sábado, 16 de abril de 2011

grande[mente] PEQUENO!!!

cansei do medíocre,
do grande.
cansei do inatingível.
por agora estou desejando coisas PEQUENAS:
ESTOU QUERENDO UM CANTINHO,
UM COLINHO QUENTINHO...
UM AMORZINHO,
ESTOU QUERENDO UM RESTINHO DE ATENÇÃO,
UM PEDACINHO DE CORAÇÃO...
ESTOU QUERENDO UMA PEQUENA TENTAÇÃO...

ESTOU ENTENDENDO O PEQUENO, e finalmente me libertando do grande comum.

quinta-feira, 14 de abril de 2011

[cho]vendo coisas...

...sentiu cores novas e se entregou.
sentiu vento fresco e se abriu.
viu o desejo se anunciar e foi seu.
deitou-se no chão com respiração de querer,
foi passivo à situação.
molhado.
sentiu os pingos de entrega.
se entregou.
foi entregue.


era troca.


quando a vida foi maior,
o ato foi maior que algum nome podia limitar.
quando a força cresceu ele apenas aceitou se esperar...
teve prazer em sentir jorrar...
esperou o prazer do outro lhe satisfazer.
e ali, deitado na chuva, em sua plena companhia
soube amar o ato de chover....

domingo, 10 de abril de 2011

Crú e [dez]necessário...

Com 25 anos já troquei mais de 15 vezes de emprego. Desisti do magistério na metade. Troquei 4 vezes de curso de graduação, sem terminar nenhum até agora. Comprei meu atual corpo com uma redução de estômago. Mudei mais de 32 vezes de casa. Namorei com quem me deixou com mais chifres que cabelos na cabeça.
Errei a cada um dia dos meus atuais 9181 dias vividos. Fiz coisas erradas que julguei serem as mais belas do mundo, e vi belezas se acabando em casulos que não se romperam. Tive mais medo que sorte e menos verdades em assumi-los que coragem, eu sou assim: IMPERFEITO!
Eu quis por tudo fora, quis me desfazer de quem sou e de quem tenho de mim, mas acontece que sendo completo sou ruim, sou errado, e sou bom; Acontece que sendo eu, sou meu!
Gosto desse gosto de frustração que às vezes insiste em vir antes da sensação de dever cumprido, de alívio.
Gosto dos conselhos que segui, e amo os que nem ouvi. Tive trabalho em viver até aqui, e mais ainda em morrer até aqui; e em morrer nem sempre tive sucesso.

Esse sou eu, crú.
Sem cor, sem dor, sem amor, só os fatos; e querem saber por que? Porque essa imparcialidade que não sei ter da uma certa credibilidade que não quero ter, mas que por agora vai me ajudar a te fazer entender um anseio, uma advertência necessária para a vida de qualquer pessoa:


-NÃO FAÇA AS COISAS PERFEITAMENTE!!!

E quer saber por que? Porque perfeição é sinônimo de inexistente, quem fez perfeito nunca fez. Mas quem fez, viveu.
Estou cansado de esperar pelo tempo certo, pela hora exata, pelo sentimento que não machuca, EU QUERO VIVER! Quero amor eterno até que se feche a porta, quero doer se não der certo, quero entender e sentir que amanhã é hoje. Chega, não percamos nossas vidas esperando.
Precisamos andar...

terça-feira, 5 de abril de 2011

ser noites e dias...

e quando viu que a noite não era mais presença,
pensou em dormir,
em acordar acordos que não sabia fazer,
pensou em ser dia,
em ser chuva de verão,
pensou em todas as possibilidades do ser...
mas quando viu que a noite não era mais, apenas aceitou viver...

quinta-feira, 17 de março de 2011

Como se amasse...

Me viu e se encheu de luz,
Fez dos olhos grandes jóias que pensei serem minhas.
Correu,
pulou em mim,
E como se mais nada existisse me beijou a face,
me cheirou o pescoço,
disse que estava com saudade.
Me fez desejo,
se fez desejo.
Como se me amasse foi chuva no deserto,
foi o que quis,
porque paciente eu a esperava simplesmente ser...
Como se amasse me deu "amor"...
Virou-se, distraiu-se com algo e se foi...

quarta-feira, 16 de março de 2011

Or[ação]

Quase sempre sou meu. Não sei ser inteiro com quem me quer, mas sempre sou eu por quem eu quero, sou meu de quem eu quero, de quem eu desejo ser...
Não sou um bom exemplo de constância, e nem um bom exemplo de dedicação, faço as coisas movido por um coração teimoso e às vezes, porque não admitir, burro.
Nunca gostei de esperar; nunca gostei de não ter o que desejo, e por vezes meu orgulho deve ter me cegado, e não vi o quanto eu tinha a agradecer... Às vezes peço tanto que esqueço de agradecer;E às vezes ganho tanto que também esqueço de agradecer.
Não sou do tipo que desacredita, pra mim, tudo é, mas nem sempre sei expressar, minha fé.
Agora mesmo, eu queria estar de olhos fechados, em contato com o meu Deus, queria estar seguindo protocolos; mas acho melhor ser eu nesse momento, e não que seja uma questão de me expor, ou expor esse momento da minha vida, mas gosto do poder das palavras, da força que elas ganham quando são pronunciadas, então por isso resolvi "eternizar" meu agradecimento e ecoar ele por aí...



