quinta-feira, 10 de março de 2011
[dia]rio...
sábado, 5 de março de 2011
Ganho!
quarta-feira, 2 de março de 2011
Pobre sambinha de verso apertado...
terça-feira, 1 de março de 2011
Laura...
sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011
quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011
Gosto
Gosto do teu cheiro no meu travesseiro,
Do teu sono na minha cama,
Gosto das tuas mãos no meu corpo
E dos teu sonhos no meu futuro.
Gosto de você em mim
E gosto também de estar em você
De sair acabado de você, em você.
Gosto dos teus olhos gratos em fim de ato.
Gosto e como gosto dessa respiração ofegante,
Desse cheiro que você exala pra me atrair,
Para me fazer fácil.
Gosto de sentir teus dedos cuidando de um espaço que é só teu.
Gosto de ver os teus beijos correndo meu corpo,
De sentir o umidecer da vontade...
Gosto tanto de ti que não meço
Que não arrisco a pedir nada,
Gosto tanto que apenas espero o teu gostar encontrar o meu...
Começo do tempo...
quarta-feira, 16 de fevereiro de 2011
"que seja letra que me faz voar..."
Sóbrio...
quinta-feira, 3 de fevereiro de 2011
Mais perto do inteiro!
quinta-feira, 27 de janeiro de 2011
Pobre homem que amava...
sexta-feira, 3 de dezembro de 2010
Sonhando sonhar o sonho...
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
Mudanças
LUTO
sábado, 27 de novembro de 2010
aprendi a voar, e não esqueci que o chão é amigo...
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
...coxia
cortejo sonhador...
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
...segredos de querer
terça-feira, 2 de novembro de 2010
desafios da noite...
DECLARAÇÃO PROFANA!
"Respeito muito minhas lágrimasInscrevo, assim, minhas palavras
Na voz de uma mulher sagrada
Vaca profana, põe teus cornos
Pra fora e acima da manada
Vaca profana, põe teus cornos
Pra fora e acima da man...
Ê, ê, ê, ê, ê,
Dona das divinas tetas
Derrama o leite bom na minha cara
E o leite mau na cara dos caretas..."
chegado...
domingo, 31 de outubro de 2010
Por Ontem...
sábado, 30 de outubro de 2010
Busca pés...
... sábado
sábado, 23 de outubro de 2010
vontades
terça-feira, 19 de outubro de 2010
Um ensaio sobre a cegueira, do perdão...
segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Inspiração
mas sei que é engraçado e agoniante saber do que falar e ver a criatividade calar.
eu ando em crise de verboragia, logo eu!
eu que sempre fui bom em enrolar, divagar, estragar de tanto falar...
logo eu que sempre tinha algo a dizer mesmo quando silêncio bastava.
irônia?! até podia, mas prefiro definir como agônia essas palavras que insistem em calar.
eu queia falar de Liana que é chá, de Larissa que é café,
queria perguntar onde está Andréa...
e contar dos voos que o menino passarinho anda dando...
eu queria pedir das pernas que me perdem, e queria contar das penas de Roque.
eu queria chorar em versos com Bethânia...
mas cadê?
cadê!
cada essa tal inspiração verborragica que embriaga a alma e solta os verbos?
cadê os sonhos que só as palavras podem sonhar?
cadê a eloquência que afogava o siliêncio em frases nem sempre bem ditas, em frases bem vividas...
cadê as poesias que faziam de mim um bobo em fim de festa?
cadê essa tal inspiração que sumiu e deu vazão a esse mar de vontade...
(-Ah que vontade de gritar palavras minhas, que o silêncio ainda não conhece...)
cadê minhas palavras que me traiam, e que tanto atraiam?
cadê?
domingo, 26 de setembro de 2010
Pra não dizer que não falei das flores...
A Lola finalmente foi pra Alemanhã, finalmente por que a primeira vez que ouvi falar dela, foi quando em contaram que ela estava indo, mas vou confessar aqui por bem sei que ela nunca lê meu blog, JÁ TÔ COM SAUDADE, e isso que me beneficie com alguns livros e a vaca macho dela pelo tempó em que ela estiver na alemanhã, quer dizer, a vaca macho não vou mais devolver... Hehehehe
Pronto chega! Ou vou começar a falar dos meus sentimentos, e não gosto muito dessas frescuras... Digo humanidades... Ah, só mais uma coisinha, minha mãe disse que cheguei aos extremos do anti-social... Será?! (Mãe sempre sabe tudo, né!)
sábado, 28 de agosto de 2010
Eu admito, gosto de homens!
