terça-feira, 20 de setembro de 2011
Verdades sobre aprender um fim...
sábado, 17 de setembro de 2011
Doendo presença.
sentir só o sol queimar nossa cama,
e entender o amanhecer como presente.
Eu queria sentir mais que o seu cheiro em mim,
e ver você onde estás.
Às vezes eu queria que as flores não morressem,
e queria que o tempo não passasse.
Mas talvez eu queira você fora de mim.
Queria esquecer seus sussurros com sono,
e seus olhos umidecendo verdades.
Eu queria abraços, com braços e peito pulsando.
É verdade, eu queria flores que não morressem,
queria que você fosse embora quando me deixa,
que saísse de mim quando fecha a porta,
Eu queria doer tua real ausência,
não quero mais doer presença.
quinta-feira, 15 de setembro de 2011
para morrer o que mata...
e uma lembrança que insiste em ser viva,
eu tenho um medo em perder que só conheci com você
e tenho as noites que não acabam,
meus pés doem, mas há tanto o que andar ainda.
minha alma sente, mas minha carne falta.
eu tenho em mim um gosto que só encontro na tua boca,
um prazer que só teus olhos conhecem,
eu tenho tanto de você, que tua falta me mata.
quarta-feira, 14 de setembro de 2011
Aceitando não acreditar
domingo, 11 de setembro de 2011
Trajetória Parte IV
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
Trajetória Parte III
Trajetória Parte II
terça-feira, 30 de agosto de 2011
breves segredo "de faz de conta"
dois pra lá, dois pra cá, dois além...
Relato de cor
"...Tive oito filhos,
amanhecer
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
Eu e os verbos...
domingo, 28 de agosto de 2011
Sábado da mamãe
confissões solitárias
domingo, 24 de julho de 2011
O que sei é você...
O que sei é da tua força me pegando pra dançar,
O que sei é do teu silêncio me chamando pra cantar,
Sou tua.
Sou reposta e luz da rua,
O desejo de ficar,
O que sei são teus olhos me pedindo pra entrar,
Minhas curvas te fazendo se achar,
O que sei são vontades que a respiração faz gritar,
E são tuas mãos me fazendo calar...
Com você sou rio e sou mar,
Sou chuva que vem lavar,
Sou o melhor que a vida pode te dar,
O que sei é tua força me pegando pra dançar,
O que sei é teu beijo me fazendo delirar,
É você me dando motivos pra cantar,
É desejo que não posso conter,
O que sei é querer,
Você.
terça-feira, 12 de julho de 2011
Mais que sonhar, ser sonho!
Algumas lembranças da infância são tão reais que chegam a ter cor e cheiro mesmo depois de anos. Eu ainda posso tocar na imagem da primeira vez que me perguntaram o que eu queria fazer quando crescesse, aquele dia é tão vivo em mim quanto cada uma das certezas que tenho e que mudo diariamente.
Quando criança não tinha certeza se seria cantor ou se trabalharia como ator, sabia apenas que qualquer outra coisa que tentasse fazer não me serviria. Na adolescência, o sobrepeso e o bulling me deram uma visão mais incerta quanto a um futuro profissional e menos respeitosa. Desisti da música quando meus professores desistiram de mim, desisti dos palcos quando tive medo de ser eternamente o Papai Noel, ou o gordo engraçado de programas de humor, que de forma pejorativa expõe as diferenças.
Três semestres de história, semestres de marketing, cinco de administração, cinco anos vagando por cursos que não gostava, e 64kg mais magro e a vida resolveu me fazer um carinho, me trouxe um presente. Ganhei uma bolsa para estudar teatro fora do estado em uma faculdade com bastante reconhecimento na área; era minha hora de mostrar o porquê vim ao mundo: “vou brilhar!”
Meus pais em sua extrema doçura financiaram minha viagem, e minha estadia em um lugar que nunca antes pensei estar. Conheci gente, fiz amigos, fiz contatos profissionais, brinquei de turista, fui o “menino do rio” por dias de sol que queimavam minha pele branca de gaúcho descendente de alemães. Finalmente eu via uma lembrança virando sonho, e o sonho virando realidade, eu seria ator.
