sexta-feira, 13 de agosto de 2010

Às vezes...

Às vezes eu queria sentar, sentir e escrever,
E às vezes eu queria só apagar...
Às vezes eu queria dividir,
Sonhar verbos e acordes de cores que não sei criar.
Às vezes eu queria precisar, ter a noção exata do tamanho,
Ter a roupa certa, pra depois tirar.
Queria às vezes me atirar, mas sem ferir.
Às vezes queria chorar, doer de tanto rir e depois?
Depois não sei, estou falando em passado.
Estou falando de "às vezes..."
Mas também estou falando em estado de espírito,
De nascer do vento, de crescer com a lua e queimar com o sol.
Estou falando em santidade, em meias verdades,
Falando das virgens que me disseram não poder terem filhos.
Eu falo em estrada,
Em partida.
Falo de mudança.
Eu falo em dançar.
Eu falo em ficar e ouvir.
Eu me permitir...

Quase tudo...

Hoje tudo cantou,
O vento na minha rua fez música sombria e fria.
A flauta do sexto andar fez música dançar.
A chuva fez música para a alma lavar.
Às luzes na rua molhada fez música pingar...
Hoje quase tudo cantou, porque eu me dei ao prazer de silenciar e ouvir...

quarta-feira, 21 de julho de 2010

CoN[vErSaNdo]...

Política, religião, economia e graças a Deus sexo! Sim, graças a Deus, porque os tempos mudaram e falar sobre tudo inclusive particularidades pessoais e alheias não só é aceitável e comum, mas também, de certa forma esperado por todos. Obviamente que não me faço de rogado e com todo o prazer que a fala me dá, usufruo dos assuntos que a banalidade me oferece.
Há algumas noites estava eu conversando com uma amiga quando o assunto em voga de repente se tornou o sexo, foi aí que ouvi a célebre frase que para ela, era no fundo quase uma filosofia de vida:

“-Sexo de manhã não, né Ton?! Sem condição...”
Na hora em meio a risos questionei:
“-Como assim? Mas e se você tiver tesão?”
“-Não Ton, de manhã não tem como dar tesão...”

Risos a parte, e sem saber se entendi; respeitei, afinal, cada um com suas particularidades...
O fato é que pra mim sexo não é ato cronológico.
Sexo pra mim é sentimento atemporal, é desejo de dois em um. Não sinto tesão necessariamente pela manhã, a tarde ou a noite; não sinto tesão de forma programada nos sábados ou vésperas de feriados. Sinto tesão enlouquecedora quando sinto o cheiro de quem me vê por inteiro, quando meus olhos encontrão razão para estarem azuis; sinto tesão quando sinto a língua que eu desejo percorrendo de forma marota minha nuca e morrendo molhada em mordidas na minha orelha, sinto tesão quando a doçura de um abraço apertado e sem espaço pela quantia de amor que carrega me faz entender que “fazer sexo” pode sim ser, o antes temido “fazer amor”. Sinto tesão quando aquele cheiro que me consola se mistura ao meu, quando o meu berço que é meu terço se faz viva, se faz vida em mim, sinto tesão quando a saudade me faz entender que o que procuro só está em um lugar, em uma pessoa, sinto tesão quando entendo uma única pessoa é a forma certa de encaixe que tenho. Sinto tesão quando de maneira sábia, sóbria e certa concluo que sexo com quem se namora é infindavelmente vezes melhor do que sexo casual, infinitamente vezes melhor que sexo por “simples” atração física. E quer saber?! Sexo casual ou pela “simples” atração física não é errado ou certo. Não cabe a mim julgar em outros os atos e fatos que já fiz (procuro não ter julgamentos, embora às vezes perseguido por eles, procuro sim ter conclusões, e essa é uma delas: sexo com quem namoramos é melhor!).
Resumindo: sexo é bom, eu gosto e é pessoal a dois. E assim como a política a economia e a religião hoje, graças a Deus, conversamos banalmente sobre eles, e por mais que sejam assuntos corriqueiros, sempre serão pessoais e nunca haverá padronização, certo ou errado sobre eles. Então fale, faça, mas por você, da forma que você acha certa.

DeGrInGoLaNdO...

Sem pretensão,
Sem atenção
Sem intenção.
Sem a pretensão de ter atenção aos que ela encanta pela intenção de não ser.

Cheia de cores,
Cheia de sons,
Cheia de risos.
Cheia de cores que os sons pintam em sorrisos que só ela sabe dar.

Sem coerência,
Sem paciência
Sem se importar.
Sem coerência ou paciência pra se importar por quem não faz seu mundo girar.

Cheia de garra,
Cheia de marra,
Cheia de tesão.
Cheia de garra e marra só pra dar mais tesão ao olhar.

Sem “dedos”,
Sem freios,
Sem meios.
Sem dedos e freios sem meios termos.

Cheia de vida
Sem ser despercebida
Cheia de força.

Sem silêncios
Cheia de prismas
Sem mentiras.

Cheia de muros
Sem barreiras,
Cheia de teias.

Sem saber,
Cheia de querer,
Sem vergonha!

Sem degringolar
Cheia de gringolices,
Ela é verbo,
Ela é Larissa.

CoM[eNdO]...

Quero tê-la,
Sentir seu cheiro,
Sentir suas dores e gozar de seus amores.
Quero andar em suas curvas,
Descobrir suas cores,
Quero lamber seu mel,
E me embriagar do seu fel
Eu a quero por completo,
Quero como amante,
Como mãe, mulher e irmã.
Quero como quem tem fome,
Quero sem nome, sem sobrenome,
Sem títulos, sem roupa
Te quero nua.
Crua.
Te quero casa,
Como quem mora na rua.
Te quero berço.
Eu quero como criança quer,
Sem pretensão,
Com intenção
Eu quero por vontade.
Te quero por necessidade.
Te quero cidade.

mUdAnçA...

Agora é fato.
Ato.
Consumado,
Consumido,
Sumido e invertido.

Agora é dia,
Nostalgia.
Melancolia,
Alegria,
É neoplasia e alegoria.

Agora é novo.
Ovo.
Movo,
Ando,
Descubro e cuido.

Agora é realização.
Inovação.
Manutenção,
Declaração,
Atuação e intuição.

Agora é paixão.
Troca,
Dor,
Amor,
Sentimentos e momentos.

Agora é Porto Alegre.

PrImEiRoS eNcOntRoS = PrImEiRaS cOnClUsÕeS...

Grata surpresa:
- O menino que voa também sabe sonhar.
E a peculiaridade agora está na doçura.
-É novo o doce.
E a vontade de não querer é o que faz desejar...
Necessária surpresa:
- O menino que dança com vento também domina o fogo.
E a sensatez é sonho acordado.

terça-feira, 6 de julho de 2010

TrAnSgLuTaMiNaÇãO...

Como começar?
Começar como se começa.
Com sedução,
Com junção,
Com troca,
Com dois ou mais,
Começar com os tais iguais,
Com os diferentes,
Atraentes por lei, química, física e matématica.
Começar atraente por poesia.
Por leite e mel...
Começar separado,
Embolado,
Começar com água.
Com mãos afoitas,
Sedentas por conhecer,
Por tecer.
Começar com movimentos únicos
Com idas e vindas que não têm pretenção de sair do lugar
Começar com idas, vindas e vidas nas mãos.
Dedos que dançam em braco que vai clarear.
Com mãos que vão acarinhar, bater, rasgar...
Com mãos que que não fazem mais do que força por amar.
E o impacto formará um.
Começar porque justifica o fim.
Começar com mãos porque logo o corpo estará em movimento.
Logo a dança será de alma.
E o branco será claro como dia que se fará em mim.
E o que antes era separado agora só se vê um.
Respiração ofegante!
Idas e vindas, e o mesmo lugar porque ninguém iria querer fugir daquele prazer.
Eu observo,
Eu absorvo,
Aprendo e sorvo olhares que me dão.
Olhares que são o fim desse destino de lugar marcado,
De chance escolhida.
"Tomai todos e comei...
Fazei isso em memória de mim!"
Comei!
Comei em memória de mim!
Porque o pão feito é ritual que grita sentimentos pra mim.
É sentimento em mim.
Movimentos que dito em mim...
Agora vou comprar flores,
Depois vou comer.
E só então saber.

domingo, 4 de julho de 2010

fAsE nOvA...

Fase nova.
Aprendendo o novo...
Andando por noites mais densas,
Por ruas com mais histórias,
Calçadas com menos glórias...
Fase nova.
Vivendo o novo...

Frenquentando lugares onde o chão é de sapatos e o ceu é de flores...
Voando por ares mais coloridos...
Escalndo tecidos,
Brincando com risos,
Fase nova,
Olhando o novo...
Chegando onde sei que é começo...
Chegando como sei que não vou ficar,
Com quem eu sei que vou levar...
Fase nova.
Sentindo o novo...
Endereço novo...
Berço novo...
Sopa nova...
Fase nova.
Eu novo,
Eu de novo,
Eu velho,
Eu saindo do ovo...
Fase nova, que bom!

sexta-feira, 2 de julho de 2010

nAmOrO?

Está tarde e ainda é cedo.
É cedo, mas a vontade é maior que o tempo.
É tempo, mas podia ser martírio.
Podia ser perda,
Mas agora ainda é tempo
E depois quando for história, será glória.
Quando for pedido, será sim.
Eu não acho cedo,
Mas acho caminhos em curvas
Que a luz não vê
Que a noite não esconde,
Eu me acho em caminhos que gozo em caminhar.
Está tarde e talvez seja tarde para ser cedo.
Talvez seja apenas medo.
E ainda será tempo,
Então sim.

dOrMiR sEm VoCê...

Eu sinto seu cheiro pela casa.
E a sua falta preenche esse vazio,
Te procurar é em vão.
Você não está em outro lugar se não meus pensamentos,
Meu coração.
Sem você não tenho o sono de quem velar
E não tenho porque tentar dormir,
Mas me falta o encaixe certo,
O peso exato da perna
O braço que abraça,
A mão pra segurar,
Me falta o compasso da respiração
O ar quente
Me faltam os beijos,
As lambidas.
Me falta você.
Dormir sem você é em vão.

terça-feira, 15 de junho de 2010

pEdAçOs De Um GrAnDe VôO...

Eu quis voar,
"Pro alto, PRO ALTO!"
"Mais alto, BEM MAIS ALTO!"

Eu quis novos horizontes,
Quis novos sentimentos,
Velhas sensações.
Eu quis querer sem esconder...

Eu quis vento que corta,
Cores que dão luz,
Palavras que me calasse...
Quis medo que fugisse...
Segurança que só vôos altos podem dar...

Eu quis dançar com o ar,
E quis roubar o poeta que traduziu o que sinto:
"Para minha liberdade, bastam tuas asas..."
"Pro alto, MAIS ALTO CORAÇÃO!"
Eu tanto quis
Que de repente,você...

Eu quis ir além,
Quis ir mais alto,
Porque céu só é limite pra quem não tem motivos pra ir além,
Pra quem não tem companhia pra ir mais alto.
Então eu tanto quis que agora o tenho,
"E no mais, estou indo embora!!!"

dO tEmPo FuTuRo...