Gosto daqueles tipo Chico, Caetano tipo Tarantino, homens como Érico, Vinicius, Fernando, aqueles que envelhecem com sabedoria e sabor agradável ao paladar de qualquer um. Gosto daqueles olhos que petram cuidadosamente sem pedir licença, gosto de vozes macias com força de trovão, de vozes doces como morangos pela manhã. Gosto de gestos confusos, de atitudes certas. Gosto de rugas historiadoras, daquelas que contam fabulas em sorrisos safados de meninos que o tempo esqueceu. Gosto de homens que não forçam, homens que nos fazem desejo, que nos dão o melhor presente: a imaginação.
Gosto de homens de cabelos brancos bem vividos, brancos bem tingidos de experiência que só a dúvida pode dar. Gosto desses homens de versos, em verso. Gosto de homens de poesia solta, homens de tarde sem tédio, de madrugadas quentes cheirando a doce. Gosto de homens que se permitem; homens que são tão homens em não se preocupar ser.
É, gosto realmente de homens.
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
cuidado!
era gentil sua forma de me arrancar do conforto das manhãs; era sutil sua forma de me ascender, de me fazer descer aos meus desejos reprimidos pelo sono remanescente.
-o que é isso? alergia?
sonolento eu reponderia qualquer coisa:
-sim, deve ser...
-mas ao que?
melhor calá-lo com um beijos, melhor tê-lo divagando em mim novamente...
e quando eu perceber que não é alergia, também percebo ele acordado me fazendo dormir.
percebo seu cuidado exacerbado, seu amor velando o sono que não passa, monitorando a temperatura, percebo também seu zelo e preocupação, e preciso sair pra dar espaço ao tamanho do seu coração...
-cuidado! não sei se seria bom estarmos tão juntos, você ainda pode se contagir. eu insisto.
ele me cala com um beijo, me abraça e tudo vai ficar bem..."
sábado, 14 de agosto de 2010
Vestido de frio...
sexta-feira, 13 de agosto de 2010
eu pequeno...
Às vezes...
E às vezes eu queria só apagar...
Às vezes eu queria dividir,
Sonhar verbos e acordes de cores que não sei criar.
Às vezes eu queria precisar, ter a noção exata do tamanho,
Ter a roupa certa, pra depois tirar.
Queria às vezes me atirar, mas sem ferir.
Às vezes queria chorar, doer de tanto rir e depois?
Depois não sei, estou falando em passado.
Estou falando de "às vezes..."
Mas também estou falando em estado de espírito,
De nascer do vento, de crescer com a lua e queimar com o sol.
Estou falando em santidade, em meias verdades,
Falando das virgens que me disseram não poder terem filhos.
Eu falo em estrada,
Em partida.
Falo de mudança.
Eu falo em dançar.
Eu falo em ficar e ouvir.
Eu me permitir...
Quase tudo...
quarta-feira, 21 de julho de 2010
CoN[vErSaNdo]...
Há algumas noites estava eu conversando com uma amiga quando o assunto em voga de repente se tornou o sexo, foi aí que ouvi a célebre frase que para ela, era no fundo quase uma filosofia de vida:
“-Sexo de manhã não, né Ton?! Sem condição...”
Na hora em meio a risos questionei:
“-Como assim? Mas e se você tiver tesão?”
“-Não Ton, de manhã não tem como dar tesão...”
Risos a parte, e sem saber se entendi; respeitei, afinal, cada um com suas particularidades...
O fato é que pra mim sexo não é ato cronológico.
Sexo pra mim é sentimento atemporal, é desejo de dois em um. Não sinto tesão necessariamente pela manhã, a tarde ou a noite; não sinto tesão de forma programada nos sábados ou vésperas de feriados. Sinto tesão enlouquecedora quando sinto o cheiro de quem me vê por inteiro, quando meus olhos encontrão razão para estarem azuis; sinto tesão quando sinto a língua que eu desejo percorrendo de forma marota minha nuca e morrendo molhada em mordidas na minha orelha, sinto tesão quando a doçura de um abraço apertado e sem espaço pela quantia de amor que carrega me faz entender que “fazer sexo” pode sim ser, o antes temido “fazer amor”. Sinto tesão quando aquele cheiro que me consola se mistura ao meu, quando o meu berço que é meu terço se faz viva, se faz vida em mim, sinto tesão quando a saudade me faz entender que o que procuro só está em um lugar, em uma pessoa, sinto tesão quando entendo uma única pessoa é a forma certa de encaixe que tenho. Sinto tesão quando de maneira sábia, sóbria e certa concluo que sexo com quem se namora é infindavelmente vezes melhor do que sexo casual, infinitamente vezes melhor que sexo por “simples” atração física. E quer saber?! Sexo casual ou pela “simples” atração física não é errado ou certo. Não cabe a mim julgar em outros os atos e fatos que já fiz (procuro não ter julgamentos, embora às vezes perseguido por eles, procuro sim ter conclusões, e essa é uma delas: sexo com quem namoramos é melhor!).
