Com o tempo aprendi que um peito rasgado pode ser sinônimo de dor; mas pode também ser um sinal de abertura, um lugar por onde algo especial entrará...
sábado, 29 de setembro de 2012
domingo, 23 de setembro de 2012
segunda-feira, 10 de setembro de 2012
As caminhadas dos ser e estar...
Eu usei toda a força que tinha,
mas agora exausto no chão eu vejo que essa corda puxa apenas para um lado,
Sua justiça e sua tolerância não parecem respeitar meu desejo.
Estou cansado de ameaças veladas em um amor desigual.
Estou no chão e não há mais forças para levantar.
Eu quis ver mais luz, mas a escuridão foi o caminho.
corri sem enxergar nada porque acreditei na chegada,
mas agora percebi ser melhor a espera,
aprendi com a dor o que só ela pode ensinar.
Aprendi a calar e perdido temo não saber recuar,
adentrei em mim e me perdi.
Sou confusão que a terra engole.
Sou silêncio que esconde, e silêncio que é verdade absurda.
Estou um homem calado em dores que o medo afaga...
segunda-feira, 3 de setembro de 2012
oração
eu te entrego as correntes,
aceito ser vítima do meu cansaço,
e da sua balança corrompida;
tenho as mãos livres, mas não tenho força para carregar mais nada,
estou tão perdido com tanta neblina,
e o sol faz tanta falta em tamanha dor,
eu queria olhos que enxergassem
eu queria um coração cego;
e queria não saber que a culpa é dessa vontade incontrolável de querer,
e querer mais, e mais uma vez querer.
eu te entrego a pá,
cavei e agora desço esse abismo que desejei,
soterraremos mais um pouco de nós em mim;
eu respiro tão pouco aqui.
não reconheço o fim dessa descida,
mas entendo que ela não é menor que meu desistir,
que meus pés se cansem,
que minhas pernas parem, que a recusa da descida seja fato.
nem sempre continuar é uma boa escolha, preciso parar.
quero parar.
segunda-feira, 27 de agosto de 2012
Atos e fatos da espera...
...
De repente tudo ficou tão perdido na luz,
é como se andar no escuro me desse certezas,
eu temo pelo que agora vejo,
e sinto falta da ilusão que acariciava a alma.
Eu quero mais, mas sinto medo de admitir a ausência.
Temo e tremo em pensar,
tremo e sublimo em sentir;
eu quero mais.
Eu não sei ao certo com agir,
não sei o que sentir, ou o que esperar,
Eu não posso negar o que sentimos,
nem não posso fingir o quanto não sei do tanto que nos pertencemos.
Eu te pertenço tanto quanto a mim pertence a certeza desse amor.
...
De repente anoiteceu lá fora,
e no quarto a luz das verdades nos cega em olhos úmidos,
eu te desejo mais agora,
eu consumo fatos, silêncio, falo com os olhos, toco com a língua,
me entrego. E em tua perdição me encontro.
Me alimento do mel.
Me completo em você.
...
De repente tudo passa a ser grande novamente,
E eu volto a esperar.
quinta-feira, 7 de junho de 2012
Eu vento...
Eu vento...
voo longe,
me deixo levar,
apenas vou,
eu vento,
evento único para acompanhar o tempo que vai...
eu vento...
sexta-feira, 18 de maio de 2012
Dança comigo?!
Acho que não estou enxergando muita coisa,
e meu pés começam a amortecer,
sinto um incomodo estranho,
é muita gente para quem está só em uma festa.
Eu poderia beber mais,
poderia sorrir e fingir estar me divertindo,
eu até poderia dançar, mas sem você fico pequeno.
Sem você erro os passos, perco a graça.
Então eu peço:
-Dance comigo essa noite?!
Esqueça a música,
não há mais pessoas,
somos eu, você e nossos corpos.
Apenas dance.
Por dias eu sonhei com você em mim,
e agora que minhas preces se tornaram festa, dance.
Dance comigo quando acabar a música,
quando meus pés não alcançarem mais o chão,
ou mesmo quando as luzes fizerem dia.
Dance comigo, apenas dance.
quarta-feira, 16 de maio de 2012
Pobres Putas Pobres...
gosto da rameiras mais pobres,
as de baixo calão mesmo.
gosto dos desapudores,
dos desapegos e dos desassossegos que carregam em suas almas rotas.
eu gosto de putas pobres.
dos cheiros peculiares de agrado desmedido,
de suas gargantas quente e suas bocas silenciosas,
gosto de suas habilidades inacreditáveis e gosto de suas humildades desnecessarias.
eu gosto de sua falta de noção,
da sua ignorância de troca,
gosto das suas burrices,
gosto de putas pobres porque tudo dão,
porque pouco pedem,
gosto dessas putas servis,
essas tortas mães e amantes em relações quase de Édipo,
em fantasias cruéis que só existem pra elas,
não há relação, não mães e tão pouco sentimentos,
são apenas pobres putas, nem eu existo por tão pouco.