Um dia vou andar descalço,
E sentir o frio da noite cortar minhas certezas vãs.
Um dia vou ouvir o que disseram os que não sabiam como pedir.
E vou entender o que não posso mudar,
Um dia vou fingir estar fingindo.
E vou ser eu como sou no meu quarto,
Como sou no meu quinto, como sou por inteiro.
Um dia vou deixar amanhecer,
E não vou temer pelo que se perde com o sol.
E um dia vou viver sem pressa, sem espera.
Um dia vou só fazer o que quero
O que espero que você me faça,
Um dia vou ser traça, e não vou duvidar da massa,
E nem vou desistir de ser caça...
Um dia vou ser solto,
E vou rodar até ver mundo parar,
Um dia vou cair, mas eu já saberei como levantar.
Vou ser criança,
E vou saber como curar as feridas.
Um dia vou ver mais que a realidade,
E andar em destroços de castelos que construí pra caírem,
Um dia vou controlar e descontrolar meus sentimentos,
E vou aproveitar.
Vou distrair.
Um dia vou constranger os imorais
E cegar os visionários
Um dia eu vejo tudo acabar
E aí começo de novo, só pra variar.
Um dia você vai entender do tempo como eu,
E aí, quando tudo estiver acabando e você continuar andando,
Você vai saber que agora é a hora de viver,
E vai saber que um dia nunca vai chegar porque ele está passando.

mE bAtA fOrTe...

Me bata forte,
Me afaste do que for morte.
Deixe marcas,
Doa com vontade,
Dê vivacidade.
Me bata forte,
Bata pra aprender,
Pra parar de doer.
Me bata forte,
Bata pra ensinar,
Pra me deixar sem saber.
Me bata forte pra voltar a ter
Pra voltar a perder
Pra dominar e esquecer
Me bata forte pra deixar marcas,
Pra fazer prazer,
Bata pra sentir e insistir
Pra ser livre e desistir
Me bata forte pra voltar a viver.
Me bata forte porque tua função é bater,
Nunca apanhar.
Me bata forte porque apanhar de você me faz crescer,
Lembranças são histórias, e delas eu preciso.
Me bata forte coração,
Porque eu não quero vida pela metade,
Eu não quero migalhas.
Me bata forte porque eu quero verdade,
Não quero quase, nasci pra ser intensidade.
Me bata forte,
De você eu quero atitude, emoção,
Eu quero marcas
Me bata forte coração.
Me dê motivos.
Tua função é bater, é doer,
Minha função é aprender, é viver.
Então me bata forte coração...

quarta-feira, 9 de junho de 2010

gRiToS dE siLêNcIo...

Às vezes eu quero gritar!
Gritar com todas as minhas forças,
Gritar barbaridades que não ouso pronunciar.
Às vezes eu quero gritar!
Gritar amores, dores e horrores que cultivo,
Gritar medos e anseios de coisas que nem sei.
Às vezes eu quero gritar!
Gritar verdades e intimidades que desprezo,
Gritar só pra sentir uma liberdade que acho que perdi sem ganhar.

Às vezes eu preciso gritar!
Gritar sacanagens que não fiz,
Gritar vontades que não tive.
Às vezes eu preciso gritar!
Gritar mentiras que não criei, fábulas que inventei,
Gritar finais que não quis viver, mas precisei.
Às vezes eu preciso gritar!
Gritar ventos que não prendi, gostos que não provo mais;
Gritar cheiro que a saudade ainda me faz sentir.

Às vezes eu tento gritar...
Gritar simplesmente por necessidade
Gritar pra me libertar.
Às vezes eu tento gritar...
Gritar por que falar dói,
Gritar porque preciso ser ouvido.
Às vezes eu tento gritar...
Gritar porque esse é o curso natural do tempo que não controlo,
Gritar porque não sei o que fazer.

Às vezes eu quero gritar porque não sei o que fazer.

Às vezes eu preciso gritar porque não há outra coisa a fazer.

Às vezes eu tento gritar, mas meu silêncio não deixa...

Às vezes eu grito pra saber que não estou mudo,
Às vezes eu só consigo gritar porque o silêncio vai me ensurdecer,
Às vezes eu grito pra ter certeza de que o mundo está surdo.

Às vezes eu só tento, quero, preciso, mas não consigo gritar...

eXpLiCaNdO...

Como diria o profeta há tempo para todas as coisas, e isso é fato.
Todo esse tempo em que eu fiquei sem postar qualquer coisa que fosse infelizmente não me foi um tempo de silêncio. Talvez porque o silêncio seja uma grandeza a qual não me satisfaça; talvez porque eu tenha muito a ser regurgitado em versos; talvez, porque minha maturidade me ensinou que ainda sou imaturo a ponto de gritar poesias e sentimentos mascarados em metáforas reveladoras; talvez porque simplesmente não era meu tempo de calar.
O fato é que esse foi tempo de falar de mim, para mim. Foi tempo de produzir e digerir coisas que eu não sei como deixo escapar, tempo em que nem tudo foi bom, mas eu aprendi. Tempo de ouvir a voz fraca da minha verdade sangrante. O fato é que algumas das minhas verdades continuarão escondidas em noites de segredos, em madrugadas de pensamentos pretensiosamente pequenos, enquanto outros são pensamentos pretensiosamente pequenos que nasceram de coisas que achei digno dividir, pensamentos e verdades que achei que seria prazeroso dividir, e é claro: surgiram pensamentos e verdades que eu acho que são necessárias de serem divididas.
Mas não se iludam. Não creio que alguém consiga identificar mudanças drásticas na minha forma de escrita, e da mesma forma não esperem mais verdade em minhas linhas tortas, é impossível ser mais verdadeiro do que já tenho sido em cada uma das minhas palavras, a verdade sempre foi uma arma da qual me vali, mesmo que ela, a verdade, estivesse escondida nas metáforas que gosto de ver sendo interpretadas.
Também não se decepcionem meus caros, eu vos darei meu maior aprendizado nesse tempo de falar ao meu próprio coração: eu dividirei minha sutileza e transparência comigo e minha permissividade em sentir, sem medo. Estou escrevendo pra mim, às vezes de mim, mas acima de tudo com a vontade de ser meu, de ser eu. E conforme eu já havia me prometido: se for pra amar que seja muito, e se depois for pra quebrar a cara e doer, que eu quebre muito a cara e que doa muito, mas que eu viva, que eu sinta, que eu me permita além de querer, além de sonhar, que eu me permita viver, e é isso que estarei dividindo nesse novo tempo, estarei pretensiosamente dividindo intensidade e verdade, e às vezes intensidade e verdade parecerão pequenas, e de fato realmente serão, mas ainda assim continuarão sendo intensidade e verdade.
Resumindo meus caros, aqui está a primeira divisão: a vida é simples! Então viva!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

aNdO...

Ando precisando calar a voz,
Cessar a insistência,
Ouvir e aprender com a desistência.
Ando meio estagnado em um ponto de partida que se partiu,
Que se quebrou, e que não bati, não derrubei.
Mas que ferido, abriu os olhos.
Ando parado em lugar de corrida.
Talvez eu tenha falado de mais, esperado de mais,
Me entregado de mais,
Ou talvez não.
Não fiz nada de mais!
Tenho certeza.
Fiz tudo na medida,
No tamanho e tempo exato da minha vez,
Da minha voz,
Da minha vida.
Fiz o que o sentimento que era meu compassou.
O que perdi: é ferida que me fará crescer.
O que ganhei: é troféu que escondo onde só eu entendo.
Não fiz por mim,
Não fiz por mal,
Fiz por amor,
Eu amo o amor, talvez, mais que o próprio amante.
Ando precisando tirar os óculos e ver melhor.
Ando precisando me desfazer de velhos novos hábitos que roubei por necessidade.
Ando precisando calar a voz e largar o verbo.
Estou precisando deixar coisas presas em mim
Liberdade de mais, é libertinagem.
E sozinho sou formação de quadrilha,
Sou inimigo constante.
Sozinho sou batalha sem fim.
Mas guerrear é preciso.
Preciso apanhar para aprender a bater.
Precisei confiar, pra saber desconfiar de mim.
E ando precisando precisar,
E quem sabe aprender a não ter.
Ando precisando aprender com a necessidade.
Ando precisando calar,
Prender o verbo pra poder me ouvir melhor...
Ando precisando de mim puro, cru, totalmente despido.
Ando meio parado.
Meio estragado.
E certo ou errado,
(coisa que vou avaliar, doer e aprender com o tempo)
E sem suas mãos, sem sua direção.
Mas pelo menos ando...

segunda-feira, 26 de abril de 2010

bLoG mEu, TeXtOs De QuEm EsCrEvE mElHoR dO qUe Eu...

Mais uma vez tomo a liberdade de roubar um excelente e postá-lo aqui, dessa vez além da perfeição dos versos eles são válidos por falarem mais de mim que eu mesmo conseguiria...


Ausência.

cabeça nos livros.
períodos de versos vazios.
tempo de miente cheia.



MÉRITOS E LOUVORES ao autor: Douglas Ramos Marques.

terça-feira, 20 de abril de 2010

tEmPo...

“O tempo é o senhor da razão”

“ O tempo é dinheiro”

“O tempo é remédio para a alma”

“O tempo é...”

O tempo é ilusão que criamos para nos ater a coisas que não dominamos,
É desculpa que encontramos fácil.
Não; o tempo não é marcação, ele é escudo.
O tempo não tem horas, tem cicatrizes.
Tem história.
O tempo é ladrão,
Nos rouba o amor, faz prolongar a dor.
O tempo é mentira: “Não posso te amar a tão pouco...” “Tempo.”
Tempo é prece, é repetição,
Tempo é dominação das vontades: “Não posso”, “Não devo”
Dane-se o tempo: “Eu quero!”
Tempo é necessidade,
Tempo não é idade, ele dá experiência.
É mortandade, mata os sonhos.
Tempo é piada, é mal necessário,
Preciso do tempo.
Preciso contar os dias pra te impressionar com o tal “tempo que te amo.”
E não importa quanto tempo dure,
Eu encontrei no tempo um aliado,
Encontrei no tempo um novo estado.
Estado de espera.
Maior que o tempo, tenho a vontade.
E que dure dias, anos,
Ou que se acabe com o findar desse dia que há tempos ainda vivo...
E no tempo estará estampada minha necessidade de contabilizar o amor que não sei medir.
Tempo é ter você no coração, na mente, mas não ao alcance das mãos.
Tempo pode ser decepção, contradição.
Mas pra mim tempo é fabula, é fim de livro.
Tempo é saber que por agora estou atrasado,
Então vou indo...

nOiTeS dE tErÇa...

Depois que as palavras cessaram,
Que os beijos pareceram eternos.
Mãos afoitas.
Respiração ofegante.
O mesmo descompasso.
Falamos o que não devíamos,
Ouvimos apenas o que queríamos.
Pagamos a preço maior o sentimento que não dominávamos.

Conspiramos teorias só nossas.
Casamos sem dizer sim.
E falamos o que podíamos,
Falei de mim,
Te dei o que tinha.
E a noite está condenada a ser só tua,
Assim como a lua que te dei sem que me pertencesse.
Sonhei sonhos que achava não querer,
Falei dos meus medos, dos teus dedos.

“-Os teus dedos...”

Encontrei tua mão...
Você está certo, somos dois.
Dois falando, dois dançando com ilusões.
Nos aproveitando, enganando o tempo.
Falamos o que não devíamos.
Falei de paz.
E quando escutei demais, meus lábios calaram a voz.
Meus olhos gritaram um “eu te amo” que só teu coração podia entender.
Fizemos dos sorrisos a gorjeta que a vida merecia.
Falei o que queria com os olhos, com as mãos, com o coração.
Com a voz,
Calei.







31/03/2010.

sexta-feira, 16 de abril de 2010

nÃo Me FaLe dE fLoReS mOrTaS...

Não me fale das flores que morreram
Não me conte de batalhas perdidas,
Com você eu sinto branco,
Eu visto vermelho eu vejo tudo azul.

Não me fale em tempo,
Não reclame de marcas,
Com você eu tenho história,
Eu vivo memórias.

