quinta-feira, 7 de junho de 2012

Eu vento...

Eu vento...
voo longe,
me deixo levar,
apenas vou,
eu vento,
evento único para acompanhar o tempo que vai...
eu vento...

sexta-feira, 18 de maio de 2012

Dança comigo?!

Acho que não estou enxergando muita coisa,
e meu pés começam a amortecer,
sinto um incomodo estranho,
é muita gente para quem está só em uma festa.


Eu poderia beber mais,
poderia sorrir e fingir estar me divertindo,
eu até poderia dançar, mas sem você fico pequeno.
Sem você erro os passos, perco a graça.


Então eu peço:
-Dance comigo essa noite?!


Esqueça a música, 
não há mais pessoas,
somos eu, você e nossos corpos.
Apenas dance.


Por dias eu sonhei com você em mim,
e agora que minhas preces se tornaram festa, dance.
Dance comigo quando acabar a música,
quando meus pés não alcançarem mais o chão,
ou mesmo quando as luzes fizerem dia.
Dance comigo, apenas dance.

quarta-feira, 16 de maio de 2012

Pobres Putas Pobres...

gosto da rameiras mais pobres,
as de baixo calão mesmo.
gosto dos desapudores,
dos desapegos e dos desassossegos que carregam em suas almas rotas.
eu gosto de putas pobres.
dos cheiros peculiares de agrado desmedido,
de suas gargantas quente e suas bocas silenciosas,
gosto de suas habilidades inacreditáveis e gosto de suas humildades desnecessarias.
eu gosto de sua falta de noção,
da sua ignorância de troca,
gosto das suas burrices,
gosto de putas pobres porque tudo dão,
porque pouco pedem,
gosto dessas putas servis,
essas tortas mães e amantes em relações quase de Édipo,
em fantasias cruéis que só existem pra elas,
não há relação, não mães e tão pouco sentimentos,
são apenas pobres putas, nem eu existo por tão pouco.
é ilusão.
são putas e são pobres, o que as faz não ser...

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O Amor em três atos.

Eu doí.
Senti meus dedos inúteis,
e você se afastando.
Parei. Meus pés não encontravam mais  chão.
Você me pediu tempo, mas ele agora insistia em machucar parando,
quase inexistindo, prolongando a dor.
Refrescando a memória,
lembrando que o amor conhece o medo,
e que o medo dói.



Eu insisti.
Ainda sentia um resto de força,
um muito de vontade.
Me joguei. Se for abismo, que seja em voo livre.
Te pedi para voltar, para entrar onde nunca saiu,
assentar trono onde  é teu território, sendo meu.
Refrescando a memória,
lembrando que o amor conhece a esperança,
e que a esperança salva, faz vida.


Ainda alterado pelo medo, senti seu cheiro.
Silencie, fugi dos seus olhos que fugiam acuados dos meus.
Senti coração compassando o meu.
Você.
Sorri. Fui entrega. Sou teu.
Me despi, e, mais uma vez te dei tudo o que sou e sinto.
Choramos, cúmplices de um amor maior do que esperávamos.
Teu abraço seguro, de berço quente e terço inteiro de fé inabalável.
Teu beijos de vida plena.
O mel que me enche de vida e gozo.
Refrescando a memória,
lembrando que o amor conhece o perdão,
e que o perdão faz o imortal.
Dando a certeza que conforta, estamos bem.


segunda-feira, 30 de abril de 2012

O quarto, o mundo e o paraíso.



Deitado em sua cama o mundo tinha outro tamanho,
parecia caber em seu quarto e onde os olhos vissem através da janela.
As cores intensas dançavam em luz clara,
em entardecer despretensioso,
Eu via seus cílios se encontrarem,
e meu paladar desfrutava do teu mel;
da vida que há em você.


