terça-feira, 3 de abril de 2012

boa noite





tenho sido grato ao teu sagrado,
e do teu doce tenho permeado meu paladar.
na tua curva tenho encontrado o caminho certo,
meus olhos estão presos ao nosso futuro,
e em você as noites serão sempre boas,
e o sono virá seguro.
com você a entrega tem novo significado,
e o coração está do outro lado da dor,
não há tempo, somos desejo.
me deixo levar pelos afagos do teu silêncio,
te deixo ser manhã de domingo,
te deixo em mim.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

de levar e pesar.

leve o que é seu,
o que me deu,
e também o que me negou.
leve as coisas que mostrou e depois disse não poder manter,
leve cada suspiro que dei,
cada segundo que disponibilizei.
leve a vida que achei ter encontrado em você,
leve as coisas que eu te dei,
as que gostou de ganhar, e as que já esquecestes,
leve tudo o que couber em você e no seu mundo,
leve aquilo que é história em mim.
leve tudo o que me pesa,
que me faz penar.
leve tudo!
não deixe nada que foi.
mas não ouse mexer nos coisas que estou buscando,
não faça da nova possibilidade mais uma ausência.
não toque nos que re-signifiquei,
não mexa nas minhas possibilidades.
vá embora e faço de conta que você nunca veio.
vá, leve.

quarta-feira, 14 de março de 2012

das coisas que a baleia tenta comer...

Acabo de abrir a porta do quarto:
vazio.
Roupas pelo chão, livros espalhados, 
cama desarrumada...
Me faltam curvas cor de mel,
me faltam cores de desenhos em pele que cheirava a prazer,
meu berço, meu terço,
vida bem vinda em mim,
ausência...



Lá fora o verão castiga,
aqui, o frio dói...
Me faltam as curvas cor de mel,
me falta o sono seguro,
a entrega;
me falta tanto nesse quarto cheio...
Um berço, um terço de mim,
e eu me faço ausência.
Onde está o caminho certo?

Exito em deitar-me,
me sinto pequeno para a imensidão da cama,
eu doo.
Te procuro em outro lugar, além de mim.
Será que você voltará para dentro da baleia?
Te prefiro dentro de mim...



Volto ao quarto, vazio.
Volto à mim: igual.
Meu berço, meu terço...
Que seja vida, porque és bem vindo,
vindo em mim,
e se for para ficar em algum lugar, que não seja na baleia,
fique em mim...

segunda-feira, 12 de março de 2012

verdades de agora








... Quando a dor é muito de nós, é presente e é verdade, as palavras são ausência ...








domingo, 11 de março de 2012

silêncios eloquentes...

me calei.
já era tarde, e agora eu sabia...
não calei pelo adiantado da hora ou pela sua ordem,
calei pela minha falta de força em continuar,
estava cansado.
dolorido.
calei em choro baixinho, abafado pela luz fraca...
calei pequeno na imensidão da cama à dois, à três ou há quantos mais você trazia...
Eu havia sido dor, agora começava a ser morte,
então achei melhor calar,
já é tarde, e não pelo adiantado da hora,
mas agora eu sei.
sua ordem era redundante,
o silêncio habitava meu ser.
transbordava verdades que eu temia ver,
calei.
encolhi os braços,
contive as vontades,
entrei calmamente em mim e percebi o tamanho da dor..
com fúria tentei remover cada pedaço seu em mim,
era tarde,
então calei, e esperei o dia chegar...

Dos almoços de sábado...



Procurei suas pernas por debaixo da mesa;
queria acaricia-las.
Sentia saudade da sua pele;
do seu calor.
Desejei seu falo.
Me refiz.
Quis mais, queria sua força.
Voltei a buscar suas pernas;
busca insana, velada, vã...
Me contive,
estávamos em público...




sábado, 3 de março de 2012

da entrega...

pupilas dilatando,
respiração ofegante,
corpo quente,
ritmo disforme.

som de dança,
neblina de pensamentos,
cheiro de entrega,
tato. contato.

de tanto gemer a puta se fazia ativa,
de tanto se entregar era santa,
de tanto entrar, de tanto sair,
de tanto sorver,
era puta a profana santidade que ela tinha.

não era só vida,
era gozo,
e gozar assim é morrer outros que por seu corpo já passaram
que em sua cama já deitaram, 
morrer assim, é só aceitar você em mim,
te receber, acolher com pureza...