Não me faça calor,
Não me deixe sem sol, sem chuva,
Não regre, não me negue, me regue, me reggae
Você é minha tarde ensolarada de segunda-feira.

Não me desista,
Deixa acontecer, deixa pra lá, não tenho nada pra fazer
Por você posso esperar,
Com você eu quero ficar...

Não me deixe sem luz
Mas continue me roubando o chão.
Me tirando pra dançar,
Me deixando sem ar, me beijando na esquina, ou em qualquer bar...

terça-feira, 13 de abril de 2010

NúMeRoS pRiMoS...

MSN: 7, 7 e 5, soma 19; é primo!

VIDA IRREAL: Gostei...
Ainda gosto de números impares, acho que o problema foi o medo de não saber lidar com a solidão de ser dois...

HOJE: Ma eu juro: Aprendo rápido!

pReCeS...

Ele precisa de palco,
Eu não preciso dele, MAS O QUERO!
Ele me amava hoje,
Eu precisava da eternidade pra viver.
Nossos corações batem juntos em abraços apertados.

Eu ando sem destino,
Ele conhecia o caminho que me conduzia.
Eu queria voar,
E ele me tirou pra dançar.
Nossos corações batem juntos em abraços apertados.

Ele pedia confiança,
E eu, esperança.
Ele é forte
E eu sem norte, sem corte.
Nossos corações batem juntos em abraços apertados.

Eu uso óculos,
Mas ele enxerga de perto.
Eu gostava de abraçar
E ele me ensinou.
Nossos corações batem juntos em abraços apertados.

Hoje,
Amanhã.
Hoje,
Sempre?
Nossos corações batem em abraços apertados.


Nossos corações batem...

domingo, 11 de abril de 2010

NãO tEnHo oLhOs VeRdEs...

Sempre pensei que meus olhos fossem verdes.
A verdade é que eu nunca havia olhado tanto pra mim como quem descobriu que eles são azuis com nuanças de amarelo...

Talvez nunca tivesse um motivo para manter-los parados, como o da presença que me deste.
...
...

sábado, 10 de abril de 2010

LâMiNa...

A lâmina que corta já não feri mais.
O ódio que cerca, não está mais sozinho.
E eu? Eu ainda passarinho.
Tive razões, e perdi cada uma delas.
Tive medo e ainda tenho.
Andei por entre sonhos e acordei,
Fiz acordos e me arrependi.
Não abri mão, mas desisti de lutar.
Eu quis o sangue e chorei.
Eu sonhei com noites em dias ensolarados,
E às vezes, aflito, perdi o sono junto com os sonhos.
Mas e minhas asas? Ainda batem.
Me joguei, me lancei de cabeça.
Fui inteiro, sou pequeno.
A mão que hoje afaga, já bateu,
E o contrário é verdadeiro.
Mas eu às vezes minto.
E meus vôos? Esses me levam por aí...
Passeando ao longe, sempre voltando pra perto.
Sempre sendo deserto.
Acariciando mordidas e escondendo feridas.
Sempre assim, sempre mais de mim.

sexta-feira, 9 de abril de 2010

PrEvIsÕeS e CERTEZAS!!!!

Terça-feira 29/03/2010: Máx. de 27º, dia de sol.
Terça-feira 29/03/2010: Hoje eu te amo...


Quarta-feira 30/03/2010: Máx. de 32º, tempo estável
Quarta-feira 30/03/2010: Ainda te amo...


Quinta-feira 01/04/2010: Máx. de 28º, dia nublado.
Quinta-feira 01/04/2010: Dois dias e conforme o prometido, ainda te amo...

Sexta-feira 02/04/2010: Máx. de 33º sol com nuvens no fim do dia.
Sexta-feira 02/04/2010: Eu te amo!

...

Sexta-feira 23/04/2010: ...
Sexta-feira 23/04/2010: Desesperadamente eu te amo mais!

...

Quinta-feira 29/04/2010: ...
Quinta-feira 29/04/2010: Te amo...

...

Quarta-feira 29/09/2010: ...
Quarta-feira 29/09/2010: Feliz por te amar tanto!

...

Terça-feira 29/03/2011: ...
Terça-feira 29/03/2011: Um ano e o amor é tão vivo como na primeira noite, porém maior.

...

Eternidade: ...
Eternidade: Sigo te amando...

oS dEdOs DeLe...

Nunca antes eu avistara tamanha formosura ser,
Nunca antes eu vira tanta destreza encontrar,
Tanta beleza em apenas dez.
Nunca antes havia sido tomado por tanta intensidade no desejo.
Desejo.

Eram dedos que me tomavam de encanto,
Sedução exposta em segredos de palma de mão.
Eram dedos que acariciavam minha noite,
Que encontravam caminho em meu rosto escuro,
Dedos que moldavam meus pensamentos.
Nunca antes eu presenciara tamanha ansiedade em possuir,
E nunca tivera eu, tanta vontade de ser possuído.

Eram dedos que encontravam a beleza exata do segurar a liberdade em deixá-la ir.
Os dedos de Dele falavam,
Eram eloqüentes como noite em que nossos corações pulsavam juntos.
Expressavam poesias que seu corpo insistia em exalar,
Cantavam um amor que só o silêncio pode conhecer.
E eu; ali, encantado com tamanha formosura,
Aprisionado pela dança dos dedos de Dele,
Livre em sua teia, cadeia de portas abertas,
Ninho secreto.
Voltando ao lugar de onde nunca saíra ou estivera.

Os dedos de Dele me levavam,
Me sentiam.
Eram belos, eram vivos, eram nus.
Os dedos de Dele eram parte de uma fantasia
Que presente não era só minha,
Mas que não dividia, era fantasia que acrescia.
Que crescia e me fazia como agora, feliz.

aBrAçOs...

Você sabe por que as pessoas abraçam?

Eu aprendi...

E você sabe qual é a forma certa de abraçar?

Eu também aprendi...

Só PoR hOje!!!!

Admiro pessoas que desejam a cura, e mais ainda aquelas que a encontram. Ser curado de algo nem sempre depende de quem possui a doença ou um vício. Dizem que desejar a cura é parte importante de qualquer tratamento, então por que duvidar?!
Pensando assim, com essa vontade de ser curado, de melhorar é que pessoas que possuem algum vício entram para programas de recuperação baseado nos doze passos, o mesmo que originalmente foi desenvolvido para tratamento e recuperação de alcoólatras. Eu conheço alguns adictos (ex viciados). Tenho paixão por essas pessoas, que conhecendo seus limites se propõe a viver o hoje como se fosse o último dia de suas vidas. Pessoas que esquecem que poderiam deixar pra amanhã as coisas e só por hoje vivem! É incrível como essa forma de vida vem ganhado adeptos e conquistando cada vez mais pessoas que nunca se quer pensaram em usar algum tipo de droga seja ele lícito ou não.
Dentro da vasta gama de variações do “modo de viver só por hoje” conheci a mais interessante de todas. Sentado na calçada em uma rua deserta da enluarada Porto Alegre dos Casais em meio a beijos e conversas inspiradoramente cativantes, em meio a arrebatadores olhares e suspiros, depois de ter experimentado a grandiosa sensação de ter os pés tirados do chão; depois de ter dançado mesmo sem música e ter a certeza de que minha poesia havia sido entendida mesmo sem palavras eu abençoadamente ouvi:


“Hoje eu te amo... Sim; Hoje! Eu posso encher a boca e dizer que te amo hoje...”.


É óbvio que uma “bomba” dessas vem acompanhada de uma explicação plausível e merecida; uma explicação que aquieta o coração que acaricia a alma e faz com que, mesmo os lábios se recusando a dizer, o coração faça os olhos gritarem:


“... por hoje eu também te amo...”.


Considerações a parte, eu sei que pode parecer assustadoramente inatendível o fato de aceitar um amor com hora marcada pra acabar, mas quando se sabe que a verdade está tão presente naquele momento quanto o amor, não só se aceita como se retribui da mesma forma, e quando nos permitimos (experiência própria) o dia acaba tendo mais tempo do que estamos acostumados, acaba podendo durar uma vida, eu mesmo ainda vivo naquele dia onde dei uma lua que não me pertencia a quem já me tinha...

LíNgUa...

Depois daquela noite, ela se tornou solitária em mim.
Desaprendida de sua breve sabedoria.
Iludida em seu querer.
Depois que me tiraste os pés do chão,
Que dançaste comigo quando o silêncio era única música,
Ela decidiu esperar,
E ela soube: seria para sempre tua.
Depois que os abraços foram apertados,
Que os olhares gritaram segredos que os lábios queriam esconder,
E que teu coração bateu forte junto com o meu,
Ela quis calar, mas ainda sussurra teu nome.
Depois que te beijei, que havia encontrado,
E ela sabe que não haverá outra,
Depois que te encontrei minha língua soube, que, outra língua não vai querer...

FiCaR sEm VoCê...

Tenho sentido o ar escasso,
E meu coração sem forças, sem motivos...
Tenho sentido meus medos sem controle,
Meu corpo sem domínio,
Tenho sentido meus dias sem luz
Meu sol sem calor,
Tenho sentido falta de você,
Do seu cheiro de poesia,
Do gosto de sobriedade,
Da sua voz macia;
Faltas dos abraços sem fim.
Das mãos quentes
Do coração que bate, mas que não faz doer.
Tenho sentido falta das noites com a tua lua.
Da noite com os teus beijos,
Das conversas,
Falta das caminhadas sem destino,
Das caminhadas apenas com intenção.
Tenho sentido falta de você
Falta do que eu sei que sou ao teu lado...
Nunca alguns dias foram tão longos,
Nunca uma falta foi tão dolorida,
Mas também, nunca amei tanto alguém na vida...

MeDoS...

Não tenho medo de acordar;
Sei que você é real.
Tenho medo de dormir,
E não saber o quanto você ainda vai me querer.
Tenho medo de você perceber, talvez, não me amar.

eStÁ aLi...

Está ali!
Entre a vinca do sorriso e a covinha que encanta.
É maior que o espaço comporta,
Mas não se importa; se esconde ali.
Não faz moradia, encontra abrigo.
Tem alguma coisa que faz,
Algum motivo que traz,
Tem gostinho de quero mais.
Está ali!
Eu sei que encontrei,
Guardado entre o “quero mais” e o “eu, de novo aqui?!”
Eu sei que está ali.

sábado, 27 de março de 2010

DiFeReNtE...

Podia ter sido diferente, mas acontece que eu sou assim
Faço amor com os olhos,
Danço com a noite com o mesmo afinco que te devoro.
E da chuva faço morada assim como no sol busco calor.
Insisto e desisto de você com a mesma vontade, com a mesma tesão.
Com você tudo é tensão.
Podia sim ter sido diferente, mas acontece que eu sou assim,
Busco o que quero,
E corro pra não alcançar, corro só pra te cansar.
Mostrar que eu posso mandar.
Que eu posso falar,
E mesmo assim prefiro gritar silêncios que você não sabe controlar.
Podia ter sido diferente, mas acontece que eu sou assim,
Ando sobre águas que não afogam,
E dos corais te faço colares.
Te encho de lua e da luz pagamos.
Acontece que sabemos acontecer.
Sabemos como fazer,
Onde tocar, quando tocar, sabemos como apertar.
Podia ter sido diferente, mas acontece que eu sou assim,
Sou meio carente, meio demente, meio insolente,
Acontece que na verdade o tempo mente.
Mas é claro, podia ter sido deferente.

quarta-feira, 24 de março de 2010

cAsA...

