eu tive medo de você,
sabia que se te convidasse pra entra você se faria dono da casa...
decisão difícil...
eu queria alguém para contar a verdade,
queria poder sentir o pesa da nudez,
me sufocavam as armaduras,
e sim, não sei ser diferente: tudo ou nada...
decisão difícil...
eu não confiava em você,
nem acreditava em seus doces olhos,
sua voz que parecia tão segura me dava mais medo,
as pessoas mentem, e você insistia em se parecer uma pessoa.
eu tive medo de você,
sabia que você saberia por andar mesmo que eu não te desse o mapa...
decisão difícil...
tudo em você parecia um problema,
tudo em com você seria exposição.
decisão difícil...
e então abri a porta, te pedi para entrar, para não reparar a bagunça, para achar um lugar para sentar, para achar um lugar para ficar...
vamos conversar, ajustar as coisas...
quero você.
sábado, 4 de abril de 2015
terça-feira, 17 de março de 2015
Os Segredos dos seus lábios
eu quis beijar seus lábios quentes,
quis beber em seus úmidos lábios do gozo que guardavam,
me aproximei.
senti seu doce aroma de canela quente,
admirei-os por um instante,
o sagrado parecia estar diante de mim,
afoito, ríspido, querendo engolir-te, me contive.
me afastei, te olhei nos olhos,
eu precisava me achar em você antes de entrar em você,
sussurrei barbaridades, acariciei seus seios e desci aos seus lábios novamente.
te percorri com minha língua tremula de desejo,
lambi seus lábios até que ficassem úmidos de mim, úmidos por mim.
te beijei levemente, como quem desconhece essa arte,
beijei seus lábios como se beija as virgens e castas donzelas.
e no primeiro acorde de gemido teu, tive seu gosto me invadindo.
como a fera busca a caça, não me contive.
te invadi.
meti minha língua entre seus lábios,
beijei-te afoitamente,
suguei, sorvi do seu mel.
chupei como quem arranca o próprio sopro de vida,
desesperado pelo meu prazer,
movido pelo teu prazer.
seus quentes e úmidos lábios rijos em minha boca
faziam o meu paraíso ter endereço,
e entre a prisão de suas pernas senti liberdade,
beijei seus lábios que eram ocos de língua,
mas que me enchiam de você.
explorei seu paraíso com a língua,
me fartei em você,
beijei até sentir teus lábios relaxados em minha boca.
e então pude voltar aos seus olhos,
e encontrar sua boca.
quis beber em seus úmidos lábios do gozo que guardavam,
me aproximei.
senti seu doce aroma de canela quente,
admirei-os por um instante,
o sagrado parecia estar diante de mim,
afoito, ríspido, querendo engolir-te, me contive.
me afastei, te olhei nos olhos,
eu precisava me achar em você antes de entrar em você,
sussurrei barbaridades, acariciei seus seios e desci aos seus lábios novamente.
te percorri com minha língua tremula de desejo,
lambi seus lábios até que ficassem úmidos de mim, úmidos por mim.
te beijei levemente, como quem desconhece essa arte,
beijei seus lábios como se beija as virgens e castas donzelas.
e no primeiro acorde de gemido teu, tive seu gosto me invadindo.
como a fera busca a caça, não me contive.
te invadi.
meti minha língua entre seus lábios,
beijei-te afoitamente,
suguei, sorvi do seu mel.
chupei como quem arranca o próprio sopro de vida,
desesperado pelo meu prazer,
movido pelo teu prazer.
seus quentes e úmidos lábios rijos em minha boca
faziam o meu paraíso ter endereço,
e entre a prisão de suas pernas senti liberdade,
beijei seus lábios que eram ocos de língua,
mas que me enchiam de você.
explorei seu paraíso com a língua,
me fartei em você,
beijei até sentir teus lábios relaxados em minha boca.
e então pude voltar aos seus olhos,
e encontrar sua boca.