a puta se faz santa ao matar os que nela ainda habitam,
se faz santa ao se jogar no precipício da carne tremula de prazer,
se faz santa em sangrar a carne como na cruz,
se faz puta sem luz, sem freio,
se faz entrega ao prazer,
e o que seria a entrega se não a santidade,
santidade de puta é entrega.

o ritmo não pára,
a vida não pára,
nada pára,
é vida, e só; simples como é.
e de tanto viver, se entregou...
se fez santa de tão puta que pode ser,
do que desejou ter.

o frescor do gozo é quente,
e de tanto desejar ela se faz santa,
e a puta de novo é santa.
não há carnal em tanto desejo de pele, de tato, de contato.
não há menos em tanta entrega,
e a puta há de ser sempre santa, enquanto for assim, puta.

das pupilas não se sabe, os olhos se fecharam.
os cheiros mudam,
os ritmos estafados mudam,
a pele ainda queima,
a respiração que há pouco era sonora, agora quase não se ouve,
o coração ainda bate em santidade,
e a cama é berço, é terço,

a santa deixou a puta em algum pedaço do caminho,
em alguma das curvas cor de mel recém saído do favo...

e as duas, ou a uma, que se faz duas, se separaram...
a puta morta com seu homens,
e a santa, adormecida ao lado de um só homem, nu.
a puta ressurgirá no próximo desejo, 
na próxima língua...
e a santa, se fará da entrega da puta,
da condução dos mortos da puta...
a puta sempre será entrega,
e a santa sempre será desejo.
sempre puta, sempre santa,
sempre duas, sempre uma.
sempre mais.

sexta-feira, 2 de março de 2012

Onde estamos?

eu bato,
espero...
afoito tento me controlar.




espero mas a porta não abre.
espero mas você não sai,
não vem ao meu encontro,
será que realmente não estás?


bato mais uma vez,
ainda posso esperar...
as portas ainda estão cerradas...
onde está você?
onde está seu coração?


sem bater,
espero...
a dúvida começa a ser companhia,
começo ir embora,
e os pés teimosos plantados no mesmo chão...
você ainda pode sair,
abrir as portas,
mas onde está seu coração?
onde realmente você é morada agora...

eu roubaria mais uma vez as palavras do poeta,

e te falaria, dos berços, dos terços, da vida,
da sua vinda em mim...


sem bater, sem saber se ainda devo esperar,
não vejo mais nada, se não o embaçar das lágrimas
e de quem são elas?
onde você está coração?
eu continuo...






domingo, 26 de fevereiro de 2012

Carnaval

Os teus olhos falavam mais do que eu queria saber,
eram prolixos naquele momento.
a música, a confusão, o medo;
Eu estava em você e não sairia,
o disposto  vale mais que o oposto.
eu conhecia tuas lágrimas, 
e agora tua festa era falsa,
pela primeira vez eu vivia tua mentira.
Pela primeira vez você, em verdade, me doía.
A festa, a música, a mentira e o barulho acabaram,
A dor também acabara,
Mas o amor não tem fim...

O fazer de um poeta...






O que fez o poeta se não doer de amor?
Dilacerar a carne em palavras eloquentes...
O que fez o poeta se não a dor de amor?
O consumir de um sentimento que em barulho nos toma de paz silenciosa...

Se fez palavra.

O que fez o poeta se não os versos de um sentimento?
Fez lágrimas em faces que não sentiram sua dor,


que não arderam o seu amor...
Quem fez o poeta se não a necessidade de expressar?
Se não o desejo de dividir...

O que viu o poeta, se não a grandiosidade dos olhares descritos?
Das camas gemidas em gozo cansado, 

em gozo narrado e embalado por palavras que pra si tomará o doce ladrão...
O que fez o poeta?!
Quem fez o poeta?!
O que deu o poeta em prol de um mundo que o entendeu?
Por que dividiu o poeta o seu reino?