Às vezes eu preciso de cafés em xícaras,
De açúcar.
De coisas com o peculiar cheiro de casa.
Da minha casa.
Às vezes preciso de colo.
De liberdade vigiada.
Preciso de sons que só o lar tem.
De espaços que ninguém preencherá.
Preciso daquelas partículas de poeira e réstias de sol, que só existem aos domingos nas janelas dos nossos quartos.
Às vezes eu preciso de pedrinhas que antes incomodavam.
Eu preciso de dias de vento.
De tempestades feitas de sol e água de mangueira.
Preciso de fatos, e fantasias.
Lugares onde só o meu armário podia me levar.
Às vezes preciso poder precisar...
Preciso esconder, pra sentir que sendo descoberto, sou visto.
Às vezes preciso de casa,
Preciso correr atrás de coisas que fujo.
Preciso voltar; matar a saudade e saber que às vezes eu preciso.
Que minha força vai até minha necessidade, e por mais que às vezes demore;
De casa a gente nunca esquece o caminho.
E assim vou indo, voltando, precisando de casa,
Da minha casa.

dE nOvO...

Vai começar mais uma vez...
Tempo escasso.
Desculpas constantes.
Abraços raros.
Conheço esse caminho, e ele me cansa.


“Hoje não.”
“Sozinhos? Mas...”


É sempre assim,
É sempre igual.
Perder é inevitável.E o que se ganha, se repudia

eU pEçO aR...

Eu peço que cure essa ferida,
Que me tire dessa vida,
Eu peço pra levantar,
Pra voltar a andar
Eu peço pra me esquecer
Pra ir embora, levar, sair, dar o fora
Eu peço pra me guiar, me ensinar
Eu peço pra se distanciar, me deixar cair.
Eu peço pra vir
Pra sumir
Eu peço pra distrair, pra abstrair
Eu só peço pra não me trair
Eu peço pra sair
Pra vir, pra voltar
Eu peço pra começar
Pra sonhar
Pra deixar
Avaliar, ganhar
Eu peço pra acabar.
Eu só peço pra não me trair

NeM tUdO...

Nem tudo o que eu quero cantar eu consigo expressar,
Nem tudo o que eu quero fazer eu consigo viver,
Mas por você eu sei, tenho como continuar.
Eu vou tentar.

Às vezes eu acordo e é como se ainda estivesse sonhando,
Às vezes o dia termina e percebo que não vivi nada
Eu te procuro pelas ruas e não encontro,
Eu grito e o som que se ouve é meu silencio
Eu te procuro e você dentro de mim

Nem tudo o que eu quero cantar eu consigo expressar,
Nem tudo o que quero fazer eu consigo viver,
Mas por você eu sei, tenho como continuar,
Eu vou andar.

Às vezes eu corro procuro por coisas, que sei:
Não vou encontrar.
Meus dias vão passar e eu vou mudar,
Mas em meu coração, só há uma certeza, vou te amar.
Às vezes eu desisto, mas quando penso em você eu mudo e insisto.

Nem tudo o que eu quero cantar eu consigo expressar,
Nem tudo o que quero fazer eu consigo viver,
Mas por você eu sei, tenho como continuar,
Sempre vou te amar..

segunda-feira, 22 de março de 2010

O dOcE qUeReR dA pOeSiA fíSiCa...

Não era só branca como a lua.
Era arredondada.
Tinha a perfeita forma de meus encantos.
Tinha um balançar único,
Era dança em passos de desejo que eu escondia em sorrisos.
Era o doce querer da poesia física,
A gana do possuir,
É poder.
Era além do que se via,
Não era apenas digna ser exaltada,
Era, assim como a lua dos meus sonhos, inatingível.
Intocável em minha necessidade de conter o desejo.
Era mais que um sonho que esperei sonhar
Era desejo que quis realizar.
Era de tamanho peculiar,
De formas ímpar.
Quis tocar, morder,
Quis entrar e fazer morada, quis ser bem vindo.
Não era a lua, mas estava tão ao meu alcance em estar longe.
Explosão. Era explosão;
Sentimentos que controlava em perder o controle.
Olhos que insistiam em não desviar.
Mãos suadas
Corpo quente.
Parecia a lua, mas não era,
Era montanha ligada pela caverna que me leva pra casa...

sábado, 20 de março de 2010

CoIsA mInHa...

Sol laranja,
Coisas de dezembro,
Noites sem sono,
Coisas minhas.
Sentimentos que não sei o nome,
Que não sei dominar,
Coisas do amor.

gRiToS!

Eu ouço gritos e isso me atordoa,
Eu ando em silêncio e isso me mata.
Eu ainda não sei a medida certa dessa dor,
Mas estou cansado de senti-la
Eu desisti de correr por que minhas pernas doem
Eu não tentei sentar por que tenho medo de parar.

Eu ouço gritos e lágrimas de despedida.
Eu sinto medo do novo e tédio pelo passado
Estou confuso com esse tempo.
Eu tenho fome, e o cheiro da comida me enjoa
Eu faço luz, mas vivo com esse escuro que cultivo.

Tenho andado em ruas apertadas
Em caminhos tortos
Tenho estado perdido.
Me sentido só.
Eu ouço gritos e isso me assusta, por que sou eu quem os produz.
Eu ando em silêncio e isso me mata.

eU qUiZ mAiS...

Cama vazia,
Cabeça cheia
Mortos pelas ruas
E dentro de mim.
Pedaços encharcados de história
Vida vazia
Eu dobro,
Corri.

Lençóis amassados
Branco manchado
Cheiro de cansaço
Desejo escasso
Lua que cai
Sol que não aparece.
Medo de você

Eu perdi.
Morri
Sonhos em noites de tempestade
Vento que destroça
Antes eu.
Dias de sol de chumbo.
Sangue.

Eu quis mais.
Já esperei mais
E ganhei menos
Cabeças soltas.
Paredes em movimentos
Ar rarefeito
Armaduras.
Ruas tortas em meu armário
Lágrimas no aquário.

Vida que continua.

sexta-feira, 19 de março de 2010

dEsTiNo...

Eu vou saber onde larguei meus sapatos,
Vou lembrar onde estão.
Andarei pela casa e não sentirei o mesmo frio de antes.

Amanhã, quando eu finalmente acordar, vou estar bem.
Vou fazer dos meus dias madrugadas de sol.
E de você lembrança.

Amanhã quando eu voltar a calçar meus sapatos
Serei mais uma vez dono do meu destino
E senhor da minha solidão.

Amanhã quando as coisas fizerem sentido
E meus pés não doerem pelos sapatos novos
Eu serei meu e serei livre de mim.

domingo, 14 de março de 2010

SaUdAdE dE AnNa...

Saudade de uma Anna com olhos de labirinto...
Saudade de uma Anna que faz o sol vir avisar que a noite será a lua para iluminá-la...
Que faz a madrugada sorrir,
Uma Anna que sendo mulher forte, se faz menina para apaixonar o mar...
Saudade de cheiro de molecagem, de ímpeto e charme...
Saudade de uma Anna que dominando se entrega...
Saudade de uma Anna que não sendo minha, tanto me pertence.
Tanto me tem.
Saudade de uma Anna que sabe viver,
Que sabe aproveitar cada coisa,
Que sabe que não vai voltar.
Saudade de uma Anna,
Daquela Anna.
Da Anna que sendo Terra,
Sendo forte, sendo suporte, dá asas...
Saudade de uma Anna com cheiro de chuva e cor de vento,
Anna que é tempestade e arco-íris...
Saudade de uma Anna que sinplesmente: é.
De uma Anna que sabe: sempre vai ser...
E que me perdoem as outras Anas,
Mas a minha saudade é dessa Anna...

sexta-feira, 12 de março de 2010

pRiMeIrA vEz...

Ainda lembro...

quarta-feira, 10 de março de 2010

tRaGaM uM pApEl E uMa CaNeTa, PrEcIsO gRiTaR!

Tragam-me um papel, uma caneta.
Minha necessidade em gritar aumenta.
Façam de meu silêncio uma desculpa para meus rascunhos.
Permitam que meus medos se expressem em linhas tortas, em letras porcas.
Permitam que meu grito seja de dor, quiçá amor quando eu souber o que isso significa.
Me deixem viver em traços rotos.
Eu quero ser.
Me tragam uma dose maior, um copo melhor,
Me tragam um pouco de mim, em uma bandeja.
Eu vou gritar, eu quero, eu preciso gritar!
Eu silencio...
Cadê meu papel, minha caneta?
Onde está minha liberdade?
Talvez eu precise dormir, ou acordar e sonhar.
Façam minhas vontades, sou virtuoso, sou desejoso...
Estou com fome.
Está escuro, e a noite já acabou,
Eu tenho visto o sol nascer, mas o gelo continua intacto em mim.
Me façam amor, mas façam- o com ardor.
Eu quero doer.
Distorçam meus pensamentos e destruam minhas poucas certezas,
Ainda estou vivo.
Tragam o papel que pedi e a caneta.

mAnHã...

Vento quente,
Rosa derramado pelo céu.
Vida nova.
Mais um começo...

[dEi]XaNdO dEnTrO...

E só por agora continuo pensando em você.
Sei que estamos distantes,
E que as coisas não serão como eu quero,
Sei que serão como devem ser.
Que estaremos longe e por mais que eu te pertença, você é livre.
Sei que por agora andaremos por caminhos separados,
Teremos histórias diferentes,
E que nossas vidas não serão uma.
Por agora a dor tem tido um sentido diferente.
Sim, você tem doído de uma forma maior.
Não estou convencido que esta é a sentença,
Mas já posso aceitar que é a nossa vida.
Estaremos longe, e você não sairá de mim
Seremos o que conquistarmos e sempre seremos um.
Nem sei se seremos ainda...
Por agora estou mais que conformado,
Estou sem vontade.
Meu querer é medo em meio ao teu caos pessoal
E minhas vontades eu deixe pelo caminho, vou viver.
Sem você, ainda amando e deixando, sem você...

quarta-feira, 3 de março de 2010

QUE AINDA HAJA MÚSICA...

Lembra das promessas?
Todas serão cumpridas...
Lembra dos sonhos?
Todos serão reais
Haverá luz pelo caminho,
Haverá verdade
E em algum lugar haverá nova vida
Mas que você não leve tudo o que me deu...

Que ainda haja música quando você se for...
E que sua ausência não silencie meu coração...

Que ainda haja música,
E que a dor seja amena
Que a saudade que nos encher seja como dobradura de papel, bela pela marcas...
O compositor sempre carregará a melodia,
Eu disse que você era importante e sempre será.
Sempre estará em mim, como a minha melhor parte.

Que ainda haja música quando você se for...
E que sua ausência não silencie meu coração...

Lembra das conversas?
Tudo já foi dito, tudo já foi feito...
Elas estão eternizadas em versos.
Como te prometi.
Nossa história.
Nós sabemos, amor não acaba.

Que ainda haja música quando você se for...
E que sua ausência não silencie meu coração...

Que ainda haja música quando você se for...
E que sua ausência não silencie meu coração...

Que ainda haja música...
Essa foi minha primeia música, a que mais gostei de ter composto, talvez por que sem que ninguém saiba foi feita pra pessoa que mais amei...
CORREÇÃO: Ainda amo, medo de admitir, mas é!

dO tEmPo ApReNdI...