Faltando alguns dias para o prazo final da entrega da documentação para a matrícula e efetivação da bolsa, liguei para casa, pedi um documento que faltava. Solicitamente minha mãe enviou o documento por correspondência segura de que chegaria antes do prazo final.
Prazo final, o documento não chegou. O que um dia foi lembrança que passou a ser sonho agora era ferida. Sentei no chão e como a criança de cinco anos, que dizia que seria ator, chorei sem vergonha de ninguém, nem mesmo de mim. Chorei uma dor que não queria sentir. Chorei uma injustiça que acreditava ser maldade da vida. Chorei e fiz do sonho uma promessa: nunca mais eu iria querer saber de qualquer coisa voltada à arte. Engoli o choro, o orgulho e pedi pra voltar pra casa.
Aprendi que a dor de ver um sonho morrer é igual à dor de passar por cima do próprio orgulho, é igual à dor da decepção de nós mesmos, e é igual à vergonha que sentimos das pessoas que pedimos para sonharem nossos sonhos. Voltei pra casa, para os amigos, para os curiosos, para o mundo que eu havia construído onde lembranças não eram sonhos.
Hoje, três anos depois, minha vida tomou novo rumo. A música voltou como companhia constante, os livros voltaram a ser prazer, e o cinema descanso, o teatro às vezes bate a porta e, quando estou bem, deixo ele fazer uma visita nesse novo mundo. A ferida tem estado em processo de cicatrização, já não dói mais como antes, mesmo que por hora sei ou sinto que o melhor é manter alguns sonhos no campo das lembranças, e o viver da arte vai ficando assim: inerte e indolor.
Toda essa explanação, e talvez exposição desnecessária, é para justificar algumas das minhas atitudes pessoais e para explicar novos posicionamentos. Eu ando meio calejado quando o assunto é sonhos, quando o assunto é ir atrás de uma vida que acreditamos ser a nossa vida certa, mas mesmo assim não consigo pensar em deixar tudo para traz e fazer de conta que lembranças nunca poderão ser sonhos, ou que sonhos nunca serão alcançados.
Perguntar quanto vale um sonho é tão absurdo quanto perguntar quanto vale uma vida. Algumas vidas nunca passarão de sonhos e alguns sonhos serão a única vida que algumas pessoas terão.
Eu já sonhei, já vivi; e já desisti dos dois em fases distintas da minha vida. E retomei ambos. Retomei uma vida que não sabia que tinha quando tive medo de não poder mais sonhar; e tive medo de viver de sonho quando a vida me fugiu ao controle. E saibam, nenhuma dessas coisas foi fácil, normalmente nos custam no mínimo uma grana que consideraremos mal investida e o esquecimento do nosso orgulho e vergonha em admitir que erramos.
Tenho visto alguns amigos adormecerem sonhos, e tenho acompanhado o quanto isso dói para eles. Tenho visto algumas pessoas largarem tudo em busca de seus sonhos, e em anos ou meses depois voltarem frustradas e sinto em mim a dor que dilacera a alma dessas pessoas, sei o quanto isso significa. Mas o que realmente tem matado minha alma são as pessoas que conheço e que por variados, e não aqui discutíveis motivos, têm desistido de ir atrás de seus sonhos, tem abdicado de serem elas mesmas. Sempre seremos o que amamos.
Admiro quem gosta do que faz e, mais ainda, quem gosta do que é. Admiro uma galera que vive cantando em bares, sejam eles lotados ou com três bêbados desatentos, conforme já vi. Admiro pessoas que se propõem a viver seus sonhos e não se importam em ser os próprios sonhos. Admiro pessoas como Guilherme Bulla, Vivi Fields, Lais Tetour, Tephy Marcondes, gente como o pessoal do Projeto Cama, Mesa e Banho; admiro essa galera que sonha e ensina a sonhar, que divide o próprio sonho sem pedir nada em troca, contando apenas com a boa vontade das pessoas.