Resumindo: sexo é bom, eu gosto e é pessoal a dois. E assim como a política a economia e a religião hoje, graças a Deus, conversamos banalmente sobre eles, e por mais que sejam assuntos corriqueiros, sempre serão pessoais e nunca haverá padronização, certo ou errado sobre eles. Então fale, faça, mas por você, da forma que você acha certa.
DeGrInGoLaNdO...
Sem atenção
Sem intenção.
Sem a pretensão de ter atenção aos que ela encanta pela intenção de não ser.
Cheia de cores,
Cheia de sons,
Cheia de risos.
Cheia de cores que os sons pintam em sorrisos que só ela sabe dar.
Sem coerência,
Sem paciência
Sem se importar.
Sem coerência ou paciência pra se importar por quem não faz seu mundo girar.
Cheia de garra,
Cheia de marra,
Cheia de tesão.
Cheia de garra e marra só pra dar mais tesão ao olhar.
Sem “dedos”,
Sem freios,
Sem meios.
Sem dedos e freios sem meios termos.
Cheia de vida
Sem ser despercebida
Cheia de força.
Sem silêncios
Cheia de prismas
Sem mentiras.
Cheia de muros
Sem barreiras,
Cheia de teias.
Sem saber,
Cheia de querer,
Sem vergonha!
Sem degringolar
Cheia de gringolices,
Ela é verbo,
Ela é Larissa.
CoM[eNdO]...
Sentir seu cheiro,
Sentir suas dores e gozar de seus amores.
Quero andar em suas curvas,
Descobrir suas cores,
Quero lamber seu mel,
E me embriagar do seu fel
Eu a quero por completo,
Quero como amante,
Como mãe, mulher e irmã.
Quero como quem tem fome,
Quero sem nome, sem sobrenome,
Sem títulos, sem roupa
Te quero nua.
Crua.
Te quero casa,
Como quem mora na rua.
Te quero berço.
Eu quero como criança quer,
Sem pretensão,
Com intenção
Eu quero por vontade.
Te quero por necessidade.
Te quero cidade.
mUdAnçA...
Ato.
Consumado,
Consumido,
Sumido e invertido.
Agora é dia,
Nostalgia.
Melancolia,
Alegria,
É neoplasia e alegoria.
Agora é novo.
Ovo.
Movo,
Ando,
Descubro e cuido.
Agora é realização.
Inovação.
Manutenção,
Declaração,
Atuação e intuição.
Agora é paixão.
Troca,
Dor,
Amor,
Sentimentos e momentos.
Agora é Porto Alegre.
PrImEiRoS eNcOntRoS = PrImEiRaS cOnClUsÕeS...
- O menino que voa também sabe sonhar.
E a peculiaridade agora está na doçura.
-É novo o doce.
E a vontade de não querer é o que faz desejar...
Necessária surpresa:
- O menino que dança com vento também domina o fogo.
E a sensatez é sonho acordado.
terça-feira, 6 de julho de 2010
TrAnSgLuTaMiNaÇãO...
domingo, 4 de julho de 2010
fAsE nOvA...
Aprendendo o novo...
Andando por noites mais densas,
Por ruas com mais histórias,
Calçadas com menos glórias...
Fase nova.
Frenquentando lugares onde o chão é de sapatos e o ceu é de flores...
Voando por ares mais coloridos...
Escalndo tecidos,
Brincando com risos,
Fase nova,
Olhando o novo...
Chegando onde sei que é começo...
Chegando como sei que não vou ficar,
Com quem eu sei que vou levar...
Fase nova.
Sentindo o novo...
Endereço novo...
Berço novo...
Sopa nova...
Fase nova.
Eu novo,
Eu de novo,
Eu velho,
Eu saindo do ovo...
Fase nova, que bom!
sexta-feira, 2 de julho de 2010
nAmOrO?
É cedo, mas a vontade é maior que o tempo.
