eu bato,
espero...
afoito tento me controlar.
espero mas a porta não abre.
espero mas você não sai,
não vem ao meu encontro,
será que realmente não estás?
bato mais uma vez,
ainda posso esperar...
as portas ainda estão cerradas...
onde está você?
onde está seu coração?
sem bater,
espero...
a dúvida começa a ser companhia,
começo ir embora,
e os pés teimosos plantados no mesmo chão...
você ainda pode sair,
abrir as portas,
mas onde está seu coração?
onde realmente você é morada agora...
eu roubaria mais uma vez as palavras do poeta,
e te falaria, dos berços, dos terços, da vida,
da sua vinda em mim...
sem bater, sem saber se ainda devo esperar,
não vejo mais nada, se não o embaçar das lágrimas
e de quem são elas?
onde você está coração?
eu continuo...
sexta-feira, 2 de março de 2012
domingo, 26 de fevereiro de 2012
Carnaval
Os teus olhos falavam mais do que eu queria saber,
eram prolixos naquele momento.
a música, a confusão, o medo;
Eu estava em você e não sairia,
o disposto vale mais que o oposto.
eu conhecia tuas lágrimas,
e agora tua festa era falsa,
pela primeira vez eu vivia tua mentira.
Pela primeira vez você, em verdade, me doía.
A festa, a música, a mentira e o barulho acabaram,
A dor também acabara,
Mas o amor não tem fim...
eram prolixos naquele momento.
a música, a confusão, o medo;
Eu estava em você e não sairia,
o disposto vale mais que o oposto.
eu conhecia tuas lágrimas,
e agora tua festa era falsa,
pela primeira vez eu vivia tua mentira.
Pela primeira vez você, em verdade, me doía.
A festa, a música, a mentira e o barulho acabaram,
A dor também acabara,
Mas o amor não tem fim...
O fazer de um poeta...
O que fez o poeta se não doer de amor?
Dilacerar a carne em palavras eloquentes...
O que fez o poeta se não a dor de amor?
O consumir de um sentimento que em barulho nos toma de paz silenciosa...
Se fez palavra.
O que fez o poeta se não os versos de um sentimento?
Fez lágrimas em faces que não sentiram sua dor,
que não arderam o seu amor...
Quem fez o poeta se não a necessidade de expressar?
Se não o desejo de dividir...
O que viu o poeta, se não a grandiosidade dos olhares descritos?
Das camas gemidas em gozo cansado,
em gozo narrado e embalado por palavras que pra si tomará o doce ladrão...
O que fez o poeta?!
Quem fez o poeta?!
O que deu o poeta em prol de um mundo que o entendeu?
Por que dividiu o poeta o seu reino?
Quantas vezes o poeta não ouviu sua vida sussurrada ao pé de ouvidos que não amou?
O que fez o poeta se não viver o amor?
Embelezar o que o faz belo; fez o poeta...
O que fez o poeta se não o sublime, ou mesmo o profano amor?
Doer e arder em amor para curar com o que o mata...
Fez o poeta, andar só...
Estar em outras bocas,
outras camas,
outras intenções e intonações,
faz o poeta livre de si,
Faz o poeta preso a sua história, ao seu sentimento...
Quem fez o poeta se não a vida,
O que fez o poeta se não dar vida a palavras soltas...
Viver, fez o poeta...
segunda-feira, 20 de fevereiro de 2012
De Você E Seus Desenhos
Os dias perderam seu fim,
E eu, a medida do que sinto,
Me perdi nas coisas que minto;
Me perdi em seus desenhos.
Vagamos de mãos dadas solitários.
Tenho sido teu,
E o prazer da tua posse me ensoberbece,
Me enche de gozo,
E me faz conhecer os limites do ambiguo,
O céu e o inferno no mesmo sentimento que por hora me faz temer...
Tenho sido consumido pelo fogo que nunca acaba,
Engolido pelo meu desejo de te beber...