Quantas vezes o poeta não ouviu sua vida sussurrada ao pé de ouvidos que não amou?
O que fez o poeta se não viver o amor?
Embelezar o que o faz belo; fez o poeta...
O que fez o poeta se não o sublime, ou mesmo o profano amor?
Doer e arder em amor para curar com o que o mata...
Fez o poeta, andar só...
Estar em outras bocas,

outras camas,
outras intenções e intonações,
faz o poeta livre de si,

Faz o poeta preso a sua história, ao seu sentimento...
Quem fez o poeta se não a vida,


O que fez o poeta se não dar vida a palavras soltas...
Viver, fez o poeta...



segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012

De Você E Seus Desenhos

Os dias perderam seu fim,
E eu, a medida do que sinto,
Me perdi nas coisas que minto;
Me perdi em seus desenhos.
Vagamos de mãos dadas solitários.
Tenho sido teu,
E o prazer da tua posse me ensoberbece,
Me enche de gozo,
E me faz conhecer os limites do ambiguo,
O céu e o inferno no mesmo sentimento que por hora me faz temer...
Tenho sido consumido pelo fogo que nunca acaba,
Engolido pelo meu desejo de te beber...
Você foi, mas te farei presente e futuro na satisfação da minha cama,
Da minha alma,
Te farei história em mim...
Seja seu, seja meu, seja em mim,
E não me deixe ir sem te amar;
Eu quero você, então não vá...

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Constatações de ganho e perda...


Ton faz a constatação e rapidamente pega o telefone, não pensa duas vezes faz a ligação e espera até que a chamada se termine sem resposta...


Segundos depois o telefone toca, é o retorno.


"-Você me ligou?"


-Sim, eu respondo rindo...


"-Uhm... Aconteceu alguma coisa?"


-Sim, entrei no emu quarto, comecei a juntar as coisas e percebi que você não deixou nada aqui em casa dessa vez... Gostava mais quando você deixava coisas aqui e voltava pegar...


"-Ah é?! Então procura entre os lençóis..."


















(ME GANHOU!)

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Andança...



De tanto andar,
de tanto cair,
de tão só;
Aprendi novos caminhos,
novos motivos,
aprendi novos destinos,
novas formas de chegar...


terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A morte da virgem...






De tanto ouvir, agora a virgem estava morta. Enterrada na cama com seus sonhos e fantasias de relacionamento, que há pouco descobrirá não existir.

Então respirei, me contorci nos lençóis e o encarei como a puta encara seu melhor cliente. Esbocei desejo nos olhos sedentos, e pensei dar-lhe o melhor que ele merecesse, andei em sua carne fervilhante e me fiz caminho para sua realidade ferina. Fui o que precisava ser no momento, esgotei-o. Deixei os sonhos mortos adormecerem e entendi a situação, mais uma vez chega ao fim o que nunca antes começará...











segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

PREPAREM AS PEDRAS, SEREI SINCERO!




    Acho absolutamente aceitável todas as manifestações de pensamento, desejo e gosto aqui no face, afinal se não é também para isso que ele serve, não faz muito sentido escrever aqui, escreva no seus diário. Da mesma forma, faço questão de estar a par de vários posicionamentos aqui exposto, pois eles me aproximam e me fazem compreender melhor pessoas com as quais me importo, gosto ou simplesmente quero vir a conviver.
    Queridos, assim como boa parte das pessoas do mundo, eu sei o que é bom e o que é ruim; fato é que nem sempre o que é bom aos olhos de uma maioria formadora de opinião ou uma minoria bombardeadora de opinião me agrada, gosto do que me toca, do que me move, ou simplesmente do que me distraí. É chocante, mas nem sempre preciso ser piano clássico, sou pé de tambor. Tenho pele branca, traços finos, olhos claros, educação rígida, mas me perco mesmo é onde isso não é visto, onde meu prazer aflora. Às vezes, gosto sim de, palavrões, danças menos retilíneas, e às vezes não quero poesia em versos inéditos, eu posso sim gostar de ver, ouvir e viver coisas "menos boas"...
    Ainda assim, não me importo com as pedras, com as manifestações (ao meu ver burras) de contrariedade a certos estilos musicais, cantores / bandas, programas de televisão e afins... Essa manifestação é um direito legal garantido a nós brasileiros. O que de fato me incomoda é a distorção de visão, a capacitada limitada que as pessoas parecem ter ao ver sempre e apenas as folhas, os frutos, parece que ninguém lembra que antes tivemos uma semente, raízes e uma planta lutando desesperada contra vento chuva, contra a falta da chuva e o sol escaldante, queridos: NINGUÉM acorda e diz que vai ser sucesso mundial e antes que o dia acabe já o é. As pessoas tem sonhos e eles custam caro. Às vezes custam uma vida, ou mais vidas (família, amigos...).
    Eu entendo que nem tudo agrada a todos, independente de mover mais de 2/3 do mundo, mas entendam: Sonhos dão trabalho, e isso não é digno de crítica ou esculacho, é burro manifestar-se contra algo que não te agride em nada a não ser pelo fato de ser um sonho realizado em proporções inacreditáveis.
    A música pode não ser boa, o estilo pode não me agradar, e talvez eu jamais vá a um show, mas isso não minoriza a grandiosidade do fato e do lugar que os mesmos atingiram, então, sejamos menos dispostos em criticar e mais doces em reconhecer; cada um com seu mérito!