domingo, 8 de março de 2015
ai de mim, ilusões...
ai de mim se não soubesse dizer adeus,
se não conseguisse soltar das mãos aquilo que não tenho mais forças para segurar,
ai de mim se não continuasse andando mesmo quando a estrada termina,
se me perdesse cada vez que não te acho
ai de mim se eu doesse essas perdas,
se eu esquecesse de parar com essa procura,
ai de mim se revivesse lembranças a cada minuto,
se esquecesse os dias de agora preso aos lamentos de ontem,
ai de mim se eu fosse seu, mesmo não sendo você dono de ninguém...
ai de mim se eu abrir os olhos...
sábado, 28 de fevereiro de 2015
[Ha]migos, [a]deus...
então acaba assim, com dor.
me despeço, com esse último e não menos doloroso adeus.
te sepulto em boa terra,
com boas lembranças,
com doces saudades,
mas com muita dor,
como não poderia deixar de ser.
te aceitei em dores,
te criei e alimentei em dores,
te quis, e como eu te quis...
e quando me rejeitou,
vivi em dores.
sonhei e desejei.
ambicionei e tentei fazer das dores amenidades,
afinidades.
mas ainda eram dores.
ainda apertavam,
ainda sufocavam e doíam,
eu ainda amava...
então decidi, eu te amo.
mas como a mãe que enterra o filho eu me despeço de você.
choro e grito em teu sepulcro,
mas te enterro.
te deixo só, ao frio que não me coube evitar,
te deixo repousar onde não alcançarei.
te olho, deixo flores,
e com um consolo que só a dor pode dar,
beijo o frio,
olho em mim, e me desprendo de você,
estou indo.
eu viverei sem a dor do adeus,
de agora em diante serei saudade,
serei mãe sem filho.
desejo, repulsa e culpa de si.
eu sou adeus de você.
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
querido, eu estou indo embora.
eu sei que é tarde e pode ser perigoso, mas nada será mais ferino que dormir ao seu lado sem estar em você.
nada doerá mais que essa ausência, essa distância de roupas.
não se preocupe com os meus medos, eu cresci.
não perca seu sono.
e quando eu voltar a te ouvir, me chame pelo nome, por favor...
lembra quando éramos dois?! voltará a ser igual.
lembre-se, sempre amanhecerá, ainda que as noites pareçam infinitas, nosso amor era infinito, mas sempre amanhecerá.
querido, estou com um pouco de pressa e sem espaço nessa fuga, pego minhas coisas amanhã, ou deixe-as com alguém.
fiquei bem, eu estarei melhor quando amanhecer.
Ps.: quando terminar de ler esse bilhete, rasgue-o. não precisamos de lembranças para avivar as marcas desse amanhecer.
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[Em]Barcos Na Minha Cama...,
EsCrE[VeNdO]...
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
Prioridades
tanta gente boa pra eu ler,
tanta gente à toa pra eu ser,
e eu aqui, pensando em ter você...
segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015
Falar/Pedir/Implorar Sempre Sentir, Às vezes fingir...
Meus lábios dizem:
-Eu te amo, somos amigos. Você é tão especial, somos igualmente complementares.
Meu corpo pede:
Meu coração implora:
- Abraça, nos compassa com o coração dele. Entenda o silêncio dele como permissão. Você viu o pedido silencioso dos olhos dele.
Eu te olho, esboço um sorriso e continuamos nossa conversa sobre o tamanho dos nossos egos, e nosso peculiar gosto musical. Somos amigos.
das mortes que me acometem.
Sim, há muito querer em mim.
Muitos deles estão apenas em meus desejos, estão em minhas torturas inatingíveis, longe das minhas mãos e dentro do meu coração. Mas esses não são um problema, são apenas um estímulo, são a garra que preciso para prosseguir, ir além.
O que mata, são as coisas que reprimimos, as que bloqueamos na ingênua tentativa de minimizar as "tragédias", essas sim, são piores.