Você foi, mas te farei presente e futuro na satisfação da minha cama,
Da minha alma,
Te farei história em mim...
Seja seu, seja meu, seja em mim,
E não me deixe ir sem te amar;
Eu quero você, então não vá...
E eu, a medida do que sinto,
Me perdi nas coisas que minto;
Me perdi em seus desenhos.
Vagamos de mãos dadas solitários.
Tenho sido teu,
E o prazer da tua posse me ensoberbece,
Me enche de gozo,
E me faz conhecer os limites do ambiguo,
O céu e o inferno no mesmo sentimento que por hora me faz temer...
Tenho sido consumido pelo fogo que nunca acaba,
Engolido pelo meu desejo de te beber...
Você foi, mas te farei presente e futuro na satisfação da minha cama,
Da minha alma,
Te farei história em mim...
Seja seu, seja meu, seja em mim,
E não me deixe ir sem te amar;
Eu quero você, então não vá...
terça-feira, 14 de fevereiro de 2012
Constatações de ganho e perda...
Ton faz a constatação e rapidamente pega o telefone, não pensa duas vezes faz a ligação e espera até que a chamada se termine sem resposta...
Segundos depois o telefone toca, é o retorno.
"-Você me ligou?"
-Sim, eu respondo rindo...
"-Uhm... Aconteceu alguma coisa?"
-Sim, entrei no emu quarto, comecei a juntar as coisas e percebi que você não deixou nada aqui em casa dessa vez... Gostava mais quando você deixava coisas aqui e voltava pegar...
"-Ah é?! Então procura entre os lençóis..."
(ME GANHOU!)
quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012
Andança...
De tanto andar,
de tanto cair,
de tão só;
Aprendi novos caminhos,
novos motivos,
novos motivos,
aprendi novos destinos,
novas formas de chegar...
terça-feira, 7 de fevereiro de 2012
A morte da virgem...
De tanto ouvir, agora a virgem estava morta. Enterrada na cama com seus sonhos e fantasias de relacionamento, que há pouco descobrirá não existir.
Então respirei, me contorci nos lençóis e o encarei como a puta encara seu melhor cliente. Esbocei desejo nos olhos sedentos, e pensei dar-lhe o melhor que ele merecesse, andei em sua carne fervilhante e me fiz caminho para sua realidade ferina. Fui o que precisava ser no momento, esgotei-o. Deixei os sonhos mortos adormecerem e entendi a situação, mais uma vez chega ao fim o que nunca antes começará...
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
PREPAREM AS PEDRAS, SEREI SINCERO!
Acho absolutamente aceitável todas as manifestações de pensamento, desejo e gosto aqui no face, afinal se não é também para isso que ele serve, não faz muito sentido escrever aqui, escreva no seus diário. Da mesma forma, faço questão de estar a par de vários posicionamentos aqui exposto, pois eles me aproximam e me fazem compreender melhor pessoas com as quais me importo, gosto ou simplesmente quero vir a conviver.
Queridos, assim como boa parte das pessoas do mundo, eu sei o que é bom e o que é ruim; fato é que nem sempre o que é bom aos olhos de uma maioria formadora de opinião ou uma minoria bombardeadora de opinião me agrada, gosto do que me toca, do que me move, ou simplesmente do que me distraí. É chocante, mas nem sempre preciso ser piano clássico, sou pé de tambor. Tenho pele branca, traços finos, olhos claros, educação rígida, mas me perco mesmo é onde isso não é visto, onde meu prazer aflora. Às vezes, gosto sim de, palavrões, danças menos retilíneas, e às vezes não quero poesia em versos inéditos, eu posso sim gostar de ver, ouvir e viver coisas "menos boas"...