"... esses tem sido dias diferentes,
melhores eu arriscaria...
Tem sido dias onde eu tenho provado o peso do sentir,
onde tenho me torturado e me disciplinado a me permitir sentir por inteiro, sem medo, e também sem esperanças, sentir apenas pelo prazer da verdade do momento.
Tenho abandonado velhos pecados com sentimentos contraditórios de pesar e alegria, e da mesma forma sei que tenho adquirido e cultivado novos...

Esses tem sido dias em que meu coração tem experimentado uma nova oração, um novo motivo...
tem bebido de sentimentos como o ciúme e por vezes ele me afoga, mas também é ele quem tem me mostrado que ninguém se queima sem fogo...
Tenho desejado ter, mas tenho entendido que bom mesmo é o prazer do ser.
Ser Um.
Ser especial.
Ser mais.
Ser dele, porque facilmente ele me tem.

Esses tem sido dias onde o improvável tem se feito diário,
onde encontrei motivos pra acordar antes,
pra dormir depois,
dias em que o que me perco por caminhos que me trazem pra perto.
Tenho sentido paz em ouvir,
Tenho sentido um turbilhão de emoções em tocar...

E ainda que às vezes eu fique impaciente, ainda que às vezes eu tenha medo de não ganhar, que eu sofra por não dominar,
Tenho sido feliz, em esperar...

Tenho tido motivos pra agradecer..."

quinta-feira, 10 de março de 2011

[dia]rio...

Sabe aqueles dias que você precisar gritar em silêncio porque o escuro fará sua voz propagar de uma forma sem igual?!


Hoje estou me sentindo assim, meio A Menina que Roubava Livros do Markus Zusak, poeticamente engessante.


Estou sentindo a garganta apertar de vontade de contar coisas que ainda não devo falar, segredos que acham que tem vida própria, e que por serem fortes pensam já poder sair sozinhos de mim e ganhar o mundo...


Sempre gostei de ver a vida por um prisma mais poético que a maioria das pessoas, ou como alguns preferem classificar: "mais patético"... Sempre tive verdadeiro encantamento na beleza que só o feio suportaria carregar, como diz uma sábia amiga poetiza: " ...Ver a beleza do prego enferrujado..." (Zilka jacques). Sou assim: esse devaneio que finge ser sonhador...



A verdade é que vejo as coisas de forma diferente, sinto elas de forma diferente, tanto que hoje assim como A Menina Que Roubava Livros, eu posso sentir o cheiro do som dos passos...


Vou resumir, admitir, e explicar:

QUEBRARAM-SE OS CASULOS NOVAMENTE! É tempo de novas cores, novas asas cintilando pelo meu céu de flores, o toque passou a ser obrigação de reprimir desejos, e o cheiro é porta aberta...


Tenho medos; tenho dúvidas; mas também tenho vontades e certezas que a sobriedade não dá. Encontrei coisas que só encontramos quando estamos perdidos. Ganhei coisas que só se ganha quando nos permitimos não buscar-las, mas quando elas chegam, aceitamos.




sábado, 5 de março de 2011

Ganho!

Ganhei amigos,
ganhei confissões,
ganhei companhia certa.
E quando tive fome, comi...
quando tive sede, bebi;
e bebi também para ter mais vontade,
e quando a tive vontade; eu tive muita vontade,
E aí, reprimi...
Ganhei cama necessária...
ganhei abraços,
E quando tive sono, ganhei mais abraços...
Ganhei a noite!
Ganhei mais uma vez teu cheiro no meu travesseiro...
E ganhei a melhor forma do mundo de acordar,
Só para o dia também ganhar...

quarta-feira, 2 de março de 2011

Pobre sambinha de verso apertado...








...lavei a fronha do meu travesseiro,
perdi teu cheiro,
e agora como vou dormir?
quem vai perfumar meu sono
como vou lembrar de você que não esqueço?
e se eu perder o sono,
e depois perder a hora marcada para sair,
espero que você chegue,
que deite do meu lado,
que perfume esse travesseiro lavado,
dormindo comigo abraçado...











terça-feira, 1 de março de 2011

Laura...