Não as matamos, apenas tentamos conte-las, mas elas ficam vivas, crescendo de forma latente e avassaladora dentro de nós; e para crescerem elas precisam de espaço e para isso vão corroendo, destruindo tudo que acreditávamos estar certo, estar firme em alicerces que criamos baseados em desejos de não nos ferirmos.
O que bloqueamos não morre, apenas mata.
É difícil lidarmos com essas coisas. Difícil entender e aceitar aquilo que não sabemos não querer/poder.
Bloquear sentimentos até pode ser enganar aos outros, mas é aceitar matar a nós mesmos, é um suicídio mais lento e doloroso que qualquer outro conhecido/imaginado.
Não tenho moral pra falar sobre encarar de frente seus sentimentos, sobre aceitar o que cresce sem parar dentro de cada um de nós, mas me falta coragem para o suicídio, para a dor de ser decomposto vivo.
Encarar nossos sentimentos, mesmo que começando por outros ângulos, ainda é melhor que aceitar a lenta lepra que o bloquear-los causa.
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[eX]pLiCaNdO...
domingo, 1 de fevereiro de 2015
das análises dos desejo.
toquei seus lábios,
te pedi silêncio.
cheguei mais perto.
nossos olhos se cruzaram, me perdi.
esqueci da fala, do ar;
eu vi você.
senti teu cheiro,
te senti me invadindo,
mas teu ego era muito grande,
faltava espaço dentro de mim,
voltei.
respirei, eu precisava de ar, de espaço,
precisava de você.
soltei teus lábios,
me afastei dos teus olhos,
dominei meus desejos,
sorrimos de forma equivocada.
estamos bem, ainda somos amigos.
segunda-feira, 19 de janeiro de 2015
Vendo luzes que não se alcançam...
Eu vejo
tantas luzes nesse pântano,
Eu vejo as
luzes que não posso alcançar
Elas estão
se movendo
Isso não é
bom
Eu vim atrás
de você
E não me
movo mais
Estou preso
Há luzes mas
eu não as toco
Olhe em
volta
Me procure
dentro de você
Me encontre
na luz
Ou me perca
no seu medo
Eu queria
gritar, pedir ajuda
Mas eu não
me movo.
Estou preso
isso não é
bom
Eu apenas
vejo as luzes,
Me leve
daqui,
Eu vim atrás
de você
Eu segui as
luzes,
Não podia
imaginar que escondiam o pântano
Me leve
daqui,
Estou
preso
Isso não é
bom...
sábado, 3 de janeiro de 2015
vá, em silêncio!
cale-se!
não me peça para ouvir mais nada,
está tarde e sua voz se perde nesse escuro.
feche sua boca como fechou seu coração.
cale-se.
não perturbe meus gritos com sua voz mansa,
não me olhe nos olhos, há pouca luz agora.
evite carinhos nesse momento,
me deixe odiar você,
eu preciso nos libertar.
cale-se,
suas explicações me matam,
leve-as com você,
dê a outro tudo que manteve em morte.
arranque de mim esse cheiro que te pertence,
deixe minha cama vazia,
eu só quero o que é meu, jamais te pediria o que fingiu me dar,
cale-se!
o silêncio não pode ser tão difícil para um mentiroso,
vá embora.
não me obrigue a sair agora,
não me faça gritar mais alto,
não me deixe doer mais forte,
saia e aos poucos vou por tudo em ordem.
apenas, cale-se e saia.
sexta-feira, 2 de janeiro de 2015
A falta no que se tem
Embora eu tivesse o sim, sentia falta das vontades...
Sentia falta de despertar...
Eu e meus tempos corridos,
minhas corridas do tempo,
corridas contra esse tempo que não venço,
contra o que contraria minha vontade de correr...
Embora eu tivesse a certeza, sentia falta das verdades...
Sentia falta de crer...
Eu meus medos insanos,
minhas ânsias,
esses apertos que sufocam,
que reprimem e quase matam, apenas para provar que estou vivo.