Ainda assim, não me importo com as pedras, com as manifestações (ao meu ver burras) de contrariedade a certos estilos musicais, cantores / bandas, programas de televisão e afins... Essa manifestação é um direito legal garantido a nós brasileiros. O que de fato me incomoda é a distorção de visão, a capacitada limitada que as pessoas parecem ter ao ver sempre e apenas as folhas, os frutos, parece que ninguém lembra que antes tivemos uma semente, raízes e uma planta lutando desesperada contra vento chuva, contra a falta da chuva e o sol escaldante, queridos: NINGUÉM acorda e diz que vai ser sucesso mundial e antes que o dia acabe já o é. As pessoas tem sonhos e eles custam caro. Às vezes custam uma vida, ou mais vidas (família, amigos...).
Eu entendo que nem tudo agrada a todos, independente de mover mais de 2/3 do mundo, mas entendam: Sonhos dão trabalho, e isso não é digno de crítica ou esculacho, é burro manifestar-se contra algo que não te agride em nada a não ser pelo fato de ser um sonho realizado em proporções inacreditáveis.
A música pode não ser boa, o estilo pode não me agradar, e talvez eu jamais vá a um show, mas isso não minoriza a grandiosidade do fato e do lugar que os mesmos atingiram, então, sejamos menos dispostos em criticar e mais doces em reconhecer; cada um com seu mérito!
E tenho dito!
domingo, 15 de janeiro de 2012
sexta-feira, 13 de janeiro de 2012
Manhãs de aniversário...
Ainda é tão doce,
Tão forte,
Ainda posso tocar você;
Posso sentir seu abraço,
Posso me prender a você,
E te deixar ir ainda me consome,
Eu sei de você, sei dos seus medos,
Mas entenda, é a minha vida...
eu ainda posso estar enganado,
Mas também ainda posso esperar...
Por mais que eu sinta você escorrer entre meus dedos,
Eu me prendo a você,
Eu não estarei sem fé...
Eu posso viver de suas migalhas,
Mas preciso de você,
Eu ainda sinto seu cheiro pela manhã,
E minha pele ainda queima o teu calor,
Eu não sei mais esquecer,
Mas continuo adormecendo desejos...
Continuo te esperando...
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
sem fim...
Eu devo ser o único a chorar esse adeus,
devo estar envolvido em mais que coisas que eu consigo segurar,
minhas mãos perderam o tato,
e eu não vejo mais no escuro,
eu não quero ser o único a calar nessa hora,
nunca pensei que a dor pudesse roubar meus gritos...
Eu estive te procurando, e só achei fim.
eu não vou mais entregar meus dias,
cansei das noites de chuva,
eu ainda quero o calor da pele,
não ser o único a crer no possível,
há outra chance,
então fique.
Eu esqueço de tudo tão fácil,
tão teu,
eu não serei o único a me perder em perdão.
Tentei tanto que ainda consigo acreditar,
eu ainda faço vida dessa morte que me assola.
não me deixe sozinho e sem fé.
Eu não sei perder.
Fique.
Nunca pensei que a dor pudesse roubar meus gritos...
Confissão:
E se eu confessar: Me divirto?!
Talvez eu seja assim, torto.
Não nego,
E nem minto, gosto do errado.
Meus olhos se alegram com o não visual.
E meus lábios sempre desenham coisas inconcebíveis.
Minhas noites têm mais sol,
E sempre chovo quando o dia anoitece sozinho.
Mas eu confesso, me divirto.
domingo, 1 de janeiro de 2012
que toque meu coração...
Que seja doce como o mel,
que seja forte como a rocha,
que tenha gosto de manhã ensolarada,
que me faça acordar aos domingos pela manhã... (se é que as manhãs de domingo realmente existem...)
Alguém que me tire de casa às vezes, e que às vezes me prenda em uma cama com cobertas e filmes...
que queira e tenha condições de ter filhos, ainda que não agora...
que saiba rir do meu mal humor matinal,
e que tolere a minha insônia...
Que seja bom de papo, que me faça esquecer o tempo com conversas boas...
Alguém me dê uma família!
Que dance comigo mesmo sem música,
alguém que reconheça a poesia, mesmo sem palavras.
Que tire meus pés do chão com segurança.