é ilusão.
são putas e são pobres, o que as faz não ser...
as de baixo calão mesmo.
gosto dos desapudores,
dos desapegos e dos desassossegos que carregam em suas almas rotas.
eu gosto de putas pobres.
dos cheiros peculiares de agrado desmedido,
de suas gargantas quente e suas bocas silenciosas,
gosto de suas habilidades inacreditáveis e gosto de suas humildades desnecessarias.
eu gosto de sua falta de noção,
da sua ignorância de troca,
gosto das suas burrices,
gosto de putas pobres porque tudo dão,
porque pouco pedem,
gosto dessas putas servis,
essas tortas mães e amantes em relações quase de Édipo,
em fantasias cruéis que só existem pra elas,
não há relação, não mães e tão pouco sentimentos,
são apenas pobres putas, nem eu existo por tão pouco.
é ilusão.
são putas e são pobres, o que as faz não ser...
quarta-feira, 2 de maio de 2012
O Amor em três atos.
Eu doí.
Senti meus dedos inúteis,
e você se afastando.
Parei. Meus pés não encontravam mais chão.
Você me pediu tempo, mas ele agora insistia em machucar parando,
quase inexistindo, prolongando a dor.
Refrescando a memória,
lembrando que o amor conhece o medo,
e que o medo dói.
Eu insisti.
Ainda sentia um resto de força,
um muito de vontade.
Me joguei. Se for abismo, que seja em voo livre.
Te pedi para voltar, para entrar onde nunca saiu,
assentar trono onde é teu território, sendo meu.
Refrescando a memória,
lembrando que o amor conhece a esperança,
e que a esperança salva, faz vida.
Ainda alterado pelo medo, senti seu cheiro.
Silencie, fugi dos seus olhos que fugiam acuados dos meus.
Senti coração compassando o meu.
Você.
Sorri. Fui entrega. Sou teu.
Me despi, e, mais uma vez te dei tudo o que sou e sinto.
Choramos, cúmplices de um amor maior do que esperávamos.
Teu abraço seguro, de berço quente e terço inteiro de fé inabalável.
Teu beijos de vida plena.
O mel que me enche de vida e gozo.
Refrescando a memória,
lembrando que o amor conhece o perdão,
e que o perdão faz o imortal.
Dando a certeza que conforta, estamos bem.
segunda-feira, 30 de abril de 2012
O quarto, o mundo e o paraíso.
Deitado em sua cama o mundo tinha outro tamanho,
parecia caber em seu quarto e onde os olhos vissem através da janela.
As cores intensas dançavam em luz clara,
em entardecer despretensioso,
Eu via seus cílios se encontrarem,
e meu paladar desfrutava do teu mel;
da vida que há em você.
Eu sentia seu corpo em ritmo doce,
sentia sua presença,
e dentro de mim você era literal,
preenchendo espaços que também são teus.
Nosso mundo tinha agora um cheiro mais denso,
específico;
prazeirosamente peculiar,
o nosso cheiro misturado ao desejo que exalava.
minhas mãos percorriam suas curvas,
arranhavam a pele que me tocava.
eu ouvia o som da sua satisfação,
e respondia em uníssono;
sua cor era mais viva agora;
e a medida que a luz se perdia dos olhos, os ritmos aumentava;
o desejo saciando-se aumentava.
Eu te desejava por inteiro em mim.
Nunca antes o entardecer fora tão belo,
tão repleto de necessidades e de realizações,
teu quarto, nosso mundo.
Mais.
Extasie.
Pela janela, agora o mundo era um céu estrelado.
o meu paraíso agora pesando sobre o meu corpo,
você estava quente,
confortável sobre mim.
Respirei, busquei seu cheiro profundamente, quis guardá-lo para sempre em minha alma.
Desejei que não houvesse tempo,
e saciado entendi que sempre te desejarei mais.
Mais um beijo, a noite se faz presença.
domingo, 22 de abril de 2012
Ouvindo barulhos silenciosos...
Apague as luzes, desligue tudo que permita ser ligado. Sente-se, ou apenas fique o mais a vontade possível, nossa conversa meramente ilustrativa pode ser longa. Falaremos em amor. Espere, perca-se em sua própria respiração que agora inunda o silêncio. Encontre nesse silêncio avassalador sua alma, pode demorar, esperamos o tempo necessário, não há pressa.