Eu minha solidão,
meus espaços,
meus gritos que ecoam, apenas para atordoar,
que mostram a distância entre o vazio e a aceitação.
Embora eu tivesse a liberdade, sentia falta de mim...
se não fosse o tempo que passa...
se o caminho não fosse tão longo,
se as pernão não estivessem tão cansadas e os pés não doessem tanto.
se as vontades fossem maiores,
se os impulsos realmente movessem.
se não existisse tanta imaginação...
eu queria ter ido, com ou sem você.
eu só não queria estar parado, morrendo.
eu queria sentir o sol queimar em outros lugares,
queria ser inteiro por sentir minha incompletude.
confesso, eu queria não ter máscaras,
não mentir,
e fingir só por prazer em poder ser...
ah, se não fossem os dias que se vão,
se não fosse meu medo de tropeçar ao correr atrás do tempo.
se eu não fosse rei.
eu queria ter os olhos menos cegos,
os sonhos menos mortos,
queria um pouco menos de "se"...
eu queria voltar a querer, a ser, quer voltar ao tempo do agora sem depois,
sem ver aquilos que olhos enxergam,
queria apenas ver o que o desejo escracha.
eu quero a morte da inercia,
vou andar...
quarta-feira, 31 de dezembro de 2014
tão fora do lugar,
garoto perfeito.
tão cheio de certezas mutáveis. tão,
colorido em tons de terra,
grande além do horizonte,
como o longe que chega perto do céu, ou às portas do inferno. tão,
garoto perfeito.
cheio de sonhos, e de tempo para realizar o sonhos alheios. tão,
confortável como berço,
forte como a memória
você seria o homem certo, caso já fosse homem.
tão encrenqueiro.
cheio de medos agressivos,
de lágrimas ferinas,
o dono das verdades. tão,
garoto perfeito.
tanto medo em nunca amar. tão,
abusado pela crença na inexistência do incondicional. tão,
tolo.
preferiu arrancar seus olhos por medo de continuar enxergando o que não sabia explicar.
racional como uma fabula,
garoto perfeito.
cheio de tempestades,
cheirando a manhãs de verão. tão
arrebatador em me bagunçar,
tão encrenqueiro.
tão teu que implora por ser de alguém incondicionalmente. tão,
o garoto perfeito, pra mim.
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
a ausência de quem não sai...
-Saia, é uma ordem! Eu não te dou mais esse espaço que você
não quis.
(...)
Eu imploro, não me imponha a minha própria loucura.
Não me force a te amar.
Não me ensine a viver de migalhas.
Esteja ao me lado, se faça presente,
Me cause arrepios.
Cante pra mim, na cama, depois do sexo, ainda que antes do
amor.
Esteja em mim por vontade sua, não por necessidade minha.
Ou saia.
Não quero mais gritar, estou pedindo com o resto de força
que há em mim.
Vá embora.
Por favor saia do meu coração, me deixe só.
Me conforte com sua ausência,
Estarei melhor sem o que não tenho.
E do desejo farei lembrança,
Vá, estou implorando,
Não há mais dignidade para que eu possa te pedir isso de outra forma,
Por favor, vá embora...
domingo, 19 de outubro de 2014
O Doce Amargo da Sua Boca...
O grande se fazia maior.
Tudo era maior.
Até o silêncio quebrado pelos lábios era maior,
ao gritos seu coração insistia em atuar calmaria.
Sua boca, agora, amargamente doce cantava:
"Deixa o moço bater
Que eu cansei da nossa fuga
Já não vejo motivos
Pra um amor de tantas rugas
Não ter o seu lugar"
E fora de você meu lugar era tão errado,
tão perdido na falta de espaço que esse vazio te causava.
Tudo estava tão grande que minhas medidas se perdiam em suspiros,
que minhas razões apenas aceitavam nossa soma.