Alguém que respeite meu choro,
e que sorria comigo...
Alguém que tenha defeitos, mas que os respeite!
Alguém que goste das brancas curvas do meu corpo,
e que não se incomode com minhas manias estranhas...
Alguém que saiba se impor, mas que aceite negociar.
Que entenda meus medos,
e que esteja ao meu lado sempre que houver escuridão...
Alguém que entenda que eu gosto de chuva...
E que não se assuste com meus pés gelados!
Alguém que se mova por mim,
que não confunda surpresa com susto.
Eu quero alguém que chore na minha frente sem se envergonhar...
Eu quero alguém que me queira, e que demonstre isso sem problemas, que me faça entender isso...
E se não aparecer, estarei tranquilo, isso é um desejo, não uma meta...
E às vezes o melhor da festa é esperar por ela, idealiza-la, nos prepararmos para ela...
Estou doce em esperar...
Estou doce em esperar...
sábado, 31 de dezembro de 2011
Enquanto o mundo não acabar...
Tenho me tornado um homem crédulo. Tenho visto tantas coisas. Tenho sentido tantas coisas que julgava serem impossíveis que tenho crido em sonhos, em possibilidades e tenho crido que talvez o mundo realmente acabe, alias: não duvide...
Esse é meu último conselho para 2011 meus queridos. ACREDITE e FAÇA!
Aproveite nessa possibilidade para provocar mudanças, para continuar caminhadas que já haviam te fadigado mas que a chegada lhe agrada. Sonhe, sonhe mais, sonhe sempre e faça pelos seus sonhos, não transforme seus sonhos em fábulas, faça deles o que só você pode fazer, FAÇA A HISTÓRIA!
Ande em dias de chuva sem reclamar, coma doces se gostar, durma tarde, não durma e se quiser durma muito, descanse, mas não perca a vida em uma cama; muita gente gostaria de correr na chuva, assaltar a geladeira à noite e comer todos os doces que conseguisse mastigar.
Não esqueça de sintetizar vitamina D, tome sol. Tome caipiras, cervejas, pegue uma cor, mas não deixe de usar protetor solar; caso o mundo não acabe será importante envelhecer sadio...
ENVELHEÇA! Se permita estar mais maduro, ninguém deixara de te dar colo quando necessário só porque você agora vê o mundo de uma forma equilibrada, sutil, com prazer que só a idade e a experiência podem te dar.
DESCUBRA VOCÊ, sempre tem mais de nós perdido em meio a quem somos. DESCUBRA-SE, CONHEÇA-SE E ACIMA DE TUDO: SE RESPEITE, se você não o fizer ninguém mais fará!
SE PERMITA!
Acredite no tempo e seja seu aliado, não o ignore, aproveite cada segundo que tiver, busque a felicidade.
Abrace as pessoas, não importa se você as conhece, DAR AMOR E CARINHO É UM DOM, NÃO UM TRABALHO FORMAL!
AME! Ame sendo ou não correspondido. Apenas ame porque o amor ainda é o melhor combustível que a vida pode usar!
Sinta tesão! É muito bom ter o corpo fervilhando em prol de um desejo, não se envergonhe, alimente!
Seja amável, mas se precisar grite, xingue, faça o que for necessário mas viva, talvez esse seja o último ano...
Se o mundo de fato acabar, não foi nossa culpa, vivemos! Mas se ele não acabar, que você não o tenha terminado em pequenas coisas que não nos façam melhores como pessoas!
FELIZ ANO NOVO, FELIZ CHANCE NOVA!
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
Diálogos do que fica...
(...)
Quase choroso eu imploro:
-Não me olha assim...
-Você está carente... (esboço malicioso de sorriso)
-Não...
-Tá sim, você está carente... (malícia escrachada em boca toda, em boca com vontade reprimida...)
-Não, não estou... É sério! (minha vez de esboçar sorrisos maliciosos, e eu penso: "Ah, se ele soubesse que fiz sexo com outro a pouco...)