Pedi coisas que eram minhas por direito, e que me foram negadas,
Coisas essas que depois foram entregues a qualquer um,
Perdi coisas que eu quis em meio ao que me pediram.
Eu dei, roubei, tirei.
Ganhei, fui roubado, me arrancaram coisas que só eu sabia o tempo exato de desfazer.
Já foi forte e cansei.
Desisti. E desisti de desistir, me entreguei.
E no final, a certeza de que ainda não havia acabado, e a dúvida de como continuaria.
Eu não falei coisas que queria, mas disse coisas que não deveria,
Eu amei, e deixei de amar.
Eu fui meu, me doei, e machucado quis tentar.
Eu errei.
E já acertaram.
Me escondi de amores que desejei,
E os que não controlei escondi onde só eu podia achar, no meu coração.
Dancei entre dores.
Sorri enquanto o peito dilacerava.
Chorei rios e contive barragens que meus olhos queriam jorrar.
Cantei músicas que não sabia a letra,
Escrevi história que não eram fábulas, mas agora vejo que me ensinaram lições de moral.
Escrevi histórias sem conhecer os personagens, o enredo, o desfecho, mas não deixei páginas em branco.
Corri com o vento,
Queimei com o sol.
Molhei com a chuva.
Fiz vida, e vi ela se esvaindo docemente entre dedos que não eram meus.
Aprendi que idade dá rugas,
Mas que o tempo dá experiência.
Aprendi a mentir, e aprendi que o importante é não se enganar.
Aprendi a mentir e sei que o importante é me defender.
Aprendi de vida, e sei que ela é morte, assim como começo é fim, como noite é dia.
Aprendi que os opostos não se atraem, eles se precisam para existir.
Aprendi que aprender é como perdoar. Um processo diário e nem sempre coletivo.
Aprendi a fazer barulho, e o mais importante:
Aprendi a beleza que silêncio esconde atrás do medo que causa.
Aprendi a ficar e a ir em silêncio.

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

pRiMeIrA vEz...

Nunca mais será...

cErEjAs, MaMãO, pLáStIcO...

Almoço de trabalho, reunião com produtor, diretor, papo com amigos.


- Quero sorvete!

E lá fomos nós, rumo ao meu pote de cobertura com quase nada de sorvete.

- Ton, vou comer cerejas...

Piadas maldosas em pensamentos arrancam sorrisos maliciosos de canto de boca, e uma única frase:

- Você já comeu...
Piadas guardadas, risos expressados e contidos pela situação. E agora duas cerejas a menos no mundo, quer dizer: algo que nos venderam como cerejas.
Sim, “algo”, a culinária mundial também foi globalizada, editada, recauchutada e finalmente chegou a era do “parecer”. As coisas parecem finas, elegantes, gostosas... e às vezes até parecem verdadeiras, embora não passem de imitações, bem vindos a pirataria culinária!
No caso das cerejas, li em algumas revistas e posteriormente vi em programas de televisão que agora estão fazendo “bolinhas” de mamão verde e cozinhando em essência de cereja e corante vermelho, depois preparam uma calda que as conserve e as embalam para a venda a nível mundial, o que tem sido um sucesso devido ao baixo custo das mesmas e a grande riqueza na proximidade do sabor e textura. Pasme, mas nem o caviar escapou dessa brincadeirinha de “faz de cotas”, mas desse, (o caviar) falo em outro texto, o importante aqui são as cerejas, ou os mamões que se parecem / viraram cerejas.
Eu particularmente, nem me importo com o gosto que é extremamente próximo ao original, ao ponto de ter conquistado os mais diversos chefes do mundo inteiro. Mas uma coisa que me incomoda nessa história, é o fato de comprarmos algo que parece mas não é. Porque ninguém anuncia: “vendemos mamão em formato e sabor de cereja!”. É incrível e isso pode parecer exagero, mas no fundo é uma boa analogia (modéstia a parte), a cozinha agora parece nossas vidas, nos orgulhamos mais do que parecemos do das coisas que realmente somos, das que podemos sustentar como verdade, como certas, mesmo sabendo que jamais as seremos.
Comer cerejas feitas de mamão sem saber não me incomoda. Porém fico me perguntando: o que mais eu tenho comido que não é o que na verdade acho que estou comendo?!
Quanta gente eu tenho tentado “comer” para aprender algo e na verdade não são o que parecem, e por mais que superficialmente o gosto ainda lembra o original? Quantas pessoas estão nos passando experiências de vida que nunca viveram? Estou assustado, onde isso vai parar?
Quer saber (continuando com as analogias) prefiro as cerejas de plástico, todos sabemos o que são do que são feitas e para que realmente servem...

sábado, 20 de fevereiro de 2010

aDoRáVeL cLiEnTe FaCiLmEnTe SeDuZiDo...

“seja simpático, sempre sorria. Evite atritos e resolva tudo o mais rápido e da melhor forma possível!”

Essa foi à instrução que me deram quando comecei a trabalhar diretamente com pessoas, e que ainda hoje insistem em repetir como se todo aquele tempo que exigem de experiência não tivesse valido de nada.
Eu tenho feito minha parte, tenho agido com um cinismo irrepreensível, sempre sorrindo, sempre dedicado independente de qual seja a minha vontade, e saibam: às vezes ela é de morte. E para qualquer chefe ou superior que se preze esse não é mérito meu, mas sim obrigação.
Mas o que ninguém lembra é que nem todos os nossos “adoráveis” clientes estão acostumados à tamanha demonstração de civilidade que a simpatia expressa. Para alguns o fato de rirmos, demonstrarmos interesse e fazer o possível para que se sintam a vontade e satisfeito é sinônimo de cantada.
Semana passada um dos meus “adoráveis”, pensou que eu havia dado em cima dele por ter agido, mal sabe ele, da mesma forma que ajo com qualquer outra pessoa; quando fiquei sabendo minha primeira reação foi um misto de choque e vergonha por algo que não fiz, mas agora que uns dias se passaram apesar de parecer revolta estou achando tristemente engraçado.
É triste saber que para algumas pessoas ser atencioso possa parecer investida amorosa, pois elas temerosas de serem mal interpretadas como mal interpretam jamais serão simpáticos e atenciosos; mas ao mesmo tempo é engraçado porque isso revela que as mesmas não conhecem nada da incrível arte da sedução que não se limita a simpatia, pelo que lembro eu.

Bem, acredito que isso tenha realmente mudado minha vida, acho que a partir de agora quando eu quiser conquistar alguém vou apenas sorrir enquanto meu patrão me paga...


HAHAHAHA!

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

15/02/2010

Hoje eu quero mais que atenção
To pedindo colo e um pedaço do teu coração.
To pedindo um pouco de amor,
Toque e calor.
Hoje eu to precisando de você.
To me escondendo em sorrisos,
Brincando com a situação
Esquecendo como é viver sem ilusão.
Hoje eu quero esperança
To implorando por proximidade
E ainda que eu não fale, essa é a verdade.
Quero um abraço, espaço.
Quero uma cama pra sonhar acordado,
Um filme legendado,
Um final esperado.
Você sabe: eu minto.
Mas hoje eu to falando sério,
Dizendo a verdade,
Cobrando pela minha lealdade.
To precisando de você.
Mas não vou me impor,
Só estou te pedindo um pouco do teu amor...

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

aInDa...

Estranho?
É como já não me sinto a tempo... Estranho é quem é diferente de algo, ou alguém; é quem é de uma pátria diferente...Não sei de onde eu sou, não posso afirmar que realmente sou um estranho... Tanto faz pra onde eu vá, eu não sei pra onde voltar...
Tenho me sentido só. Ainda que rodeado de pessoas que eu amo e que sei que são recíprocas me sinto isolado, abandonado. Minha carência cresce dia após dia e eu não sei mais como sufocá-la em mim. Tenho medo ser honesto com as pessoas; eu sei que isso mudaria as coisas, e não que eu ache que agora está tudo certo mas como diria a canção "a escuridão ainda é pior que esta luz cinza...". Queria confiar em algo que espero, mas temo...
A verdade me assombra, me sufoca e me cala; é minha inimiga mais voraz, minha luta por aceitação e negação do que sou e não sei, do sei e não quero...
Minhas paixões enlouquecem minha carne, e me fazem me perder em meio aos meus monstros, temo pelo que sinto, por quem sinto...
Minha fé se perdeu em algo que não a começou, em algum lugar que achei que fosse um ponto de partida, mas era ilusão. Veja bem, não desacredito em quem eu deveria crer, mas desacredito no fato de realmente crer...
Estou fraco, mas sei que vou continuar andando.
Parar me faria sentir a dor, pois não teria a distração das pedras da estrada, e nesse processo o que me dói é não saber pra onde andar, me dói ter perdido o Caminho, ou talvez nunca tê-lo encontrado...




Escrevi esse texto a uns dois ou três anos, e sabe o que mais me assusta?
Mudei de cidade, fiz novos amigos, perdi alguns, mantive outros, aprendi coisas novas, esqueci outras, fiz feridas novas e curei algumas das antigas, mas o que me assusta é saber que com exceção da verdade, que agora eu ando gritando por aí, as coisas continuam iguais.
Ainda estou perdido, ainda não consigo me sentir estranho porque não sei exatamente de onde sou ou pra onde vou, hoje sei quem sou, mas ainda me consome o fato de não saber a qual mundo pertenço.
Tem me magoado o fato de ser um estranho em qualquer lugar que eu vá, tem machucado essa diferença estampada em mim, e parece que não importa o quanto eu tente, nunca serei um deles.
Sim, estou cansado e triste, talvez decepcionado comigo e com a situação que insiste em não mudar. Mas sim, ainda estou andando, e agora às pedras do caminho têm me distraído bem mais, e dessa vez não são empecilhos.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

eU pOr MiM mEsMo...


Eu por mim mesmo,
Me explico, e me confundo,
Me entendo e me arrependo.
Por mim eu fico assim...
Eu me sento, mas não consigo mais pensar...
A mesma Essência que perfuma, corta.
Mas a dor traz alívio;
E medo é só mais uma ilusão que eu criei.
Eu, por mim mesmo me perco.
Por mim pereço, e pareço...
Por mim fica tudo assim,
Sem risos, sem lágrimas.
Sem destino.
Eu desisto dos abraços, se a Verdade não for como lâmina afiada.
E vou insistir com os gritos se o teu silêncio não me calar.
Mas e se ninguém temer o que me assusta?
Por mim eu esqueço.
Por mim pereço,
Por mim eu não apareço...

[cOn]FiSsÃo...

Um dia me torno igual a eles já que não consigo ser diferente...

domingo, 7 de fevereiro de 2010

a[CoR]dAnDo...

Não acorda, nasce.
Ilumina com cores,
E faz dia da noite tempestuosa.
Traz esperança em perder.
Faz amor com os olhos.
Canta.
Dança com a lua antes que ela vá chorosa por despedir.
E agradece ao dia que criou.
Criatura honrosa aos teus pés.
Criador gracioso,
Tem cheiros vida.
Tem vida em voz rouca.
Abraço apertado,
Ninho.
Destino da alma.
Não acordou, fez nascer.
Despertar.
Querer.
Fez porquê.
Aqueceu com o sol,
Envolveu com o vento.
Fez vida em mim,
Sorriu e disse: “bom dia!”

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Eu SeReI a MúSiCa...

Quando o silêncio me encher...
Quando a noite parecer não ter fim...
Quando minha voz cessar,
Ela estará em mim...
E eu serei a música.

Me encherá de conforto,
Me dará a esperança e a força que preciso pra continuar...
Enxugará minhas lágrimas,
Me evolverá.
Ela estará em mim..
E eu serei a música.

Ela estará em mim eu serei ela.
Eu serei a música.

Dançarei entre dores...
Toda vez que me roubarem o chão,
Que me distanciarem de ti,
E minha fé parecer pouca.
Ela estará em mim
E eu serei a música.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

[DiZ]tAnTe...

