Gritar sacanagens que não fiz,
Gritar vontades que não tive.
Às vezes eu preciso gritar!
Gritar mentiras que não criei, fábulas que inventei,
Gritar finais que não quis viver, mas precisei.
Às vezes eu preciso gritar!
Gritar ventos que não prendi, gostos que não provo mais;
Gritar cheiro que a saudade ainda me faz sentir.
Às vezes eu tento gritar...
Gritar simplesmente por necessidade
Gritar pra me libertar.
Às vezes eu tento gritar...
Gritar por que falar dói,
Gritar porque preciso ser ouvido.
Às vezes eu tento gritar...
Gritar porque esse é o curso natural do tempo que não controlo,
Gritar porque não sei o que fazer.
Às vezes eu quero gritar porque não sei o que fazer.
Às vezes eu preciso gritar porque não há outra coisa a fazer.
Às vezes eu tento gritar, mas meu silêncio não deixa...
Às vezes eu grito pra saber que não estou mudo,
Às vezes eu só consigo gritar porque o silêncio vai me ensurdecer,
Às vezes eu grito pra ter certeza de que o mundo está surdo.
Às vezes eu só tento, quero, preciso, mas não consigo gritar...
Gritar com todas as minhas forças,
Gritar barbaridades que não ouso pronunciar.
Às vezes eu quero gritar!
Gritar amores, dores e horrores que cultivo,
Gritar medos e anseios de coisas que nem sei.
Às vezes eu quero gritar!
Gritar verdades e intimidades que desprezo,
Gritar só pra sentir uma liberdade que acho que perdi sem ganhar.
Às vezes eu preciso gritar!
Gritar sacanagens que não fiz,
Gritar vontades que não tive.
Às vezes eu preciso gritar!
Gritar mentiras que não criei, fábulas que inventei,
Gritar finais que não quis viver, mas precisei.
Às vezes eu preciso gritar!
Gritar ventos que não prendi, gostos que não provo mais;
Gritar cheiro que a saudade ainda me faz sentir.
Às vezes eu tento gritar...
Gritar simplesmente por necessidade
Gritar pra me libertar.
Às vezes eu tento gritar...
Gritar por que falar dói,
Gritar porque preciso ser ouvido.
Às vezes eu tento gritar...
Gritar porque esse é o curso natural do tempo que não controlo,
Gritar porque não sei o que fazer.
Às vezes eu quero gritar porque não sei o que fazer.
Às vezes eu preciso gritar porque não há outra coisa a fazer.
Às vezes eu tento gritar, mas meu silêncio não deixa...
Às vezes eu grito pra saber que não estou mudo,
Às vezes eu só consigo gritar porque o silêncio vai me ensurdecer,
Às vezes eu grito pra ter certeza de que o mundo está surdo.
Às vezes eu só tento, quero, preciso, mas não consigo gritar...
eXpLiCaNdO...
Como diria o profeta há tempo para todas as coisas, e isso é fato.
Todo esse tempo em que eu fiquei sem postar qualquer coisa que fosse infelizmente não me foi um tempo de silêncio. Talvez porque o silêncio seja uma grandeza a qual não me satisfaça; talvez porque eu tenha muito a ser regurgitado em versos; talvez, porque minha maturidade me ensinou que ainda sou imaturo a ponto de gritar poesias e sentimentos mascarados em metáforas reveladoras; talvez porque simplesmente não era meu tempo de calar.
O fato é que esse foi tempo de falar de mim, para mim. Foi tempo de produzir e digerir coisas que eu não sei como deixo escapar, tempo em que nem tudo foi bom, mas eu aprendi. Tempo de ouvir a voz fraca da minha verdade sangrante. O fato é que algumas das minhas verdades continuarão escondidas em noites de segredos, em madrugadas de pensamentos pretensiosamente pequenos, enquanto outros são pensamentos pretensiosamente pequenos que nasceram de coisas que achei digno dividir, pensamentos e verdades que achei que seria prazeroso dividir, e é claro: surgiram pensamentos e verdades que eu acho que são necessárias de serem divididas.
Mas não se iludam. Não creio que alguém consiga identificar mudanças drásticas na minha forma de escrita, e da mesma forma não esperem mais verdade em minhas linhas tortas, é impossível ser mais verdadeiro do que já tenho sido em cada uma das minhas palavras, a verdade sempre foi uma arma da qual me vali, mesmo que ela, a verdade, estivesse escondida nas metáforas que gosto de ver sendo interpretadas.
Também não se decepcionem meus caros, eu vos darei meu maior aprendizado nesse tempo de falar ao meu próprio coração: eu dividirei minha sutileza e transparência comigo e minha permissividade em sentir, sem medo. Estou escrevendo pra mim, às vezes de mim, mas acima de tudo com a vontade de ser meu, de ser eu. E conforme eu já havia me prometido: se for pra amar que seja muito, e se depois for pra quebrar a cara e doer, que eu quebre muito a cara e que doa muito, mas que eu viva, que eu sinta, que eu me permita além de querer, além de sonhar, que eu me permita viver, e é isso que estarei dividindo nesse novo tempo, estarei pretensiosamente dividindo intensidade e verdade, e às vezes intensidade e verdade parecerão pequenas, e de fato realmente serão, mas ainda assim continuarão sendo intensidade e verdade.
Resumindo meus caros, aqui está a primeira divisão: a vida é simples! Então viva!
Todo esse tempo em que eu fiquei sem postar qualquer coisa que fosse infelizmente não me foi um tempo de silêncio. Talvez porque o silêncio seja uma grandeza a qual não me satisfaça; talvez porque eu tenha muito a ser regurgitado em versos; talvez, porque minha maturidade me ensinou que ainda sou imaturo a ponto de gritar poesias e sentimentos mascarados em metáforas reveladoras; talvez porque simplesmente não era meu tempo de calar.