Agora sim: silêncio absoluto, silêncio denso. E então eu te desafio a ouvir!
Barulhos. Sentimentos e seus barulhos.
Não há nada de menor em apaixonar-se, há sim outra direção. Apaixonamo-nos e começam as tempestades, a luz muda, o barulho se instala em nós e ao nosso redor, nunca sabemos onde as coisas irão parar, nunca controlamos os ventos, tudo é incógnito, tudo é sempre novo, sempre mais, sempre amor, sempre dor; paixão é assim: tudo, sempre! Mesmo o que nunca será, é, quando nos apaixonamos. Quando nos apaixonamos é para sempre, e se isso durar uma noite, foi a maior, a melhor de nossas vidas, paixão é barulho gostoso de sentir, é começo de busca por abrigo. Apaixonar-se é abdicar de quem somos, é emburrecer conceitos e esquecer certezas. Resumido, mas nunca menorizando, apaixonar-se é jogar-se.
Mas esqueçamos as tempestades e voltemos ao nosso silêncio avassalador, hoje ele é pauta. falemos nós de amor. Sim, amor. O amor arde em barulho diferente, e seu som é o silêncio. Quando amamos a luz é clara, porém aconchegante. A nossa volta tudo se faz com nitidez e enxergamos longe, não há ignorância. Mas não nos enganemos, amar exige entrega, fluides e acima de tudo coragem: nem todos se permitem continuar no rio, conhecendo as corredeiras sem bater os braços. Quando amamos nos tornamos mais sábios, conhecemos os nossos defeitos e os defeitos do outro e isso não é ignorado, mas sim adaptado, amar é saber andar em qualquer terreno, é fazer de qualquer chão solo seguro; quem ama não corre, mas sim, anda atemporalmente com firmeza. Amar é estar em berço seguro, o amor é quente como colo, sempre na medida.
O amor em sua grandeza compartilha presenças, permite que os que o sentem também se encham de paz, de tranquilidade, o amor permite certezas, permite que conheçamos seu oposto para que em sua totalidade nos deleitemos em gozo completo. O amor tem língua universal, e sem barulho se faz notado, enche qualquer ambiente, assenta o trono e o centro da vida de qualquer ser com disposição. O amor tem gosto peculiar, marcante, onde algumas notas continuam a dançar em nossos paladares mesmo depois de provar outras coisas, o amor é como a lagarta: em constante mutação onde nem sempre os rasos entendem a beleza efêmera da borboleta.
Há alguns dias indaguei à um habitante do meu coração: " O que você precisa para amar alguém?", sabia e ponderadamente ele me respondeu: "Nada...", amor é exatamente assim: existem mil motivos para que amemo-nos, mas nenhum um deles é forte o suficiente para superar as certezas que o coração nos dá, sempre existirão motivos para amarmos alguém, mas quando for amor de verdade não haverá motivo para pontua-los ou justifica-los, apenas amaremos e isso nos bastará.
Ouça.
Apague as luzes, desligue tudo que permita ser ligado. Sente-se, ou apenas fique o mais a vontade possível, nossa conversa meramente ilustrativa ainda pode ser longa. Falaremos em amor. Espere, perca-se em sua própria respiração que agora inunda o silêncio. Encontre nesse silêncio avassalador sua alma, pode demorar, esperamos o tempo necessário. Não há pressa.
Sempre haverá um silêncio próximo a você, apenas permita-se.
Eu te desafio, ouça!
segunda-feira, 9 de abril de 2012
Silêncio...
Silêncio.
...
Sou teu.
Dos teus silêncios se fazem as minhas explicações,
e nos teus olhos se move o meu futuro.
teus pés traçam o caminho por onde andarei,
e pelas tuas curvas serei encontrado.
Em ti o paraíso tem lugar certo.
Silêncio.
...
As coisas voltam ao normal,
Continuo sendo teu...
Me alimento do teu mel,
e na tua respiração encontro afago;
descanso no teu sono.
Silêncio.
...
As coisas serão sempre paz com você...
sexta-feira, 6 de abril de 2012
das voltas de quem não sai de mim...
Quando tu chegares, estarei à porta,
a espera,
querendo que entres,
que voltes ao lugar que é teu.
Que não saia de dentro de mim,
quando tu voltares re-significarei a volta,
e terei em tua curva a explicação correta de desejo.
Do teu mel serei farto, saciado...
Me esgotarei em tua dança,
e no teu peito farei morada, serei achado em ti.
Estarei disposto, composto,
estarei você.