É vontade querendo arrebentar em meu peito,
Uma ânsia em querer expressar,
É calmaria em calar,
Desejo.
Saudade em estar junto, em estar perto, em ter você distante.
Em ter você em mim.
Perder-me em paradoxos que não sei medir.
É você.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

dAnÇ[aR]...

Era dança.
Mas não era só dança.
Era vida.
Eloqüência e expressão.
Ritual.
Podia ser magia, sedução, encenação; mas era dança.
Até podia ser disforme e desajeitada, mas era dança.
E sendo tudo nunca será outra coisa, que não dança!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

CaNsAdO...

Quantas vezes você já xingou alguém de: “heterossexual” ou mesmo de: “seu estatura normal!” quem sabe de: “Cabelo bom”, “Baita corpão!” ou ainda: “seu inteligente!”?
Essas não seriam mentiras quando ditas sobre algumas pessoas, assim como não é mentira dizer sobre outras, ou talvez, em alguns casos sobre as mesmas, coisas do tipo: “Careca!”, “baixinho”, “gigantão”, “negão!”, “gordão!”, tem também o preferido: “seu bicha!”, como eu disse, essas também são verdades sobre algumas pessoas, sobre mim, sobre você, e isso é fato, não será mudado do dia pra noite e algumas jamais mudarão. A questão está no preocupante e ferino fato de, infelizmente, algumas características pessoais ainda serem usadas como forma de ofensa.

Em um dos meus trabalhos, por exemplo, meus colegas fazem questão de enfatizar xingamentos pejorativos, do tipo “fulano é um fofo mesmo” (subentenda fofo como a forma mais grotesca e hipócrita de berrar VIADO!).

Estou cansado. Estou preocupado; até quando e até onde isso vai chegar? Mas acima de tudo estou desesperançado; perdi as esperanças quanto a nossa raça senhores (as) leitores (as).
A cada dia que passa a ciência descobre uma maravilha nova, a história revela um fato novo e relevante, a cada dia novas tribos se formam e formam conceitos, estilos e formas de viver, idealizadores, pensadores e até poucos fazedores aparecem diariamente pelo mundo e mesmo assim nossa retrograda sociedade se prende a convenções que outrora fizera questão de derrubar em lutas grandiosas e sofridas.
É incrível, mas o ser humano com sua capacidade ímpar em construir e destruir tem se perdido. Tem se machucado e quando sutil, tem se matado aos poucos.
Eu passo por coisas desse tipo diariamente. Às vezes estou do lado que larga um desses xingamentos tolos e vergonhosos; às vezes, sou eu o xingado, sabe como é ?! na vida a gente apanha tanto que aprende a bater, mas agora ponderando ou simplesmente percebendo essa merda (com o perdão da palavra, mas foi preciso) a qual me condicionei posso afirmar que em nenhuma das situações me sinto a vontade.
Quanta burrice, quanta mesquinharia. Acho que Gandhi estava certo, acabaremos cegos por ainda hoje querermos viver as leis de Talhão.
E não que eu vá mudar o mundo, nem Gandhi conseguiu, mas se você conseguir perceber isso e a partir de agora se policiar, e tentar alertar os que te cercam, já vou estar satisfeito.
Não seremos mártires, nem queremos; não eu pelo menos, mas viveremos melhor, inseridos em uma sociedade melhor. E seremos nós sem sermos adjetivos de xingamentos.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

eU cOmErIa ThAiS...

Junte um bando de homens e pronto, mais cedo ou mais tarde estarão falando sobre mulheres, como pensam, como compram, como dirigem, como são bonitas, como são gostosas, como isso, como aquilo e às vezes nem comem nada... Caso não aconteça dê um pouco de bebida a eles e mesmo o mais sensível acabará por fazer algumas umas dessas observações já tão observadas.
Graças a Deus, meus amigos ainda estão dentro desse padrão questionável de “etiqueta masculina”. Uma noite dessas estava com alguns amigos e alguns amigos de meus amigos em um bar e depois de algum tempo e algumas doses o já certo assunto apareceu.
Falavam eles sobre política e diplomacia, quando mencionaram a total falta de diplomacia de uma colega, e em seguida tudo começou: “Eu comeria a Thais!”, “Eu também!”, “Bá, eu comeria a Thais...”, “A Thais?! Comeria!”, “Sim, comeria mesmo a Thais” enfatizava um. A essas alturas até eu que nem conheço a Thais, que não faço idéia de quem ela seja, do que gosta ou faça, a comeria naquela noite. Afinal se todo mundo queria comer a Thais deveria ter algo de bom nisso e então não vou ficar de fora.
(Ah! Que escândalo! Ele está dizendo que comeria alguém! Que termo mais chulo!)
Sim, eu disse realmente disse que comeria Thais. Vejam caros leitores não se trata, nesse caso, o meu, do fato de ter uma relação sexual com a tal de Thais, mas do fato de que às vezes, quase sempre, nos deixamos levar por entusiastas que nos cercam.
Em relação à Thais, eu queria era possuir alguém que pudesse ser tão interessante, tão completa, e como eles mesmo fizeram questão de me explicar: “Ela não é só muito gostosa; ela consegue ser fofa também!”.Aham, sei...
Quantas vezes você já começou algo que nem tava afim de fazer mas como a galera tava, acabou fazendo também?! Não, essa não é necessariamente uma questão de ser um Maria vai com as outras, mas sim de ser “parceria”, o que realmente é uma linha muito tênue. É uma questão de fazer algo para estar com pessoas que gostamos. Como disse: não é uma de questão sexo; como vocês sabem, ou não, EU NÃO COMERIA A THAIS, mas nesse caso é uma questão de estarmos juntos em convicções, em estarmos juntos quanto à forma de pensar, ainda que não saiba até aonde esse tipo de coisa pode ser classificado como pensamento (comer alguém).
Pois é, exatamente esse foi meu desejo em comer a gostosa e fofa da Thais. Então entendam leitores, fazer coisas por parceria é legal. Aquele acampamento, aquela viagem que você sabe que será um programa de índio; aquela festa horrível como música ruim, mas que seus amigos estão alucinados para ir, na parceria eu garanto que não será uma droga por completo, o lance é se deixar levar. O diferencial é não fazer coisas que não queremos apenas por impulso, mas acima de tudo a questão é estarmos sempre disposto a andarmos com alguém, mesmo que nem sempre aquele caminho seja o que escolheríamos se estivéssemos sozinho.
Não desrespeitando ninguém, que mal tem?!

[Vi]SãO...

Era retangular,
Talvez um trapézio branco.
Levemente branco, transparente.
Sob posto, também branco,
Um triângulo,
E guardado por tudo, o tesouro.

sábado, 30 de janeiro de 2010

sEm SaBeR; sAbEnDo...

Sim, você é do tipo de garota que me faz ficar parado,
Me vejo preso em tua liberdade,
E em baixo dos teus pés o mundo gira,
Posso não saber o porquê, mas continuo querendo você.

E nos teus braços eu voltarei a nascer,
Perder-me em você,
E serei achado;
Dançando parado em teus olhos, procurando...
Posso não saber o porquê, mas continuo querendo você.

Daqueles tempos conservo a cara pintada e o coração partido,
Eu sou o seu pior pedaço, o mais presente.
Correndo para não fugir...
E posso não saber o porquê, mas continuo querendo você...

Posso ter meus defeitos, mas é dos seus que eu gosto...
Posso não saber fazer, mas com você posso aprender...
Me ensine baby, me ensine a mexer...
Quero ter você mais uma vez dentro mim...

Correndo pra não fugir,
Preso em tua liberdade,
Dançando em teus olhos, procurando...
E posso não saber o porquê, mas continuo querendo você...

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

bLoG mEu, TeXtO dE qUeM eScReVe MeLhOr Do QuE eU... [ENTRE ALMA E EU]

Aloha!

Galera esse é mais uma da série "Droga! Eu queria ter escrito isso!"
É "fabuloso!"


"Entre alma e eu
Precipício
Lacuna rara
Torna real em noite de luares
Céu nublado
entre eu
Rio solidão engole
eu desconhecido. "
Méritos Ao Sr. Luís Gustava de Oliveira

[eSqUeCe]NdO...

Tudo no lugar,
Casa limpa,
Estou de banho tomado, sentado.
Te esperando,
Mas você não vem.

Você continua esquecendo de mim.

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

fAçA dE nOvO...

Faça de novo...
Me faça de novo esse favor,
Me faça seu de novo...
Faça como só você sabe fazer,
Faça do jeito que me enlouquece,
Você me deixa com febre,
Você sabe mexer,
Tem o ritmo do meu coração, o compasso exato do meu corpo...
Faça de novo,
Me faça de novo esse favor,
Você sabe como chegar no meu céu,
Conhece meu caminho, minhas curvas...
Você é meu destino
Então faça de novo...
Mas faça de vagar, vamos aproveitar...
Só você sabe fazer assim,
Só você sabe me tocar desse jeito...
Me faz perder o chão,
Faça de vagar,
Com você eu fico doido,
Então faça com vontade, fique a vontade,
Fique em mim com vontade...
Faça de novo,
Me faça de novo esse favor,
Você sabe pra onde me levar,
Sabe que é dentro de você que quero estar,
Faça isso físico, faça real...
Faça de vagar, vamos aproveitar,
Só você sabe fazer assim,
Só você sabe me tocar desse jeito...
Você me deixa com febre,
Me faz queimar...
E então faça de novo...
Faça de novo...
Mas faça devagar, vamos aproveitar...
Faça de novo.

PeDiDo dE cAsAmEnTo!

Eu casaria com a Martha, caso ela quisesse, é claro!

Como bom gaúcho que sou, não poderia deixar de ser bairrista. Bairrismo é quase um critério de existência aqui no sul, e não que com isso não tenhamos bom senso e não sejamos capazes de reconhecer as qualidades das produções e filhos de outras terras, pelo contrário; sempre serão bem vindas riquezas de além fronteira. Agora, justiça seja feita, temos coisas e pessoas EXPLENDIDAS por aqui, por exemplo nossos escritores, seres dotados de um encanto peculiar, único.
Eu poderia falar de cada um deles, da magnitude de sua escrita, do quanto contribuem para minha vida, do quão além me levam; mas não quero citar nomes e correr o risco de deixar um desses gênios de lado. Porém tem alguém de quem não posso escapar, de quem não quero escapar, Martha Medeiros. Martha enfeitiça, ela tem não só o dom da escrita ela tem o dom de escrever e cativar, de nos arrematar com delicadeza.
A Martha me desperta um amor, uma tesão (com o perdão da palavra) que é algo incontrolável, se eu correr o olho e ver o nome dela, não me controlo, paro tudo e leio.
A nossa Martha como, carinhosamente, gosto de chamar, consegue sendo nossa, ser fiel. Martha com sua escrita é uma mulher grande, do tipo que não nasceu para ser de um só, e por isso ela ganhou a nós, ela está em nossas vidas com sua escrita peculiar, com sua simplicidade poética, com sua simplicidade inteligentíssima, amo o bom humor elegante que ela tem, e a total segurança em admitir-se insegura sobre algumas coisas, me atrai a descomunal força que ela tem a ponto de ainda se sentir frágil em determinadas situações. Feminista?! Quem sabe, por que não? Ela pode defender uma ideologia, e ainda assim não parecer separatista ou impositiva, ela consegue.
Eu leio Martha e fico imaginando como seria essa fabulosa mulher ando de carro por Porto Alegre, como seria Martha andando de pijamas pela casa como uma mortal que deixa bem claro ser, alias um dia, mesmo com ela recusando meu nada formal pedido de casamento ainda tomaremos sopa juntos, espero, conversaremos sobre coisas simples que em suas letras ganham uma importância tão grandiosa.
Sim, Martha Medeiros, a nossa graças a Deus Martha, é tudo isso! Até conheço gente que torce o nariz pra ela, e respeito, mas pra mim não gostar de Martha Medeiros e como não saber conviver com gatos, é não querer se deixar conquistar. Então ainda que não a ame como eu, pelo menos a leia de forma aberta e depois tornamos a conversar, sei do poder de sedução que sua escrita tem e confio no mesmo.