Eu sentia seu corpo em ritmo doce,
sentia sua presença,
e dentro de mim você era literal,
preenchendo espaços que também são teus.
Nosso mundo tinha agora um cheiro mais denso,
específico;
prazeirosamente peculiar,
o nosso cheiro misturado ao desejo que exalava.
minhas mãos percorriam suas curvas,
arranhavam a pele que me tocava.
eu ouvia o som da sua satisfação,
e respondia em uníssono; 
sua cor era mais viva agora;
e a medida que a luz se perdia dos olhos, os ritmos aumentava;
o desejo saciando-se aumentava.
Eu te desejava por inteiro em mim.


Nunca antes o entardecer fora tão belo,
tão repleto de necessidades e de realizações,
teu quarto, nosso mundo.
Mais.
Extasie.
Pela janela, agora o mundo era um céu estrelado.
o meu paraíso agora pesando sobre o meu corpo,
você estava quente,
confortável sobre mim.
Respirei, busquei seu cheiro profundamente, quis guardá-lo para sempre em minha alma.
Desejei que não houvesse tempo,
e saciado entendi que sempre te desejarei mais.
Mais um beijo, a noite se faz presença.

domingo, 22 de abril de 2012

Ouvindo barulhos silenciosos...

Apague as luzes, desligue tudo que permita ser ligado. Sente-se, ou apenas fique o mais a vontade possível, nossa conversa meramente ilustrativa pode ser longa. Falaremos em amor. Espere, perca-se em sua própria respiração que agora inunda o silêncio. Encontre nesse silêncio avassalador  sua alma, pode demorar, esperamos o tempo necessário, não há pressa. 

Agora sim: silêncio absoluto, silêncio denso. E então eu te desafio a ouvir!



Barulhos. Sentimentos e seus barulhos.
Não há nada de menor em apaixonar-se, há sim outra direção. Apaixonamo-nos e começam as tempestades, a luz muda, o barulho se instala em nós e ao nosso redor, nunca sabemos onde as coisas irão parar, nunca controlamos os ventos, tudo é incógnito, tudo é sempre novo, sempre mais, sempre amor, sempre dor; paixão é assim: tudo, sempre! Mesmo o que nunca será, é, quando nos apaixonamos. Quando nos apaixonamos é para sempre, e se isso durar uma noite, foi a maior, a melhor de nossas vidas, paixão é barulho gostoso de sentir, é começo de busca por abrigo. Apaixonar-se é abdicar de quem somos, é emburrecer conceitos e esquecer certezas. Resumido, mas nunca menorizando, apaixonar-se é jogar-se.


Mas esqueçamos as tempestades e voltemos ao nosso silêncio avassalador, hoje ele é pauta. falemos nós de amor. Sim, amor. O amor arde em barulho diferente, e seu som é o silêncio. Quando amamos a luz é clara, porém aconchegante. A nossa volta tudo se faz com nitidez e enxergamos longe, não há ignorância. Mas não nos enganemos, amar exige entrega, fluides  e acima de tudo coragem: nem todos se permitem continuar no rio, conhecendo as corredeiras sem bater os braços. Quando amamos nos tornamos mais sábios, conhecemos os nossos defeitos e os defeitos do outro e isso não é ignorado, mas sim adaptado, amar é saber andar em qualquer terreno, é fazer de qualquer chão solo seguro; quem ama não corre, mas sim, anda atemporalmente com firmeza. Amar é estar em berço seguro, o amor é quente como colo, sempre na medida. 
O amor em sua grandeza compartilha presenças, permite que os que o sentem também se encham de paz, de tranquilidade, o amor permite certezas, permite que conheçamos seu oposto para que em sua totalidade nos deleitemos em gozo completo. O amor tem língua universal, e sem barulho se faz notado, enche qualquer ambiente, assenta o trono e o centro da vida de qualquer ser com disposição. O amor tem gosto peculiar, marcante, onde algumas notas continuam a dançar em nossos paladares mesmo depois de provar outras coisas, o amor é como a lagarta: em constante mutação onde nem sempre os rasos entendem a beleza efêmera da borboleta.