O fato é que esse foi tempo de falar de mim, para mim. Foi tempo de produzir e digerir coisas que eu não sei como deixo escapar, tempo em que nem tudo foi bom, mas eu aprendi. Tempo de ouvir a voz fraca da minha verdade sangrante. O fato é que algumas das minhas verdades continuarão escondidas em noites de segredos, em madrugadas de pensamentos pretensiosamente pequenos, enquanto outros são pensamentos pretensiosamente pequenos que nasceram de coisas que achei digno dividir, pensamentos e verdades que achei que seria prazeroso dividir, e é claro: surgiram pensamentos e verdades que eu acho que são necessárias de serem divididas.
Mas não se iludam. Não creio que alguém consiga identificar mudanças drásticas na minha forma de escrita, e da mesma forma não esperem mais verdade em minhas linhas tortas, é impossível ser mais verdadeiro do que já tenho sido em cada uma das minhas palavras, a verdade sempre foi uma arma da qual me vali, mesmo que ela, a verdade, estivesse escondida nas metáforas que gosto de ver sendo interpretadas.
Também não se decepcionem meus caros, eu vos darei meu maior aprendizado nesse tempo de falar ao meu próprio coração: eu dividirei minha sutileza e transparência comigo e minha permissividade em sentir, sem medo. Estou escrevendo pra mim, às vezes de mim, mas acima de tudo com a vontade de ser meu, de ser eu. E conforme eu já havia me prometido: se for pra amar que seja muito, e se depois for pra quebrar a cara e doer, que eu quebre muito a cara e que doa muito, mas que eu viva, que eu sinta, que eu me permita além de querer, além de sonhar, que eu me permita viver, e é isso que estarei dividindo nesse novo tempo, estarei pretensiosamente dividindo intensidade e verdade, e às vezes intensidade e verdade parecerão pequenas, e de fato realmente serão, mas ainda assim continuarão sendo intensidade e verdade.
Resumindo meus caros, aqui está a primeira divisão: a vida é simples! Então viva!
segunda-feira, 3 de maio de 2010
aNdO...
Ando precisando calar a voz,
Cessar a insistência,
Ouvir e aprender com a desistência.
Ando meio estagnado em um ponto de partida que se partiu,
Que se quebrou, e que não bati, não derrubei.
Mas que ferido, abriu os olhos.
Ando parado em lugar de corrida.
Talvez eu tenha falado de mais, esperado de mais,
Me entregado de mais,
Ou talvez não.
Não fiz nada de mais!
Cessar a insistência,
Ouvir e aprender com a desistência.
Ando meio estagnado em um ponto de partida que se partiu,
Que se quebrou, e que não bati, não derrubei.
Mas que ferido, abriu os olhos.
Ando parado em lugar de corrida.
Talvez eu tenha falado de mais, esperado de mais,
Me entregado de mais,
Ou talvez não.
Não fiz nada de mais!
Tenho certeza.
Fiz tudo na medida,
No tamanho e tempo exato da minha vez,
Da minha voz,
Da minha vida.
Fiz o que o sentimento que era meu compassou.
O que perdi: é ferida que me fará crescer.
O que ganhei: é troféu que escondo onde só eu entendo.
Não fiz por mim,
Não fiz por mal,
Fiz por amor,
Eu amo o amor, talvez, mais que o próprio amante.
Ando precisando tirar os óculos e ver melhor.
Ando precisando me desfazer de velhos novos hábitos que roubei por necessidade.
Ando precisando calar a voz e largar o verbo.
Estou precisando deixar coisas presas em mim
Liberdade de mais, é libertinagem.
E sozinho sou formação de quadrilha,
Sou inimigo constante.
Sozinho sou batalha sem fim.
Mas guerrear é preciso.
Preciso apanhar para aprender a bater.
Precisei confiar, pra saber desconfiar de mim.
E ando precisando precisar,
E quem sabe aprender a não ter.
Ando precisando aprender com a necessidade.
Ando precisando calar,
Prender o verbo pra poder me ouvir melhor...
Ando precisando de mim puro, cru, totalmente despido.
Ando meio parado.
Meio estragado.
E certo ou errado,
(coisa que vou avaliar, doer e aprender com o tempo)
E sem suas mãos, sem sua direção.
Mas pelo menos ando...
Fiz tudo na medida,
No tamanho e tempo exato da minha vez,
Da minha voz,
Da minha vida.
Fiz o que o sentimento que era meu compassou.
O que perdi: é ferida que me fará crescer.
O que ganhei: é troféu que escondo onde só eu entendo.
Não fiz por mim,
Não fiz por mal,
Fiz por amor,
Eu amo o amor, talvez, mais que o próprio amante.
Ando precisando tirar os óculos e ver melhor.
Ando precisando me desfazer de velhos novos hábitos que roubei por necessidade.
Ando precisando calar a voz e largar o verbo.
Estou precisando deixar coisas presas em mim
Liberdade de mais, é libertinagem.
E sozinho sou formação de quadrilha,
Sou inimigo constante.
Sozinho sou batalha sem fim.
Mas guerrear é preciso.
Preciso apanhar para aprender a bater.
Precisei confiar, pra saber desconfiar de mim.
E ando precisando precisar,
E quem sabe aprender a não ter.
Ando precisando aprender com a necessidade.
Ando precisando calar,
Prender o verbo pra poder me ouvir melhor...
Ando precisando de mim puro, cru, totalmente despido.
Ando meio parado.
Meio estragado.
E certo ou errado,
(coisa que vou avaliar, doer e aprender com o tempo)
E sem suas mãos, sem sua direção.
Mas pelo menos ando...
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