E se ela quiser, caso mesmo!

[eNtRe]Ga

O suor lavando a alma,
Respiração ofegante,
Gemidos.
É momento, é perfeição...
Eu me entrego...

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

SoBrE o VeNtO...


Às vezes ganho asas e de tão longe que vôo chego perto de mim, perto do que sou...
À vezes apenas deixo a térmica me levar;
Abro bem minhas asas, fecho os olhos e descanso...
Tem dias em que badalo sinos, que dou avisos.
Tem dias que carrego folhas, que apago marcas...
Tem outros, em que a sutileza se faz presente, e aí não passo de suave calor que chega,
E vou embora sem pedir licença...

Posso ter mil faces,
Mas tenha a certeza de que mesmo não tendo nenhuma cara,
Posso ser cada uma das faces que cultivo...

Faço estragos;
Derrubo o que construí e o que não quero em pé...
Me faço funesto.
Mas também trago a chuva, que dá a esperança do nascer.
Refresco do sol que castiga....

Me perco em meio ao que nem sei onde é,
Me perco em meio a mim...
E ainda que encontre barreiras, sou livre...

Nunca preso,
Não importa de onde venho ou pra onde eu vá,
Mas sim, o caminho que vai me fazer crescer...
E mesmo estando em tudo, me permito estar sozinho...
Me permito ser meu.

Nem sempre forte,
Nem sempre calmo,
Nunca visto,
Nem sempre em movimento,
Mas SEMPRE vento...
Sempre livre...

E sobre o vento, o que sei é que sou assim.
Sem distâncias, sem destino...
Sei quem eu estou.
E que por agora estou indo...

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

EsCuTe GaRoTa...

Escute garota,
Eu poderia te amar caso você quisesse,
E se quiser voltar saiba, ainda estou te esperando.
Você não é do tipo que deixa os caras livres,
Você se faz pesadelo em noites vazias,
Você passa e faz estrago,
É do tipo que marca território, que deixa o cheiro.

Escute garota,
Eu poderia te perdoar, caso isso te fizesse alguma diferença.
Você é o tipo de garota que deixa marcas,
Que mostra quem manda, e nunca sou eu!
Você não sabe perder,
E é isso que eu gosto em você.

Escute garota,
Eu até olharia pra outra mulher caso enxergasse alguém além de você.
Você é do tipo de mulher que faz tipo,
Me chama pr’um canto e depois vai embora rindo sem beijar
Você pede segredo, mas faz questão de espalhar o que conta.

Escute garota,
Posso não ser seu sapo encantado,
Posso estar mais pra príncipe abobado,
Mas saiba garota:
Eu quero você!

CoNtI[nU]o

Continuo passando os dias,
Ainda te espero, me desespero.
Continuam passando os dias,
Ainda me vejo, me cego.
Ainda te amo.

domingo, 24 de janeiro de 2010

bLoG mEu, TeXtO dE qUeM eScReVe MeLhOr Do QuE eU... [BAR]

Como não podia deixar de ser, vou postar textos que não são meus mas que me tomam de tal forma que eu confesso pensar a seu respeito: "Droga!!!! Por que não fui eu quem escreveu essa maravilha?!"
Então aí vai o primeiro da série:



BAR
Calei a boca da noite.
Mostrei quem eu era.
Chamei umas garotas p'rum canto.
Falei merda.
Num céu escuro todo mundo é assim.
Falam com os braços, gritam com os olhos.
Reclamam da boca pra fora.
E só depois dizem que sim.
Te pedem bebida e grana.
Na boa. Carona pra voltar.
Embaixo de estrelas e no ritmo do som.
Atoa.
Sossegado.
E deixando rolar.

Créditos e louvores mais que merecidos À João Cláudio Petrillo.

[VoLtA]NdO...

Ensaiei algumas formas de escrever esse texto. Pensei em uma volta triunfal; pensei em piadas (todas sem graça, eu admito) pensei em começá-lo discordando de algo, mas desisti de cada uma delas; sim raros leitores, EU DESISTI!
E sabem qual é a novidade dessa nova fase quase que renascentista da minha volta as páginas de blogs que criei? Estou voltando mais maduro e conhecedor de mim.
Não aprendi horrores sobre o mundo, não descobri coisas fenomenais acontecendo em algum lugar secreto da galáxia; e não, eu ainda não sei como curar a AIDS, como acabar com o preconceito que às vezes vitima até mesmo a mim (eu sendo preconceituoso, coisa nem tão rara, sem hipocrisias entre nós como sempre fora), mas saibam que nesse período de exílio literário, com o perdão da pretensão em me achar “literário”, aprendi e conheci a mim.
É eu sei, vivia falando sobre conhecer-me, sobre sabermos quem somos, o que queremos, o que fazemos, porque fazemos e bla-bla-blá, e não que fosse uma mentira, mas eu confesso era uma farsa em mim, pra mim, uma encenação, sem pedras por favor; eu nunca neguei o meu cinismo, pelo contrário.
Bem deixemos pra depois o meu cinismo de outrora (sempre quis usar a palavra OUTRORA, tão linda né?!), falemos por hora de como estou e aos poucos vou contando os porquês... Quero que saibam por hora que estou menos cítrico, menos inquisidor, e também menos conformado. Eu estou bem, estou tranqüilo comigo, estou voltando a algo que vocês não conhecem ainda, estou pródigo de mim mesmo, em mim mesmo, de volta a essência...

Talvez eu deixe de ser interessante, mas essa é a “moral” desse texto (como perceberam, prolixo eu continuo sendo.). Talvez eu deixe de ser interessante para vocês, aos seus olhos, mas estou voltando a ser tão gostoso e verdadeiro aos meus olhos, pra mim. E não que eu esteja pregando o narcisismo, mas estou sim afirmando que melhor que agradar a quem pouco nos vê, é agradar e a quem somos. Então sejam vocês pra vocês, sejam vocês em vocês. Se permitam sonhos que os outros não gostariam que sonhassem, eu garanto: é algo BÁRBARO!

[PaR]aSiTaS...

“Fabuloso!” Foi assim que um grande amigo definiu o último poema que escrevi.
Algumas horas depois pedi que outro amigo lesse o mesmo texto, mas dessa vez em voz alta, queria ouvir minhas palavras tendo vida no peculiar timbre de voz que tanto me agrada, assim que ele acabou olhei-o, e cheio de uma certeza desconcertante disse: “não gostei, esse texto não é meu! Não fui eu quem escreveu isso, não sou eu quem fala dessa forma, quem diz essas coisas... Quem usa essas expressões, quem tem esse vocabulário expressivamente dramático não sou eu, é “fulano”” (nosso amigo em comum). Acabei perdendo a vontade de mostrar ele (o poema) a mais alguém e mais ainda de postá-lo aqui ou em outro lugar, não que eu ache que “fulano” escreva mal, pelo contrário, gosto. Mas “À César o que é de César”, e esse texto não é meu!

E vocês devem estar se perguntando: “Ta, e daí?!”

E daí que esse fato na verdade acabou por confirmar mais uma das minhas muitas teorias de fundo de quintal; Alguns de nós, assim como eu SOMOS PARASITAS! Dia após dia nos alimentamos dos que nos cercam, como esponjas vamos absorvendo um pouco do que são, do como agem e o porque o fazem.

Veja, não acredito naquele ditado infeliz que diz: “diga-me com quem andas e te direi quem és!” Isso é desculpa de gente preconceituosa e com problemas de convivência!
Não acredito também que sejamos nós o que fizeram de nós. Mas creio que somos o que permitimos que tenham feito de nós. Posso citar inúmeros exemplos, casos de irmãos criados na mesma época, com a mesma base educacional, tendo os mesmos valores e mesmo assim pessoas totalmente diferentes, com visões e feridas diferentes, pessoas que absorveram de forma diferente o que lhes foi passado. Poderia falar de pessoas que diante da mesma situação age de maneiras tão distinta, mas vou falar de mim, da minha experiência, se é que posso assim dizer.

Não acredito que eu tenha sido influenciado, mas acredito sim, que diante de alguém que tenha algo que me agrada acabei por desejar o mesmo, acabei por analisar, conviver, compartilhar e como não podia deixar de ser acabei exteriorizando, algo que não era eu, mas que eu estava vivendo.
Esse tipo de situação, que por mais que não percebamos, não é rara, não são coisas ruins, essa troca de informações, de cultura e sentimentos é o que nos faz adquirir experiência de vida, nos faz crescer, a questão é como vamos nos portar diante delas. Absorver coisas, sintetizá-las e posteriormente usá-las não é ruim ou mesmo errado. Ruim, errado é nos perdermos em meio a esse mágico processo. Ruim e errado é deixarmos de sermos nós e vivermos nossas vidas pulando de vida em vida; sonhando sonhos que nunca foram nossos, fatigados por batalhas que não lutamos, perdidos e amedrontados por medos que desconhecemos; ruim e errado é levantarmos bandeiras em prol de coisas que nem acreditamos; é resumindo nos apropriamos de uma essência que é a nossa.
Ou seja, absorva sim! Parasite coisas de qualidade sempre que puder e quiser, mas nunca deixe de viver a sua própria vida a sua essência, que os outros sejam reflexos em sua vida, nunca você.

eXpLiC[AçÕeS]...

Galera, fiz mais uma vez!
Perdi a senha e o login do meu outro blog, não faço idéia de como continuar postando minhas coisas por lá...
Até cheguei a pensar em criar um blog clone daquele, mas deisisti. Não sei até onde essa coisa de dois blogs, duas temáticas, duas formas de escrever dariam certo, me conheço e sei o quanto pode ser penoso pra mim disciplinar-me em relação a determinadas coisas quando as mesma me parecem uma obrigação.
Acabei resolvendo trazer os textos do outro blog pra esse aos poucos e ir sempre postando os novos, vou apenas separá-los com marcadores pra que não TÃO bagunçado, se é que isso é possível, afinal a mente humana por natureza é meio bagunçadinha e a minha é tão humana...
Espero não desapontá-los e espero também encontrar por aqui meus pouco e antigos leitores.
Carinhosa e intimamente abraço a todos!

sábado, 23 de janeiro de 2010

LiG[AçÃo]!

Como apaixonar-se?

Pegue o telefone, ligue pra alguém da sua agenda, e diga:

-Alo!

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

[sÃo]BoM...

Ela deve ser melhor do que eu,
Ela não come feijão, na mesa dela sempre tem camarão.
Ela não cheira a gordura, odeia fritura.
Ela deve ser melhor do que eu, usa camisola de seda pura.

Está sempre de salto,
Não conhece a favela.
Ela deve ser melhor do que eu...
Não tem o molejo arretado,
Um riso largado.

Ela deve ser melhor do que eu,
Não acorda quente, cheirando a canela,
Ela até deve se donzela, te ferrou malandro: vai ter que ensinar tudo pra ela.

Ela tem os gestos contidos,
Nunca vai te achar um bom marido,
Mas isso nem eu.

Ela deve ser melhor do que eu,
Ela não bebe cerveja, gosta de Martine com cereja.
Nunca fica alta,
Não troca teu nome pelo de outro “home”,
Ela deve ser melhor do que eu,
Não morde teu pescoço,
Não agüenta tudo no “osso”...