É tempo, mas podia ser martírio.
Podia ser perda,
Mas agora ainda é tempo
E depois quando for história, será glória.
Quando for pedido, será sim.
Eu não acho cedo,
Mas acho caminhos em curvas
Que a luz não vê
Que a noite não esconde,
Eu me acho em caminhos que gozo em caminhar.
Está tarde e talvez seja tarde para ser cedo.
Talvez seja apenas medo.
E ainda será tempo,
Então sim.
dOrMiR sEm VoCê...
E a sua falta preenche esse vazio,
Te procurar é em vão.
Você não está em outro lugar se não meus pensamentos,
Meu coração.
Sem você não tenho o sono de quem velar
E não tenho porque tentar dormir,
Mas me falta o encaixe certo,
O peso exato da perna
O braço que abraça,
A mão pra segurar,
Me falta o compasso da respiração
O ar quente
Me faltam os beijos,
As lambidas.
Me falta você.
Dormir sem você é em vão.
terça-feira, 15 de junho de 2010
pEdAçOs De Um GrAnDe VôO...
"Pro alto, PRO ALTO!"
"Mais alto, BEM MAIS ALTO!"
Eu quis novos horizontes,
Quis novos sentimentos,
Velhas sensações.
Eu quis querer sem esconder...
Eu quis vento que corta,
Cores que dão luz,
Palavras que me calasse...
Quis medo que fugisse...
Segurança que só vôos altos podem dar...
Eu quis dançar com o ar,
E quis roubar o poeta que traduziu o que sinto:
"Para minha liberdade, bastam tuas asas..."
"Pro alto, MAIS ALTO CORAÇÃO!"
Eu tanto quis
Que de repente,você...
Eu quis ir além,
Quis ir mais alto,
Porque céu só é limite pra quem não tem motivos pra ir além,
Pra quem não tem companhia pra ir mais alto.
Então eu tanto quis que agora o tenho,
"E no mais, estou indo embora!!!"
dO tEmPo FuTuRo...
E sentir o frio da noite cortar minhas certezas vãs.
Um dia vou ouvir o que disseram os que não sabiam como pedir.
E vou entender o que não posso mudar,
Um dia vou fingir estar fingindo.
E vou ser eu como sou no meu quarto,
Como sou no meu quinto, como sou por inteiro.
Um dia vou deixar amanhecer,
E não vou temer pelo que se perde com o sol.
E um dia vou viver sem pressa, sem espera.
Um dia vou só fazer o que quero
O que espero que você me faça,
Um dia vou ser traça, e não vou duvidar da massa,
E nem vou desistir de ser caça...
Um dia vou ser solto,
E vou rodar até ver mundo parar,
Um dia vou cair, mas eu já saberei como levantar.
Vou ser criança,
E vou saber como curar as feridas.
Um dia vou ver mais que a realidade,
E andar em destroços de castelos que construí pra caírem,
Um dia vou controlar e descontrolar meus sentimentos,
E vou aproveitar.
Vou distrair.
Um dia vou constranger os imorais
E cegar os visionários
Um dia eu vejo tudo acabar
E aí começo de novo, só pra variar.
Um dia você vai entender do tempo como eu,
E aí, quando tudo estiver acabando e você continuar andando,
Você vai saber que agora é a hora de viver,
E vai saber que um dia nunca vai chegar porque ele está passando.
mE bAtA fOrTe...
Me afaste do que for morte.
Deixe marcas,
Doa com vontade,
Dê vivacidade.
Me bata forte,
Bata pra aprender,
Pra parar de doer.
Me bata forte,
Bata pra ensinar,
Pra me deixar sem saber.
Me bata forte pra voltar a ter
Pra voltar a perder
Pra dominar e esquecer
Me bata forte pra deixar marcas,
Pra fazer prazer,
Bata pra sentir e insistir
Pra ser livre e desistir
Me bata forte pra voltar a viver.
Me bata forte porque tua função é bater,
Nunca apanhar.
Me bata forte porque apanhar de você me faz crescer,
Lembranças são histórias, e delas eu preciso.
Me bata forte coração,
Porque eu não quero vida pela metade,
Eu não quero migalhas.
Me bata forte porque eu quero verdade,
Não quero quase, nasci pra ser intensidade.
Me bata forte,
De você eu quero atitude, emoção,
Eu quero marcas
Me bata forte coração.
Me dê motivos.
Tua função é bater, é doer,
Minha função é aprender, é viver.
Então me bata forte coração...
quarta-feira, 9 de junho de 2010
gRiToS dE siLêNcIo...