Você é tão poesia que meus versos silenciavam,
que o meu barulho se calou para melhor te ouvir,
para não perder suspiros,
para melhor enxergar aquilo que os olhos cegaram.
Eu quis parar,
limpei seu doce amargo da boca,
E você, tímido, com sorrisos que me desarmavam,
cantava.
Cantava...
O Tamanho dos Espelhos D'água...
há tempestades que mais parecem garoas,
e ventos que destroem tanto em apenas refrescar,
há tamanhos que ainda desconhecemos,
nem todo o grande é maior que o pequeno,
e, há em alguns pequenos tanto tamanho que mal cabem em algum lugar.
há tanto de mim em você que não me acho estando por perto,
me desconheço enquanto tento me explicar,
nosso corpo, um espelho.
nosso colo, a timidez desses tamanhos que não sabemos medir...
fujo de mim para estar em você,
para ser eu.
te explico quando me digo que sou,
e em você converto medidas,
eu disfarço sentimentos sem tempo,
eu entendo o que não explicaremos,
e temo o que não se deve amar.
há tantos tamanhos em você que só cabem em mim,
e apertado, te faço conforto, te sou consolo,
um coração que não bate, um coração que dói,
por que sermos dois, encaixando tão bem em um?!
eu te divido enquanto me quebro,
e me entrego.
outros haverão, e nem todos sairão, mas só nesses tamanhos tortos haverá mais.
e a tempestade irá ser medida pelo estrago da renovação que ficará.
segunda-feira, 22 de setembro de 2014
dos que foram sem sair e dos que chegaram sem estar
...
perdoe meus atrasos, e eu continuarei te esperando...
eu vou organizando as coisas até você ficar pronto,
a casa estará em ordem, prometo.
faça mais por mim, procure e esqueça coisas,
não me pergunte sempre o que eu quero, às vezes eu também não sei,
às vezes eu nem quero nada.
Pare! não me olhe sempre como quem me vê por completo,
não saiba tanto de mim.
mas não me olhe se não for com verdade,
se não for para enxergar quem eu sou, meu raso e meu profundo,
esmiúce meus abismos e corra em minhas planices,
abrigue-se em minhas cavernas.
me seja, mas se pertença.
saiba que nem sempre vou querer sexo,
mas nunca levarei a vida sem gozo.
sorria sempre que possível,
e chore quando sentir a confortável necessidade disso
gosto das manhãs ao seu lado, mas to pensando em algo maior
um tempo que ainda não sei medir.
sim, vamos brigar;
mas não, eu não te odeio, apenas minto bem.
direi que te amo, e você ira ficar com medo.
entendo, eu também ficaria, me conheço.
minhas verdades mutáveis às vezes insistem em ser estáticas,
nem vou continuar mudando.
sejamos dois,
somar sempre é mais bonito que igualar.
e então seremos livres, mesmo atrasados em chegar.
...
sábado, 20 de setembro de 2014
O fim da noite
Peguei o copo,
algumas bebidas nunca esquentam,
assim como alguns corações.
Eu poderia beber esse último gole,
podia provar mais um pouco do seu veneno,
ou vomitar tudo que bebi de você.
Eu ainda sinto o gosto amargo das suas promessas,
e ainda tenho pesadelos com seu sorriso,
nossa última conversa me tortura no silêncio.
Eu queria gritar até te odiar menos,
Ou melhor; queria, na verdade, que você fosse digno pelo menos do meu ódio.
Estou arrancando você de cada pedaço do meu corpo dolorido,
você deixou marcas, e hematomas não são troféus.
Eu queria esquecer do sol se pondo sobre você na cama,
e queria minhas manhãs de volta,
queria o tempo dos cuidados que te dei
às vezes odeio tanto meu passado,
mas sempre me absolvo quando lembro que odiar mentiras é santo.
Bebi, copo vazio.
Sem crises morais, a ressaca virá.
Não sobrarão lembranças do porre que foi,
e nada que eu esqueci será digno de lembrar.
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