Há alguns dias indaguei à um habitante do meu coração: " O que você precisa para amar alguém?", sabia e ponderadamente ele me respondeu: "Nada...", amor é exatamente assim: existem mil motivos para que amemo-nos, mas nenhum um deles é forte o suficiente para superar as certezas que o coração nos dá, sempre existirão motivos para amarmos alguém, mas quando for amor de verdade não haverá motivo para pontua-los ou justifica-los, apenas amaremos e isso nos bastará.

Ouça. 

Apague as luzes, desligue tudo que permita ser ligado. Sente-se, ou apenas fique o mais a vontade possível, nossa conversa meramente ilustrativa ainda pode ser longa. Falaremos em amor. Espere, perca-se em sua própria respiração que agora inunda o silêncio. Encontre nesse silêncio avassalador  sua alma, pode demorar, esperamos o tempo necessário. Não há pressa. 

Sempre haverá um silêncio próximo a você, apenas permita-se.

Eu te desafio, ouça!

segunda-feira, 9 de abril de 2012

Silêncio...

Silêncio.
...
Sou teu.
Dos teus silêncios se fazem as minhas explicações,
e nos teus olhos se move o meu futuro.
teus pés traçam o caminho por onde andarei,
e pelas tuas curvas serei encontrado.
Em ti o paraíso tem lugar certo.

Silêncio.

...
As coisas voltam ao normal,
Continuo sendo teu...
Me alimento do teu mel,
e na tua respiração encontro afago;
descanso no teu sono.

Silêncio.

...
As coisas serão sempre paz com você...

sexta-feira, 6 de abril de 2012

das voltas de quem não sai de mim...

Quando tu chegares, estarei à porta,
a espera, 
querendo que entres, 
que voltes ao lugar que é teu.
Que não saia de dentro de mim,
quando tu voltares re-significarei a volta,
e terei em tua curva a explicação correta de desejo.
Do teu mel serei farto, saciado...
Me esgotarei em tua dança,
e no teu peito farei morada, serei achado em ti.
Estarei disposto, composto,
estarei você.


Quando tu voltares serei fogo,
queimarei ao compassar da tua respiração,
e seri consumido pela essência do desejo,
guiado pelo teu pulsar...


Quando tu voltares acharei tarde,
reclamarei a ausência e só calarei em beijos.
Sempre é muito tempo sem você,
sempre quero mais ,


sempre preciso mais de você.

Volte e eu te deixo tu, e te faço eu.

Volte e eu sou teu.




Quando voltares, eu acalmarei,
e então saberei: nunca foste.

quinta-feira, 5 de abril de 2012

dos começos...

Um sonho às vezes pode custar uma tarde de domingo e disposição,
e assim, durar uma vida...

terça-feira, 3 de abril de 2012

boa noite





tenho sido grato ao teu sagrado,
e do teu doce tenho permeado meu paladar.
na tua curva tenho encontrado o caminho certo,
meus olhos estão presos ao nosso futuro,
e em você as noites serão sempre boas,
e o sono virá seguro.
com você a entrega tem novo significado,
e o coração está do outro lado da dor,
não há tempo, somos desejo.
me deixo levar pelos afagos do teu silêncio,
te deixo ser manhã de domingo,
te deixo em mim.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

de levar e pesar.

leve o que é seu,
o que me deu,
e também o que me negou.
leve as coisas que mostrou e depois disse não poder manter,
leve cada suspiro que dei,
cada segundo que disponibilizei.
leve a vida que achei ter encontrado em você,
leve as coisas que eu te dei,
as que gostou de ganhar, e as que já esquecestes,
leve tudo o que couber em você e no seu mundo,
leve aquilo que é história em mim.
leve tudo o que me pesa,
que me faz penar.
leve tudo!
não deixe nada que foi.
mas não ouse mexer nos coisas que estou buscando,
não faça da nova possibilidade mais uma ausência.
não toque nos que re-signifiquei,
não mexa nas minhas possibilidades.
vá embora e faço de conta que você nunca veio.
vá, leve.

quarta-feira, 14 de março de 2012

das coisas que a baleia tenta comer...

Acabo de abrir a porta do quarto:
vazio.
Roupas pelo chão, livros espalhados, 
cama desarrumada...
Me faltam curvas cor de mel,
me faltam cores de desenhos em pele que cheirava a prazer,
meu berço, meu terço,
vida bem vinda em mim,
ausência...