E tenho dito! 

domingo, 15 de janeiro de 2012

Viagem ao tempo...

De tanto procurar pelo perfeito,
De tanto esperar pelo certo,
ele ficou só...

sexta-feira, 13 de janeiro de 2012

Manhãs de aniversário...


Ainda é tão doce,
Tão forte,
Ainda posso tocar você;
Posso sentir seu abraço,
Posso me prender a você,
E te deixar ir ainda me consome,
Eu sei de você, sei dos seus medos,
Mas entenda, é a minha vida...

eu ainda posso estar enganado,

Mas também ainda posso esperar...

Por mais que eu sinta você escorrer entre meus dedos,

Eu me prendo a você,
Eu não estarei sem fé...
Eu posso viver de suas migalhas,
Mas preciso de você,
Eu ainda sinto seu cheiro pela manhã,
E minha pele ainda queima o teu calor,
Eu não sei mais esquecer,
Mas continuo adormecendo desejos...

Continuo te esperando...


quinta-feira, 12 de janeiro de 2012

sem fim...

Eu devo ser o único a chorar esse adeus,
devo estar envolvido em mais que coisas que eu consigo segurar,
minhas mãos perderam o tato,
e eu não vejo mais no escuro,
eu não quero ser o único a calar nessa hora,
nunca pensei que a dor pudesse roubar meus gritos...

Eu estive te procurando, e só achei fim.
eu não vou mais entregar meus dias,
cansei das noites de chuva,
eu ainda quero o calor da pele,
não ser o único a crer no possível,
há outra chance,
então fique.

Eu esqueço de tudo tão fácil, 
tão teu,
eu não serei o único a me perder em perdão.
Tentei tanto que ainda consigo acreditar,
eu ainda faço vida dessa morte que me assola.
não me deixe sozinho e sem fé.
Eu não sei perder.
Fique.
Nunca pensei que a dor pudesse roubar meus gritos...

Confissão:


E se eu confessar: Me divirto?!
Talvez eu seja assim, torto.

Não nego,
E nem minto, gosto do errado.
Meus olhos se alegram com o não visual.
E meus lábios sempre desenham coisas inconcebíveis.
Minhas noites têm mais sol,
E sempre chovo quando o dia anoitece sozinho.
Mas eu confesso, me divirto.


domingo, 1 de janeiro de 2012

que toque meu coração...

Que seja doce como o mel,
que seja forte como a rocha,
que tenha gosto de manhã ensolarada,
que me faça acordar aos domingos pela manhã... (se é que as manhãs de domingo realmente existem...)

Alguém que me tire de casa às vezes, e que às vezes me prenda em uma cama com cobertas e filmes...

que queira e tenha condições de ter filhos, ainda que não agora...
que saiba rir do meu mal humor matinal,

e que tolere a minha insônia...

Que seja bom de papo, que me faça esquecer o tempo com conversas boas...

Alguém me dê uma família!
Que dance comigo mesmo sem música,

alguém que reconheça a poesia, mesmo sem palavras.
Que tire meus pés do chão com segurança.

Alguém que respeite meu choro,

e que sorria comigo...

Alguém que tenha defeitos, mas que os respeite!

Alguém que goste das brancas curvas do meu corpo,

e que não se incomode com minhas manias estranhas...

Alguém que saiba se impor, mas que aceite negociar.

Que entenda meus medos,
e que esteja ao meu lado sempre que houver escuridão...

Alguém que entenda que eu gosto de chuva...

E que não se assuste com meus pés gelados!
Alguém que se mova por mim,
que não confunda surpresa com susto.

Eu quero alguém que chore na minha frente sem se envergonhar...

Eu quero alguém que me queira, e que demonstre isso sem problemas, que me faça entender  isso...


E se não aparecer, estarei tranquilo, isso é um desejo, não uma meta...

E às vezes o melhor da festa é esperar por ela, idealiza-la, nos prepararmos para ela...


Estou doce em esperar...