-Aaaahhh, tá carente sim...
Eu saio dos teus olhos e me aproximo da tua orelha, me perco em teu cheiro e sussurro com meus lábios roçando tua pele:
-Não. Eu não estou carente, acontece que quando eu te vejo eu entro no cio...
Eu saio dos teus arrepios e volto aos teus olhos...
Repito:
-Não me olha assim...
Passeio pela tua pele, me perco no teu cheiro, no teu calor...
Você suspira...
-Se eu continuar assim não vai ser legal, vou precisar te beijar... (eu insisto)
-Quem disse que não vai ser legal?
(É fato, você ainda me tem...)
-Pra mim vai ser legal...
E você responde com a seriedade que só cabe naquilo que você me dá:
-Pra mim também...
Eu te beijo. Nos beijamos. Minha boca corre a face e nuca que julga lhe pertencer. Meu suspiro, tua respiração. Teus olhos.
-Me liga amanhã?!
Eu reluto com o que mais respeito em mim: meu desejo. Respondo:
-Não. Você não vai atender...
Você insiste, fala com os olhos. É sério. É casa...
-Liga, eu gosto de você, to pedindo pra me ligar...
-Duas coisas: Você não vai atender, caso atenda nem vai lembrar dessa conversa, está bêbado... (eu sei que não está, mas preciso de desculpas...)
-Você sabe que não é assim... Liga depois das quatro... Vou atender, prometo. E se eu esquecer... Você me lembra...
Teus olhos. Tua pele. Teu cheiro. Tua voz. Minha vida toda em você, em instantes que eu eternizo.
Eu me despeço, te desejo o melhor, te desejo mais... Meu desejo por você aumenta, te desejo mais...
E lentamente te deixo ali, sem saber se é saudade ou presença esse espaço que você ocupa em mim...
E agora?! Três horas, e eu não sei se quero ligar...
Quase choroso eu imploro:
-Não me olha assim...
-Você está carente... (esboço malicioso de sorriso)
-Não...
-Tá sim, você está carente... (malícia escrachada em boca toda, em boca com vontade reprimida...)
-Não, não estou... É sério! (minha vez de esboçar sorrisos maliciosos, e eu penso: "Ah, se ele soubesse que fiz sexo com outro a pouco...)
-Aaaahhh, tá carente sim...
Eu saio dos teus olhos e me aproximo da tua orelha, me perco em teu cheiro e sussurro com meus lábios roçando tua pele:
-Não. Eu não estou carente, acontece que quando eu te vejo eu entro no cio...
Eu saio dos teus arrepios e volto aos teus olhos...
Repito:
-Não me olha assim...
Passeio pela tua pele, me perco no teu cheiro, no teu calor...
Você suspira...
-Se eu continuar assim não vai ser legal, vou precisar te beijar... (eu insisto)
-Quem disse que não vai ser legal?
(É fato, você ainda me tem...)
-Pra mim vai ser legal...
E você responde com a seriedade que só cabe naquilo que você me dá:
-Pra mim também...
Eu te beijo. Nos beijamos. Minha boca corre a face e nuca que julga lhe pertencer. Meu suspiro, tua respiração. Teus olhos.
-Me liga amanhã?!
Eu reluto com o que mais respeito em mim: meu desejo. Respondo:
-Não. Você não vai atender...
Você insiste, fala com os olhos. É sério. É casa...
-Liga, eu gosto de você, to pedindo pra me ligar...
-Duas coisas: Você não vai atender, caso atenda nem vai lembrar dessa conversa, está bêbado... (eu sei que não está, mas preciso de desculpas...)
-Você sabe que não é assim... Liga depois das quatro... Vou atender, prometo. E se eu esquecer... Você me lembra...
Teus olhos. Tua pele. Teu cheiro. Tua voz. Minha vida toda em você, em instantes que eu eternizo.
Eu me despeço, te desejo o melhor, te desejo mais... Meu desejo por você aumenta, te desejo mais...