Lá fora o verão castiga,
aqui, o frio dói...
Me faltam as curvas cor de mel,
me falta o sono seguro,
a entrega;
me falta tanto nesse quarto cheio...
Um berço, um terço de mim,
e eu me faço ausência.
Onde está o caminho certo?

Exito em deitar-me,
me sinto pequeno para a imensidão da cama,
eu doo.
Te procuro em outro lugar, além de mim.
Será que você voltará para dentro da baleia?
Te prefiro dentro de mim...



Volto ao quarto, vazio.
Volto à mim: igual.
Meu berço, meu terço...
Que seja vida, porque és bem vindo,
vindo em mim,
e se for para ficar em algum lugar, que não seja na baleia,
fique em mim...

segunda-feira, 12 de março de 2012

verdades de agora








... Quando a dor é muito de nós, é presente e é verdade, as palavras são ausência ...








domingo, 11 de março de 2012

silêncios eloquentes...

me calei.
já era tarde, e agora eu sabia...
não calei pelo adiantado da hora ou pela sua ordem,
calei pela minha falta de força em continuar,
estava cansado.
dolorido.
calei em choro baixinho, abafado pela luz fraca...
calei pequeno na imensidão da cama à dois, à três ou há quantos mais você trazia...
Eu havia sido dor, agora começava a ser morte,
então achei melhor calar,
já é tarde, e não pelo adiantado da hora,
mas agora eu sei.
sua ordem era redundante,
o silêncio habitava meu ser.
transbordava verdades que eu temia ver,
calei.
encolhi os braços,
contive as vontades,
entrei calmamente em mim e percebi o tamanho da dor..
com fúria tentei remover cada pedaço seu em mim,
era tarde,
então calei, e esperei o dia chegar...

Dos almoços de sábado...



Procurei suas pernas por debaixo da mesa;
queria acaricia-las.
Sentia saudade da sua pele;
do seu calor.
Desejei seu falo.
Me refiz.
Quis mais, queria sua força.
Voltei a buscar suas pernas;
busca insana, velada, vã...
Me contive,
estávamos em público...




sábado, 3 de março de 2012

da entrega...

pupilas dilatando,
respiração ofegante,
corpo quente,
ritmo disforme.

som de dança,
neblina de pensamentos,
cheiro de entrega,
tato. contato.

de tanto gemer a puta se fazia ativa,
de tanto se entregar era santa,
de tanto entrar, de tanto sair,
de tanto sorver,
era puta a profana santidade que ela tinha.

não era só vida,
era gozo,
e gozar assim é morrer outros que por seu corpo já passaram
que em sua cama já deitaram, 
morrer assim, é só aceitar você em mim,
te receber, acolher com pureza...

a puta se faz santa ao matar os que nela ainda habitam,
se faz santa ao se jogar no precipício da carne tremula de prazer,
se faz santa em sangrar a carne como na cruz,
se faz puta sem luz, sem freio,
se faz entrega ao prazer,
e o que seria a entrega se não a santidade,
santidade de puta é entrega.

o ritmo não pára,
a vida não pára,
nada pára,
é vida, e só; simples como é.
e de tanto viver, se entregou...
se fez santa de tão puta que pode ser,
do que desejou ter.

o frescor do gozo é quente,
e de tanto desejar ela se faz santa,
e a puta de novo é santa.
não há carnal em tanto desejo de pele, de tato, de contato.
não há menos em tanta entrega,
e a puta há de ser sempre santa, enquanto for assim, puta.

das pupilas não se sabe, os olhos se fecharam.
os cheiros mudam,
os ritmos estafados mudam,
a pele ainda queima,
a respiração que há pouco era sonora, agora quase não se ouve,
o coração ainda bate em santidade,
e a cama é berço, é terço,

a santa deixou a puta em algum pedaço do caminho,
em alguma das curvas cor de mel recém saído do favo...