Gritar com todas as minhas forças,
Gritar barbaridades que não ouso pronunciar.
Às vezes eu quero gritar!
Gritar amores, dores e horrores que cultivo,
Gritar medos e anseios de coisas que nem sei.
Às vezes eu quero gritar!
Gritar verdades e intimidades que desprezo,
Gritar só pra sentir uma liberdade que acho que perdi sem ganhar.
Às vezes eu preciso gritar!
Gritar sacanagens que não fiz,
Gritar vontades que não tive.
Às vezes eu preciso gritar!
Gritar mentiras que não criei, fábulas que inventei,
Gritar finais que não quis viver, mas precisei.
Às vezes eu preciso gritar!
Gritar ventos que não prendi, gostos que não provo mais;
Gritar cheiro que a saudade ainda me faz sentir.
Às vezes eu tento gritar...
Gritar simplesmente por necessidade
Gritar pra me libertar.
Às vezes eu tento gritar...
Gritar por que falar dói,
Gritar porque preciso ser ouvido.
Às vezes eu tento gritar...
Gritar porque esse é o curso natural do tempo que não controlo,
Gritar porque não sei o que fazer.
Às vezes eu quero gritar porque não sei o que fazer.
Às vezes eu preciso gritar porque não há outra coisa a fazer.
Às vezes eu tento gritar, mas meu silêncio não deixa...
Às vezes eu grito pra saber que não estou mudo,
Às vezes eu só consigo gritar porque o silêncio vai me ensurdecer,
Às vezes eu grito pra ter certeza de que o mundo está surdo.
Às vezes eu só tento, quero, preciso, mas não consigo gritar...
eXpLiCaNdO...
Todo esse tempo em que eu fiquei sem postar qualquer coisa que fosse infelizmente não me foi um tempo de silêncio. Talvez porque o silêncio seja uma grandeza a qual não me satisfaça; talvez porque eu tenha muito a ser regurgitado em versos; talvez, porque minha maturidade me ensinou que ainda sou imaturo a ponto de gritar poesias e sentimentos mascarados em metáforas reveladoras; talvez porque simplesmente não era meu tempo de calar.
O fato é que esse foi tempo de falar de mim, para mim. Foi tempo de produzir e digerir coisas que eu não sei como deixo escapar, tempo em que nem tudo foi bom, mas eu aprendi. Tempo de ouvir a voz fraca da minha verdade sangrante. O fato é que algumas das minhas verdades continuarão escondidas em noites de segredos, em madrugadas de pensamentos pretensiosamente pequenos, enquanto outros são pensamentos pretensiosamente pequenos que nasceram de coisas que achei digno dividir, pensamentos e verdades que achei que seria prazeroso dividir, e é claro: surgiram pensamentos e verdades que eu acho que são necessárias de serem divididas.
Mas não se iludam. Não creio que alguém consiga identificar mudanças drásticas na minha forma de escrita, e da mesma forma não esperem mais verdade em minhas linhas tortas, é impossível ser mais verdadeiro do que já tenho sido em cada uma das minhas palavras, a verdade sempre foi uma arma da qual me vali, mesmo que ela, a verdade, estivesse escondida nas metáforas que gosto de ver sendo interpretadas.
Também não se decepcionem meus caros, eu vos darei meu maior aprendizado nesse tempo de falar ao meu próprio coração: eu dividirei minha sutileza e transparência comigo e minha permissividade em sentir, sem medo. Estou escrevendo pra mim, às vezes de mim, mas acima de tudo com a vontade de ser meu, de ser eu. E conforme eu já havia me prometido: se for pra amar que seja muito, e se depois for pra quebrar a cara e doer, que eu quebre muito a cara e que doa muito, mas que eu viva, que eu sinta, que eu me permita além de querer, além de sonhar, que eu me permita viver, e é isso que estarei dividindo nesse novo tempo, estarei pretensiosamente dividindo intensidade e verdade, e às vezes intensidade e verdade parecerão pequenas, e de fato realmente serão, mas ainda assim continuarão sendo intensidade e verdade.
Resumindo meus caros, aqui está a primeira divisão: a vida é simples! Então viva!
segunda-feira, 3 de maio de 2010
aNdO...
Cessar a insistência,
Ouvir e aprender com a desistência.
Ando meio estagnado em um ponto de partida que se partiu,
Que se quebrou, e que não bati, não derrubei.
Mas que ferido, abriu os olhos.
Ando parado em lugar de corrida.