Quando dançou, fez com força.
Foi planta de pé no chão.
Foi barulho e suor.
Mas foi brisa que escorre entre cores de fazeres...
Quando foi lagarta, construiu casulo.
Fez ninho escondido.
Fez do feio a única chance de ser belo.
Fez casco, escudo...
Mas quebrou tudo em asas que cintilavam e voou...

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

Gosto

Gosto do teu cheiro no meu travesseiro,

Do teu sono na minha cama,

Gosto das tuas mãos no meu corpo

E dos teu sonhos no meu futuro.

Gosto de você em mim

E gosto também de estar em você

De sair acabado de você, em você.

Gosto dos teus olhos gratos em fim de ato.

Gosto e como gosto dessa respiração ofegante,

Desse cheiro que você exala pra me atrair,

Para me fazer fácil.

Gosto de sentir teus dedos cuidando de um espaço que é só teu.

Gosto de ver os teus beijos correndo meu corpo,

De sentir o umidecer da vontade...

Gosto tanto de ti que não meço

Que não arrisco a pedir nada,

Gosto tanto que apenas espero o teu gostar encontrar o meu...

Começo do tempo...

Hoje bebi o resto de sua água e chorei o começo de suas lágrimas...
Você não entende,
É tempo.
Que não seque a fonte,
que nada se esgote,
porque estarei com você.
Vou ser passos e pisadas,
e você braços e largadas,
em cama gigante,
em noite de amigo, manhã de amante.
E ainda assim é tempo...
Seja meu em horas que me perco,
seja eu quando eu não tiver identidade,
mas antes: seja teu!
E continuaremos sendo tempo!
Faça de mim aconchego,
faça em mim tempestade,
mesmo pela metade é tempo, e eu espero...

quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011

"que seja letra que me faz voar..."

eu nem sempre lembro o caminho exato de casa,
e voltar, às vezes, é pior que se perder por ficar.
não sou bom com pedidos,
não sou bom com novas músicas em velhos violões,
não sou melodia sem voz.

nem sempre acerto o tom,
e às vezes a voz precisa de companhia.
às vezes os pés não estão no chão assim como o coração não está sozinho,
espera!
ouve!
podemos dançar com esse silêncio.
sempre quero dançar contigo no silêncio,
mas te prefiro grito!
te sinto melhor quando as mãos afagam soltando palavras.
quando o desejo é segredo de luz acesa.

podemos andar muito ainda,
podemos ser companhia,
e às vezes seremos ausência...
você pode ser dor em dias de melancolia,
mas que não seja nunca privação,
e que sempre seja pra sempre enquanto quisermos.
que seja na medida do nosso eterno.

que você seja saudade gostosa de sentir e matar...
que seja abraço necessário de ganhar,
que seja letra que me faz voar,
escreve.
não deixe de fluir,
não deixe de jorrar...

Sóbrio...

Eu queria beber algo mais forte,
algo mais morte.
queria algo mais intenso que você,
queria beber nos teus olhos o que os meus não conseguiram esconder.
eu queria despedida.

Eu queria beber algo mais intenso,
algo que me fizesse viver,
esquecer.
queria ter motivos pra te procurar,
pra te enterrar,
pra fazer passado,
fim e acabado.

Eu queria beber algo mais cortante,
mais vidro, mais transparente,
algo mais atraente que a mentira de você.

quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011

Mais perto do inteiro!

Voa Ícaro!
Voa alto e sê o que te fiz,
Sê o que te quis,
Quem te profetizei.
Voa e vai alto,
Subir, subir...
Pro alto com meu coração,
Subir até o sol
E ser Ícaro!

Voa e me deixa ser lagarta,
Me deixa ser só.
Distante da glória,
Tão perto da história,
Vai...
Voa Ícaro,
Acorda em mim o que em você não dormiu,
Pro alto, mais alto...
Subir até o sol,
E ser Ícaro!

Voa Ícaro, e sê metamorfose,
"Seja para eu o que te criei..."
Cera quente, chão macio,
Voa mais alto e vê.
São dois sóis,
São dois, só.
Somos dois.
Voa Ícaro
Pro alto, mais alto...
Subir, subir
E ser Ícaro.

Voa agora.
Vou ser casulo,
Ser medo que criei,
Vou ser sonho que acordei.
Eu te desejei alto,
Te dei o vento...

Voa Ícaro, porque agora conheces o gosto amargo da liberdade,
Mais alto, mais perto de você,
Voa!
Subir; subir até o sol,
Até os sóis
Até ser Ícaro por inteiro!
Voa e conheça o que não escrevi,
Sê o Ícaro que profetizei,
Pro alto...

quinta-feira, 27 de janeiro de 2011

Pobre homem que amava...

Cabisbaixo, roto e silencioso.
Anda sem querer chegar,
sem querer sair...
Pobre do que amava;
Pobre em sua riqueza agora tão vã.
Acordava tão sonhador,
sonhava tanto acordado,
Pobre do que amava...