Quando comecei esse blog, era para ser simplesmente um lugar onde eu pudesse escrever sentimentos distorcidos em metáforas, não tinha pretensões maiores e de fato ainda não as tenho, porém agora vou dar espaço a sonhos que me fazem sonhar. Não tenho o intuito e menos ainda a qualificação de fazer analises críticas, mas posso falar de sonhos e de verdades que as pessoas vivem, posso divulgar sonhos e quem sabe incentivar algumas pessoas a porem mochilas nas costas e viverem seus sonhos, quem sabe inspiro pessoas a se permitirem ser seus sonhos?
domingo, 3 de julho de 2011
...devaneios de inverno
domingo, 26 de junho de 2011
Onde fica o meu paraíso...
terça-feira, 21 de junho de 2011
...
Sinceramente piegas...
domingo, 19 de junho de 2011
Trajetória
Festa de partida e chegada...
domingo, 12 de junho de 2011
Dezinteresse
riscos soltos
pingos deixados sobre o papel de rascunho
que por desuso ou desapego
vai ser amassado e transformado em machê
sem correr o risco de se perder nos entremeios da pasta
prendo linhas rubras em maças do rosto
e vejo manchas púrpuras em peles mais ressecadas
não penso
só tracejo
por horas paro com o trabalho
e observo o tanto já desenhado
algumas cores deixadas de lado
preto que só se revela em sombras
pois o ambiente é de sol intenso
me desapego da obra
me desprendo dos ideais utópicos
para entender um desinteresse mutuo
relacionado ao medo
medo que a tela sente de mim
medo que eu sinto de terminar a obra precipitadamente
por ora, me prendo aos olhos
que gostariam de se mostrar verdes
esmeraldinos de lágrimas vãs
mas vão sempre insistir nessa doce mistura
do fundo azul com manchas amarelas
acho o ton perfeito
para os últimos e melhores momentos
de uma obra que não quero exibir
guardo-a comigo
e nada mais importa...
sábado, 11 de junho de 2011
Há tempos...
quinta-feira, 19 de maio de 2011
Lamento em três tempos...
terça-feira, 17 de maio de 2011
você tem, eu sendo...
terça-feira, 10 de maio de 2011
... certezas ...
quinta-feira, 5 de maio de 2011
"Vamos fazer um filme..."
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Fora de tempo...
[vi]zinhança!
segunda-feira, 2 de maio de 2011
quero silêncio em mim...
quarta-feira, 27 de abril de 2011
com versos, com poesia...
terça-feira, 26 de abril de 2011
domingo, 24 de abril de 2011
Dança de ritual...
Quando ela dançava,
Evocava deuses que eram só seus...
Distribuia bebidas,
E fazia da festa um ritual...
Ela sabia como ser divina no profano,
Sabia do profano o que se deve saber,
Como se deve saber...
Ela sabia servir,
Ela ser, e vir...
sábado, 23 de abril de 2011
...
terça-feira, 19 de abril de 2011
Fim do dia, começo de vida...
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Presentes do passado ou passados do presente...
sábado, 16 de abril de 2011
grande[mente] PEQUENO!!!
quinta-feira, 14 de abril de 2011
[cho]vendo coisas...
domingo, 10 de abril de 2011
Crú e [dez]necessário...
terça-feira, 5 de abril de 2011
ser noites e dias...
mas quando viu que a noite não era mais, apenas aceitou viver...
quinta-feira, 17 de março de 2011
Como se amasse...
quarta-feira, 16 de março de 2011
Or[ação]
quinta-feira, 10 de março de 2011
[dia]rio...
sábado, 5 de março de 2011
Ganho!
quarta-feira, 2 de março de 2011
Pobre sambinha de verso apertado...
terça-feira, 1 de março de 2011
Laura...
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Gosto
Gosto do teu cheiro no meu travesseiro,
Do teu sono na minha cama,
Gosto das tuas mãos no meu corpo
E dos teu sonhos no meu futuro.
Gosto de você em mim
E gosto também de estar em você
De sair acabado de você, em você.
Gosto dos teus olhos gratos em fim de ato.
Gosto e como gosto dessa respiração ofegante,
Desse cheiro que você exala pra me atrair,
Para me fazer fácil.
Gosto de sentir teus dedos cuidando de um espaço que é só teu.
Gosto de ver os teus beijos correndo meu corpo,
De sentir o umidecer da vontade...
Gosto tanto de ti que não meço
Que não arrisco a pedir nada,
Gosto tanto que apenas espero o teu gostar encontrar o meu...