Talvez eu tenha falado de mais, esperado de mais,
Me entregado de mais,
Ou talvez não.
Não fiz nada de mais!
Fiz tudo na medida,
No tamanho e tempo exato da minha vez,
Da minha voz,
Da minha vida.
Fiz o que o sentimento que era meu compassou.
O que perdi: é ferida que me fará crescer.
O que ganhei: é troféu que escondo onde só eu entendo.
Não fiz por mim,
Não fiz por mal,
Fiz por amor,
Eu amo o amor, talvez, mais que o próprio amante.
Ando precisando tirar os óculos e ver melhor.
Ando precisando me desfazer de velhos novos hábitos que roubei por necessidade.
Ando precisando calar a voz e largar o verbo.
Estou precisando deixar coisas presas em mim
Liberdade de mais, é libertinagem.
E sozinho sou formação de quadrilha,
Sou inimigo constante.
Sozinho sou batalha sem fim.
Mas guerrear é preciso.
Preciso apanhar para aprender a bater.
Precisei confiar, pra saber desconfiar de mim.
E ando precisando precisar,
E quem sabe aprender a não ter.
Ando precisando aprender com a necessidade.
Ando precisando calar,
Prender o verbo pra poder me ouvir melhor...
Ando precisando de mim puro, cru, totalmente despido.
Ando meio parado.
Meio estragado.
E certo ou errado,
(coisa que vou avaliar, doer e aprender com o tempo)
E sem suas mãos, sem sua direção.
Mas pelo menos ando...
segunda-feira, 26 de abril de 2010
bLoG mEu, TeXtOs De QuEm EsCrEvE mElHoR dO qUe Eu...
Ausência.
cabeça nos livros.
períodos de versos vazios.
tempo de miente cheia.
MÉRITOS E LOUVORES ao autor: Douglas Ramos Marques.
terça-feira, 20 de abril de 2010
tEmPo...
“ O tempo é dinheiro”
“O tempo é remédio para a alma”
“O tempo é...”
O tempo é ilusão que criamos para nos ater a coisas que não dominamos,
É desculpa que encontramos fácil.
Não; o tempo não é marcação, ele é escudo.
O tempo não tem horas, tem cicatrizes.
Tem história.
O tempo é ladrão,
Nos rouba o amor, faz prolongar a dor.
O tempo é mentira: “Não posso te amar a tão pouco...” “Tempo.”
Tempo é prece, é repetição,
Tempo é dominação das vontades: “Não posso”, “Não devo”
Dane-se o tempo: “Eu quero!”
Tempo é necessidade,
Tempo não é idade, ele dá experiência.
É mortandade, mata os sonhos.
Tempo é piada, é mal necessário,
Preciso do tempo.
Preciso contar os dias pra te impressionar com o tal “tempo que te amo.”
E não importa quanto tempo dure,
Eu encontrei no tempo um aliado,
Encontrei no tempo um novo estado.
Estado de espera.
Maior que o tempo, tenho a vontade.
E que dure dias, anos,
Ou que se acabe com o findar desse dia que há tempos ainda vivo...
E no tempo estará estampada minha necessidade de contabilizar o amor que não sei medir.
Tempo é ter você no coração, na mente, mas não ao alcance das mãos.
Tempo pode ser decepção, contradição.
Mas pra mim tempo é fabula, é fim de livro.
Tempo é saber que por agora estou atrasado,
Então vou indo...
nOiTeS dE tErÇa...
Que os beijos pareceram eternos.
Mãos afoitas.
Respiração ofegante.
O mesmo descompasso.
Falamos o que não devíamos,
Ouvimos apenas o que queríamos.
Pagamos a preço maior o sentimento que não dominávamos.
Conspiramos teorias só nossas.
Casamos sem dizer sim.
E falamos o que podíamos,
Falei de mim,
Te dei o que tinha.
E a noite está condenada a ser só tua,
Assim como a lua que te dei sem que me pertencesse.
Sonhei sonhos que achava não querer,
Falei dos meus medos, dos teus dedos.
“-Os teus dedos...”
Encontrei tua mão...
Você está certo, somos dois.
Dois falando, dois dançando com ilusões.
Nos aproveitando, enganando o tempo.
Falamos o que não devíamos.
Falei de paz.
E quando escutei demais, meus lábios calaram a voz.
Meus olhos gritaram um “eu te amo” que só teu coração podia entender.
Fizemos dos sorrisos a gorjeta que a vida merecia.