Vagava de vagar,
andava só,
Sem mãos pra segurar,
Sem pés para compassar,
Pobre do que amava...

Era frio em noite de rua,
era veneno que lentamente não fazia matar,
Era liberdade que fazia morrer,
Pobre do que amava...

Nunca antes pensara,
em andar só, em viver só,
E pior, nunca antes pensara em sonhar só...
Ah! Pobre daquele que agora amava só e solitário.

Ele não era dia,
não era sangue que pulsava,
carne que é fresca,
O pobre só era o que antes amava,
Era que quem era e a quem tinha.
Era quem ainda não sabe ser,
por não ter sabido ter,
Pobre do que amava...

de olhar indireto,
de corpo frio
De pedaços que a vida fez separar,
pobre do que amava...

Sem versos, sem vícios,
Sem ser o que ama: Pobrezinho do homenzinho,
sem seu amorzinho,
preso em seu mundinho de imensidão que só o vazio pode dar,
Pobre dele,
Daquele de amor perdido,
de ego dolorido,
de abandono sofrido,
de sorriso esquecido,
de ombro caído,
de dia?! Perdido!
De dia perdido.
De dia seguido de dia, sempre cada um deles perdidos...
Pobre do que amava...

Daquele, que sem forças nem lamentava,
não levantava,
e fazia da cama, sozinha, casulo de dor.
Pobre do que amava...

Do que me compadecia,
me enchia de luto e altruísmo,
me fazia egoísmo em sentir por aquele que hoje é só o Pobre que amava...
Pobre do que amava...

Que aprisionado no passado
sofria um presente sem muito futuro,
Pobre do que amava...

Um homem que chorava e a dor não terminava,
um homem que via os dias acabarem sem o tempo passar,
sem o sentimento mudar, sem ter de novo a quem amar,
Pobre homem de alma rota,
Pobre do que amava...

Nada o recuperava,
Nada voltava,
Nada fazia dele o homem que antes amava,
E assim, seguindo cabisbaixo,
e se ia sendo só,
O pobre homem que amava...





(02/12/2010)

sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

Sonhando sonhar o sonho...

Num súbito assalto me beija afoitamente,
A sede do passado é castigo que carregamos,
As mãos mais uma vez com força ganham liberdade em tocar.
Meu corpo é complemento do seu calor,
eu sinto seu coração dentro de mim.
"Eu te amo"
Me pega com força e jorra dentro de mim o seu infinito.
Mais uma vez sou mansidão.
Cheio de ti.
Vira pro lado e acorda...

quarta-feira, 1 de dezembro de 2010

Mudanças

Os abraços estão diferentes,
e o calor agora não tem mais malícia...
No rosto o cuidado em não errar e deixar o desejo acertar o canto da boca.
Dos abraços, as mãos são serenas e cuidadosamente ingênuas.
Estamos amigos, mas até quando seremos amantes?
É doce o término quando o ombro que se chora é o mesmo que se afasta,
e a partida não tem gosto de despedida, mas cheiro de chegada,
a partida é começo que dói como o que nasce entre nós na cama,

A cama! Ah a cama, agora ela cheira a cuidado, apenas cuidado...

As fortes batidas agora são apertadas, de um coração parado.
Não julgo passado, não entendo o presente e nem espero pelo futuro,
eu não quis até doer de tanto querer...
Vou matar uma a umas as borboletas que depois de um tempo de descuido saíram de casulos abrigados pelo meu estômago.
Vou chorar baixinho, rir alto,
Voltar a ser meu, e não por nada fora.
Gosto do que guardo.

Ainda vou me procurar em teus sonhos,
e dormir soluçando por você.
Vou viver o tempo, e comer dele, o que ele me oferecer,
seja qual sabor for.
Vou andar por aí conversando comigo,
sendo meu amigo.
Mas te levando comigo, se quiser...

LUTO

Silêncio, vamos respeitar a memória daquele que esfria, branco e sem reação.
Olhos vidrados no passado,
lágrimas no presente,
incertezas no futuro...
Eu sou o meu luto e sou o que luto.
Sinto o cheiro de flores e velas...
Vejo luzes embriagadas,
Eu não sinto mais mãos quentes...
Vejo o que morreu, e como deve ser o imortalizo em boas lembranças.
Eu vejo esse que morre, e me mata saber disso.
Sinto a dor, e entendo a morte.
Não tenho medo ou respeito, apenas a reconheço com desprezo e distância.
Estou de luto e não sei até onde quero lutar.
Descobri no meu luto, que nem sempre preciso lutar.
Entendi que lutar no luto é não aceitar a dor que vai ser maior que qualquer vitória.
Mas luto meu luto.
Silenciosamente eu luto.