e as duas, ou a uma, que se faz duas, se separaram...
a puta morta com seu homens,
e a santa, adormecida ao lado de um só homem, nu.
a puta ressurgirá no próximo desejo, 
na próxima língua...
e a santa, se fará da entrega da puta,
da condução dos mortos da puta...
a puta sempre será entrega,
e a santa sempre será desejo.
sempre puta, sempre santa,
sempre duas, sempre uma.
sempre mais.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Onde estamos?

eu bato,
espero...
afoito tento me controlar.




espero mas a porta não abre.
espero mas você não sai,
não vem ao meu encontro,
será que realmente não estás?


bato mais uma vez,
ainda posso esperar...
as portas ainda estão cerradas...
onde está você?
onde está seu coração?


sem bater,
espero...
a dúvida começa a ser companhia,
começo ir embora,
e os pés teimosos plantados no mesmo chão...
você ainda pode sair,
abrir as portas,
mas onde está seu coração?
onde realmente você é morada agora...

eu roubaria mais uma vez as palavras do poeta,

e te falaria, dos berços, dos terços, da vida,
da sua vinda em mim...


sem bater, sem saber se ainda devo esperar,
não vejo mais nada, se não o embaçar das lágrimas
e de quem são elas?
onde você está coração?
eu continuo...






domingo, 26 de fevereiro de 2012

Carnaval

Os teus olhos falavam mais do que eu queria saber,
eram prolixos naquele momento.
a música, a confusão, o medo;
Eu estava em você e não sairia,
o disposto  vale mais que o oposto.
eu conhecia tuas lágrimas, 
e agora tua festa era falsa,
pela primeira vez eu vivia tua mentira.
Pela primeira vez você, em verdade, me doía.
A festa, a música, a mentira e o barulho acabaram,
A dor também acabara,
Mas o amor não tem fim...

O fazer de um poeta...






O que fez o poeta se não doer de amor?
Dilacerar a carne em palavras eloquentes...
O que fez o poeta se não a dor de amor?
O consumir de um sentimento que em barulho nos toma de paz silenciosa...

Se fez palavra.

O que fez o poeta se não os versos de um sentimento?
Fez lágrimas em faces que não sentiram sua dor,


que não arderam o seu amor...
Quem fez o poeta se não a necessidade de expressar?
Se não o desejo de dividir...

O que viu o poeta, se não a grandiosidade dos olhares descritos?
Das camas gemidas em gozo cansado, 

em gozo narrado e embalado por palavras que pra si tomará o doce ladrão...
O que fez o poeta?!
Quem fez o poeta?!
O que deu o poeta em prol de um mundo que o entendeu?
Por que dividiu o poeta o seu reino?


Quantas vezes o poeta não ouviu sua vida sussurrada ao pé de ouvidos que não amou?
O que fez o poeta se não viver o amor?
Embelezar o que o faz belo; fez o poeta...
O que fez o poeta se não o sublime, ou mesmo o profano amor?
Doer e arder em amor para curar com o que o mata...
Fez o poeta, andar só...
Estar em outras bocas,

outras camas,
outras intenções e intonações,
faz o poeta livre de si,

Faz o poeta preso a sua história, ao seu sentimento...
Quem fez o poeta se não a vida,


O que fez o poeta se não dar vida a palavras soltas...
Viver, fez o poeta...



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

De Você E Seus Desenhos

Os dias perderam seu fim,
E eu, a medida do que sinto,
Me perdi nas coisas que minto;
Me perdi em seus desenhos.
Vagamos de mãos dadas solitários.
Tenho sido teu,
E o prazer da tua posse me ensoberbece,
Me enche de gozo,
E me faz conhecer os limites do ambiguo,
O céu e o inferno no mesmo sentimento que por hora me faz temer...
Tenho sido consumido pelo fogo que nunca acaba,
Engolido pelo meu desejo de te beber...
Você foi, mas te farei presente e futuro na satisfação da minha cama,
Da minha alma,
Te farei história em mim...
Seja seu, seja meu, seja em mim,
E não me deixe ir sem te amar;
Eu quero você, então não vá...