Ela deve ser melhor do que eu,
Ela não gosta de criança, eu sou boa parideira.
Ela deve ser melhor do que eu,
Ela não se acaba na gafieira,
Diz que gosta de música estrangeira.

Ela deve ser melhor do que eu,
Tem gestos contidos,
Nunca vai te chamar de bom marido,
Mas isso; nem eu...

Ela deve ser melhor do que eu,
Foi você quem escolheu...

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

[CoN]sEqUênCiA...

...Queria falar da grandiosidade do momento,
Da plenitude do que estou sentindo,
Da vida em mim transbordando,
Das feridas sendo curadas,
Queria agradecer pela serenidade que agora se faz viva em mim,
Pela liberdade que me toma;
Mas diante do tamanho de tais,
Diante da força do sentimento, vou calar;
E Fazer do meu silêncio minha eloquência...

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

[BiO]gRaFia

Já conheci mais gente que eu saiba contar,
E mesmo assim fiz menos amigos que eu possa perder a conta.
Já errei mais que alguém pode errar por toda a vida,
E ainda não errei o suficiente pra aprender...
Já me lancei de cabeça, me entreguei totalmente,
E nunca deixei de ser meu.

Pus coisas fora, e hoje procuro incansavelmente por elas,
Outras que guardei, nunca vou usar.
Usei disfarces; mas nunca me escondi...
Já perdi os sonhos, já perdi o sono...
Já realizei sonhos “impossíveis”, e percebi que nem eram tão grandes...
Fiz coisas pequenas, talvez imperceptíveis, e no fundo moveram vidas; foram as maiores que farei até o fim...

Já amei desesperadamente e fui amado,
Já amei e fui rejeitado.
Vergonhosamente, já me esqueci de amar...
E ainda amo, mesmo sem saber como...

Já cicatrizaram feridas, e ainda terei muitos cortes...
Já corri e quando cansei: parei, descansei, e avaliei se ainda fazia sentido correr.
Já chorei rios,
Chorei minhas dores, meus amores, minhas alegrias...
Chorei meus amigos, minha família, minha vida...
E ainda quero chorar mais...

Me desgastei em trabalhos que não me enobreceram,
E dei tudo por aqueles que me davam mais que salários.
Fiquei fatigado, esgotado e ainda assim sorri.

Tive medo,
E ainda tenho...
Já peguei sol, chuva, e o vento já cortou meu rosto..
E ainda assim não desisti de sentir o tempo passar por mim.

Já lutei em guerras que não eram as minhas,
Já dei meu sangue, meu suor e minhas lágrimas por causas que cria serem vitais.
E entrei com descaso em batalhas que não dei a importância devida,
Já me entreguei quando minhas forças se acabaram,
E outras vezes juntei forças que não tinha; e ferido, fui até o fim.

Já tive amigos íntimos,
E intimidades com amigos que eu não deveria ter tido...
Já me arrependi do que fiz, do que não fiz,
E mais ainda do que não terminei de fazer...

Disse eu te amo, quando o sentimento não era amor...
E por medo; escondi de todos e até de mim, meu amor; meus amores...
Minha vida...
Se foi bom ou se foi ruim?
Se foi certo ou se foi errado?
Ainda não sei.
Mas sei que de cada dor, cada felicidade, cada euforia.
Eu cresci e aprendi a sentir intensamente.
De cada palavra que disse e principalmente das que não falei,
De cada segredo que ouvi, de cada sentimento traduzido em palavras ficou a certeza da liberdade.

Um dia vou escrever, e dizer o que sou realmente, mas até lá vou aprendendo, eventualmente ensinando,
Mas sempre com a certeza de que ainda há tempo se eu quiser.
Com a certeza de que ainda chego onde quero, desde que eu queira chegar em algum lugar;
E o melhor?
Me permito o querer, ou a falta dele.

Vou andando e me permitido, me conhecendo, vivendo...

[BiO]gRaFia

Já conheci mais gente que eu saiba contar,
E mesmo assim fiz menos amigos que eu possa perder a conta.
Já errei mais que alguém pode errar por toda a vida,
E ainda não errei o suficiente pra aprender...
Já me lancei de cabeça, me entreguei totalmente,
E nunca deixei de ser meu.

Pus coisas fora, e hoje procuro incansavelmente por elas,
Outras que guardei, nunca vou usar.
Usei disfarces; mas nunca me escondi...
Já perdi os sonhos, já perdi o sono...
Já realizei sonhos “impossíveis”, e percebi que nem eram tão grandes...
Fiz coisas pequenas, talvez imperceptíveis, e no fundo moveram vidas; foram as maiores que farei até o fim...

Já amei desesperadamente e fui amado,
Já amei e fui rejeitado.
Vergonhosamente, já me esqueci de amar...
E ainda amo, mesmo sem saber como...

Já cicatrizaram feridas, e ainda terei muitos cortes...
Já corri e quando cansei: parei, descansei, e avaliei se ainda fazia sentido correr.
Já chorei rios,
Chorei minhas dores, meus amores, minhas alegrias...
Chorei meus amigos, minha família, minha vida...
E ainda quero chorar mais...

Me desgastei em trabalhos que não me enobreceram,
E dei tudo por aqueles que me davam mais que salários.
Fiquei fatigado, esgotado e ainda assim sorri.

Tive medo,
E ainda tenho...
Já peguei sol, chuva, e o vento já cortou meu rosto..
E ainda assim não desisti de sentir o tempo passar por mim.

Já lutei em guerras que não eram as minhas,
Já dei meu sangue, meu suor e minhas lágrimas por causas que cria serem vitais.
E entrei com descaso em batalhas que não dei a importância devida,
Já me entreguei quando minhas forças se acabaram,
E outras vezes juntei forças que não tinha; e ferido, fui até o fim.

Já tive amigos íntimos,
E intimidades com amigos que eu não deveria ter tido...
Já me arrependi do que fiz, do que não fiz,
E mais ainda do que não terminei de fazer...

Disse eu te amo, quando o sentimento não era amor...
E por medo; escondi de todos e até de mim, meu amor; meus amores...
Minha vida...
Se foi bom ou se foi ruim?
Se foi certo ou se foi errado?
Ainda não sei.
Mas sei que de cada dor, cada felicidade, cada euforia.
Eu cresci e aprendi a sentir intensamente.
De cada palavra que disse e principalmente das que não falei,
De cada segredo que ouvi, de cada sentimento traduzido em palavras ficou a certeza da liberdade.

Um dia vou escrever, e dizer o que sou realmente, mas até lá vou aprendendo, eventualmente ensinando,
Mas sempre com a certeza de que ainda há tempo se eu quiser.
Com a certeza de que ainda chego onde quero, desde que eu queira chegar em algum lugar;
E o melhor?
Me permito o querer, ou a falta dele.

Vou andando e me permitido, me conhecendo, vivendo...

domingo, 17 de janeiro de 2010


[mE dEi]Xe ToCaR...


Ouça tocar...
Deixe tocar...
Me deixe tocar como você me tocou...

Ouça tocar...
Deixe tocar...
Me deixe tocar como você me tocou...

Me ensine a tocar seu coração,
Assim como só você toca o meu...
Me deixe tocar ...

Tocar seu coração...
Tocar seu coração

sábado, 16 de janeiro de 2010

pArTíCuLa[R]... (4ºlivro)

Por que eu tenho essa necessidade em te definir?
Em te limitar,
Seria vontade de te fazer pequeno para que caiba em mim?
Tenho a vontade de te guardar em mim, na tua liberdade particular.
E perto de você ainda me sinto inseguro,
Queria ser teu, sem que deixasse de ser meu,
Queria você comigo, mas ainda sendo seu.
São outros tempos, você sabe de tudo o que se perdeu.
Eu desisti de guardar retratos, de fazer coleções.
Sem analises, sem defesas...
Me perdi em você, me aprisionei por vontade,
Você me dá a sensação que sempre quis, de não desejar saber o caminho exato.
E pra ser honesto: eu nunca soube! Mas com você eu posso admitir isso.
Você conhece as minhas desculpas e fugas,
Sabe ler os meus sinais...
Torna imprescindível algo que não conheço...
E me embriaga o fascínio que exerce sobre mim.
Me agrada o gosto que você tem, me intriga esse seu doce amargo que não sai da boca mesmo sem ter-lo provado.
Me prende e me domina o que você possa ter de ruim, o que seus sorrisos escondem.
Gosto da tua euforia comedida, do seu doce saber de sobriedade.
Gosto de você: do que é, e mais ainda do que nunca vais ser.
Gosto da sua bucólica tristeza.
Me agrada as definições que erroneamente tenho de ti.
A grandiosidade que só você tem ao ser pequeno quando necessário.
Me rouba o chão e ultrapassa as barreiras do que posso entender.
Minha admiração por você cresce a cada segundo ao teu lado, a cada troca de olhar que só eu dou,
É tão platônico, chega a ser vivo em uma realidade só minha.
Me encanta com definições,
Com certezas e mais ainda com a hombridade em assumir a falta delas.
Gosto das tuas piadas sem graça.
Gosto do cheiro de novo, da incerteza que sinto ao teu lado,
Você resume o mundo com um único sorriso.
Teu espírito me tem...
E preso a tua liberdade, estou completo.
Estou saindo, mas você fica...

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

[iN]cOmPlEtO...

Eu vi o poeta,
Dancei no fogo,
Me queimei sem ver.
Não senti as dores dessas marcas,
Me alegrei na beleza da minha dor.
E de tão completo, estava incompleto.

E quando não queria, desejava, prendia.

Eu vi o poeta,
E senti a solidão que só a multidão pode dar.
Fui insatisfeito, desejoso.
E fui pondo coisas fora,
Evitando perdê-las,
Guardando longe o que não quero que me tirem.
Entreguei minha liberdade em asas que não eram minhas,
Fui servil.
E morrendo, a lealdade ao matador ainda me acompanhava.

Sim, eu vi o poeta...

SeXuAl[MeNtE]

O que antes era banal, agora toma forma, ganha vida.
Sussurros que expõe mais que desejos, mostram o mais íntimo de nossas vidas.
Vidas que não são mais dois corpos, mas sim um só.
Uma só batida, uma só levada.
A respiração é acelerada, compassada, única.
Sexo não é tudo, mas é o que eu quero agora.
Ainda quero sorver a vida que sai você,
Extrair do teu íntimo suspiros e confissões que só o desejo pode tornar verdade.
São gemidos e juras de um amor alimentado pela chama que consome pudores e esclarece desejos intensos.
Toques, caricias que variam de doce a picantes, cheias de intenções, carregadas de sexo, de instinto.
Poesias flutuando pelo quarto envolvendo os corpos quentes.
Sons que fazem a mente se perder em meio a fantasias agora nem tão fantasiosas, sons que fazem o corpo ganhar um compasso próprio, um ritmo não esperado, desconhecido.
São cheiros que expressam mais que atos, que revelam intenções, dão o rumo certo.
São cheiros que mostram o próximo passo.
Ações e a falta delas;
É tudo o que eu faço e o que deixo de fazer na esperança de te ver me levar.
De ser conduzido pelo teu quer.
Dominado pelo que te domina.
É você no seu lugar. Você dentro de mim.
Aconchegado pelo meu calor íntimo.
Protegido pela minha entrega.
Os olhos falam, e as lagrimas não são de dor,
Quiçá seria o amor uma dor?
Não, não agora.
Agora é plenitude.
O silêncio é eloqüente.
E a grandiosidade desse momento expõe o nada ao qual o resto do mundo se limita.
Amar, provocar, enlouquecer, conceder, tocar, acariciar, beijar, lamber, chupar, transar: verbos expressos em cheiros e ações, intenções, tudo sinônimo de você.