Quando tu voltares serei fogo,
queimarei ao compassar da tua respiração,
e seri consumido pela essência do desejo,
guiado pelo teu pulsar...
Quando tu voltares acharei tarde,
reclamarei a ausência e só calarei em beijos.
Sempre é muito tempo sem você,
sempre quero mais ,
sempre quero mais ,
sempre preciso mais de você.
Volte e eu te deixo tu, e te faço eu.
Volte e eu sou teu.
Quando voltares, eu acalmarei,
e então saberei: nunca foste.
quinta-feira, 5 de abril de 2012
dos começos...
Um sonho às vezes pode custar uma tarde de domingo e disposição,
e assim, durar uma vida...
terça-feira, 3 de abril de 2012
boa noite
tenho sido grato ao teu sagrado,
e do teu doce tenho permeado meu paladar.
na tua curva tenho encontrado o caminho certo,
meus olhos estão presos ao nosso futuro,
e em você as noites serão sempre boas,
e o sono virá seguro.
com você a entrega tem novo significado,
e o coração está do outro lado da dor,
não há tempo, somos desejo.
me deixo levar pelos afagos do teu silêncio,
te deixo ser manhã de domingo,
te deixo em mim.
segunda-feira, 2 de abril de 2012
de levar e pesar.
leve o que é seu,
o que me deu,
e também o que me negou.
leve as coisas que mostrou e depois disse não poder manter,
leve cada suspiro que dei,
cada segundo que disponibilizei.
leve a vida que achei ter encontrado em você,
leve as coisas que eu te dei,
as que gostou de ganhar, e as que já esquecestes,
leve tudo o que couber em você e no seu mundo,
leve aquilo que é história em mim.
leve tudo o que me pesa,
que me faz penar.
leve tudo!
não deixe nada que foi.
mas não ouse mexer nos coisas que estou buscando,
não faça da nova possibilidade mais uma ausência.
não toque nos que re-signifiquei,
não mexa nas minhas possibilidades.
vá embora e faço de conta que você nunca veio.
vá, leve.
quarta-feira, 14 de março de 2012
das coisas que a baleia tenta comer...
Acabo de abrir a porta do quarto:
vazio.
Roupas pelo chão, livros espalhados,
cama desarrumada...
Me faltam curvas cor de mel,
me faltam cores de desenhos em pele que cheirava a prazer,
meu berço, meu terço,
vida bem vinda em mim,
ausência...
Lá fora o verão castiga,
aqui, o frio dói...
aqui, o frio dói...
Me faltam as curvas cor de mel,
me falta o sono seguro,
a entrega;
me falta tanto nesse quarto cheio...
Um berço, um terço de mim,
e eu me faço ausência.
Onde está o caminho certo?
Exito em deitar-me,
me sinto pequeno para a imensidão da cama,
eu doo.
Te procuro em outro lugar, além de mim.
Será que você voltará para dentro da baleia?
Te prefiro dentro de mim...
Será que você voltará para dentro da baleia?
Te prefiro dentro de mim...
Volto ao quarto, vazio.
Volto à mim: igual.
Meu berço, meu terço...
Que seja vida, porque és bem vindo,
vindo em mim,
e se for para ficar em algum lugar, que não seja na baleia,
fique em mim...
Volto à mim: igual.
Meu berço, meu terço...
Que seja vida, porque és bem vindo,
vindo em mim,
e se for para ficar em algum lugar, que não seja na baleia,
fique em mim...
segunda-feira, 12 de março de 2012
verdades de agora
domingo, 11 de março de 2012
silêncios eloquentes...
me calei.
já era tarde, e agora eu sabia...
não calei pelo adiantado da hora ou pela sua ordem,
calei pela minha falta de força em continuar,
estava cansado.
dolorido.
calei em choro baixinho, abafado pela luz fraca...
calei pequeno na imensidão da cama à dois, à três ou há quantos mais você trazia...
Eu havia sido dor, agora começava a ser morte,
então achei melhor calar,
já é tarde, e não pelo adiantado da hora,
mas agora eu sei.
sua ordem era redundante,
o silêncio habitava meu ser.
transbordava verdades que eu temia ver,
calei.
encolhi os braços,
contive as vontades,
entrei calmamente em mim e percebi o tamanho da dor..
com fúria tentei remover cada pedaço seu em mim,
era tarde,
então calei, e esperei o dia chegar...
Dos almoços de sábado...
Procurei suas pernas por debaixo da mesa;
queria acaricia-las.
Sentia saudade da sua pele;
do seu calor.
Desejei seu falo.
Me refiz.
Quis mais, queria sua força.
Voltei a buscar suas pernas;
busca insana, velada, vã...
Me contive,
estávamos em público...
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