E lentamente te deixo ali, sem saber se é saudade ou presença esse espaço que você ocupa em mim...
E agora?! Três horas, e eu não sei se quero ligar...
quarta-feira, 28 de dezembro de 2011
Se a questão é confessar...
[Texto de 2008, talvez 2009... ]
http://www.youtube.com/watch?v=4EcFo2t0REo&feature=youtu.be
Se a questão é confessar...
Tenho medo de você se arrepender,
Tenho medo de me esquecer, de se envolver com outro...
Se a questão é
confessar, eu admito...
Sem você sou
triste...
E não tenho vontade
de viver...
Tenho ciúmes de suas
amigas
E invejo até o sol
que toca sua pele
Se a questão é confessar,
Ainda não sonhei com você
Por que te quero de verdade...
Se a questão é confessar...
Estou cansado de não ter você
E me dói o vazio que
percebo que só você preencherá
E pra ser bem sincero, só penso em você...
Se a questão é confessar...
Tenho medo de você se arrepender,
Tenho medo de me esquecer, de se envolver com outro...
Se a questão é
confessar,
Sim você é perfeito
pra mim...
Complementando o presente:
http://www.youtube.com/watch?v=4EcFo2t0REo&feature=youtu.be
segunda-feira, 26 de dezembro de 2011
Fêmea de fase...
Deitou-se ao meu lado com seu ar de indiferença,
se aproximou mais e respirou quente,
meu deixou arrepiado.
Esboçou sorrisos,
me segurou.
Me fez seu, porque sabia ser minha enquanto será livre.
Roçou em minhas pernas,
acariciou minha face com suas mãos macias,
e com malícia mordiscou-me,
ela é doce fera,
fêmea de fase e amores lunares,
com pureza lambeu-me a pele,
depois ronronou e voltou a brincar com sua bola de guizos...
terça-feira, 13 de dezembro de 2011
dois desejos e uma dor...
então é assim...
tudo se acaba de novo, sem ao menos ter começado,
talvez seja melhor assim,
talvez algumas dores não precisem dor sempre,
e só o fim pode ser um começo...
vem, me dê a mão e me leve para fora,
saia de mim, mas dessa vez não me deixe te acompanhar...
...
nunca pensei que a dor fosse me deixar tão sóbrio,
tão exato de mim.
nunca pensei que eu fosse ser tão perdido em mim,
nunca pensei em fim.
mas tudo se acaba mais um vez,
e agora nem começamos,
somos mais uma vez dois desejos e uma dor.
e eu tenho sido tão exato e distante de mim,
eu tenho esta tão longe,
e ainda assim sito tudo tão cortante...
tão fim...
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
o tempo versátil de um ano...
já faz um ano meu amor,
perdi a noção,
ganhei tempo e um coração,
parece que foi ontem que chorei,
que doí você em meus sonhos mortos.
já faz um ano meu amor,
perdi paz,
ganhei coragem e tranquilidade,
parece que faz uma vida que te odiei,
que maltratei sentimentos que eram teus.
já faz um ano meu amor,
não há mais dor, não mais amor.
há tempo, há lembranças, e também há coisas que quero esquecer,
que preciso terminar de morrer,
que preciso aprender a viver,
afinal: já faz um ano meu amor.
sobre marcas e tatuagens...
eu tenho tatuagens,
mas suas marcas são mais visíveis em mim.
eu tenho um silêncio que grita teu nome,
que xinga minha alma atormentada,
um silêncio que amordaça meu ser,
que liberta meu ter.
eu tenho marcas,
histórias em verso que só os olhos contam,
que o escuro não esconde,
que a luz não mostra,
eu tenho tanta coisa que o vazio me enche,
me achata e me cansa.
eu tenho vontade de ir embora,
de ficar e perder a hora,
eu tenho o vento preso em eu ser,
e caminho solto em curvas que esqueci de marcar,
e por falar em marcas; eu tenho tatuagens,
mas você é mais visível em mim.
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