Falei o que queria com os olhos, com as mãos, com o coração.
Com a voz,
Calei.
31/03/2010.
sexta-feira, 16 de abril de 2010
nÃo Me FaLe dE fLoReS mOrTaS...
Não me conte de batalhas perdidas,
Com você eu sinto branco,
Eu visto vermelho eu vejo tudo azul.
Não me fale em tempo,
Não reclame de marcas,
Com você eu tenho história,
Eu vivo memórias.
Não me faça calor,
Não me deixe sem sol, sem chuva,
Não regre, não me negue, me regue, me reggae
Você é minha tarde ensolarada de segunda-feira.
Não me desista,
Deixa acontecer, deixa pra lá, não tenho nada pra fazer
Por você posso esperar,
Com você eu quero ficar...
Não me deixe sem luz
Mas continue me roubando o chão.
Me tirando pra dançar,
Me deixando sem ar, me beijando na esquina, ou em qualquer bar...
terça-feira, 13 de abril de 2010
NúMeRoS pRiMoS...
VIDA IRREAL: Gostei...
Ainda gosto de números impares, acho que o problema foi o medo de não saber lidar com a solidão de ser dois...
HOJE: Ma eu juro: Aprendo rápido!
pReCeS...
Eu não preciso dele, MAS O QUERO!
Ele me amava hoje,
Eu precisava da eternidade pra viver.
Nossos corações batem juntos em abraços apertados.
Eu ando sem destino,
Ele conhecia o caminho que me conduzia.
Eu queria voar,
E ele me tirou pra dançar.
Nossos corações batem juntos em abraços apertados.
Ele pedia confiança,
E eu, esperança.
Ele é forte
E eu sem norte, sem corte.
Nossos corações batem juntos em abraços apertados.
Eu uso óculos,
Mas ele enxerga de perto.
Eu gostava de abraçar
E ele me ensinou.
Nossos corações batem juntos em abraços apertados.
Hoje,
Amanhã.
Hoje,
Sempre?
Nossos corações batem em abraços apertados.
Nossos corações batem...
domingo, 11 de abril de 2010
NãO tEnHo oLhOs VeRdEs...
A verdade é que eu nunca havia olhado tanto pra mim como quem descobriu que eles são azuis com nuanças de amarelo...
Talvez nunca tivesse um motivo para manter-los parados, como o da presença que me deste.
sábado, 10 de abril de 2010
LâMiNa...
O ódio que cerca, não está mais sozinho.
E eu? Eu ainda passarinho.
Tive razões, e perdi cada uma delas.
Tive medo e ainda tenho.
Andei por entre sonhos e acordei,
Fiz acordos e me arrependi.
Não abri mão, mas desisti de lutar.
Eu quis o sangue e chorei.
Eu sonhei com noites em dias ensolarados,
E às vezes, aflito, perdi o sono junto com os sonhos.
Mas e minhas asas? Ainda batem.
Me joguei, me lancei de cabeça.
Fui inteiro, sou pequeno.
A mão que hoje afaga, já bateu,
E o contrário é verdadeiro.
Mas eu às vezes minto.
E meus vôos? Esses me levam por aí...
Passeando ao longe, sempre voltando pra perto.
Sempre sendo deserto.
Acariciando mordidas e escondendo feridas.
Sempre assim, sempre mais de mim.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
PrEvIsÕeS e CERTEZAS!!!!
Terça-feira 29/03/2010: Hoje eu te amo...
Quarta-feira 30/03/2010: Máx. de 32º, tempo estável
Quarta-feira 30/03/2010: Ainda te amo...
Quinta-feira 01/04/2010: Máx. de 28º, dia nublado.
Quinta-feira 01/04/2010: Dois dias e conforme o prometido, ainda te amo...
Sexta-feira 02/04/2010: Máx. de 33º sol com nuvens no fim do dia.
Sexta-feira 02/04/2010: Eu te amo!
...
Sexta-feira 23/04/2010: ...
Sexta-feira 23/04/2010: Desesperadamente eu te amo mais!
...
Quinta-feira 29/04/2010: ...
Quinta-feira 29/04/2010: Te amo...
...
Quarta-feira 29/09/2010: ...
Quarta-feira 29/09/2010: Feliz por te amar tanto!
...
Terça-feira 29/03/2011: ...
Terça-feira 29/03/2011: Um ano e o amor é tão vivo como na primeira noite, porém maior.
...
Eternidade: ...
Eternidade: Sigo te amando...
oS dEdOs DeLe...
