Seu olhar parecia tão doce,
E parecia oração o seu silêncio,
Suas mãos pareciam a certeza que eu buscava
E seu colo parecia meu ponto de chegada.
Seu coração parecia lar,
E você parecia ser o cara certo,
Mas parece que tudo só parecia...
Seu olhar parecia tão doce,
E parecia oração o seu silêncio,
Suas mãos pareciam a certeza que eu buscava
E seu colo parecia meu ponto de chegada.
Seu coração parecia lar,
E você parecia ser o cara certo,
Mas parece que tudo só parecia...
Não há mais nada aqui,
Tudo que construímos é vazio,
Segurar sua mão não me protege mais,
E seus caminhos não me levam mais a lugar nenhum.
Eu sinto falta do seu cheiro, e raiva da sua ausência.
Não há mais nada aqui.
Acordamos de todos os sonhos,
Eu me sinto tão estupido,
E mesmo assim não consigo dizer adeus.
Esse choro trancado dói tanto quanto seu último abraço.
Eu estou tão perdido que nem você conseguirá me achar,
O seu colo não será mais meu lugar,
Eu disse que não ia embora,
E fiquei.
Eu vi o tempo passar,
Eu quis que ele me levasse com ele,
Eu queria o vento cortando minha pele, cortando nosso laço.
Mas eu disse que não ia embora,
E fiquei.
Você não pediu pra eu ficar,
Apenas disse que não me queria longe,
Então eu estive aqui todos esses dias.
Eu vi montanhas ruírem,
Eu vi estrelas morrerem
E eu não parei o tempo,
Eu parei o desejo,
E esperei,
Esperei você decidir,
Esperei você sentir saudades,
Sentir vontade,
Perdido entre meus desejos e seus monstros,
Eu esperei aqui, onde você sempre soube que eu estava,
Eu não soube dizer adeus
Eu cumpri minha promessa,
E só agora percebi que o tempo tinha pressa,
Eu estive preso entre seus dedos,
E essa falta de espaço me sufoca,
Parece um fim,
Mas eu fiquei,
Eu disse que não ia embora.
E estou aqui.
Se meu
coração não é mais seu lugar, vá.
Você pode fazer isso,
você sempre pôde.
Era sua liberdade que
segurava o meu amor,
Então vá.
Eu nunca quis salvar
você,
Eu apenas estava
disposto a me perder ao seu lado.
Vá.
Sim, eu percebo esse
escuro,
Minhas estrelas
morreram,
E não há forma de
controlar minha dor agora,
Então vá.
Ver você partir, será
como acabar com o resto da minha esperança,
Mas eu ficarei em pé,
Só.
Verei você se
afastar,
A chama se
apagará,
E eu serei tomado pela
escuridão,
Mas eu estarei em pé.
Então vá,
Eu posso te amar na
escuridão do seu mundo, na dor da sua partida,
Mas eu não posso
aceitar amor por piedade, também não aceitaria ser amado para te salvar,
Eu estava disposto a
me perder ao seu lado.
Mas você não sabe
estar.
Então vá...
Se meu coração não é
mais seu lugar, vá.
Você pode fazer isso,
você sempre pôde.
Eu sei que esse é um título é ridículo. E sei, também, que sou ridículo e só por isso esse título poderia/deveria ser apenas um pedaço dessa carta. E antes de tudo eu sei, as coisas não são como gostaríamos ou acreditamos que deveriam ser.
Sim, agora temos um começo.
Eu sempre amei você.
Sempre amei suas divinas tetas. Não por serem a mais bela escultura humana, mas por terem o calor exato do colo que preciso.
Querida Larissa, há tempo nos conhecemos, e há tempos eu sinto saudades. Sim, mesmo ao seu lado, às vezes, sinto saudades, é como se habitássemos em mundos gigantes, e como se sempre nos permitíssemos nos manter neles, mesmo que isso nos faça, abraçados parecer longe, ainda que nossos corações só consigam estar juntos.
Somos sempre tão escuta. Tão amor. Tão respeito. E, mesmo assim eu errei; em algum momento eu me deixei ser domado pelo mundo, pelo seu amor que deseja a paz, pela minha vontade de parecer sóbrio.
Eu errei.
Eu menti para nós.
Eu permiti a cela que o mundo veste.
Eu me adaptei.
Eu peço desculpas a você, a mim, a nós. Como eu pude mentir para nós e me adaptar, logo nós?!
Eu profanei nossas vivências e nossa luta. Eu anulei nossos sentimentos e nossas lágrimas.
Me perdoe Larissa Café Entidade de Divinas Tetas.
Me perdoe por acreditar que adolescer era errado, sem nunca ter perguntado o que era certo pra mim.
Eu não errei só, te levei comigo.
Mas admito, me pergunto se talvez, e quem sabe só talvez, você ignorou isso por amor, mesmo sabendo que eu estava errado.
Sabe, eu te amo na dúvida, no erro, nas possibilidades, e até na certeza(absurdo), mas na mentira é difícil amar qualquer coisa.
Uma vez, entre alguns gins tônicas conversamos sobre a vida adulta, sobre as certezas, sobre a mornidão da segurança. Naquele dia, um pouco frustrado, eu entendi o que isso significava a tão enaltecida “vida adulta”, e erroneamente te pus num lugar serviçal ao concordar que eu precisava dela. Eu te distorci como um fiel distorce uma deusa a seu favor.
Outra vez, eu tentei ser honesto, mas comedi palavras. Eu achava que minha dor vergonhosa não merecia poesia, mais uma vez eu nos desrespeitei. Contei fatos pela metade, temi quem eu sou.
Querida vaca profana de divinas tetas Larissa, ainda há tempo para consertar as coisas?
Ainda há palavras pra rechear a poesia?
Ainda há ninho para tentar voar?
Ainda sou dúvidas, eu só não lembrava.
Te amo!
Estarei por aqui,
De onde nunca sai,
Por onde estive perdido
Estarei por aqui,
Não mais doce,
Não menos cansado.
Não menos amargurado,
Não mais feliz,
Mas estarei por aqui,
Mais honesto, como só o tempo e a maturidade podem nos deixa.
Estarei por aqui, de volta em mim.
As voltas comigo,
Me conhecendo e me libertando a cada palavra,
Não prometo conforto,
Nem constância,
Mas quando eu voltar, prometo, seguir por aqui...