Nunca antes eu vira tanta destreza encontrar,
Tanta beleza em apenas dez.
Nunca antes havia sido tomado por tanta intensidade no desejo.
Desejo.
Eram dedos que me tomavam de encanto,
Sedução exposta em segredos de palma de mão.
Eram dedos que acariciavam minha noite,
Que encontravam caminho em meu rosto escuro,
Dedos que moldavam meus pensamentos.
Nunca antes eu presenciara tamanha ansiedade em possuir,
E nunca tivera eu, tanta vontade de ser possuído.
Eram dedos que encontravam a beleza exata do segurar a liberdade em deixá-la ir.
Os dedos de Dele falavam,
Eram eloqüentes como noite em que nossos corações pulsavam juntos.
Expressavam poesias que seu corpo insistia em exalar,
Cantavam um amor que só o silêncio pode conhecer.
E eu; ali, encantado com tamanha formosura,
Aprisionado pela dança dos dedos de Dele,
Livre em sua teia, cadeia de portas abertas,
Ninho secreto.
Voltando ao lugar de onde nunca saíra ou estivera.
Os dedos de Dele me levavam,
Me sentiam.
Eram belos, eram vivos, eram nus.
Os dedos de Dele eram parte de uma fantasia
Que presente não era só minha,
Mas que não dividia, era fantasia que acrescia.
Que crescia e me fazia como agora, feliz.
aBrAçOs...
Eu aprendi...
E você sabe qual é a forma certa de abraçar?
Eu também aprendi...
Só PoR hOje!!!!
“Hoje eu te amo... Sim; Hoje! Eu posso encher a boca e dizer que te amo hoje...”.
É óbvio que uma “bomba” dessas vem acompanhada de uma explicação plausível e merecida; uma explicação que aquieta o coração que acaricia a alma e faz com que, mesmo os lábios se recusando a dizer, o coração faça os olhos gritarem:
“... por hoje eu também te amo...”.
Considerações a parte, eu sei que pode parecer assustadoramente inatendível o fato de aceitar um amor com hora marcada pra acabar, mas quando se sabe que a verdade está tão presente naquele momento quanto o amor, não só se aceita como se retribui da mesma forma, e quando nos permitimos (experiência própria) o dia acaba tendo mais tempo do que estamos acostumados, acaba podendo durar uma vida, eu mesmo ainda vivo naquele dia onde dei uma lua que não me pertencia a quem já me tinha...
LíNgUa...
Desaprendida de sua breve sabedoria.
Iludida em seu querer.
Depois que me tiraste os pés do chão,
Que dançaste comigo quando o silêncio era única música,
Ela decidiu esperar,
E ela soube: seria para sempre tua.
Depois que os abraços foram apertados,
Que os olhares gritaram segredos que os lábios queriam esconder,
E que teu coração bateu forte junto com o meu,
Ela quis calar, mas ainda sussurra teu nome.
Depois que te beijei, que havia encontrado,
E ela sabe que não haverá outra,
Depois que te encontrei minha língua soube, que, outra língua não vai querer...
FiCaR sEm VoCê...
E meu coração sem forças, sem motivos...
Tenho sentido meus medos sem controle,
Meu corpo sem domínio,
Tenho sentido meus dias sem luz
Meu sol sem calor,
Tenho sentido falta de você,
Do seu cheiro de poesia,
Do gosto de sobriedade,
Da sua voz macia;
Faltas dos abraços sem fim.
Das mãos quentes
Do coração que bate, mas que não faz doer.
Tenho sentido falta das noites com a tua lua.
Da noite com os teus beijos,
Das conversas,
Falta das caminhadas sem destino,
Das caminhadas apenas com intenção.
Tenho sentido falta de você
Falta do que eu sei que sou ao teu lado...
Nunca alguns dias foram tão longos,
Nunca uma falta foi tão dolorida,
Mas também, nunca amei tanto alguém na vida...
MeDoS...
Sei que você é real.
Tenho medo de dormir,
E não saber o quanto você ainda vai me querer.
Tenho medo de você perceber, talvez, não me amar.
eStÁ aLi...
Entre a vinca do sorriso e a covinha que encanta.
É maior que o espaço comporta,
Mas não se importa; se esconde ali.
Não faz moradia, encontra abrigo.
Tem alguma coisa que faz,
Algum motivo que traz,
Tem gostinho de quero mais.
Está ali!
Eu sei que encontrei,
Guardado entre o “quero mais” e o “eu, de novo aqui?!”
Eu sei que está ali.